Como já disse Tom Jobim, o Brasil não é para principiantes. Nem tão pouco para voluntaristas.

Collor, na base da canetada, confiscou o dinheiro de todo mundo, congelou preços, empobreceu o país e acelerou a inflação.

Ciro Gomes, nos poucos meses em que ficou à frente do Ministério da Fazenda, comprou briga com meio mundo e quase liquida o Plano Real.

Dilma, como sabemos, gastou o que tinha e o que não tinha, interviu no setor elétrico, na Petrobrás, no BC, na Caixa, no Banco do Brasil e produziu a maior crise econômica da história Brasileira.

Agora temos Bolsonaro repetindo erros de Dilma ao intervir na Petrobrás, ao descuidar das contas públicas e menosprezar o poder destrutivo da inflação para os mais pobres. O pior é que Paulo Guedes, o Posto Ipiranga que conduziria o ajuste das contas públicas, mostrou-se igualmente voluntarista com o congresso e com enorme vocação para capacho do presidente.

Nos últimos meses, não sei se por vingança ou incompetência, Paulo Guedes dá indicações de que tenta fazer o necessário ajuste fiscal via inflação, o que é simultaneamente uma ode à própria prepotência e um réquiem à experiência. Apenas ingênuos, otimistas doentios ou canalhas podem defender esse caminho.

Nesse ponto alguém pode dizer que estou fazendo campanha para Lula. Não estou. Lula pode ser corrupto, pode ter simpatia por ditaduras e ditadores, mas nunca foi voluntarista. Sempre foi um negociador. Logo, não faz sentido incluí-lo na lista acima.

Não estou fazendo campanha por ninguém, mas defendo sim uma plataforma de governo que ainda não encontrou candidato.  Não é uma proposta mágica ou populista. É um convite a se compreender que o Dinheiro Público não é infinito e nem de quem chegar primeiro. É um convite à racionalidade econômica, à valorização da democracia e à redução pra valer da desigualdade no Brasil.

Conheça a proposta aqui.