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TEMER É A GENI DA MULTIDÃO IRRACIONAL, COM O LUXUOSO APOIO DE RODRIGO JANOT.

Temer-Geni

Fui um dos que acreditou que as instituições brasileiras haviam resistido razoavelmente bem ao aparelhamento realizado pelos 13 anos de PT, mas a cada dia fica mais claro que fui ingênuo. O estrago foi gigantesco. Apenas reconhecendo a gravidade e a amplitude deste aparelhamento é possível compreender o golpe costurado contra Temer (e contra o Estado de Direito) pelo procurador geral da república Rodrigo Janot, pelo ministro do STF Edson Fachin, por uma maioria omissa no mesmo STF e pela Globo, com todo seu poder (esta última por motivos que desconheço).

Quero deixar claro que não considero Temer inocente. Já disse muitas vezes que ele teve papel relevante no Governo Lula e foi vice-presidente de Dilma duas vezes. Não há razão para imaginar que fosse mais honesto que ambos. Chafurdaram juntos na mesma lama.

Mas dentro de um quadro em que temos de um lado o objetivo de preservar o Estado de Direito e de outro a necessidade de permitir a retomada da economia para reduzir o sofrimento de 14 milhões de desempregados pela gestão irresponsável de Lula pós 2008 e Dilma ininterruptamente, Temer era a alternativa legal e se mostrou mais eficiente que sua antecessora em interromper a queda da economia, em reduzir a inflação e em dar maior transparência e racionalidade às contas públicas.

Não há no horizonte político, dentro das regras vigentes, nome melhor que o de Temer para ocupar a presidência da república e levar o Brasil até a eleição de 2018 – ou você acha que Rodrigo Maia é um nome palatável? Porque é este o nome no horizonte. Não se iluda com soluções mágicas e nomes mirabolantes.

Colocando de lado a questão Rodrigo Maia, voltemos ao outro Rodrigo, o Janot, que contribuiu de forma decisiva, através de ilegalidades incontestes, para transformar Temer na Geni da multidão irracional que adora gritar “Fora, Temer”, à direita e à esquerda.

Por tudo que vimos esta semana, com a aprovação da reforma trabalhista e a derrota do relatório de Sérgio Zveiter na CCJ, Temer deve permanecer, o que elevará ainda mais a estridência de Rodrigo Janot.

Augusto de Franco publicou um artigo em sua página no Facebook que joga luz sobre a atuação trevosa do vaidoso, raivoso e partidário Procurador Geral da República. Mais do que isso: chama a atenção para um aperfeiçoamento institucional que deverá ser discutido em um futuro próximo, provavelmente com o congresso eleito em 2018.

 

Fiquem com o artigo.

 

Introdução por Paulo Falcão.

_______________________

 

HÁ UM ERRO NO ATUAL ARRANJO INSTITUCIONAL

Um PGR pode desestabilizar qualquer governo, enviando ao STF uma denúncia por mês contra o presidente?

Ora, o MP é parte, não juiz. Portanto, deve ser visto, pelo judiciário, com as mesmas reservas que são dispensadas a qualquer parte em um processo. Mas se o STF, sem entrar no mérito, envia automaticamente todas as denúncias – inclusive as ineptas – ao Congresso, há alguma coisa muito errada no nosso arranjo institucional.

Um Procurador Geral da República pode ter tanto poder assim? O STF pode virar um despachante da PGR?

Em geral isso não era para acontecer. Mas depois de uma década de PT, aparelhando tudo, estamos vendo que pode, sim, acontecer. Um PGR prestando serviço ao PT ou imbuído de uma ideologia de esquerda, ou mesmo querendo fazer carreira política, pode inviabilizar qualquer governo, sobretudo se conta com o apoio de um grande meio de comunicação, de ministros aliados no STF e de uma mínima base parlamentar interessada em desestabilizar um governo.

Tudo indica que Janot vai ficar enviando denúncias contra Temer, até conseguir o seu intento. Mesmo que perca todas, a desestabilização que isso provoca e a paralisação do governo (que é obrigado a fazer de tudo para não cair), pode inviabilizar um mandato presidencial e prejudicar o país. E se o STF não examina a consistência da denúncia, um militante ou um irresponsável no comando da Procuradoria Geral da República podem muito bem inventar seguidos pretextos (até mesmo fazer “ações controladas”) para manter qualquer governo que considera inimigo permanentemente acuado. No limite está sendo conferido ao MP o poder de matar governos.

Não faz sentido.

Mais cedo ou mais tarde vamos ter que reexaminar o papel atribuído ao Ministério Público pela Constituição de 1988.

 

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10 comentários em “TEMER É A GENI DA MULTIDÃO IRRACIONAL, COM O LUXUOSO APOIO DE RODRIGO JANOT.

  1. Leonardo Crestani
    07/16/2017

    A constituição de 88 foi escrita pós o regime militar Já sob a batuta da esquerda liderada por Ulisses Guimarães . Com alguma influência da direita que conseguiu colocar nas entrelinhas algumas coisas que impediram até agora a homologação socialista. Mas ao longo do tempo com a liderança de FHC a esquerda se fortaleceu, e introduziu elementos dos mais fanáticos comunistas. E é assim que estamos acuados por um corporativismo socialista comunista. Mas encontra forte resistência populacional, quem não tem em seu íntimo nenhuma afinidade com a esquerda. Quanto tempo para uma definição, não sabemos. Como também não não há quem possa dar respostas a tantas dúvidas. Uma coisa é certa a nação clama por novas lideranças e tudo indica que haverá si novos caminhos a ser seguidos.

    • Questões Relevantes
      07/16/2017

      Há um claro exagero na sua leitura da realidade. Beira o delírio. E olha que sou um liberal, nada à esquerda. É certo que temos muitos à esquerda com sonhos totalitários, principalmente em partidos como PT, PSOL e assemelhados, mas não ditam o rumo. Nosso congresso é conservador e ignorante. Desconhece ideologia, seja de direita ou de esquerda.

  2. Korama Guerra Rodrigo
    07/15/2017

    O artigo fez análise sobre uma óptica que não havia percebido. Estamos encurralados sem ter noção.

    • Questões Relevantes
      07/15/2017

      Não penso que estamos encurralados. A democracia demanda paciência. Podemos esperar ouvindo dos Stones cantando Time is on my side

  3. Lúcio Júnior Espírito Santo
    07/15/2017

    Nossa. O bandido virou vitima só pq coaduna com minha ideologia…

    • Questões Relevantes
      07/15/2017

      Há duas questões ai. Primeiro, ele é bandido, como deixo claro no artigo, e é vítima também, na medida em que a PGR e o STF atropelaram seus direitos constitucionais – e não acho salutar para o estado de direito fechar os olhos a isto, porque direitos constitucionais dizem respeito a todos nós. Segundo, de fato ele tomou medidas que melhoraram a economia, reduziram juros e inflação e aumentou a transparência das contas públicas. Isto se coaduna com “minha ideologia”, mas é muito mais relevante para a esmagadora maioria da população que não tem qualquer ideologia e hoje vive pressionada pelo medo de perder o emprego, ou os 14 milhões de desempregados pela contabilidade criativa de Dilma. A forma como a PGR e o STF vêm agindo neste caso servem à esquerda e sua “disputa de poder” , mas certamente não servem à população que a esquerda diz representar.

  4. Eduardo Terra Coelho
    07/15/2017

    Falar de aparelhamento do Estado pelo PT nos 13 anos de gestão é crer que tudo começou em 2003. A emenda da reeleição foi feita sob este aparelhamento. O Estado já estava todo aparelhado pelos militares. O Estado serve a uma dada classe.

    E não é de hoje, mas desde sempre, no caso do Brasil.

    • Questões Relevantes
      07/15/2017

      As críticas à emenda da reeleição são justas, envolveram corrupção, mas não afrontaram o Estado de Direito. E este é outro ponto que não se pode esquecer: o aparelhamento feito pelo PT visava conquistar a capacidade de atropelar o Estado de Direito em nome de um projeto de poder que nunca teve a democracia como valor fundamental.

      • Eduardo Terra Coelho
        07/15/2017

        Eduardo Terra Coelho As privatizações foram o que então ?

      • Questões Relevantes
        07/15/2017

        Eduardo, não houve nada de inconstitucional nas privatizações, não houve agressão ao estado de direito. Além disso, do ponto de vista político, as privatizações reduzem as barganhas e a corrupção, na medida em que eliminam cabides de emprego, diretorias e cargos em comissão que o governo de turno costuma usar quando negocia apoio.

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