Qualquer pessoa que não seja imune aos fatos se pergunta: por que Paulo Guedes ainda não mandou Bolsonaro colher laranjas e deixou o governo?

Há dois anos vê sua imagem de czar da economia se dissolver e revela-se a envergonhada marionete de uma sub-Dilma.

É certo que há muito em comum entre o nacional-desenvolvimentismo de Dilma e Geisel, traço comum também a alguns dos generais com mais influência no governo Bolsonaro, mas tanto o governo de um com o outro produziram graves crises econômicas e foram alvo das críticas do czar Guedes na campanha eleitoral.

Lembremos que Bolsonaro delegou a Guedes os planos para a economia e tais planos apresentavam uma agenda liberal, uma agenda que prometia corrigir erros do passado e combater o endêmico déficit das contas públicas brasileiras…

Bem, já está claro que Bolsonaro não tem nada de liberal. É um caudilho. Seu sonho é ser um novo Chávez, mas com sinal ideológico trocado. Aliás, na questão da intervenção nos preços dos combustíveis copiou o erro de Dilma e do próprio Hugo Chávez. Adora um erro. Só falta copiar também Alberto Fernández, o presidente argentino, e relançar o Plano Cruzado, com congelamento de preços, fiscais do Sarney e todas aquelas medidas que só aumentam o tamanho dos problemas.

Infelizmente Bolsonaro não vai mudar. É incapaz de aprender. Seguirá produzindo desastres enquanto for presidente. Seguirá boicotando qualquer agenda liberal. Seguirá desautorizando Guedes em praça pública.

Até quando, ministro?