mentiroso

Existem momentos com forte poder de explicitar o problema decorrente da falta de honestidade intelectual na imprensa, na academia e nas redes sociais. Ou, se achar muito forte esta afirmação, podemos dizer: o quanto preferências ideológico-partidárias afetam a integridade da comunicação. A reação à reforma na educação proposta pelo Governo Temer é um destes momentos.

Trata-se de um assunto complexo, que mereceria uma abordagem cuidadosa dos chamados “formadores de opinião”, mas não é o que vimos.

Não vou me alongar pois o assunto é denso e exigiria tempo e esforço desnecessários para provar o que digo acima. Basta tomarmos como exemplo um aspecto que foi amplamente comentado como prova de uma “guinada à direita” e uma tentativa de barrar a formação de alunos “dotados de pensamento crítico”: o fim da obrigatoriedade de aulas de filosofia e sociologia.

Você certamente viu matérias falando sobre isto. Viu charges, viu protestos. Mas provavelmente não viu o vídeo abaixo em que Dilma, ainda presidente, defendia estes dois pontos, deixando claro que esta reforma não é fruto de uma decisão intempestiva do “Governo Golpista”, mas a continuidade de uma proposta que vinha sendo formulada pelo governo anterior, com ativa participação da esquerda. Ou seja: o que era defendido antes, durante o desgoverno Dilma, passa a ser atacado não por discordâncias reais, mas por puro oportunismo político e intelectual. Assista e comprove. É curtinho:

Viu?

Diante da clara falta de honestidade intelectual de “formadores de opinião” que escondem isto de você, que continuam defendendo o PT e sua forma muito peculiar de “ética”, diante daqueles que cultivam corruptos de estimação, seja mais prudente. Lembre-se: quem usa a mentira como método não merece sua consideração.

 

Artigo de Paulo Falcão.

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