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SÓ QUEM NÃO AMAR OS FILHOS VAI QUERER DINAMITAR OS TRILHOS DA ESTADA.

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Existem fatos econômicos que não deveriam abrigar divergências ideológicas. Seria muito importante para a saúde da economia, do emprego, dos benefícios sociais que certos erros não se repetissem, que políticos e economistas aprendessem com os erros, as crises e os desastres.

Não me preocupam as pessoas que atacam a responsabilidade fiscal por esperteza política. Estas são apenas oportunistas, sabem que é importante mas querem tumultuar. O problema verdadeiro está no grande número de indivíduos que atua na área econômica e de gestão e que realmente acredita que a virtude está na irresponsabilidade fiscal.

Como já foi dito em outro artigo publicado neste blog, “se você acha importante programas de distribuição de renda, programas de bolsas para estudantes, maiores investimentos em saneamento básico, escolas de qualidade, melhores salários para professores, investimentos na saúde, lembre-se: sem responsabilidade fiscal tudo fica ameaçado. Tudo vai sofrer cortes e reduções”.

Ajustes fiscais não são um exercício de sadismo. Não são “coisa de neoliberal”. Trata-se apenas da realidade atropelando a fantasia, da matemática apresentando a conta à ideologia.

Abaixo reproduzo a entrevista que Eduardo Giannetti da Fonseca, economista que assessorou Marina Silva nas duas últimas eleições, concedeu a Sonia Racy e Gabriel Manzano e foi publicada no Estadão.

Da entrevista emerge claramente um pensador sério, que tem compromisso tanto com a democracia quanto com o que se convencionou chamar de “práticas de boa governança” da economia.

 

Introdução por Paulo Falcão.

______________________

DILMA ACELEROU CRISE E PRESIDENCIALISMO DE COALIZÃO ‘CHEGOU AO ESTADO TERMINAL’, DIZ ECONOMISTA.

Estadão: Que Brasil podemos esperar após a aprovação do impeachment de Dilma?

Giannetti: Comecemos pela presidente: acho que ela foi uma grande aceleradora das nossas crises – que, durante seus cinco anos de mandato, chegaram ao estado terminal. E de que crises falamos? Vejo duas, o esgotamento do ciclo de expansão fiscal, que começou em 1988, e a falência do presidencialismo de coalizão. A presidente abre o segundo mandato com capital supostamente renovado, nomeia 39 ministros de dez partidos políticos e não consegue eleger o presidente da Câmara. E o Brasil não tem presidente nem coalizão. Por isso comparo Dilma ao botão fast forward, aquele que leva o filme direto para o fim.

Estadão: Se outro candidato ganhasse, seria diferente?

Giannetti: Se a oposição ganhasse o problema seria outro – a crise econômica ia se materializar já no início do mandato. O PT, na oposição, ia fazer um carnaval e se viabilizar para voltar e ficar mais uns 30 anos no poder. Eles seguraram artificialmente, de maneira custosa para o País, os preços administrados, o câmbio. O descontrole público não era conhecido em sua real dimensão. O próprio Joaquim Levy levou um susto ao ver a dimensão do estrago. Houve sim um estelionato eleitoral e se a oposição tivesse vencido o PT ia se fortalecer fora do poder e voltar.

Estadão: Mas, saindo dele nas atuais condições, que papel resta ao PT?

Giannetti: Tenho a impressão de que ele vai sofrer uma derrota fragorosa em outubro nas prefeituras e diminuir de tamanho e importância.

Estadão: Por falar em futuro, você pretende em 2018 estar de novo com Marina Silva?

Giannetti: Depende do projeto. Eu já disse, e volto a dizer publicamente, que admiro muito a Marina e acho um privilégio ter alguém como ela como liderança em qualquer lugar do mundo. Mas ela terá de fazer uma opção: ou é uma líder de movimento, que abraça uma causa e tem uma dimensão simbólica na linha de Luther King, de Gandhi, ou é uma candidata a chefe do Executivo. Esta segunda alternativa requer uma postura mais compromissada com questões espinhosas e reais da crise brasileira. E pressupõe formar uma equipe sólida de técnicos e articuladores políticos em torno de um projeto.

Estadão: Você a apoiaria em qualquer das duas escolhas?

Giannetti: Se ela assumir de fato uma postura de candidata a chefe de Executivo, precisará ter propostas definidas sobre temas como reforma fiscal, política, pacto federativo. Tem de montar um dream team ao seu redor que garanta uma boa condição de governança corporativa. A gravidade da crise brasileira não comporta o experimentalismo que a Rede dá a impressão de estar fazendo.

Estadão: A propósito, como define a qualidade do atual debate político?

Giannetti: Ele deixa muito a desejar, não há dúvida. Temos 28 partidos com assento no Congresso, e nenhum que mereça esse nome. São todos arranjos circunstanciais para obtenção de benesses. Não temos partidos que de fato representem correntes de opinião e programas de governo. Nenhum sistema pode funcionar com o grau de fragmentação partidária que temos. Nosso presidencialismo de coalizão chegou a um estado terminal. É imperativo fazer uma reforma política que reduza o número de partidos e que eles tenham coesão e certo grau de previsibilidade. Sem isso, nem presidencialismo, nem parlamentarismo ou o que for vai funcionar direito.

Estadão: Qual a chance, a seu ver, de isso acontecer?

Giannetti: Não será no governo de Temer. Ele nem tem a legitimidade necessária para conduzir um processo desses. E a Operação Lava Jato pode trazer abalos ao governo. Mas é tema para encabeçar a pauta das eleições de 2018.

Estadão: O que daria para Temer fazer em dois anos e meio?

Giannetti: Normalizar a vida pública, estabilizar a economia – ou seja, sair da emergência. O Brasil entrou na UTI da política e talvez esteja saindo da UTI da economia. O Temer pode ser, após Dilma, o que Itamar foi após Collor. Não na dimensão da estabilização monetária, mas na institucional e fiscal.

Estadão: Poderia fazer algo como um Plano Real de crescimento?

Giannetti: Não existe tal mágica. Mas ele pode criar melhores condições para o investimento privado em áreas de concessão e privatização, se colocar as contas públicas numa trajetória que resgate a credibilidade. Aí poderia entregar 2018 numa situação bem melhor do que a que recebeu. Mas é fundamental, para isso, que não seja candidato. Isso atrapalharia o processo.

Estadão: Ia ser de novo um toma lá, dá cá em alta escala…

Giannetti: Sim e para explicar como funciona o presidencialismo de coalizão, há uma pequena anedota que acho muito didática. É assim: num início de mandato o governo é forte, as bases se comportam e aguardam. Vem uma crise, outra, aí elas saem a campo, aumentam o preço do apoio, e quando termina o mandato elas já tomaram tudo e mais um pouco. Qual foi, no Brasil, o partido que se especializou nisso? O PMDB – Aqui entra uma lição da biologia – a relação entre o parasita e o hospedeiro. O parasita, como sabemos, suga, mas sabe que não pode matar o hospedeiro. E o que tivemos com o impeachment da Dilma? Que o parasita virou hospedeiro!

Estadão: Ou seja, os parasitas (do PMDB) se tornaram hospedeiros com a votação do Senado, mas não abrem mão da condição de parasitas. O que vem depois?

Giannetti: Eles tendem a oscilar entre um papel e outro. Nas sessões do impeachment, o presidente do Senado, Renan Calheiros, mostrou-se capaz, ao mesmo tempo, de comandar o Congresso e aumentar seu poder de barganha para proteger-se das acusações que vêm por aí, nas quais ele é réu. A diferença é que eu confio na capacidade do Temer de exercer uma liderança que Dilma não exercia.

Estadão: E mostrou o que pode fazer com as nomeações que fez na economia. Não tem o perfil nem o interesse, como Dilma, de comandar Petrobrás, BNDES, BC.

Giannetti: Mérito dele, delegou excepcionalmente bem. Ilan Goldfajn no BC, Pedro Parente na Petrobrás, Maria Silvia no BNDES e uma equipe de técnicos de primeiríssima, que há muito tempo não tínhamos.

Estadão: Mas um bom grupo ainda precisa de um bom programa.

Giannetti: A “Ponte para o Futuro”, do PMDB é uma proposta essencialmente correta, não só no tocante às contas públicas e ao ajuste fiscal como na priorização das reformas trabalhista e tributária, recuperação do investimento…

Estadão: E nos programas sociais?

Giannetti: Também. Nos quais a tarefa é melhorar muito a qualidade das transferências de renda, da provisão de bens de serviço. E há um terceiro ponto: o timing. Ele ajuda o Temer.

Estadão: De que forma?

Giannetti: Primeiro, porque a inflação está em trajetória de queda. Com o Ilan fazendo um discurso mais crível quanto a buscar o centro da meta, as expectativas de inflação para 2017 estão caindo. Abre-se espaço para redução da taxa de juros. Eu concordo com a opção da atual diretoria do BC de retardar esse movimento, para que, quando começar de fato, ele possa ir mais longe, sem recuos ou riscos.

Estadão: Já temos aí na frente um teste decisivo para tudo isso. Acha que a PEC do Teto será aprovada?

Giannetti: Eu vou aguardar. O que se vê é que o cenário é de inflação declinante abrindo espaço para juros menores. O ponto bom da conjuntura é que as contas externas estão ajustadas, o setor exportador está recuperando mercados, o superávit da balança comercial este ano vai ficar nos R$ 40 bilhões, ou R$ 50 bilhões. O déficit em conta corrente está praticamente zerado. E por fim lembro aqui um outro ponto, que é o fato de termos uma inédita ociosidade no parque produtivo. Isso vai permitir um crescimento mais rápido. Você aumenta a oferta simplesmente utilizando mais plenamente as máquinas e mão de obra qualificada já disponíveis. A palavra-chave é confiança. Mas é verdade que a recuperação do emprego é um processo mais lento, ele vai demorar para reagir.

Estadão: Voltando à PEC do Teto, concorda com os que dizem que ela deveria ter como parâmetro uma inflação futura, e não passada?

Giannetti: A futura seria melhor. Mas se você conseguir congelar o gasto público do País por 20 anos corrigindo pela inflação do ano anterior já está de bom tamanho. Tenho duas coisas a dizer sobre essa PEC. A primeira é que o governo usou de certa esperteza, ao jogar o déficit primário deste ano lá para as alturas no ano que a precede – e assim congelou o tamanho do gasto público num nível elevado. Agiu mais ou menos como Santo Agostinho ao dizer, nas Confissões: “Senhor, dai-me a castidade e a virtude, mas não agora”.

Estadão: E o segundo ponto?

Giannetti: É que ela é uma peça engenhosa porque estabelece um teto global para o gasto público sem confrontar diretamente nenhum interesse. Um ou outro agente pode imaginar algo como “vai sobrar pra mim”, mas é uma impressão ainda genérica.

Estadão: Quando o sujeito perceber o que vai perder, a medida já estará aprovada.

Giannetti: Exatamente. A propósito, essa questão do gasto público se assemelha, ao meu ver, a uma espécie de comboio de trem com muitos vagões. O que se propõe com a PEC é o seguinte: a locomotiva vai parar. Se organizarmos o ajuste dos gastos teremos uma freagem ordenada, os vagões não vão encavalar, não haverá acidentes. Mas se nada for feito – digo, as reformas… – vai bater vagão para tudo que é lado.

Estadão:O primeiro vagãozão seria a Previdência?

Giannetti: Sim, a etapa seguinte é a reforma da Previdência. Mas temos também um assunto da maior gravidade, que é o problema do pacto federativo. Ele está por trás desse ciclo de expansão fiscal que vem desde 1988 e que agora chegou ao ponto crítico.

Estadão: Como analisa isso?

Giannetti: Temos um modelo de Estado híbrido, um federalismo truncado. O que aconteceu? Em 1988 foi feita uma opção, na Constituinte, de passar de um Estado centralizado para o federativo, no qual Estados e municípios receberiam várias atribuições do setor público. Em tese, nenhum problema. Só que, em vez de se transitar de um para outro, o que foi feito? Sobrepuseram um ao outro. Ao aumento da receita líquida de Estados e municípios deveria corresponder uma redução da receita federal. Mas se você olha os números, percebe que os três níveis foram crescendo desde então. E o contribuinte, que carregava um Estado nas costas, hoje carrega dois.

Estadão: Como, nessa “passagem”, a União se financiou, se passou a partilhar os tributos?

Giannetti: A Constituição introduziu na carga tributária uma modalidade chamada “contribuição”, que a União não é obrigada a partilhar com Estados e municípios. E o que aconteceu? Foram criando contribuições, a ponto de hoje, para a Receita Federal, a soma delas dar um valor maior do que os impostos tradicionais. Já fiz essa conta. A exceção virou regra. E o País precisa agora corrigir isso, se quiser resolver de fato o problema fiscal e ter um Estado federativo para valer. Mas acho que isso é uma pauta para 2018.

_______________

O título do artigo é um verso da música Roque Santeiro de Gilberto Gil.

 

 

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14 comentários em “SÓ QUEM NÃO AMAR OS FILHOS VAI QUERER DINAMITAR OS TRILHOS DA ESTADA.

  1. Angela G Sa
    09/06/2016

    Ajuste fiscal nada mais é do que tirar de um e enriquecer outro. Pelo menos em se tratando do governo não eleito. Ajuste fiscal onde se compra aliados a preços milionários, incluindo STF e congelando por 20 anos recursos da saúde que ja se mantém agonizante e recursos da educação. Tendo como meta 170 bilhões de uma coisa incógnita ou seja ninguém pode prever o que vai entrar nem o que vai sair. Trocando em miúdos é isto o ajuste fiscal deste governo. Tenho a sensação de que o governo ilegítimo anseia roubar td, absolutamente td o q alcançar p ele e seus comparsas garantindo tds suas gerações antevendo nunca mais sentar na cadeira do alto poder.

    • Questões Relevantes
      09/06/2016

      Angela, em suas participações já demonstrou que não é alguém que analisa o assunto, que pondera. Seu negócio é falar mal, agredir, fazer acusações sem provas etc. Caso queira realmente entender o assunto sobre o qual opina, leia com atenção o artigo acima. É o mínimo.

      • Angela G Sa
        09/06/2016

        Só a educação liberta, só a educação transforma, este é o assombro dos governantes e megaempresarios. O pouco que se fez neste sentido foi no governo PT, mas foram migalhas, poderiam ter feito muito mais. No governo Lula, esta oportunidade passou, ele tinha tds nas mãos, principalmente o congresso, possui tds os elementos para exigir reforma política, mas preferiu fazer o jogo. Dilma não tinha mais base aliada, nunca fez conchavos, perdeu representatividade, passaram a não assinar nenhum decreto, se não, ela teria revolucionado a educação, mas, esta frase resume td. A CASA GRANDE SURTA QDO A SENSALA VIRA MEDICA. Não foi pela imprenssa falada ou escrita que constatei, muitos conhecidos dizendo: governo FDP, preciso demitir minha empregada e agora tenho w pagar direitos trabalhistas. PQP, vou aos shoppings em Miami, pq aki ta muito mal frenquentado. Nossa está um horror viajar de avião, sentam ao meu pessoas muito feias. Vivenciei muitos amigos concluirem curso superior ja na meia idade. Fico feliz ao notar que empregadas domésticas sentam-se nas praças de alimentação de grandes shoppings, frequentam cinemas com seus filhos…enfim constatei a inclusão social nunca antes visto. Ora, tem q ter mta paciência p ver as insanidades que a direita pérfida propaga. Vivi as consequencias na pele do wue que é uma didatura e ainda que eu não tivesse um só motivo para votar na esquerda tenho milhões de motivos para nunca, nunca, nunca, votar em direita, machista, ultraconservadora, fundamentalista, hipócrita, demagoga, vil, e xiiita.

      • Flavio Costa
        09/06/2016

        Está faltando é vc, Questões Relevantes a informar e entender do que posta e comenta…é o mínimo

      • Questões Relevantes
        09/06/2016

        Angela, concordo com você: só a educação liberta, mas não é uma garantia.

        Veja você e o Flavio Costa, ambos estudaram, aparentemente ele mais que você, mas nenhum dos dois consegue entender as relações de causa e efeito entre a “contabilidade criativa” e a perda de credibilidade, entre a elevação das despesas correntes para além das recitas e as consequências disso para a economia.

        O desastre econômico que estamos assistindo no Brasil, o desemprego, a inflação, tudo estava previsto, tudo foi objeto de muitos e repetidos avisos.

        No início de novembro de 2014, 4 dias após a reeleição de Dilma, publiquei um artigo que terminava com o seguinte parágrafo:
        “Se Dilma abandonar a cartilha do PT e colocar gente que o mercado reconheça como competente à frente da economia, tudo vai se acalmar. Se insistir nos imodestos companheiros e neste script para o desastre, a vida dos brasileiros será cada vez mais um inferno. O demônio da economia não aceita desaforos por muito tempo”.

      • Flavio Costa
        09/06/2016

        Prezada: a contabilidade criativa a que se refere e a atual contenção com congelamento de orçamento por 20 anos são só duas faces da mesma moeda….
        …. vc precisa entender que a questão é política … tanto o PT qdo o PMDB e o PSDB estão vendidos com os danos presos aos mesmos patrões. … vcs se iludem achando que é diferente.

        A questão é que buscam manter a economia atrelada ao esquema de juros altos (no Brasil o mais alto do mundo) em um País em que ricos não pagam imposto sobre herança ou ganhos de capital…
        … e em que esses governos (de qqer destes partidos ) impõe uma carga tributaria absurda sobre pobres e trabalhadores, e manipulam o orçamento pr criar justificativas pr continuar com juros altos, enriquecendo os bancos e os que vivem de rendas….

        Não é uma questão de colocar na economia A ou B ou C….Meirelles ou Mantega vai fazer o mesmo. Tirar dos assalariados e manipular o orçamento pr garantir lucros aos bancos e aos rentistas….e danem-se os pobres/trabalhadores/povo.

        Vcs precisam acordar e perceber quem são os verdadeiros inimigos….

      • Angela G Sa
        09/06/2016

        Flavio Costa mas congelar recursos da educação e saúde por 20 anos e ceder aumento de 61% p STF foi a primeira vez que vi.

      • Questões Relevantes
        09/06/2016

        Flavio, seu discurso está mais para teoria da conspiração. Se fosse um fenômeno restrito ao Brasil, ainda vá lá que fizesse sentido, mas não é.

        O que você e a Angela não entenderam ainda é que a matemática sempre vence a discussão com a ideologia. Gastar mais do que se arrecada = problema X tempo. Há vários exemplos. Reúno alguns no artigo abaixo.

        SE O SEU GURU XINGA A RESPONSABILIDADE FISCAL, PEÇA UM EMPRÉSTIMO PARA ELE.
        http://wp.me/p4alqY-qm

      • Angela G Sa
        09/07/2016

        Já que vc é bom de aritmética, equacione esta conta: concentração de renda para 5%=muita gente ganhando nada. 9 economia mundial, maior riqueza, o país está entre os 5 maiores geograficamente. Bilhões e bilhões escoando pelos ralos, ralos não, indo p bolsos dos inescrupulosos enquanto a maioria passa fome.

        Não estão nos livros, cursos ou palestras os meus índices, estão no cotidiano, estão nos sertões, nas grandes cidades, praças viadutos e canteiros. EU JÁ DISSE E VOU REPETIR, NADA É MAIS RELEVANTE P MIM DO QUE O SER HUMANO. E TENHA CERTEZA, A DIGNIDADE NÃO ESTA ACIMA DA BARRIGA VAZIA, OU DA DOR DE QUEM É ACOMETIDO POR ELA. Diante da fome eu roubo, e acho q é já é o que acontece ha um bom tempo, ninguém deveria passar fome, todos deveriam roubar. É este o exemplo que temos.

      • Questões Relevantes
        09/07/2016

        Angela, sugiro que leia este artigo:
        OS 62 MAIS RICOS DO MUNDO, OS 50% MAIS POBRES E AS CONCLUSÕES RIDÍCULAS.
        http://wp.me/p4alqY-rt

        E que assista a este vídeo de 4 minutos:

  2. Flavio Costa
    09/06/2016

    “Realidade atropelando a fantasia”…
    … se temos superávit na previdência e nas contas externas, então a “fantasia” é o ajuste fiscal, ainda mais quando os mais ricos tem isenção de impostos igual aos bancos…
    …fantasia é o ajuste fiscal que tira dos pobres e dos trabalhadores mas poupa os ricos. ..
    …realmente esse portal “questões relevantes” é uma fantasia e um meio de publicação e veiculação e mentiras

    • Questões Relevantes
      09/06/2016

      Flavio, como digo no artigo: “Não me preocupam as pessoas que atacam a responsabilidade fiscal por esperteza política. Estas são apenas oportunistas, sabem que é importante mas querem tumultuar. O problema verdadeiro está no grande número de indivíduos que atua na área econômica e de gestão e que realmente acredita que a virtude está na irresponsabilidade fiscal”.

      • Flavio Costa
        09/06/2016

        Atacar a responsabilidade fiscal é oportunismo pr vc ?
        Está muito mal informada viu. .. na verdade está manipulada pela.mídia e cega à mentira que ouviu falar….
        Pr sua info as contas do Brasil são superavitarias e temos menos servidores públicos do que o necessário……mas quandonoportunistas e entreguistas assumem o governo (os do PT e os atuais) e manipulam as contas pr transformar superávits em déficits ao desconsiderar receitas e inflar despesas… então não existe possibilidade de haver equilíbrio de contas…a questão é política e não financeira ou contábil ou matemática.

        E antes que rebata: vc está falando com um Doutor em Matemática e Engenharia, especialista em finanças e juros…. se informe primeiro antes de tomar partido.

      • Questões Relevantes
        09/06/2016

        Claro Flavio, você é doutor em matemática e engenharia, mas tem dificuldade com o básico. O Eduardo Giannetti discorda de você. O Alexandre Schwartsman discorda de você. O Joaquim Levy também, como o Meireles. Aparentemente você é mais um que aprendeu sobre economia com os economistas da UNICAMP, com explica o Roberto Campos aqui: https://www.youtube.com/watch?v=slrnSWtT1lo

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