328004980_1-2-e1528209122487

Bolsonaro é o provável novo presidente do Brasil. É o que diz a matemática. Está na hora de provar que é mais que um falastrão autoritário. Tem a oportunidade de demonstrar que tem condições de cumprir o que promete na página 5 de seu programa de governo e garantir “Liberdade para as pessoas, individualmente, poderem fazer suas escolhas afetivas, políticas, econômicas ou espirituais.

Isto significa convocar já seus apoiadores através de todos os meios de comunicação e dizer com todas as letras que condena quem agride, xinga ou hostiliza pessoas por conta de opiniões, preferências sexuais ou religiosas.

Precisa dizer claramente que quem o faz não tem seu apoio e precisa responder judicialmente por seus atos.

Não importa mais que a violência tenha como origem os 14 anos de “nós contra eles” insistentemente explorado pelo governo do PT. Não importa que tenha levado uma facada. Como diz o ditado, um erro não justifica outro. É hora de pacificar o país. É hora de exibir coragem e liderança real.

De 30 de setembro a 10 de outubro, em trabalho realizado por Alice Maciel, Thays Lavor, Gabriele Roza, Alexsandro Ribeiro e José Lázaro Jr para a Agência Pública, foram documentados pelo menos 50 ataques e ameaças em todo o país cometidos por apoiadores de Bolsonaro.

Questionado sobre tais agressões, o candidato a presidente disse:

“Eu lamento. Peço ao pessoal que não pratique isso, mas eu não tenho controle sobre milhões e milhões de pessoas que me apoiam. Está um clima acirrado, pela disputa, mas são casos isolados que a gente lamenta e espera que não ocorram”.

Este é o comportamento de um covarde ou de quem concorda com as agressões. Ou de um covarde que concorda com as agressões.

Bolsonaro precisa fazer uma defesa pública e enfática do que está prometido em seu plano de Governo, convocando a paz.

É o que se espera de um estadista.

A alternativa é ser cúmplice da ignorância e da barbárie, fortalecendo os argumentos de quem o combate.

 

Artigo de Paulo Falcão.