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Houve uma enorme blitzkrieg contra William Waack na imprensa e nas redes sociais em função de um vídeo em que faz uma piada velha e ruim dizendo que a buzina que invadia a cobertura que a Globo fazia da vitória de Donald Trump era “coisa de preto”.

O comentário é infeliz, sem dúvida, mesmo que fosse uma piada sobre a derrota da candidata apoiada por Obama e 98% da mídia mundial. Era, no entanto, um comentário privado, feito a um único interlocutor, que não deveria ser divulgado em hipótese nenhuma. Não era uma opinião, uma afirmação, era uma piada, grosseira, racista, mas uma piada contada ao pé da orelha de seu colega de cena.

A reação de seus detratores foi enorme, principalmente por parte da esquerda. E o motivo não foi indignação real, mas oportunismo rasteiro: como nunca conseguiram vencer seus argumentos, optaram por tentar destruir sua reputação.

Por que afirmo que se trata de oportunismo?

Simples: estas mesmas pessoas que agora chamam William Waack de racista e pedem sua cabeça silenciaram de forma cúmplice recentemente, em junho de 2017, quando o ministro do STF Luís Roberto Barroso disse que Joaquim Barbosa era um “Negro de primeira linha”. A imprensa noticiou o fato, mas a esquerda que milita nas universidades e nas redes sociais não o repercutiu, para não desgastar seu mais ativo quadro no STF.

Ninguém pediu a cabeça do Ministro.

Também fez cara de paisagem quando, em 2009, Paulo Henrique Amorim atacou deliberadamente em seu site o jornalista da TV Globo Heraldo Pereira dizendo que ele era um “negro de alma branca” e que profissionalmente não conseguiu revelar nada além de ser “negro e de origem humilde”. Uma insinuação nada sutil de que a ascensão de Heraldo Pereira no jornalismo da Rede Globo ocorria não por mérito mas, digamos assim, por um “sistema de cotas”.

Ninguém da esquerda o criticou publicamente ou sugeriu que o PT cortasse seus polpudos patrocínios.

Analisando os três casos, o de William Waack é certamente o menos grave, mas o que mereceu maior fúria, maiores críticas, maior volume, maior empenho.

Esta gente viu a oportunidade de destruir um adversário intelectual que nunca conseguiram enfrentar e partiram com tudo para cima, como lobos.

Como os fatos demonstram, não atacam por convicção. Essa gente não segue um princípio ético, segue apenas a conveniência de momento.

Espero que William Waack continue sua carreira na Globo. O programa Painel, que ancora na Globo News, é disparado o melhor programa da emissora já há muitos anos. Sem ele, a inteligência perde e os medíocres ganham.

 

Artigo de Paulo Falcão.

 

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