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COMO 2 E 2 SÃO CINCO.

mad-marx

Quando Caetano Veloso escreveu estes versos, falava de uma realidade em que a democracia havia sido suprimida. Nada estava certo. O estado de direito fora subjugado e estávamos submetidos ao arbítrio dos generais.

A esquerda, que odiava a ditadura militar brasileira e adorava a ditadura militar cubana, gostou da canção mais do que gostava de Caetano (que sempre gostou de ser do contra).

Hoje, vendo o silêncio cúmplice da esquerda brasileira diante da chacina venezuelana, vendo o entusiasmo desta esquerda com uma constituinte farsesca, em que a oposição não tem candidatos e apenas uma minoria de eleitores compareceu às urnas, lembrei-me deste e outros versos de Caetano.

Infelizmente, vivemos tempos em que já não há poesia nem canção. Há apenas aquelas velhas ideias que apoiavam a ditadura no feudo dos irmãos Castro sendo apresentadas como novidade.

Os delírios da esquerda levaram a Venezuela ao caos econômico e político.

No Brasil, gente como Igor Fuser, Guilherme Boulos, Gleisi Hoffmann, José Dirceu e afins parece interessada em replicar algum tipo semelhante de caos político e econômico na esperança de voltar ao poder e esmagar de vez a democracia brasileira.

Aliás, este é um sonho recorrente da esquerda: o poder que emerge do caos, da revolução.

Ocorre que o principal motivo da tragédia seguir aumentando na Venezuela é a incapacidade da esquerda em aprender com os próprios erros. É o erro persistente de diagnóstico.

Maduro está colhendo o caos econômico plantado por Chávez, mas não há nenhuma voz da esquerda reconhecendo isto. Ao contrário.

Como já escrevi em outro artigo, “Diante de certas manifestações flertando claramente com a interrupção da democracia, à direita para “arrumar a casa” e à esquerda porque uma construção burguesa que dá suporte ao capitalismo, é importante fazermos algumas reflexões.

Em um fórum na internet que celebrava o confronto em que manifestantes de esquerda atiraram pedras portuguesas das calçadas cariocas em policiais com suas bombas de gás, como se aquilo fosse o prenúncio da “revolução socialista”, fiz uma pergunta que não encontrou resposta concreta: o que ocorre se realmente radicalizar? A opção pela violência daquelas pessoas é movida pela esperança de que possam vencer, mas estarão preparadas para perder? Estarão preparadas para uma reação violenta de verdade? Há um ponto em que o tênue verniz civilizatório se rompe e emerge a barbárie. Neste momento, os policiais “pretos, pobres e mulatos E quase brancos quase pretos de tão pobres”, mas armados, enfrentarão em que termos a juventude classe média que os agride?

Do outro lado do espectro ideológico temos os defensores de gente como Jair Bolsonaro e seus filhos, que são ainda mais primitivos que o pai. Temos os idiotas que falam em “intervenção militar”. Temos os que cultivam de forma grosseira a intolerância contra toda e qualquer pessoa que lhes pareça “de esquerda” – embora a maioria não consiga definir o que seja esquerda ou direita – e muito menos democracia”.

Olhando tudo isto, vendo desfilar a ignorância eloquente e orgulhosa que infelicita o Brasil à direita e à esquerda, fica cada vez mais claro o árduo trabalho que tem pela frente quem tem a democracia e o estado de direito como valores fundamentais. É extremamente penoso argumentar com quem acredita que dois e dois são 5.

 

Artigo de Paulo Falcão.

 

PS – Os dois artigos abaixo, publicados pelo jornal El País, corroboram tudo que venho afirmando sobre a Venezuela neste blog.

 

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Violência e abstenção na votação da Constituinte de Maduro

Governo diz que 41,43% dos eleitores votaram e a oposição fala em 12%. Pelo menos 15 pessoas morreram

 

ALFREDO MEZA e

FRANCESCO MANETTO

 

A votação para a Assembleia Nacional Constituinte proposta por Nicolás Maduromergulhou, neste domingo, a Venezuela em uma espiral de violência sem precedentes durante um processo eleitoral com pelo menos 15 mortos desde a noite de sábado, e encaminha o país a partir desta segunda-feira a uma intransponível fratura da sociedade e das instituições. O Governo seguiu em frente com seu plano de redigir uma nova Constituição e realizou eleições rejeitadas em bloco pela oposição – que não apresentou candidatos e promete agora redobrar seu enfrentamento ao regime – e boa parte da comunidade internacional.

 

A abstenção foi, mesmo segundo as cifras do Executivo, muito elevada. O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) calculou o comparecimento às urnas em 41,43% do eleitorado, ou seja, quase 8,1 milhões de votos, enquanto a oposição disse que o índice foi de 12%. As forças opositoras realizaram há duas semanas um plebiscito extraoficial em que consultavam os venezuelanos sobre a eleição da Constituinte. Segundo seus cálculos, quase 7,2 milhões de venezuelanos foram às urnas naquele dia.

 

O primeiro efeito da decisão de Maduro de levar adiante seu projeto é que a Venezuela terá, a partir desta segunda-feira, um Parlamento exclusivamente governista, ignorado por todos os partidos da Mesa da Unidade Democrática(MUD) e setores críticos do chavismo.

O Governo tentou mostrar que a votação transcorreu em paz, mas o saldo de mortos o desmente. Nunca na véspera ou no desenrolar de um processo eleitoral haviam ocorrido tantas mortes. Caracas não foi o único palco dos violentos enfrentamentos entre os manifestantes, as forças de segurança e os coletivos armados ligados ao chavismo. Houve cinco mortos na província andina de Mérida, um no Estado de Lara (centro-oeste do país) e oito em Sucre, na costa nordeste da Venezuela.

O Ministério Público confirmou, além disso, o assassinato a tiros de José Félix Pineda, um candidato à Constituinte em Ciudad Bolívar, a capital do Estado de Bolívar, no sudeste. Na capital do país, o estado de máxima tensão ficou evidente em Altamira, transformada em símbolo dos protestos oposicionistas, onde a explosão de um artefato contra uma coluna de agentes motorizados da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) deixou vários feridos. Oficialmente, o Ministério Público pôde confirmar cinco mortes nas primeiras horas da manhã. Além do caso de Pineda, um promotor foi encarregado de investigar os homicídios de Ricardo Campos, subsecretário da legenda social-democrata Ação Democrática, em Cumaná (Estado de Sucre), e de Marcel Pereira, no povoado de Chiguara, em Mérida.

Nova etapa

Nesta segunda-feira tem início uma nova etapa na Venezuela. A oposição fez um chamado à unidade contra o regime, enquanto o Governo continuará uma fuga para a frente cheia de incógnitas. A nova Assembleia Nacional Constituinte destitui a Câmara eleita em 2015, composta por uma maioria de representantes críticos do chavismo, e até mesmo para os defensores do legado do ex-presidente Hugo Chávez implica uma traição e uma ruptura sem volta com os últimos 18 anos.

De qualquer modo, o que a eleição deixou claro é que a Venezuela é desde este domingo um país mais dividido. No leste e sudeste de Caracas praticamente não houve eleição. A greve geral de 48 horas convocada na semana passada pela MUD, materializada em bloqueios de vias, vividos desde a quarta-feira, impediu que nesses setores da área metropolitana da capital venezuelana, onde se concentra a maioria da oposição ao regime de Nicolás Maduro, o Conselho Nacional Eleitoral abrisse as seções de votação. O deputado Juan Andrés Mejías, do partido Vontade Popular, informou que menos de 10% das seções eleitorais funcionaram nos municípios oposicionistas de Baruta, Chacao e El Hatillo.

Mas, ao superar esses limites, outro país saiu para votar. À primeira hora da manhã, no colégio eleitoral Andrés Bello, da avenida México, no centro de Caracas, havia muito pouca gente em filas. No único colégio aberto na avenida Lecuna, de Caracas, também no coração da cidade, havia um punhado mais de pessoas, número suficiente, de qualquer modo, para que a televisão oficial, com planos fechados, proclamasse que desde a primeira hora da manhã o comparecimento era maciço.

Ainda assim, a presença não era a de eleições presidenciais, nas quais muito mais gente costuma votar. O chavismo perdeu em Coche e El Valle, duas áreas do sudoeste de Caracas que, até a surra das eleições para o Parlamento, em dezembro de 2015, eram seus bastiões principais na capital. Mas no meio da manhã, na longa avenida intercomunal que as une, havia cinco colégios eleitorais com várias pessoas esperando que sua entrada fosse autorizada. Era um domingo diferente do que transcorria nos setores oposicionistas, silencioso e com restos de barricadas nas esquinas.

Os governistas

A oposição se absteve de participar porque não endossou a convocação do presidente Maduro nem as condições estabelecidas pelo Conselho Nacional Eleitoral, que reservou para a clientela governista um terço das cadeiras e deu maior representatividade às províncias onde o regime conserva boa parte de seu apoio. Para coroar seus esforços de impedir as eleições, os dirigentes da MUD convocaram uma manifestação na estrada Francisco Fajardo. Mas a Guarda Nacional Eleitoral impediu que os manifestantes se concentrassem nos cinco pontos definidos para o protesto. Foi uma repressão brutal que incluiu, segundo denúncias do dirigente nacional do Primeiro Justiça, José Manuel Olivares, o roubo de telefones celulares, espancamento e o lançamento de gás lacrimogêneo.

A Venezuela, em última instância, enfrenta agora um momento decisivo marcado pela violência em que toda a possibilidade de diálogo, patrocinado especialmente nas últimas semanas pelo ex-presidente de Governo (primeiro-ministro) espanhol José Luis Rodríguez Zapatero — e que culminou com a saída da prisão de Leopoldo López, em uma tentativa do Governo de buscar um balão de oxigênio diante da pressão —, parece ter se esvanecido. As decisões que o regime de Maduro e os dirigentes da MUD tomarem-nas próximas horas serão determinantes para definir o futuro do país.

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Maduro consolida seu xeque-mate à democracia na Venezuela

A Assembleia Constituinte acabará com o Parlamento de maioria opositora eleito há menos de dois anos

 

ALFREDO MEZA e

FRANCESCO MANETTO

O regime de Nicolás Maduro consumou seu plano. A escolha de delegados para uma Assembleia Nacional Constituinte, convocada com regras de jogo que favorecem o chavismo, acabará neste domingo com o Parlamento de maioria oposicionista que os venezuelanos elegeram há menos de dois anos. Ou seja, com o único contraponto ao poder no país. Trata-se de uma decisão que nem os partidos da oposição, agrupados na Mesa da Unidade Democrática (MUD), nem a pressão dos Estados Unidos, da União Europeia e de muitos países da região conseguiram impedir e que ameaça agora perpetuar a inclinação autoritária do Governo. A nova Câmara será constituída na primeira semana de agosto.

Maduro decidiu dar um salto no vazio. A nova Câmara reconfigurará a luta de poder dentro do chavismo e vai levar a Venezuela a enfrentar uma situação inédita em sua história contemporânea: a desconsideração quase absoluta da comunidade internacional pelas leis que essa instância aprovar. O primeiro passo foi dado pela Colômbia. O presidente Juan Manuel Santos afirmou que não reconhecerá os resultados da votação porque têm “uma origem ilegítima”. Esta circunstância deixaria o regime tão isolado como esteve certa vez a Cuba castrista, seu farol moral.

“Permitir a Maduro avançar com sua Assembleia Constituinte seria trágico para a Venezuela”, diz José Miguel Vivanco, diretor da Human Rights Watch para as Américas. “Permitiria não só que ele se perpetue no poder, mas conte com um séquito de seguidores que se encarregarão rapidamente de desmantelar as poucas instituições independentes que estão de pé, como a Assembleia Nacional e o Ministério Público, suspender eleições e continuar com a espiral de violência e repressão”.

Como essa decisão ganhou corpo? Em 1 de maio, quando se completou um mês dos protestos da oposição, que ainda não cessaram e nos quais morreram mais de 100 pessoas, Maduro convocou o chamado “poder originário”, em uma fuga para a frente. Com a ameaça de liquidar seus adversários da Mesa da Unidade Democrática (MUD) e os desertores de seu próprio grupo, como a procuradora-geral Luisa Ortega Díaz, o regime esperava aplacar as manifestações contra as sentenças do Tribunal Supremo de Justiça que despojavam o Parlamento de suas atribuições. A MUD não aceitou a oferta de Maduro.

O Governo definiu essas eleições depois de se negar a autorizar o referendo revogatório solicitado pela oposição e adiar as eleições regionais. Mas a oferta continha uma armadilha. As bases para a eleição da Constituinte permitiam ao chavismo, que hoje é minoria, distribuir entre os setores aliados um terço da Assembleia e dar uma representação maior às províncias mais rurais do país, onde conserva a maioria de seu apoio. As forças oposicionistas não apresentaram candidatos e Maduro tratou de qualificar essa decisão como uma prova de que só querem derrubá-lo. Mas o ex-candidato presidencial Henrique Capriles afirmou o contrário: “Nós fizemos de tudo para que este Governo entrasse na razão, e não o fez. Eles ainda vivem da imagem do presidente [Hugo] Chávez. Precisam deixar de se esconder atrás de Chávez e assumir a responsabilidade”.

Apesar disso, até a última hora o Governo tentou suspender sua própria proposta, diz Ángel Oropeza, coordenador da equipe política da MUD: “O presidente se sentia enredado em seu próprio invento, ao qual apelou para escapar de uma consulta popular, e não sabia como se sair dessa”. Por intermédio de seus emissários, os irmãos Delcy e Jorge Rodríguez, ex-chanceler e prefeito de Caracas, respectivamente, e com a mediação do ex-presidente (primeiro-ministro) do Governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, apresentaram várias propostas. Mas até a sexta-feira não houve possibilidade de conseguir um acordo.

“Um Governo fraturado”

“Foram feitos todos os esforços, mostramos-lhes a inconveniência de levar adiante essa proposta. Mas o Governo não é homogêneo. Quando achávamos que tínhamos conseguido um consenso acontecia de a outra ala do regime, representada por um grupo que tem mais contas pendentes com a Justiça, se negar a aceitar qualquer acordo. Esse é o problema de negociar com um Governo que está fraturado”, diz Oropeza.

Oropeza considera que a Constituinte é a oportunidade que Diosdado Cabello – o número dois do regime – sempre esteve esperando para desafiar o poder de Maduro. De todos os aspirantes, o poderoso vice-presidente do Partido Socialista Unido de Venezuela foi o mais entusiasta na campanha. Percorreu o país, prometeu que a institucionalidade surgida da nova Constituição liquidaria a oposição e os trânsfugas do chavismo. Cabello aspira a presidir essa nova instância. Se conseguir, é bem provável que termine convertido no presidente de fato.

De qualquer modo, ninguém se mostra disposto a ceder e as perspectivas começam a ser cada vez mais incertas na Venezuela. Oropeza visualiza que as expectativas de Maduro de pôr uma lápide na crise venezuelana não vão ser satisfeitas. “Isto vai ser muito pior. Adentraremos o terreno da ingovernabilidade. Tomara que as soluções cheguem antes de que as vítimas continuem caindo.”

Denúncia internacional

Vivanco considera que “a única solução para evitar esse cenário é a continuidade da forte pressão nas ruas por meio de maciças manifestações pacíficas, junto com uma pressão internacional e multilateral cada vez maior que implique, por exemplo, a adoção de sanções direcionadas contra funcionários públicos venezuelanos que estejam envolvidos em graves violações de direitos humanos”. Na semana passada, mais de 100 congressistas colombianos e chilenos apresentaram no Tribunal Penal Internacional de Haia uma denúncia que responsabiliza o Governo venezuelano por crimes como o “assassinato por instigação direta e indireta” e “a privação do acesso a alimentos e remédios”. Vivanco opina que “aqueles que cometem os gravíssimos abusos que ocorrem na Venezuela hoje devem saber que, cedo ou tarde, prestarão conta de seus atos”.

 

UMA POLÍTICA ECONÔMICA QUE MERGULHOU O PAÍS NA RUÍNA

A professora de Filosofia Política Colette Capriles, da Universidade Simón Bolívar, acha que o Governo utilizará a Assembleia Nacional Constituinte (ANC) como um meio de negociar a sobrevivência diária de Nicolás Maduro, cujas decisões macroeconômicas mergulharam na ruína um país que chegou a se gabar de ser o mais rico da América Latina.

A Pesquisa sobre Condições de Vida na Venezuela (Encovi), um estudo conjunto realizado pela Universidade Católica Andrés Bello, a Universidade Central da Venezuela e a Universidade Simón Bolívar, revelou em fevereiro que, em 2016, um total de 82% dos lares venezuelanos vivia na pobreza. Uma de cada duas residências estava então na categoria de extrema pobreza. “A Assembleia Nacional Constituinte não vai ser como um comitê de saúde pública robespierriano. Será, sim, uma carta de negociação permanente do Governo para seguir em frente, dia a dia. Não é possível ver muito mais ali”, prevê o ex-candidato presidencial e líder oposicionista Henrique Capriles.

As perguntas têm a ver agora com o que acontecerá a partir de segunda-feira. Muitos analistas concordam em que o principal problema dos cidadãos é a economia. Como o crescente isolamento do país afetará a situação? Tudo depende, em boa medida, da reação da oposição, da capacidade de Nicolás Maduro para resistir à pressão e do precipício que a Venezuela enfrenta.

O rechaço às eleições deste domingo não provém somente da MUD. A Constituinte trouxe à tona uma fratura dentro do chavismo. A procuradora-geral acusou abertamente Maduro de trair o legado de Chávez. E figuras como Nicmer Evans, do Movimento pela Democracia e a Inclusão, também rejeitam a convocatória. “Estamos pedindo ao presidente Maduro que seja estabelecido um processo de negociação para que sua renúncia permita que saia pela porta da frente e que essa renúncia, que se enquadra na Constituição, nos possa permitir de maneira absolutamente certa gerar um processo democrático de reorganização das instituições a partir da convocação de uma eleição presidencial”, conclui.

 

 

 

 

 

 

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5 comentários em “COMO 2 E 2 SÃO CINCO.

  1. Questões Relevantes
    08/02/2017

    Mais um registro necessário:
    O momento em que líderes opositores são presos em suas casas de madrugada na Venezuela.
    https://goo.gl/R26MJi

  2. Adonias Pedreira Dos Santos Lopes Pedreira
    08/01/2017

    Você só se esqueceu que não há ditadura maior do que a que obriga cidadãos a sairem de seus paises para mendigar emprego e comida em outros países, mas isto nunca houve no Brasil, ainda haverá se o PT conseguir voltar ao poder e terminar o que eles têm em mente. No Brasil nunca houve ditadura, houve a reação das FORÇA ARMADAS para acabar com o caos que os tais esquerdistas queriam implantar aqui, e que não deu certo em lugar nenhum.

    • Questões Relevantes
      08/01/2017

      Seu caso está bem definido no artigo. Extremista de direita. Mas em um ponto concordo com você: os governos de esquerda não deram certo em lugar nenhum, nunca entregaram o que prometeram.

  3. Paulo: eu creio que se pode dizer que há elementos para considerar essa constituinte legal, sim. Mas o dilema é que o populismo balança, está condenado, mas não há nada estável para colocar no lugar. Como aqui. A venezuela é que está para virar um Brasil piorado.

    • Questões Relevantes
      08/01/2017

      Lúcio, se Chávez liquidou o Estado de Direito e Maduro foi empossado em desacordo com a constituição que o próprio Chávez impôs;
      Se Eleições foram adiadas pelo governo para evitar ver seu poder reduzido ainda mais;
      Se a constituinte proposta tem o claro propósito de destituir um parlamento contrário ao governo e reduzir ainda mais o papel do parlamento, passando o poder para “representantes” de grupos organizados financiados pelo governo,
      não há como considerá-la legal.

      Quanto a imaginar ou sugerir que a situação da Venezuela é melhor que a do Brasil, seria cômico se não fosse trágico. Você se candidata ao Prêmio Igor Fuser de avaliação política, aquele “especialista em Venezuela” que errou 100% das avaliações e previsões que fez nos últimos 20 anos.

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