Donald Trump

Ninguém jamais viu uma eleição presidencial nos EUA com uma união tão clara e majoritária de toda a mídia, artistas e intelectuais em favor de um candidato e, ao mesmo tempo, demonizando tanto seu oponente.

Até as pesquisas torciam por Hillary Clinton…

Ela teve tanto apoio, sua vitória foi tantas vezes dada como certa, que o mundo se surpreendeu com a vitória de Donald Trump.

Quem as pesquisas não viram? Quem a imprensa ignorou?

Resposta: o cidadão médio, pacato, conservador.

Obama venceu sua primeira eleição porque catalisou a esperança de uma parte da população que habitualmente não vota. O mesmo aconteceu agora, mas a parte da população que se mobilizou foi outra.

O fato é que os EUA fizeram uma opção por reencontrar sua essência, de tentar reconhecer sua mitologia fundadora na realidade política.

Não estou entre os que têm medo de Trump e sua fanfarronice. Acredito que a Realpolitik vai prevalecer.

O importante deste episódio é que ele se soma a outros exemplos de uma certa fadiga com as políticas “progressistas” de questionamento constante de tudo, de reinvindicações sobre tudo, de confrontos com elementos estruturantes na vida deste cidadão médio, invisível e claramente indesejável.

Indesejável por quem? Ora, por muitos comentaristas, analistas e intelectuais, como pode ser visto em suas reações à vitória de Donald Trump.

Aparentemente, para estas pessoas, democracia só é boa quando prevalecem suas ideias. Caso contrário, falam em retrocesso. Evidentemente trata-se de um absurdo lógico. O nome do regime em que as ideias de “iluminados” são impostas à população é outro.

 

Artigo de Paulo Falcão.

 

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