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O MARXISMO E SEUS IRMÃOS: O FASCISMO E O NAZISMO.

Totalitarismo-09

A esquerda sempre reage irritada quando alguém chama a atenção para as semelhanças entre os aspectos místicos e religiosos do marxismo e do cristianismo. A irritação é semelhante quando se evidencia as convergências entre fascismo, nazismo e socialismo.

Há diversos artigos no blog que tratam dos dois temas, o marxismo como religião e as semelhanças entre os totalitarismos.

Em um deles, digo: “o que os engenheiros sociais e outros pensadores não compreenderam é que, enquanto o Liberalismo Econômico é uma leitura da sociedade, uma tentativa de compreender como funciona uma sociedade fruto de milênios de desenvolvimento, Nazismo, Fascismo e Socialismo, por exemplo, são “projetos de sociedade”, são propostas de uma nova forma de organização que se propõe a abolir a atual e resolver os problemas do mundo”.

Ou seja: possuem um óbvio viés autoritário, impositivo.

Hoje, meu amigo Marcus Vinicius enviou-me o artigo abaixo, de João Pereira Coutinho. Trata-se, sem dúvida, de uma contribuição importante e elegante para o aprofundamento deste debate.

Introdução por Paulo Falcão.

 ____________________________________________

Comunismo e fascismo são gêmeos ideológicos contra a democracia liberal.

Por JOÃO PEREIRA COUTINHO na Folha de S.Paulo.

 

Morreu Ernst Nolte (1923″”2016), um dos mais polêmicos historiadores da Alemanha nazista. E eu, por mero acaso bibliográfico, soube da notícia quando lia, maravilhado, “Fascisme et Communism”, uma troca de cartas entre o próprio Nolte e outro gigante da história: o saudoso François Furet (1927″”1997).

Eis o problema (e a polêmica) que Nolte nos coloca: será que o fascismo, e em especial o nazismo, foi uma resposta à ameaça comunista? Mais ainda (ou pior ainda): o antissemitismo genocida que marcou o Terceiro Reich pode ser entendido pela desproporcional participação de judeus no socialismo e no bolchevismo?

Perguntas dessas, na Alemanha do pós-Segunda Guerra, fizeram estremecer vários espíritos. Sim, Lênin é anterior a Mussolini; e Mussolini é anterior a Hitler. De igual forma, o Gulag é anterior a Auschwitz. Mas será que fatos meramente cronológicos podem ser também causais?

Sem surpresa, Ernst Nolte era a “bête noir” da historiografia alemã. Se o nazismo foi um “produto” do comunismo, isso não seria uma desculpa para o próprio nazismo?

E o que dizer do antissemitismo de Hitler? Será que ele pode ser justificado pela composição judaica da primeira geração bolchevique?

Nolte sempre se defendeu das interpretações maldosas das suas teorias –e repete o exercício no diálogo com Furet. Nas suas palavras, uma explicação “reativa” do nazismo não desculpa os crimes cometidos pelo regime.

O objetivo de Nolte é outro: procurar “entender” o nazismo (no sentido epistemológico do termo) sem o encerrar nos clichês habituais de “mal absoluto” ou infâmia de um “povo criminoso”.

Eu “entendo” as perguntas de Nolte. E “entendo” as reações que elas provocaram. Hoje, casar comunismo e nazismo é moeda corrente para qualquer intelecto civilizado.

Mas as coisas não eram assim na segunda metade do século 20, quando uma longa legião de “idiotas úteis” festejavam sobre o cadáver de Hitler ao mesmo tempo que prestavam vassalagem a um psicopata igual: Stálin.

Mas no debate entre Nolte e Furet, estou com o segundo. O nazismo não é uma mera reação à Revolução Russa de 1917. François Furet prefere olhar para o comunismo e para o fascismo como gêmeos ideológicos contra um mesmo inimigo: a democracia liberal (ou “burguesa”, para usar a linguagem das seitas) que emerge na Europa do século 19.

O ódio ao parlamentarismo é igual. O ódio ao capitalismo é igual. A defesa de um regime de partido único é igual. A exortação da violência como meio legítimo de construir o “homem novo” é igual.

Falar de Raça, ou Proletariado, é questão de pormenor quando o fim é semelhante: a destruição da democracia pluralista pela imposição do Estado totalitário. Escusado será dizer que os resultados não poderiam ter sido outros: a mesma desumanidade e a mesma montanha de cadáveres.

De igual forma, estou com François Furet sobre o antissemitismo nazista. Hitler não precisava de bolcheviques judeus para destilar o seu ódio. Capitalistas judeus também serviam (ó supremo paradoxo!). E, além disso, será preciso lembrar que o fascismo de Mussolini não era, de início, uma ideologia estruturalmente antissemita?

É possível estudar o comunismo e o fascismo “racionalmente”, como pretende Nolte, desde que isso não signifique o apagamento da mesma fonte iliberal em que ambos beberam abundantemente.

Por último, existe uma dimensão dos fenômenos totalitários que está ausente em Nolte mas também em Furet. É a dimensão pseudo-religiosa do comunismo e do fascismo. Se Deus estava morto, como proclamou um filósofo célebre, estariam as massas finalmente libertas de qualquer “religião”?

Raymond Aron (1905″”1983), um compatriota de Furet, deu a resposta em “O Ópio dos Intelectuais” (uma obra-prima que a Três Estrelas editou recentemente): os movimentos totalitários, a começar pelo comunismo, mimetizaram a religião tradicional nos seus ritos e narrativas. Com uma diferença: prometeram aos “humilhados e ofendidos” uma recompensa terrena, e não celestial.

Os anos passam, as leituras acumulam-se. Mas a interpretação de Aron sobre as “religiões seculares” parece-me cada vez a explicação definitiva para tantos “fiéis”, “sacerdotes” e executados “heréticos”.

 

Link para o artigo na FOLHA: http://m.folha.uol.com.br/colunas/joaopereiracoutinho/2016/08/1808234-comunismo-e-fascismo-sao-gemeos-ideologicos-contra-a-democracia-liberal.shtml

 

 

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20 comentários em “O MARXISMO E SEUS IRMÃOS: O FASCISMO E O NAZISMO.

  1. Questões Relevantes
    10/17/2017

    Uma contribuição importante para este debate:

  2. Fernando Moraes Santos
    09/02/2016

    Excelente artigo! Então sejamos humanistas, pois é sabido que nos países mais capitalista é onde se encontram os maiores humanistas e onde os grandes mecenas se destacam.
    Muitos bilionários americanos direcionam suas fortunas a pesquisa científica, Cultura e desenvolvimento humano deixando um grande legado a humanidade.
    Nunca discordei disso, porém em nosso país e cultura esse fenômeno praticamente inexiste com raríssimas exceções.
    Por isso acredito que aqui temos que ter a atuação do estado como ocorreu em países desenvolvidos hoje, no de fomentar o desenvolvimento humano e estrutural, muito comum no pós guerra.
    E aqui eu não tenho com crer na pura idéia da meritocracia, onde a desigualdade é tão gritante.
    Não consigo me sentir seguro, tranquilo e em paz vendo a miséria ao meu lado e olhando para o lado, sabendo do risco disso tudo para a sociedade como um todo.
    Sou capitalista, porém com uma visão social democrata, onde acredito que investimentos devem ser feitos, o custo pra sociedade é alto sim, mas como temos que investir em boas escolas, línguas, esportes e cultura para nossos filhos e criar condições para que tenham condições de enfrentar o mercado competitivo em seu futuro, o estado tem de fazer estes mesmos investimentos para que a nação tenha condições de enfrentar o mundo, pois com estes investimentos em algumas gerações poderemos ter uma sociedade mais justa e capaz de produzir riquezas, tecnologias, governos e pessoas melhores adaptadas para competir.

    • Sandro Ferreira de Almeida
      09/02/2016

      O capitalismo não vai salvar o mundo, ele salvou ok?
      Na primeira guerra mundial, os alemães vendo-se em duas frentes de batalha tiveram uma brilhante ideia. Resgataram Lenin do exílio na Suíça e propuseram um acordo com ele. Os alemães forneceriam uma boa quantia em dólar, para ele fazer a revolução na Russia, mas com duas condições: Matar a família imperial e retirar a Russia da guerra.
      Assim foi feito.
      Lenin com o dinheiro fornecido pelos alemães armou os trabalhadores e venceram.
      Mataram toda a família imperial e mais alguns milhares de pessoas, e retiraram a Russia da frente de batalha.
      Onde esta a incoerência ai ?
      Lenin usou capital,ouviram bem ?? Capital ,dólar americano.
      Lenin começou sua revolução passando por cima da própria convicção ideológica. Sem capital, sem revolução.Socialismo só sobrevive por ser um parasita do capitalismo.

      • Questões Relevantes
        09/02/2016

        Fernando, temos mais pontos de convergência do que de divergência. Gostaria de lhe sugerir a leitura de três artigos que abordam os temas que você defende.

        A PROVA DE QUE A DIREITA TEM CORAÇÃO.
        http://wp.me/p4alqY-kz

        A MERITOCRACIA E SEU OPOSTO.
        http://wp.me/p4alqY-eo

        O VENENO DE IGNORÂNCIA.
        http://wp.me/p4alqY-af

  3. Victor Hugo Pinheiro Cunha
    09/01/2016

    O liberalismo também é um projeto de sociedade meu caro. As políticas liberais foram postas em prática lá atrás no império britânico e deram origem ao capitalismo e à revolução industrial. E o liberalismo também é de esquerda, e também é o pai dos filhos tortos, nazistas, fascistas, e marxistas. O marxismo surgiu de uma análise crítica do maior dos frutos do liberalismo, o capitalismo. O nazifascismo como uma reação à tomada de mercados pelo império britânico, liberal, sim, porque liberalismo no dos outros é refresco… O liberalismo era só internamente, externamente, eram as canhoneiras garantindo reservas de mercado e monopólios, como do ópio, do chá, dos têxteis, e até o monopólio do sal… As companhias das índias eram corporações capitalistas que viriam ser as precursoras das atuais multinacionais… Esse papo de liberalismo não ter também seu viés autoritário e impositivo não tem respaldo na história. É como dizer que o liberalismo não tem nada a ver com o imperialismo britânico!!! Ara. .

    E outra… Desde quando liberalismo não é de esquerda também? Whigs x Tories! O liberalismo é Whig! Esquerda, populista, radical.. O conservadorismo, anti liberal, direitista, reacionário é Torie! Não vai me enganar… Ou é papo de pseudo liberal querendo ‘endireitar’ ou é papo de câncerva jurando que é ‘liberal’ ….

    • Questões Relevantes
      09/01/2016

      Victor, o liberalismo não é um projeto de sociedade na medida em que é uma construção histórica, uma evolução gradual das formas de organização econômica, política e social, enquanto o socialismo à esquerda e nazismo e fascismo à direita são projetos “de laboratório”, são teses que se propõem a uma substituição radical do que é resultado de uma longa evolução. Quanto ao liberalismo ser de esquerda, não confunda o termo liberal em inglês, em oposição ao conservador, com o liberal que defende o liberalismo. O primeiro abriga realmente setores à esquerda, o segundo não.

  4. Jota SG
    08/31/2016

    O choro é livre.
    Essa página fere a bolha do mundo fantástico que muita gente vive.

  5. Rafael Freitas
    08/31/2016

    Tecnicamente falando, havendo estado, há autoritarismo. Mas é de esquerda ou de direita, dependendo para qual classe este estado esteja voltado. Colocar tudo num bolo só, fascismo, socialismo e nazismo, denota um sectarismo anti comunista que invariavelmente Paulo Falcão nos brinda aqui. O fascismo é contra a democracia liberal, enquanto o marxismo pretende superar ela, por considerar os avanços promovidos pelo liberalismo muito insuficientes.

    • Questões Relevantes
      08/31/2016

      Rafael Freitas, eu me posiciono contra totalitarismos, sejam de esquerda, sejam de direita. No caso dos totalitarismos de esquerda, me parece uma questão óbvia se posicionar contra regimes que precisam construir muros e manter vigilância armada para a população não fugir. A questão é: como você consegue ver democracia nestes países?

      • Rafael Freitas
        08/31/2016

        Eu não vejo a democracia liberal no socialismo, são democracias com limitações diferentes. A democracia liberal é voltada aos empresários somente. Quanto mais liberdade de mercado, mais autoritarismo com o trabalhador.

      • Questões Relevantes
        08/31/2016

        Rafael, evidentemente que não espero ver democracia liberal em países socialistas. Minha pergunta é: que tipo de democracia é esta que você vê em países que mantém a população vigiada e contida dentro de muros?

      • Rafael Freitas
        08/31/2016

        Vejo dois problemas em tua análise, primeiro interpreta o socialismo no vácuo histórico, segundo interpreta a democracia limitando a análise no estado e seu tamanho, tirando as pessoas.

        Como disse meu amigo Alessandro Rodrigues, “vejo muitos comentários do tipo: Comunismo e socialismo são regimes fascistas, matou muita gente, são regimes opressores…por outro lado o capitalismo só faz sentido pra quem esta “do meio pra cima” na pirâmide, então alguém diz:__ “mas o capitalismo não mata ninguém”…claro que não mata, quem vai “puxar a carroça” se matar os burros. Há muito tempo os regimes são sempre os mesmos, será que não vai “nascer” um outro regime? O comunismo é um sangue suga, o capitalismo que seria o oposto se tornou uma máquina de hemodiálise. Bem diz o ditado: ” Na prática a teoria é outra.”

      • Questões Relevantes
        08/31/2016

        Rafael, o que faço é exatamente o contrário do que você afirma: coloco as pessoas no centro de tudo. Aliás, não sou apenas eu. Sua amiga Mariana Nóbrega afirma que “Foram os filósofos iluministas, representantes da burguesia, que consolidaram a concepção de direitos civis e políticos universais, o que permitiu o despertar da ideia de direitos humanos e o surgimento de movimentos como o feminista e o abolicionista (contra a escravidão).

        Os direitos civis têm como pedra de toque a liberdade individual. Nessa categoria estão os direitos à vida, à liberdade, à propriedade e à igualdade perante a lei, prerrogativas que se desdobram na garantia de livre circulação, manifestação e organização, na inviolabilidade do lar e da correspondência, na garantia de um processo legal justo e no respeito às leis impostas pelo Estado por meio de uma Constituição. Os direitos políticos dizem respeito à participação dos cidadãos e cidadãs nas decisões relativas aos destinos da sociedade a qual compõem. O seu exercício corresponde à possibilidade de votar e ser votado, formar grupos políticos e organizar partidos. É possível existir direitos civis sem direitos políticos, no entanto, a plena realização dos direitos políticos só acontece com a realização dos de natureza civil.”

        Isto corrobora o “Dicionário de Política” de Norberto Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino, no verbete “democracia”, quando os autores afirmam que “foi-se afirmando, através dos escritores liberais, de Constant e Tocqueville e John Stuart Mill, a idéia de que a única forma de Democracia compatível com o Estado liberal, isto é, com o Estado que reconhece e garante alguns direitos fundamentais, como são os direitos de liberdade de pensamento, de religião, de imprensa, de reunião, etc, fosse a Democracia representativa ou parlamentar, onde o dever de fazer leis diz respeito, não a todo o povo reunido em assembléia, mas a um corpo restrito de representantes eleitos por aqueles cidadãos a quem são reconhecidos direitos políticos.”

        Ao somarmos tudo isto e cotejarmos com as experiências concretas de governos à esquerda e à direita, podemos concluir que o “capitalismo malvadão”, aliado à democracia, esta democracia imperfeita e em constante processo de inclusão de demandas, é ainda a melhor solução construída pela civilização para a convivência de pessoas e gestão de sociedades complexas.

  6. Questões Relevantes
    08/31/2016

    Francisco, sua pergunta “Por que o socialismo não pode ser liberal? ” explica sua insistência em me confrontar. Ocorre que o socialismo se define pelo fim da propriedade privada dos meios de produção e pela destruição das superestruturas que definem as democracias liberais. Ou seja, é o oposto de liberal. Sua frase soa como, por exemplo, “por que um nazista não pode ser um judeu ortodoxo?” ou “por que o amarelo não pode ser azul?”.

  7. Francisco Fabio Paula Colares
    08/31/2016

    Aonde vocês querem chegar? O capitalismo é que vai salvar o mundo? Paulo não é de hoje que você tenta demonstrar isto, contra toda lógica que a realidade mostra. Você quer mostrar erudição e usa esta pseudo erudição para chegar as suas verdades que a realidade escancara que são mentiras. Já disse isto e volta a repetir. Você, por preconceito, (no sentido de já ter um conceito formado) se torna incapaz de pegar a realidade, colocar nesta os fatos, os dados e o raciocínio lógico para chegar a sua conclusão. Você só consegue chegar as conclusões dos outros. Estão juntando alhos com bugalhos, mistura tudo com erros de mensageiros, para chegar a conclusão que fascismo e socialismo são irmãos gêmeos. Pelo amor de Deus, aí já cheira a disparate…

    • Questões Relevantes
      08/31/2016

      O chamado Liberalismo Econômico e as democracias liberais são os promotores dos maiores avanços da história humana em termos de qualidade de vida, longevidade, liberdade individual, direitos civis, liberdade religiosa, liberdade sexual e direitos de minorias. São também, curiosamente, o mais atacado sistema econômico e político do século XX e XXI.
      Não importa aos críticos que tais sociedades tenham evoluído de forma magistral neste período. Não importa que continue evoluindo.
      O mais curioso é que não importe também que todos os projetos político-econômicos formulados como alternativa ao livre mercado e às democracias terminaram em desastres humanitários, genocídios e barbárie em nome do bem, como demonstra o livro TEMPOS MODERNOS: O MUNDO DOS ANOS 20 AOS 80 de Paul Johnson.
      Do artigo:
      FUJA DE UM MUNDO MELHOR
      http://wp.me/p4alqY-mF

      • Francisco Fabio Paula Colares
        08/31/2016

        Paulo, você é capaz sim. Você consegue distorcer tudo para chegar as suas verdades. Onde eu nego o liberalismo econômico. Porque o socialismo não pode ser liberal? Paulo o socialismo pode sim agregar o que o capitalismo tem de bom, (já disse que ele tem) e acrescentar o que o socialismo também tem de bom, para se chegar a um resultado melhor, evitando-se o desastre da concentração de renda. Não advogo a igualdade para todos. Isto não existe e foi o erro do comunismo, que tinha o social com visão mas erro por querer igualar. O socialismo que você debochando chamou de “meu” é liberal com a prevalência do social. Isto quer dizer entre o coletivo e o individual aquele ganha. É só criar as leis que levem a isto. E não são leis para obrigar são leis para dar limites, como deve ser uma boa lei. Desastre humanitário é o atual capitalismo. Não sou eu que digo é a ONU. E mais com este capitalismo nunca teremos paz, pois é a lei do mais forte e isto é barbárie! E, na época atual em que as informações chegam mais rápidas, aumenta a percepção da desigualdade, e isto leva a mais violência, pois não é a pobreza que leva a violência é a desigualdade. Quando esta é mais percebida a violência aumenta. Se quiser fazer raciocínios e destruir os meus argumentos, aceito, se for só para mostrar erudição dispenso.

      • Questões Relevantes
        08/31/2016

        Francisco, sua pergunta “Por que o socialismo não pode ser liberal? ” explica sua insistência em me confrontar. Ocorre que o socialismo se define pelo fim da propriedade privada dos meios de produção e pela destruição das superestruturas que definem as democracias liberais. Ou seja, é o oposto de liberal. Sua frase soa como, por exemplo, “por que um nazista não pode ser um judeu ortodoxo?” ou “por que o amarelo não pode ser azul?”.

      • Francisco Fabio Paula Colares
        08/31/2016

        Paulo, é uma inverdade o que afirma. O conceito do socialismo é: O COLETIVO É PREVALENTE AO INDIVIDUAL. Só isto. Fim da propriedade privada é o comunismo que tinha visão do social e já falei é utopia irrealizável. A natureza humana é diversa o que impossibilita a igualdade. Sim, Paulo, enquanto for permitido vou confrontar. E o confrontar não quer dizer que não vou aplaudir. Vou quando achar que, a meu ver, você esteja certo, como fiz quando comentou Saramago. O amarelo não pode ser azul, (é problema químico) mas um judeu ortodoxo pode sim ser nazista, pois é problema de cabeça. E aí cabe tudo.

      • Questões Relevantes
        08/31/2016

        Francisco, não é porque você deseja que as palavras mudam de sentido. Me apresente um livro ou dicionário que concorde com você. Não existe. Dê um google. A cada tentativa, vai perceber que está chamando Urubu de “Meu Lôro”.

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