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MARX, A MAIS-VALIA E O PESO DOS OBJETOS TRANSPARENTES.

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Minha primeira leitura de “O Capital Vol I” de Karl Marx foi durante a faculdade, no início de 1980. Está todo cheio de grifos e anotação. Confesso que não tinha bagagem para compreende-lo bem, mas já tinha o suficiente para estranhar certos conceitos. A leitura, para mim, foi interessante e conflituosa porque não conseguia explicar de maneira clara, nem para mim mesmo, o que intuía estar errado.

Era uma posição solitária. Todos à minha volta, de colegas a professores, tomavam as teses de Marx como verdadeiras, mesmo que provavelmente tivessem também limitações no entendimento. Não caia bem questionar Marx. Sem nada nem parecido com Google ou internet à época, como conhecer, por exemplo, Eugen von Böhm-Bawerk (1851-1914), economista austríaco da Universidade de Viena e ministro das finanças, o primeiro economista a refutar de forma completa e sistemática a teoria da mais-valia e da exploração capitalista?

O tempo passou. Continuo em minoria no setor acadêmico, principalmente nas chamadas Ciências Humanas, mas sem dúvida é bem mais fácil encontrar quem compartilhe de minhas dúvidas e convicções.

O artigo abaixo, de Böhm-Bawerk, publicado no IMB, é uma oportuna ferramenta para o que Marx chamaria de uma leitura dialética de sua obra.

Não é um texto fácil, mas é bastante interessante.

 

Introdução por Paulo Falcão.

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As falhas, incoerências e falácias do arcabouço intelectual de Karl Marx
por Eugen von Böhm-Bawerkno IMB

 

O principal trabalho teórico de Marx é sua grande obra em três volumes, sobre o capital. Os fundamentos de sua teoria da exploração estão expostos no primeiro destes volumes, o único a ser publicado em vida do autor em 1867.  O segundo, editado postumamente por Engels, em 1885, está em total harmonia com o primeiro, quanto ao conteúdo. Menos harmônico é sabidamente o terceiro volume, publicado novamente após um intervalo de vários anos, em 1894. Muitas pessoas, entre elas o autor destas linhas, acreditam que o conteúdo do terceiro volume seja incompatível com o do primeiro, e vice-versa. Mas, como o próprio Marx não admitiu isso e, ao contrário, também no terceiro volume exigiu que se considerassem totalmente válidas as doutrinas do primeiro, a crítica deve considerar as teses expostas nesse primeiro livro expressão da verdadeira e permanente opinião de Marx. Mas é igualmente válido — e necessário — abordar no momento adequado as doutrinas do terceiro volume, como ilustração e crítica.

A teoria de Marx sobre o valor

Marx parte do princípio de que o valor de toda mercadoria depende unicamente da quantidade de trabalho empregada em sua produção.  Marx coloca este princípio no ápice de sua teoria, dedicando-lhe uma explicação extensa e fundamentada.

O campo de pesquisa que Marx se propõe a examinar para entender a origem do valor dos bens fica limitado originalmente às mercadorias, o que, para Marx, não significa todos os bens econômicos, mas apenas os produtos de trabalho criados para o mercado.  Ele começa com uma análise da mercadoria.  A mercadoria é, por um lado, uma coisa útil cujas qualidades satisfazem algum tipo de necessidade humana, um valor de uso; por outro, constitui o suporte material do valor de troca.  A análise passa agora para este último.

O valor de troca aparece de imediato como a relação quantitativa, a proporção na qual valores de uso de um tipo se trocam com valores de uso de outro tipo, relação essa que muda constantemente, conforme tempo e lugar.

Portanto, parece ser algo casual. Mas nessa troca deveria haver algo de permanente, que Marx trata de pesquisar. E faz isso na sua conhecida maneira dialética:

Tomemos duas mercadorias, por exemplo, trigo e ferro. Seja qual for a sua relação de troca, pode-se representá-la sempre numa equação segundo a qual uma quantidade dada de trigo é igualada a uma quantidade de ferro, p. ex., um moio de trigo x quintais de ferro. O que significa essa equação? Que existe algo de comum, do mesmo tamanho, em duas coisas diferentes, ou seja, em um moio de trigo e x quintais de ferro. Portanto, as duas coisas se equiparam a uma terceira, que em si não é nem uma nem outra. Cada uma das duas, portanto, na medida em que tem valor de troca, deve ser reduzível a essa terceira.

Dialética do valor em Marx

Esse elemento comum não pode ser uma característica métrica, física, química, ou outra característica natural das mercadorias. Suas características corporais, aliás, só entram em consideração na medida em que as tornam úteis, e são, portanto, valores de uso. Mas, por outro lado, a relação de troca das mercadorias aparentemente se caracteriza por se abstrair dos valores de uso dessas mercadorias. Segundo ela, o valor de uso vale tanto quanto qualquer outro, desde que apareça na proporção adequada. Ou, como diz o velho Barbon: “… Um tipo de mercadoria é tão bom quanto outro, quando seu valor de troca for igual. Não existe distinção entre coisas do mesmo valor de troca.’ Como valores de uso, as mercadorias são principalmente de qualidades diferentes, como valores de troca só podem ser de quantidades diferentes e, portanto, não contêm um átomo sequer de valor de uso.

Abstraindo o valor de uso das mercadorias, elas guardam ainda uma característica, a de serem produtos de trabalho. No entanto, também o produto de trabalho já se transformou em nossas mãos. Se abstrairmos o seu valor de uso, também estaremos abstraindo os elementos e formas corporais que o tornam valor de uso. Não se trata mais de mesa, ou casa, ou fio, ou outra coisa útil. Todas as suas características sensoriais estão apagadas. Ele também já não é o produto da marcenaria, ou da construção, ou da tecelagem, ou de qualquer trabalho produtivo. Com o caráter utilitário dos produtos de trabalho, desaparece o caráter utilitário dos trabalhos neles efetuados, e somem também as diversas formas concretas desses trabalhos. Eles já não se distinguem entre si [p.283]: reduziram-se todos ao mesmo trabalho humano, trabalho humano abstrato.

Consideremos agora o que restou dos produtos de trabalho. Nada resta deles senão aquela mesma objetualidade espectral, mera gelatina de trabalho humano indistinto, ou seja, o gasto de forças de trabalho humanas sem consideração pela forma desse dispêndio. Essas coisas apenas nos dizem que na sua produção se gastou força de trabalho humano, se acumulou trabalho humano. Como cristais dessa substancia social comum, eles são valores.

Assim se define e se determine o conceito de valor.  Segundo a teoria dialética, ele não é idêntico ao valor de troca, mas relaciona-se com ele de maneira íntima e inseparável: ele é uma espécie de destilado conceitual do valor de troca. Para usar as palavras do próprio Marx, ele é “a parte comum que aparece na relação de troca ou valor de troca das mercadorias”.  O reverso é igualmente válido: “o valor de troca é a expressão necessária ou a manifestação do valor”.

O “tempo de trabalho socialmente necessário” de Marx

Marx passa da determinação do conceito de valor para a exposição de sua medida e grandeza.  Como o trabalho é a substância do valor, consequentemente a grandeza do valor de todos os bens se mede pela quantidade de trabalho neles contido, ou seja, pelo tempo de trabalho.  Mas não aquele tempo de trabalho individual, que aquele indivíduos que produziu o bem casualmente precisou gastar, mas o “tempo de trabalho necessário para produzir um valor de uso, nas condições sociais normais de produção disponíveis, e com o grau de habilidade e intensidade do trabalho possíveis nessa sociedade”.

Só a quantidade de trabalho socialmente necessário ou o tempo de trabalho socialmente necessário para produzir um valor de uso é que determina o seu valor. A mercadoria isolada vale aqui como exemplo médio da sua espécie. Mercadorias contendo igual quantidade de trabalho, ou que podem ser produzidas no mesmo tempo de trabalho, têm por isso o mesmo valor. O valor de uma mercadoria relaciona-se com o valor de outra mercadoria, da mesma forma que o tempo de trabalho necessário para a produção de uma delas se relaciona com o tempo de trabalho necessário para a produção da outra. Como valores, todas as mercadorias são apenas medidas de tempo de trabalho cristalizado.

A “lei do valor” de Marx

De tudo isso, deduz-se o conteúdo da grande “lei de valor”, que é “imanente à troca de mercadorias” e que domina as condições de troca.  Essa lei significa — e só pode significar — que as mercadorias se trocam entre si segundo as condições de trabalho médio, socialmente necessário, incorporado nelas.  Há outras formas de expressão da mesma lei: nas palavras de Marx, as mercadorias “se trocam entre si conforme seus valores” ou “equivalente se troca com equivalente”.

É verdade que, em casos isolados, segundo oscilações momentâneas de oferta e procura, também aparecem preços que estão acima ou abaixo do valor.  Só que essas “constantes oscilações dos preços de mercado (…) se compensam, se equilibram mutuamente e se reduzem ao preço médio, que é sua regra interna”.  Porém, no longo prazo, “nas relações de troca casuais e sempre variáveis”, “o tempo de trabalho socialmente necessário acaba sempre se impondo à força, como lei natural imperante”.

Marx considera essa lei como sendo a “eterna lei de troca de mercadorias”, como “racional”, como “a lei natural do equilíbrio”.  Os casos eventuais em que mercadorias são trocadas a preços que se desviam do seu valor são considerados “casuais” em relação à regra, e os próprios desvios devem ser vistos como “infração da lei de troca de mercadorias”.

A “mais-valia” de Marx

Sobre essa base da teoria do valor, Marx ergue a segunda parte de sua doutrina, a sua famosa doutrina da mais-valia.  Ele examina a origem dos ganhos extraídos pelos capitalistas dos seus capitais.  Os capitalistas tomam determinada soma em dinheiro, transformam-na em mercadorias, e, por meio da venda, transformam as mercadorias em mais dinheiro — com ou sem um processo intermediário de produção.  De onde vem esse incremento, esse excedente da soma de dinheiro obtida em relação à soma originalmente aplicada, ou, como diz Marx, essa mais-valia”?

Marx começa limitando as condições do problema, na sua peculiar maneira de exclusão dialética.  Primeiro, ele explica que a mais-valia não pode vir do fato de que o capitalista, como comprador, compra as mercadorias regularmente abaixo do seu valor e, como vendedor, regularmente as vende acima do seu valor.  Portanto, o problema é o seguinte: “Nosso ( … ) dono do dinheiro tem de comprar as mercadorias pelo seu valor, e vendê-las pelo seu valor, mas, mesmo assim, no fim do processo, tem de extrair delas um valor mais alto do que o que nelas aplicou. . .  Essas são as condições do problema. Hic Rhodus, hic salta!” [Aqui é Rodes, então salte aqui!” (N. do T.)]

Marx encontra a solução dizendo que existe uma mercadoria cujo valor de uso tem a singular faculdade de ser uma fonte de valor de troca.  Essa mercadoria é a ‘capacidade de trabalho’, ou seja, a força de trabalho.  Ela é posta à venda no mercado sob dupla condição: a primeira, de que o trabalhador seja pessoalmente livre — caso contrário não seria a força de trabalho o que ele estaria vendendo, mas ele próprio, sua pessoa, como escravo; e a segunda, de que o trabalhador seja destituído “de todas as coisas necessárias para a realização de sua força de trabalho”, pois, se delas dispusesse, ele preferiria produzir por conta própria, pondo à venda seus produtos, em vez de sua força de trabalho.

Pela negociação com essa mercadoria, o capitalista obtém a mais-valia. O processo se dá da seguinte forma:

O valor da mercadoria “força de trabalho” depende, como o de qualquer outra mercadoria, do tempo de trabalho necessário para sua produção, o que, nesse caso, significa que depende do tempo de trabalho necessário para produzir todos os alimentos que são indispensáveis à subsistência do trabalhador.  Se, por exemplo, para os alimentos necessários para um dia for preciso um tempo de trabalho de seis horas, e se esse tempo de trabalho corporificar três moedas de ouro, a força de trabalho de um dia poderia ser comprada por três moedas de ouro. Caso o capitalista tenha efetuado essa compra, o valor de uso da força de trabalho lhe pertence, e ele a concretiza fazendo o trabalhador trabalhar para ele.  Se o fizesse trabalhar apenas as horas diárias corporificadas na força de trabalho pelas quais ele teve de pagar quando comprou essa força de trabalho (seis horas), não existiria a mais-valia.

Ou seja, as seis horas de trabalho não podem atribuir ao produto em que elas se corporificam mais do que três moedas, uma vez que foi isso que o capitalista pagou como salário.  Contudo, os capitalistas não agem dessa maneira.  Mesmo que tenham comprado a força de trabalho por um preço que corresponde só a seis horas de trabalho, fazem o trabalhador trabalhar o dia todo.  Então, no produto criado durante esse dia, se corporificam mais horas de trabalho do que as que o capitalista pagou, o que faz o produto ter valor mais elevado do que o salário pago. A diferença é a “mais-valia”, que fica para o capitalista.

Tomemos um exemplo: suponhamos que um trabalhador possa tecer em seis horas cinco quilos de algodão em fio, com o valor de três moedas.  Suponhamos, também, que esse algodão tenha custado vinte horas de trabalho para ser produzido e que, por isso, tem um valor de dez moedas; suponhamos, ainda, que o capitalista tenha despendido, por meio de sua máquina de tecer utilizada para estas seis horas de tecelagem, o correspondente a quatro horas de trabalho, que representam um valor de duas moedas. Assim, o valor total dos meios de produção consumidos na tecelagem (algodão + máquina de tecer) equivalerá a doze moedas, correspondentes a vinte e quatro horas de trabalho.  Se acrescentarmos a isso as seis horas do trabalho de tecelagem, o tecido pronto será pois, no total, produto de trinta horas de trabalho, e terá, por isso, valor de quinze moedas.  Se o capitalista deixar o trabalhador trabalhar apenas seis horas por dia, a produção do fio vai custar-lhe 15 moedas: 10 pelo algodão, 2 pelo gasto dos instrumentos, 3 em salário.  Não existe mais-valia.

Muito diferente seriam as circunstâncias se este mesmo capitalista fizesse o trabalhador cumprir 12 horas diárias. Nestas 12 horas, o trabalhador processaria 10 quilos de algodão, nos quais já teriam sido corporificadas, anteriormente, 40 horas de trabalho, com um valor de 20 moedas.  Os instrumentos teriam consumido o produto de 8 horas de trabalho, no valor de 4 moedas, mas o trabalhador acrescentaria ao material bruto um dia de 12 horas de trabalho, ou seja, faria surgir um valor adicional de 6 moedas.  As despesas do capitalista — 20 moedas pelo algodão, 4 moedas pelo gasto dos instrumentos, e 3 pelo salário — somariam apenas 27 moedas.  Iria, então, sobrar uma “mais-valia” de 3 moedas.

Portanto, para Marx, a mais-valia é uma consequência do fato de o capitalista fazer o trabalhador trabalhar para ele sem pagamento durante uma parte do dia.  O dia de trabalho se divide, assim, em duas partes: na primeira, o “tempo de trabalho necessário”, o trabalhador produz seu próprio sustento, ou o valor deste; por essa parte do trabalho, ele recebe o equivalente em forma de salário.  Durante a segunda parte, o “superávit em tempo de trabalho”, ele é “explorado”, e produz a “mais-valia”, sem receber qualquer equivalente por ela.

Portanto, o capital não é apenas controle sobre o trabalho, como diz Adam Smith.  É essencialmente controle sobre o trabalho não-pago.  Toda a mais-valia, seja qual for a forma em que vá se cristalizar mais tarde — lucro, juro, renda etc. — é, substancialmente, materialização de trabalho não pago.  O segredo da autovalorização do capital reside no controle que exerce sobre determinada quantidade de trabalho alheio não pago.

Marx escolheu um método de análise defeituoso

Alguém que busque uma verdadeira fundamentação da tese em questão poderá encontrá-la por meio de dois caminhos naturais: o empírico e o psicológico.  O primeiro caminho nos leva a simplesmente examinar as condições de troca entre mercadorias, procurando ver se nelas se espelha uma harmonia empírica entre valor de troca e gasto de trabalho.  O outro — com uma mistura de indução e dedução muito usada em nossa ciência — nos leva a analisar os motivos psicológicos que norteiam as pessoas nas trocas e na determinação de preços, ou em sua participação na produção.  Da natureza dessas condições de troca poderíamos tirar conclusões sobre o comportamento típico das pessoas.  Assim, descobriríamos, também, uma relação entre preços regularmente pedidos e aceitos, de um lado, e a quantidade de trabalho necessária para produzir mercadorias de outro.  Mas Marx não adotou nenhum desses dois métodos naturais de investigação.  É muito interessante constatar, em seu terceiro volume, que ele próprio sabia muito bem que nem a comprovação dos fatos nem a análise dos impulsos psicológicos que agem na “concorrência” teriam bom resultado para a comprovação de sua tese.

Marx opta por um terceiro caminho de comprovação, aliás, um caminho bastante singular para esse tipo de assunto: a prova puramente lógica, uma dedução dialética tirada da essência da troca.

Marx já havia encontrado no velho Aristóteles que “a troca não pode existir sem igualdade, e a igualdade não pode existir sem a comensurabilidade”.  Marx adota esse pensamento.  Ele imagina a troca de duas mercadorias na forma de uma equação, deduz que nas duas coisas trocadas — portanto igualadas — tem de existir “algo comum da mesma grandeza”, e conclui propondo-se a descobrir o que é essa coisa em comum, à qual as coisas equiparadas podem ser reduzidas como valores de troca.

Fatos que antecedem uma troca devem evidenciar antes desigualdade do que igualdade

Gostaria de intercalar aqui um comentário.  Mesmo a primeira pressuposição — a de que na troca de duas coisas existe uma “igualdade” das duas, igualdade essa que se manifesta, o que, afinal, não significa grande coisa — me parece um pensamento muito pouco moderno e também muito irrealista, ou, para ser bem claro, muito precário. Onde reinam igualdade e equilíbrio perfeitos não costuma surgir qualquer mudança em relação ao estado anterior.  Por isso, quando no caso da troca tudo termina com as mercadorias trocando de dono, é sinal de que esteve em jogo alguma desigualdade ou preponderância que forçou a alteração.

Exatamente como as novas ligações químicas que surgem a partir da aproximação entre elementos de corpos: muitas vezes o “parentesco” químico entre os elementos do corpo estranho aproximado não é forte, mas é mais forte do que o “parentesco” existente entre os elementos da composição anterior.  De fato, a moderna ciência econômica é unânime em dizer que a antiga visão escolástico-teológica da “equivalência” de valores que se trocam é incorreta.  Mas não darei maior importância a esse assunto, e volto-me agora ao exame crítico daquelas operações lógicas e metódicas através das quais o trabalho termina por surgir como aquela coisa em “comum” à qual as coisas equiparadas se poderiam reduzir.

Método intelectual errôneo de Marx

Para a sua busca desse algo em “comum” que caracteriza o valor de troca, Marx procede da seguinte maneira: coteja as várias características dos objetos equiparados na troca e, depois, pelo método de eliminação das diferenças, exclui todas as que não passam nessa prova, até restar, por fim, uma única característica, a de ser produto de trabalho.  Conclui, então, que seja esta a característica comum procurada.

É um procedimento estranho, mas não condenável.  É estranho que, em vez de testar a característica de modo positivo — o que teria levado a um dos dois métodos antes comentados, coisa que Marx evitava —, ele procure convencer-se, pelo processo negativo, de que a qualidade buscada é exatamente aquela, pois nenhuma outra é a que ele procura, e a que ele procura tem de existir.  Esse método pode levar à meta desejada quando é empregado com a necessária cautela e integridade, ou seja, quando se tem, escrupulosamente, o cuidado necessário para que entre realmente, nessa peneira lógica, tudo o que nela deve entrar para que depois não se cometa engano em relação a qualquer elemento que porventura fique excluído da peneira.

Mas como procede Marx?

Desde o começo, ele só coloca na peneira aquelas coisas trocáveis que têm a característica que ele finalmente deseja extrair como sendo a “característica em comum”, deixando de fora todas as outras que não a têm.  Faz isso como alguém que, desejando ardentemente tirar da urna uma bola branca, por precaução coloca na urna apenas bolas brancas.  Ele limita o campo da sua busca da substância do valor de troca às “mercadorias”.  Esse conceito, sem ser cuidadosamente definido, é tomado como mais limitado do que o de “bens” e se limita a produtos de trabalho, em oposição a bens naturais. Consequentemente, fica óbvio que, se a troca realmente significa uma equiparação que pressupõe a existência de algo “comum da mesma grandeza”, esse “algo comum” deve ser procurado e encontrado em todas as espécies de bens trocáveis: não só nos produtos de trabalho, mas também nos dons da natureza, como terra, madeira no tronco, energia hidráulica, minas de carvão, pedreiras, jazidas de petróleo, águas minerais, minas de ouro etc.[1]

Excluir, na busca do algo “comum” que há na base do valor de troca, aqueles bens trocáveis que não sejam bens de trabalho é, nessas circunstâncias, um pecado mortal metodológico.  É como se um físico que quisesse pesquisar o motivo de todos os corpos terem uma característica comum, como o peso, por exemplo, selecionasse um só grupo de corpos, talvez o dos corpos transparentes, e, a seguir, cotejasse todas as características comuns aos corpos transparentes, terminando por demonstrar que nenhuma das características — a não ser a transparência — pode ser causa de peso, e proclamasse, por fim, que, portanto, a transparência tem de ser a causa do peso.

A exclusão dos dons da natureza (que certamente jamais teria ocorrido a Aristóteles, pai da ideia da equiparação na troca) não pode ser justificada, principalmente porque muitos dons naturais, como o solo, são dos mais importantes objetos de fortuna e comércio. Por outro lado, não se pode aceitar a afirmação de que, em relação aos dons naturais, os valores de troca são sempre casuais e arbitrários: não só existem preços eventuais para produtos de trabalho, como também, muitas vezes, os preços de bens naturais revelam relações nítidas com critérios ou motivos palpáveis.  É conhecido que o preço de compra de terras constitui um múltiplo da sua renda segundo a porcentagem de juro vigente.  É também certo que, se a madeira no tronco ou o carvão na mina obtêm um preço diferente, isso decorre da variação de localização ou de problemas de transporte e não do mero acaso.

Marx se exime de justificar expressamente o fato de haver excluído do exame anterior parte dos bens trocáveis. Como tantas vezes, também aqui sabe deslizar sobre partes espinhosas de seu raciocínio com uma escorregadia habilidade dialética: ele evita que seus leitores percebam que seu conceito de “mercadoria” é mais estreito do que o de “coisa trocável”.  Para a futura limitação no exame das mercadorias, ele prepara com incrível habilidade um ponto de contato natural, através de uma frase comum, aparentemente inofensiva, posta no começo do seu livro: “A riqueza das sociedades em que reina a produção capitalista aparece como uma monstruosa coleção de mercadorias.”  Essa afirmação é totalmente falsa se entendermos o termo “mercadoria” no sentido de produto de trabalho, que o próprio Marx lhe confere mais tarde.  Pois os bens da natureza, incluindo a terra, são parte importante e em nada diferente da riqueza nacional.  Mas o leitor desprevenido facilmente passa por essas inexatidões, porque não sabe que mais tarde Marx usará a expressão “mercadoria” num sentido muito mais restrito.

Aliás, esse sentido também não fica claro no que se segue a essa frase.  Ao contrário, nos primeiros parágrafos do primeiro capitulo fala-se alternadamente de “coisa”, de “valor de uso”, de “bem” e de “mercadoria”, sem que seja traçada uma distinção nítida entre estes termos. ”

A utilidade de uma coisa”, escreve ele na p. 10, “faz dela um valor de uso”. “A mercadoria. . . é um valor de uso ou bem”. Na p. 11, lemos: “o valor de troca aparece… como relação quantitativa… na qual valores de uso de uma espécie se trocam por valorem de uso de outra.”

Note-se que aqui se considera primordialmente no fenômeno do valor de troca também a equação ‘valor de uso = bem’.  E com a frase “examinemos a coisa mais de perto”, naturalmente inadequada para anunciar o salto para outro terreno, mais estreito, de análise, Marx prossegue:  “Uma só mercadoria, um ‘moio’ de trigo, troca-se nas mais diversas proporções por outros artigos.”  E ainda: “tomemos mais duas mercadorias” etc.  Aliás, nesse mesmo parágrafo ele volta até com a expressão “coisas”, e logo num trecho muito importante, em que diz que “algo comum da mesma grandeza existe em duas coisas diferentes” (que são equiparadas na troca).

A falácia de Marx consiste em uma seleção tendenciosa de evidências

No entanto, na p. 12, Marx prossegue na sua busca do “algo comum” já agora apenas para o “valor de troca das mercadorias”, sem chamar a atenção, com uma palavra que seja, para o fato de que isso estreitará o campo de pesquisa, direcionando-o para apenas uma parcela das coisas trocáveis.

Logo na página seguinte (p. 13), ele abandona de novo essa limitação, e a conclusão, a que há pouco havia chegado para o campo mais restrito das mercadorias, passa a ser aplicada ao círculo mais amplo dos valores de uso dos bens. “Um valor de uso ou bem, portanto, só tem um valor, na medida em que o trabalho humano abstrato se materializa ou se objetiva nele!”

Se, no trecho decisivo, Marx não houvesse limitado sua pesquisa aos produtos de trabalho, mas tivesse também procurado o “algo comum” entre os bens naturais trocáveis, ficaria patente que o trabalho não pode ser o elemento comum.  Se Marx houvesse estabelecido essa limitação de maneira clara e expressa, tanto ele quanto seus leitores infalivelmente teriam tropeçado nesse grosseiro erro metodológico.  Teriam sorrido desse ingênuo artifício, através do qual se “destila”, como característica comum, o fato de “ser produto de trabalho”, pesquisando num campo do qual antes foram indevidamente retiradas outras coisas trocáveis que, embora comuns, não são “produto do trabalho”.

Só seria possível lançar mão deste artifício da maneira como o fez — ou seja, sub-repticiamente — com uma dialética ríspida, passando bem depressa pelo ponto espinhoso da questão.  Expresso minha admiração sincera pela habilidade com que Marx apresentou de maneira aceitável um processo tão errado, o que, sem dúvida, não o exime de ter sido inteiramente falso.

Continuemos.

Por meio do artifício acima descrito, Marx conseguiu colocar o trabalho no jogo.  Através da limitação artificial do campo de pesquisa, o trabalho se tomou a característica “comum”.  No entanto, além dele, há outras características que deveriam ser levadas em conta, por serem comuns.  Como afastar essas concorrentes?

Marx faz isso por meio de dois raciocínios, ambos muito breves, e ambos contendo um gravíssimo erro de lógica

No primeiro, Marx exclui todas as “características geométricas, físicas, químicas ou quaisquer outras características naturais das mercadorias”.  Isso porque “suas características físicas só serão levadas em conta na medida em que as tornam úteis, portanto as transformam em valores de uso.  Mas por outro lado, a relação de troca das mercadorias aparentemente se caracteriza pela abstração de seus valores de uso”.  Pois “dentro dela (da relação de troca) um valor de uso cabe tanto quanto outro qualquer, desde que exista aí em proporção adequada”.

O que diria Marx do argumento que segue?  Em um palco de ópera, três cantores, todos excelentes — um tenor, um baixo e um barítono —, recebem, cada um, um salário de 20.000 moedas por ano.  Se alguém perguntar qual é a circunstância comum que resulta na equiparação de seus salários, respondo que, quando se trata de salário, uma boa voz vale tanto quanto outra: uma boa voz de tenor vale tanto quanto uma boa voz de baixo, ou de barítono, o que importa é que a proporção seja adequada.  Assim, por poder ser, “aparentemente”, afastada da questão salarial, a boa voz não pode ser a causa comum do salário alto.

É claro que tal argumentação é falsa.  É igualmente claro também que é incorreta a conclusão a que Marx chegou, e que foi por mim aqui transcrita.  As duas sofrem do mesmo erro.  Confundem a abstração de uma circunstância em geral com a abstração das modalidades específicas nas quais essa circunstância aparece.  Em nosso exemplo, o que é indiferente para a questão salarial é apenas a modalidade específica da boa voz, ou seja, se se trata de voz de tenor, baixo ou barítono.  Mas não a boa voz em si.

Da mesma forma, para a relação de troca das mercadorias, abstrai-se da modalidade específica sob a qual pode aparecer o valor de uso das mercadorias, quer sirvam para alimentação, quer sirvam para moradia ou para roupa. Mas não se pode abstrair do valor de uso em si.  Marx deveria ter deduzido que não se pode fazer abstração desse último, pelo fato de que não existe valor de troca onde não há valor de uso.  Fato que o próprio Marx é forçado a reconhecer repetidamente.[2]

Mas coisa pior acontece com o passo seguinte dessa cadeia de argumentação.  “Se abstrairmos do valor de uso das mercadorias”, diz Marx textualmente, “resta-lhes só mais uma característica: a de serem produtos de trabalho”.  Será mesmo?  Só mais uma característica?  Acaso bens com valor de troca não têm, por exemplo, outra característica comum, qual seja, a de serem raros em relação à sua oferta?  Ou de serem objetos de cobiça e de procura?  Ou de serem ou propriedade privada ou produtos da natureza?

E ninguém diz melhor nem mais claramente do que o próprio Marx que as mercadorias são produtos tanto da natureza quanto do trabalho: Marx afirma que “as mercadorias são combinação de dois elementos, matéria-prima e trabalho”, e conclui dizendo que “o trabalho é o pai (da riqueza) e a terra é sua mãe”.

Por que, pergunto eu, o princípio do valor não poderia estar em qualquer uma dessas características comuns, tendo de estar só na de ser produto de trabalho?  Acresce que, a favor dessa última hipótese, Marx não apresenta qualquer tipo de fundamentação positiva.  A única razão que apresenta é negativa, pois diz que o valor de uso, abstraído, não é princípio de valor de troca.  Mas essa argumentação negativa não se aplica, com igual força, a todas as outras características comuns, que Marx ignorou?

E há mais ainda!  Na mesma p. 12, em que Marx abstraiu da influência do valor de uso no valor de troca, argumentando que um valor de uso é tão importante quanto qualquer outro, desde que exista em proporção adequada, ele nos diz o seguinte sobre o produto de trabalho:

Mas também o produto de trabalho já se transformou em nossas mãos.  Se abstrairmos do seu valor de uso, abstrairemos também dos elementos materiais e das formas que o tornam valor de uso.  Ele já não será mesa, casa ou fio, ou outra coisa útil.  Todas as suas características sensoriais serão eliminadas.  Ele não será produto de trabalho em marcenaria, construção ou tecelagem, ou outro trabalho produtivo.  O caráter utilitário dos trabalhos corporificados nos produtos de trabalho desaparece se desaparecer o caráter utilitário destes produtos de trabalho, da mesma forma que desaparecem as diversas formas concretas desse trabalho: elas já não se distinguem; são reduzidas a trabalho humano igual, a trabalho humano abstrato.

Será que se pode dizer, de modo mais claro e explícito, que, para a relação de troca, não apenas um valor de uso, mas uma espécie de trabalho, ou produto de trabalho, “vale tanto quanto qualquer outro, desde que exista na proporção adequada”?  E que se pode aplicar ao trabalho exatamente o mesmo critério em relação ao qual Marx antes pronunciou seu veredito de exclusão contra o valor de uso?  Trabalho e valor de uso têm, ambos, um aspecto quantitativo e outro qualitativo.  Assim como o valor de uso é qualitativamente diverso em relação a mesa, casa ou fio, assim também são qualitativamente diferentes os trabalhos de marcenaria, de construção ou de tecelagem.  Por outro lado, trabalhos de diferentes tipos podem ser diferenciados em função de sua quantidade, enquanto é possível comparar valores de uso de diferentes tipos segundo a magnitude do valor de uso.  É absolutamente inconcebível que circunstâncias idênticas levem, ao mesmo tempo, à exclusão de alguns elementos e à aceitação de outros!

Se, por acaso, Marx houvesse alterado a sequência de sua pesquisa, teria excluído o trabalho com o mesmo raciocínio com que exclui o valor de uso.  Com o mesmo raciocínio com que premiou o trabalho, proclamaria, então, que o valor de uso, por ser a única característica que restou, é aquela característica comum tão procurada.  A partir daí poderia explicar o valor como uma “cristalização do valor de uso”.

Creio que se pode afirmar, não em tom de piada, mas a sério, que nos dois parágrafos da p. 12 onde se abstrai, no primeiro, a influência do valor de uso e se demonstra, no segundo, que o trabalho é o “algo comum” que se buscava, esses dois elementos poderiam ser trocados entre si sem alterar a correção lógica externa.  E que, sem mudar a estrutura da sentença do primeiro parágrafo, se poderia substituir “valor de uso” por “trabalho e produtos de trabalho”, e na estrutura da segunda colocar, em lugar de “trabalho”, o “valor de uso”!

Assim é a lógica e o método com que Marx introduz em seu sistema o princípio fundamental de que o trabalho é a única base do valor.  Julgo totalmente impossível que essa ginástica dialética fosse a fonte e a real justificativa da convicção de Marx. Um pensador da sua categoria — e considero-o um pensador de primeiríssima ordem —, caso desejasse chegar a uma convicção própria, procurando com olhar imparcial a verdadeira relação das coisas, jamais teria partido por caminhos tão tortuosos e antinaturais.  Seria impossível que ele tivesse, por mero e infeliz acaso, caído em todos os erros lógicos e metodológicos acima descritos, obtendo, como resultado não conhecido nem desejado, essa tese do trabalho como única fonte de valor.

Creio que a situação real foi outra.  Não duvido de que Marx estivesse sinceramente convencido de sua tese. Mas os motivos de sua convicção não são aqueles que estão apresentados em seus sistemas.  Ele acreditava na sua tese como um fanático acredita num dogma.  Sem dúvida, foi dominado por ela por causa das mesmas impressões vagas, eventuais, não bem controladas pelo intelecto, que antes dele já tinham desencaminhado Adam Smith e David Ricardo, e sob influência dessas mesmas autoridades.  E ele, certamente, jamais alimentou a menor dúvida quanto à correção dessa tese.  Seu princípio tinha, para ele próprio, a solidez de um axioma.  No entanto, ele teria de prová-lo aos leitores, o que não conseguiria fazer nem empiricamente nem segundo a psicologia que embasa a vida econômica.

Voltou-se, então, para essa especulação lógico-dialética que estava de acordo com sua orientação intelectual.  E trabalhou, e revolveu os pacientes concertos e premissas, com uma espécie de admirável destreza, até obter realmente o resultado que desejava e que já de antemão conhecia, na forma de uma conclusão externamente honesta.

Conforme vimos acima, Marx teve pleno sucesso nessa tentativa de fundamentar convincentemente sua tese, enveredando pelos caminhos da dialética. Mas será que teria obtido algum amparo se tivesse seguido aqueles caminhos específicos que evitou, ou seja, o empírico e o psicológico?

 

Leia também: A teoria marxista da exploração e a realidade

[1] Karl Knies objeta com muito acerto contra Marx: “Na exposição de Marx não há nenhum motivo pelo qual a equação 1 “moio” de trigo = x quintais de madeira produzida na floresta não permita uma segunda equação, também válida, que diga: 1 “moio” de trigo = w quintais de madeira virgem = y acres de terra virgem = z acres de terra cultivada com prados naturais.” (Das Geld, Iª ed. p. 121;1 2ª ed p. 157).

[2] Por exemplo, na p. 15, final: “Por fim, nenhuma coisa pode ter valor sem ser objeto de uso. Se for inútil, o trabalho nela contido será inútil, não valerá como trabalho (sic!), e por isso não constituirá valor.”

Já Karl Knies chamara atenção para o erro lógico do texto. Veja-se Das Geld, Berlim, 1873, p. 123 ss. (2ª ed. p. 160 ss). Estranhamente, Adler (Grundlagen der Karl Marxschen Kritik, Tübingen, 1887, p. 211 ss) entendeu mal meu argumento, quando me censura dizendo que “boas vozes” não são mercadorias no sentido marxista. Para mim, não se tratava de considerar “boas vozes” como bens econômicos, segundo a lei marxista de valor, mas sim de dar o exemplo de um silogismo que revela o mesmo erro de Marx. Eu poderia muito bem escolher outro exemplo, que não tivesse nenhuma relação com o terreno econômico. Por exemplo, poderia ter demonstrado que, segundo a lógica marxista, o “algo comum” está em haver colorido em sabe-Deus-o-quê, mas não em haver uma mistura de várias cores. Pois uma mistura de cores — por exemplo, branco, azul, amarelo, preto, violeta — vale para a qualificação “colorido” o mesmo que a mistura de verde, vermelho, laranja, azul etc., desde que as cores apareçam em proporção adequada. Portanto, vamo-nos abstrair, no momento, das cores e das misturas de cor!

 

Eugen von Böhm-Bawerk (1851-1914) foi um economista austríaco da Universidade de Viena e ministro das finanças.  Desvendou a moderna teoria intertemporal das taxas de juros em sua obra Capital and Interest. Em seu segundo livro, The Positive Theory of Capital, ele continuou seus estudos sobre a acumulação e a influência do capital, argumentando que há um período médio de produção em todos os processos produtivos.  Sua ênfase na importância de se pensar claramente sobre taxas de juros e sua natureza intertemporal alterou para sempre a teoria econômica.  Böhm-Bawerk tornou-se famoso por ser o primeiro economista a refutar de forma completa e sistemática a teoria da mais-valia e da exploração capitalista.  Veja sua biografia.

 

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38 comentários em “MARX, A MAIS-VALIA E O PESO DOS OBJETOS TRANSPARENTES.

  1. Aluizio Alves Filho Alves
    09/17/2016

    Esse Eugen von \ “von” quer dizer nobre)… (um ilustre desconhecido por sinal) … refutou em 1914 de “forma completa e sistemática a teoria da mais valia…”. Interessante, se já no início do século passado havia tal refutação completa porque ao longo do século XX tantos economistas escreveram volumosos trabalhos a respeito? Porque tal teoria continua sendo objeto de teses e reflexões nas melhores universidades do mundo inteiro até os dias presentes? Estranho…

    • Questões Relevantes
      09/17/2016

      Aluizio Alves Filho Alves, a resposta a sua pergunta é: por uma questão de fé. Aliás, você, como professor universitário, provavelmente saberá apreciar (mesmo que discorde da conclusão) este texto de Eça de Queiroz publicado em 1880 e que reproduzo no artigo O NAZISMO ANTES DO NAZISMO E A PREVISÃO DO COMUNISMO/SOCIALISMO COMO RELIGIÃO. http://wp.me/p4alqY-3

      Também reproduzo aqui resposta que dei ao leitor Marcos, que fez comentário semelhante: significa principalmente que os adoradores de São Marx da Mais-Valia são muito influentes e deixam na berlinda quem desafia sua crença.

      Não há nenhuma dúvida sobre a importância do trabalho de Marx à época e sua influência ainda hoje, mas já é possível comprovar que ele errou grosseiramente todas as suas previsões.

      Os modelos marxistas apresentam falhas que contaminaram suas previsões ou os modelos foram desenvolvidos para justificar suas previsões?

      Sabendo que o Manifesto Comunista é de 1848 e O Capital Volume I de 1867, a segunda hipótese ganha algum destaque.

      • Aluizio Alves Filho Alves
        09/17/2016

        Quanto aos adoradores de São Marx ou de qualquer outro santo concordo inteiramente com você, ou seja: nada de importante tem a dizer, são apenas prisioneiros de sua crença. O mesmo é valido para a situação inversa: os satanizadores de Marx ou de qualquer outro “santo” nada de importante tem a dizer, são apenas prisioneiros do seu fanatismo. Desculpe a sinceridade, mas você se enquadra plenamente no segundo grupo. Não precisa estudar (investigar) nada. Tem uma verdade revelada que paira soberana acima dos fatos e que acredita poder ser, como camisa de força, ser enfiada nela. O satã é a “esquerda” (termo mal ajambrado, sem nenhuma conceituação minimamente estruturada , como um saco, onde vc enfia Marx, Chico Buarque, Saramago, Sociólogos, Historiadores, o PT, comunistas, socialistas e vai por ai…). Todos são inteiramente equivocados e suas ações são regidas por má fé. …

        Em tempo: Continuo aguardando as teses sobre o conceito de mais-valia produzidas em departamentos de Sociologia ou História.

      • Questões Relevantes
        09/17/2016

        Aluizio, fico satisfeito que você comece a debater com mais seriedade e com argumentos. Sobre a questão das teses sobre o conceito de mais-valia produzidas em departamentos de Sociologia ou História, como já respondi em outro comentário, evidentemente a mais-valia não é o tema central nestas áreas, mas está presente de forma irrefletida, como um axioma, o que é ainda mais grave.

        Quanto à sua interpretação de que tenho uma verdade revelada que paira soberana acima dos fatos e que enfio em um mesmo saco Marx, Chico Buarque, Saramago, Sociólogos, Historiadores, o PT, comunistas e socialistas, trata-se de uma interpretação equivocada. Não o faço. Aliás, um dos primeiros artigos deste blog chama-se Teoria das Gavetas e trata-se exatamente de uma reflexão sobre esta questão. Se tiver interesse, o link é este: http://wp.me/p4alqY-a

        Há muitos outros artigos em que procuro refletir sobre a necessidade de estabelecer parâmetros mínimos para que o debate possa fazer sentido. O mais recente, e que talvez seja um ponto de partida melhor, foi este:
        ESQUERDA X ESQUERDA, OU: NÃO DÁ PARA CHAMAR SEMÁFORO DE LIQUIDIFICADOR.
        http://wp.me/p4alqY-vL

      • Tiago Moraes
        09/17/2016

        Primeiro: o termo “von” é referente a preposição “de” da língua portuguesa, não remete a nobreza alguma.

        Segundo: Eugen von Böhm-Bawerk não era nobre.

        Terceiro: Ele não é um “ilustre desconhecido”, você que é ignorante demais.

        Quarto: Ele refutou sim, de forma sistemática, a teoria da mais-valia, tanto é todo mundo ignora isso. Eu não sei de onde você tirou que “tantos economistas escreveram sobre”. Só quem aceita a mais-valia é marxista, quem não é marxista a considera porcaria. E não me consta que hajam tantos economistas marxistas assim.

      • Aluizio Alves Filho Alves
        09/18/2016

        Tiago Moraes, você é tipicamente um rinoceronte de Ionesco fantasiado de liberal. É mal informado, se pensa como dono da verdade, me atribue coisas que não digo e no lugar de argumentar racionalmente xinga.. 1, mal informado – “von” como está empregado, após o nome, é indicativo de nobreza. No lugar e ficar chutando o que não consulte uma gramática ou um professor de alemão que ele confirma o que estou dizendo. 2.Dono da verdade. Julga que um artigo escrito em fins do século XIX encerrou uma questão colocada por Marx que atravessa todo o século XX no mundo inteiro. Além disso o autor que vc cita é mesmo um “ilustre desconhecido”. Até a wikipédia diz isso, literalmente (veja). 3. Me atribue coisas que não digo. Cita entre aspas coisas que não disse: “Tantos economistas escreveram sobre”… Onde eu disse isso? Sei lá quantos economistas marxistas existem. 4. Esse tipo de agressão(xingamento) é típico de quem quer impor a “verdade” pela desqualificação de quem discordo der você. Estude mais e deixe o ódio de lado…

      • Questões Relevantes
        09/18/2016

        Aluizio, na questão do “Von” você tem razão. Todo “von” no mundo alemão é nobre. A pessoa pode ter:

        a- sido muito rica e dona de terras no passado;

        b-ser descendente de pessoas que prestaram serviços a nobreza;

        c- ter relação com o exercito.

        No caso, o filho mais velho herda o titulo apos a morte dos pais.
        Resumindo, indica nobreza mesmo que a pessoa não tenha nada mais a ver com o título.

        Quanto a ser um desconhecido para a wikipedia, você está errado:

        Eugen Böhm Ritter von Bawerk, conhecido como Eugen von Böhm-Bawerk (Brno, Morávia, 12 de fevereiro de 1851[1] – 27 de agosto de 1914 em Viena) foi um economista austríaco que fez importantes contribuições para o desenvolvimento da chamadaEscola Austríaca de Economia.

        Nascido Eugen Böhm, seu nome foi mudado para Eugen Böhm Ritter von Bawerk, em 1854, quando seu pai foi elevado acavaleiro (Ritter, em alemão). Entretanto, normalmente assinava Eugen von Böhm-Bawerk ou Eugen Böhm-Bawerk. (…)

        (…) Ele escreveu extensivas críticas ao pensamento econômico de Karl Marx nas décadas de 1880 e 1890, e vários proeminentes marxistas —incluindo Rudolf Hilferding— estiveram em seu seminário em 1905-06. Ele voltou a lecionar em 1904, com uma cadeira na Universidade de Viena. Ele ensinou muitos estudantes, entre eles Joseph Schumpeter, Ludwig von Mises e Henryk Grossman. Böhm-Bawerk morreu em 1914.

        https://pt.wikipedia.org/wiki/Eugen_von_B%C3%B6hm-Bawerk

      • Questões Relevantes
        09/18/2016

        Aluizio, ainda sobre Eugen von Böhm-Bawerk na wikpedia:

        O primeiro volume da obra Capital e Juro, que Ludwig von Mises decretou como “a contribuição mais eminente para a teoria econômica moderna”, intitulado História e Crítica das Teorias de Juro (1884), é um estudo exaustivo dos tratamentos alternativos de juro: teorias de uso, teorias de produtividade, teorias de abstinência, e assim por diante.

        Karl Marx and the close of his system

        Igualmente foi incluída uma crítica à teoria da exploração de Karl Marx. Böhm-Bawerk argumentou que os capitalistas não exploram seus trabalhadores; mas na realidade ajudam os empregados ao fornecer-lhes uma renda adiantada das receitas dos bens por eles produzidos, dizendo “o trabalho não pode aumentar sua parte às expensas do capital.” Em particular, ele argumentou que a teoria marxista da exploração ignora a dimensão de tempo na produção, que ele discutiu em sua teoria de roundaboutness (em inglês) e que uma redistribuição de lucros de industrias capitalistas minará a importância da taxa de juros como uma ferramenta vital de política monetária. Desta crítica segue que, de acordo com Böhm-Bawerk, o valor inteiro de um produto não é produzido pelo trabalhador, mas que o trabalho pode somente ser pago no valor atual de todo o produto previsível.

        O livro Karl Marx and the Close of His System (título em inglês) de 1896 examina a teoria marxista da teoria do valor-trabalho, mostrando que o erro no sistema de Marx foi uma auto-contradição da lei do valor marxista, a saber como a taxa de lucro e os preços de produção do terceiro volume da obra O Capital de Karl Marx, contradiz sua própria teoria do valor apresentada no primeiro volume. Böhm-Bawerk também questiona a teoria marxista por Marx minimizar a influência da oferta e demanda em determinar o preço permanente, e para a ambiguidade deliberada com tais conceitos.

      • Tiago Moraes
        09/18/2016

        “Você tipicamente é um rinoceronte de Ionesco fantasiado de liberal. É mal informado, se pensa como dono da verdade, me atribue coisas que não digo e no lugar de argumentar racionalmente xinga.”
        Resposta: Eu não lhe xinguei, fiz exatamente o que você fez agora, o desqualifiquei. Mas com uma diferença, eu te chamei de ignorante e fundamentei isso, você não, falou por falar. Não gostou da crítica que fiz e ficou de beicinho, agora vai tomar textão no lombo, pois quem escreve o que quer, tem de ler o que não quer, antes ficasse em silêncio.
        .. 1, mal informado – “von” como está empregado, após o nome, é indicativo de nobreza. No lugar e fricar chutando o que não consulte uma gramática ou um professor de alemão que ele confirma o que estou dizendo.
        Resposta: Eu não preciso consultar nada, porque sei e tenho propriedade sobre o que digo e você tanto falou besteira que sequer se dispôs a referenciar o que disse, apelou para retórica vazia.
        O termo von é apenas uma palavra que exerce função sintática de artigo, preposição ou conjunção no idioma alemão, da mesma forma que o “de” na língua portuguesa, o “del” no espanhol, o “di” ou o “dela” no italiano, ou o “van” no holandês. Inclusive posso citar alguns outros economistas austríacos, de origem humilde inclusive, sem nenhuma ligação com a nobreza e que também possuíam o termo no sobrenome:
        Friedrich VON Wieser, Ludwig VON Mises, Friedrich August VON Hayek.
        O termo VON só tinha uso político e remetia a nobreza em principados do norte alemão, que formavam a Prússia. Em outros lugares era usado como preposição comum, como inclusive está provado nos nomes de economistas austríacos, de origem plebeia, como os que citei aí: von Wieser era de família de militares, von Mises era de família judia e pai era engenheiro ferroviário e Hayek acho que nem preciso entrar em detalhes né? Até um ignorante deve conhecê-lo…

        2.Dono da verdade. Julga que um artigo escrito em fins do século XIX encerrou uma questão colocada por Marx que atravessa todo o século XX no mundo inteiro. Além disso o autor que vc cita é mesmo um “ilustre desconhecido”. Até a wikipédia diz isso, literalmente (veja).
        Resposta: E qual o problema dele ter escrito no fim do século XIX? Marx escreveu bem antes dele e tu tá aqui defendendo-o com ardor religioso. Não foi um artigo, foram três volumes e a teoria do capital de do juro de Böhm-Bawerk é até hoje considerada a mais bem elaborada já produzida sobre o assunto. Foi dele que derivou o conceito de preferência temporal aplicada aos juros, que é utilizada em TODOS os livros de microeconomia escritos. Ela é inclusive um dos pressupostos da teoria macroeconômica de Keynes. E no Wikipédia, bem, tem isso aqui: “Suas críticas às teorias de Marx eram postas sob intenso escrutínio por economistas marxistas, tais como Nikolai Bukharin, que defendeu em Economic Theory of the Leisure Class”
        Estranho isso não? Um “ilustre desconhecido”, segundo você, mas que foi estudado com tanto afinco por marxistas soviéticos, inclusive pelo mais ilustre deles.

        “3. Me atribue coisas que não digo. Cita entre aspas coisas que não disse: “Tantos economistas escreveram sobre”… Onde eu disse isso? Sei lá quantos economistas marxistas existem. 4. Esse tipo de agressão(xingamento) é típico de quem quer impor a “verdade” pela desqualificação de quem discordo der você. Estude mais e deixe o ódio de lado…”
        Respostas: As aspas podem ser utilizadas tanto para referenciar as falas de terceiros como para ironizar um comentário alheio. Você deu a entender que muitos economistas escrevem sobre Marx e isso é falso, até porque, economistas marxistas são muito poucos e eles se isolam, só produzem para eles mesmos, pois nenhum periódico sério publica as asneiras que eles escrevem. E na boa, desesquerdize-se mais, você imputa nos outros o que só você está fazendo. Para começo de conversa, foi você quem usou ad hominem como argumento aqui, ao tentar insinuar que Böhm-Bawerk era nobre, como se isso fosse critério para deslegitimar o que ele escreveu. Mas deslegitimar um cara que escreveu sobre como mudar o mundo, sendo que não foi capaz sequer de cuidar da própria família, isso vocês não fazem né?

      • Aluizio Alves Filho Alves
        09/20/2016

        1. Quando digo que o tal “von” é um ilustre desconhecido e você cita a wikpédia, contratando a minha observação, reproduzo uma passagem sobre o assunto que lá se encontra e que coloc um ponto final na quatão, ou seja: no mundo acadêmico o tal “von” é um ilustre desconhecido no mundo inteiro, veja o text d wik: “embora Böhm-Bawerk seja completamente desconhecido em todos os centros de ciências sociais de praticamente todas as universidades do mundo. Não é estudado em nenhuma escola sociológica importante, e é conhecido praticamente somente por seus seguidores, sendo completamente ignorado pelo mundo acadêmico em geral, diferentemente de outros críticos à teoria marxista e marxiana, que possuem crédito acadêmico, o qual não é o caso de Böhm-Bawerk, que como citado, é completamente ignorado em todas as faculdades importantes do mundo (principalmente nas escolas de sociologia e ciências políticas), sendo mais famoso no ambiente não acadêmico e em discussões e fóruns não ligados às universidades”.

        2. Leia o que escrevo. Leia o que está na origem das questões aqui me envolvendo. Leia. Em linhas gerais afirmo que tanto os adoradores de Marx quanto os salinizadores de Marx nada de útil tem a dizer a respeito de sua obra e contribuições. Postulo que quem procede de tal forma é conduzido pela emoção, seja produto da paixão ou do ódio, e nhunca pela razão. São dois pensamentos polares igualmente irracionais. Pe4ço desculpas se s sentiu ofendido, ms esclareço que quando te inclui entre os rinocerontes de Ionesco ( cuja peça critica a troca da razão pelo irracionalismo que tipifica comportamento de adoradores e de satanizadores de alguma pessoa, teoria ou qualquer outra coisa) não estou te desqualificando – como vc faz ao me chamar de ignorante gratuitamente – estou apenas classificando a sua postura, pois a penso ser irracional. Imaginar que um artigo do tal desconhecido “von” destruiu Marx no nascedouro. Foi neste sentido que indaguei, se isso é correto, porque Marx atravessa todo o seculo XX e continua presente no início do século XXI.. e o tal “von” (que conheci agora) é objeto de adoração de deptos da chamada escola austríaca.

        3. Você me atribue ser adorador de Marx e me pergunta porque ele não cuidou a própria família. Sei lá. Não me meto na vida privada de ninguém, nem vivo nem morto. Não sou adorador de Marx nem de outro outor ou esc0oloa de pensamento. Como escrevi, adeoradores e salinizadores não tem nada a dizer; estarei errado? Me explique porque. Para mim marx, como tantos outros clássicos não poem ser jogados na lata e lixo, como se jogo uma casca de banana. .. 4. Quanto a “von” a ser indicativo de título de nobreza, e não apenas uma preposição até o seu amiguinho da “questões relevantes” (melhor seria “questões manipuladas”, no que me escreve acima, me dá razão. Por favor leia e, discordando, chame-o de ignorante para ser coerente em suas agressões. … Digo ainda, não há nada de errado em ser nobre, apenas observei que o autor do tal artigo era “von”, quer dizer: nobre. Np mais, nem perca tempo d me xeingar, responendo, não volto mais aqui. Esse site pouco me interessa. Já vi o bastante. O propósito é apenas defender uma verdade que paira soberana acima dos fatos: a direita e pura e verdadeira e a esquerda é o satã… Sou um estudioso, livre de dogmatismos… Tchau.

      • Tiago Moraes
        09/20/2016

        1) Meu palpite? Você mesmo escreveu isso, dá para notar a forte carga de depreciação ao nome dele e o trecho está praticamente igual ao que você disse anteriormente, não há referenciação neste trecho, ele contradiz o enunciado anterior e que cita fontes confirmando que Böhm-Bawerk era estudado até por marxistas de renome e ele contém erros gramaticais. Então você mesmo deve ter inserido isso no Wikipédia. Eu sou Economista, você não vai conseguir vender informações falsas aqui, o nome de Böhm-Bawerk está em qualquer livro de microeconomia e HPE. Até mesmo o livro de HPE de E.K Hunt, muito usado nas faculdades de Economia do Brasil (o autor é marxista), há um capítulo exclusivo para tratar de Böhm-Bawerk.

        2) Cara, você chegou ao cúmulo de vandalizar uma página do wikipédia para sustentar opinião. Eu não me sinto ofendido não, você não disse nada que seja verdadeiro. O autor dessa página está discutindo o pensamento econômico de Marx. Eu já expliquei isso, o cara é realmente idolatrado na área de humanas, exceto nas Ciências Econômicas. O pensamento econômico de Marx é irrelevante na academia, não há obras didáticas que tomam qualquer coisa elaborada por Marx como insight, nenhum periódico A1 aceita trabalho de marxistas, porque eles não aceitam o método científico tradicional. Nenhum marxista ganhou prêmio Nobel. Entendeu? Isso é irrelevante, já o (segundo você) irrelevante Böhm-Bawerk, tem dois seguidores que ganharam Nobel de Economia: Hayek e Nash. Os conceitos da teoria do juro e do capital de Böhm-Bawerk estão em qualquer livro de microeconomia, porque é elemento nuclear do currículo. Claro, é normal o cara se formar em Economia sem saber o nome dele, assim como também não sabe o nome dos outros. E isso é natural, porque a Economia está ficando cada vez mais voltada para manuais e estudando cada vez menos os pensadores originais. Um exemplo: pergunta para qualquer pessoa que você conheça, que tenha estudado ou seja formada em economia, se ela conhece Edgeworth. Eu duvido que alguém diga que conheça, para você ele é um ilustre desconhecido. Porém, o cara é o criador das curvas de indiferença e ninguém se forma em economia sem estudar curvas de indiferença.

        3) Você é adorador de Marx a partir do momento que reagiu negativamente à críticas muito bem fundamentadas dirigidas a ele, pelo proprietário desta página. Você me indaga porque Marx sendo tão ruim é seguido por tanta gente? Sério? Eu poderia te perguntar o porquê de tanta gente curtir funk carioca. O fato de várias pessoas gostarem de uma coisa, nunca significou ou remeteu qualidade. Marx é pai de uma teoria de só trouxe tragédias para o mundo, ironicamente as mesmas que alegou ter sido concebida para combater.

        4) Meu filho, qual parte você não entendeu que “von” é apenas uma preposição? Algumas pessoas tem preposição antecedendo um sobrenome, outras não. “VON” SIGNIFICA “DE”. A LETRA “D” + “E”, ENTENDEU??!! OU TÁ DIFÍCIL? Meu nome é Tiago Moraes DE Cerqueira e eu não sou nobre!

        A palavra nobre em alemão é traduzida por “EDEL” ou “EDELMANN”.

        Na dúvida usa o google translate!

      • Questões Relevantes
        09/20/2016

        Tiago Moraes, mais uma vez agradeço sua participação. As informações relativas ao trabalho de Eugen von Böhm-Bawerk que acrescentou sem dúvida enriqueceram o debate. Obrigado.

  2. revoltapolitica
    09/13/2016

    Republicou isso em revoltapoliticae comentado:

    Excelente, não havia lido ainda esse texto. No livro de Ludwig von Mises – Ação Humana, ele refuta a teoria de Marx explicitando a impossibilidade econômica sob o socialismo sem propriedade privada e cita a refutação da mais-valia creditada a Eugen von Bohm Bawerk.

  3. revoltapolitica
    09/13/2016

    Excelente, não havia lido ainda esse texto. No livro de Ludwig von Mises – Ação Humana, ele refuta a teoria de Marx explicitando a impossibilidade econômica sob o socialismo sem propriedade privada e cita a refutação da mais-valia creditada a Eugen von Bohm Bawerk.

    • Questões Relevantes
      09/13/2016

      Obrigado pala participação.

  4. José Miguel Bendrao Saldanha
    09/02/2016

    A respeito das críticas de Böhm-Bawerk à teoria marxista do valor, sugiro a leitura da obra de Hilferding “Böhm-Bawerk’s Criticism of Marx”, de 1904. Sobre o chamado “problema da transformação” (de valores em preços) há uma extensa literatura, de autores marxistas e não-marxistas. Marx tratou disso no Livro III d’O Capital. A teoria do valor – isoladamente – não serve, de fato, para calcular o preço pelo qual um determinado capitalista venderá uma determinada mercadoria, da mesma forma que a lei da gravitação não permite – sozinha – determinar a órbita dos planetas, por exemplo. Contudo, em ambos os casos, a explicação profunda dos fenômenos está nas leis. O interesse de Marx foi explicar a exploração capitalista, enquanto a de Böhm-Bawerk e seus seguidores foi mostrar que tal exploração não existe. Mais uma coisa: Marx não disse que o valor tem um “componente” social, mas sim que a objetividade do valor é social, o que é muito diferente.

    • Questões Relevantes
      09/02/2016

      Obrigado pela participação no debate e pelas indicações.

  5. Francisco Fábio
    09/01/2016

    Eu me divirto com esta discussão sobre o passado e nenhuma proposta para o futuro. Me divirto, mas me cansa.

    • Questões Relevantes
      09/01/2016

      A proposta para o futuro é: diga não às ideias que sempre terminam em desastre.

      Como já disse, o liberalismo é uma construção histórica, uma evolução gradual das formas de organização econômica, política e social, enquanto o socialismo à esquerda e nazismo e fascismo à direita são projetos “de laboratório”, são teses que se propõem a uma substituição radical do que é resultado de uma longa evolução.

      Quanto mais longe ficarmos destas teses milagrosas e desastrosas, mais saudável para a evolução das sociedades.

  6. Tiago Moraes
    08/30/2016

    Ninguém mais discute isso na academia. A teoria do valor-trabalho está morta e enterrada há mais de 100 anos. Claro, ainda existem uns doidos que a sustentam como o cara abaixo, mas isso é normal. Assim como há pessoas que ainda acreditam que a Terra é plana.

    A teoria do valor-trabalho se sustenta por premissas que não existem: uma unidade de mensuração de valores invariável e uma necessidade de que as diferenças entre preços das mercadorias variem na exata proporção de suas razões das quantidades de trabalho socialmente incorporada a elas. Do contrário, não se resolve o problema da transformação do valor em preço.

    Por fim, a maior contradição do raciocínio de Marx, na formulação da teoria do valor, é a utilização de um postulado óbvio, porém, incorrendo em um grave non sequitur. Ora, se o valor é um componente social, como ele reconhece, a determinação do valor das mercadorias tem de ser algo óbvio para toda a sociedade. Ao perder tempo escrevendo três volumes enormes para sistematizar algo que deveria ser óbvio, Marx refuta sua teoria com a própria dificuldade que ele mesmo criou para responder uma pergunta cuja resposta deveria ser auto-evidente.

    Eu acredito que Marx não tenha dado muita atenção ao que escrevera Smith, pois é comum se afirmar que David Ricardo aperfeiçoou a teoria do valor-trabalho elaborada por Smith, isso é falso.

    A verdade é que Smith abandonou a teoria do valor-trabalho e Ricardo não conseguiu compreender às razões desse abandono. Smith percebeu, ao contrário de Marx, que sendo um componente social, não faria sentido que os determinantes do valor fugissem ao escopo do entendimento da própria sociedade.
    Adam Smith tentou construir a teoria segundo a qual os valores são determinados pelo trabalho dispendido nelas, recorrendo a um exemplo de uma tribo aborígene, onde seus membros trocam a carnes de animais diferentes obtidas em suas caças, pela proporção exata da dificuldade em se obtê-las. Porém, Smith percebeu que isso só acontecia em sua hipotética sociedade aborígene, porque não havia divisão social do trabalho e o estilo de vida deles era simples e primitivo. Assim, os aborígenes aceitavam trocar carnes de diferentes caças, em uma proporção baseada na dificuldade de se obtê-las, porque todos eles conheciam a dificuldade de se obter cada carne de cada caça diferente. Assim, Smith concluiu que isso seria impossível em uma moderna e complexa sociedade capitalista, pois para milhões de mercadorias produzidas fossem trocadas na proporção do tempo social dispendido em produzi-las, cada membro da sociedade teria de ser capaz de conhecer o tempo social médio para produzir cada uma delas.

    • Questões Relevantes
      08/30/2016

      Obrigado pela didática e rica contribuição. Mas discordo de um ponto: ainda hoje se discute isto na academia, mas é no departamento errado: em sociologia e história, principalmente.

      • Aluizio Alves Filho Alves
        09/17/2016

        Questões Relevantes, o desconhecimento que vc tem dos departamentos de História, Sociologia e Economia é impressionante.. Apensa chuta, como parte de um discurso obscurantista. Por facor, cita os trabalhos e tese ou dissertação nos úloltimos 30 anos em departamentos de História ou Sociologia que tem por tema a teoria da mais-valia.

      • Questões Relevantes
        09/17/2016

        Aluizio Alves Filho Alves , evidentemente a mais-valia não é o tema central nas áreas de sociologia e história, mas está presente de forma irrefletida, como um axioma, o que é ainda mais grave.

      • Tiago Moraes
        09/17/2016

        Exatamente, o fato de ninguém discutir isso não significa falta de apoio. No caso da área de Historiografia e Sociologia, pelo menos no ambiente ao qual eu frequento, esse pessoal não discute isso porque já tem como um fato. Assim como o pessoal de Física não discute a Lei da Gravidade.

      • Aluizio Alves Filho Alves
        09/20/2016

        Questões Relevantes, qual é o ambiente de história e sociologia que vc frequenta? É sempre um chute, uma generalidade, uma insinuação… fatos, fatos… nenhum.

      • Questões Relevantes
        09/20/2016

        Aluizio, estudei na FAAP onde tive aulas de antropologia, sociologia, teoria da comunicação e psicologia de massa, com professores declaradamente de esquerda. Minha esposa fez graduação e mestrado em História na UNICAMP e pude acompanhar bem de perto as preferências ideológicas de seus professores, entre eles o então afável e simpático Marco Aurélio Garcia que viria a se tornar assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais e Lula e Dilma. Tenho filho no doutorado de filosofia na USP. Sobrinha estudando sociologia na UEL. Mantive diversos debates com a pós-doutorada socióloga Simone Wolff da UEL. Participo de grupos de debate com historiadores titulares e mestrandos. Sou leitor e debatedor de blogs como HumHistoriador, Cidadania&Cultura, Lavra Palavra e Marxismo 21, como pode ser comprovado usando a área de busca do blog Questões Relevantes. Agora lhe devolvo a pergunta: de onde você tira sua conclusões? Insiste em argumentos ad hominem e não é capaz de apresentar uma única contestação objetiva, apesar de, aparentemente, ser professor adjunto da PUC-RIO. Que tal tentar contestar tecnicamente o artigo? Pode ser este ou qualquer outro do blog. Vamos lá, dê o seu melhor.

      • Aluizio Alves Filho Alves
        09/20/2016

        Qual o seu nome? Quem é você? Estou falando com quem? Alguém que fala de suas aventuras, cita profissionais acadêmicos, vale-se de estereótipos ao comentar um conhecido professor doutor, mas não diz quem é. Lança uma suspeita sobre eu ser professor da PUC de forma bem fascistóide (entra na site da PUC e confere). Me pergunta de onde tiro minhas conclusões… quais conclusões? Fico sem saber. E ninguém que ler isso sabe, simplesmente porque você nada indica a respeito. Quer saber de onde tiro minhas conclusões? Compre meus livros ou pege-os emprestados numa boa biblioteca. Te dou algumas dicas. Um dos meus livros e produto de concurso público do CNPq e Biblioteca Nacional que ganhei entre mais de 100 inscritos e foi publicado por estas renomadas instituições. Tenho um romance publicado produto de menção honrosa que recebi num dos mais importantes concursos literários do país (Sec. de Cultura do Estado do Parana) e também um livro de contos publicado, pois premiado em 1o lugar. Outro que vc pode ler para saber as minhas conclusões gerais: Sou referencia nacional no estudo sobre um autor brasileiro (sempre que o citam fazem referencia ao meu humilde estudo pioneiro). Não fique preocupado e tremulo, por favor. Nehum dos meus livros (citei esses, tenho outros) é sobre marxismo. Outro coisa, não sou nem nunca fui filiado ao PT nem a qualquer outro partrido político legal ou ilegal de esquerda ou de direita. Sou amante do o principio liberal -democrático do respeito pela liberdade de pensar de cada pessoa , coisa que vc – sei lá quem é, pois não diz – não presa. Não criminaliso pesoas por serem de direita nem por serem de esquerda, mas me oponho radicalmente a quem procedo desta forma.

      • Questões Relevantes
        09/20/2016

        Prezado Aluizio, minha experiência demonstra que quando o sujeito saca o currículo como argumento é porque já sabe que perdeu o debate e tenta um último recurso, o velho “sabe com quem está falando?”. É meio deprimente. O blog traz algumas contentas com sacadores de currículos que deixam isto bem claro. Vou relacionar alguns no final.
        Antes, no entanto, vou esclarecer algumas de suas dúvidas. Curiosamente me acusa de “lançar uma suspeita sobre você ser professor da PUC”. Que coisa! No seu perfil do Facebook lê-se a seguinte apresentação:
        Professor Adjunto na empresa PUC-RJ
        Estudou na instituição de ensino Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro
        Estudou na instituição de ensino IFCS/UFRJ
        Frequentou UFF

        Logo, ou você fez de si mesmo uma apresentação fraudulenta, ou é professor por lá, mas está com vergonha de que algum aluno seu leia este debate e veja o quanto é pedante e fraco.

        Quanto a mim, tanto o Facebook da página quanto o Blog Questões Relevantes trazem a informação de que os artigos são de Paulo Falcão. De qualquer maneira, repito sempre que é mais importante O QUE está sendo dito do que QUEM está dizendo. Se deslocamos a atenção do emissor para o discurso, a qualidade da leitura e da compreensão serão certamente superiores. Não há dúvida de que contextualizar os textos abordados é fundamental também, mas o currículo de uma pessoa não transforma erros em acertos, nem tão pouco acertos em erros.
        Mais uma vez abusou dos argumentos ad hominem e não trouxe qualquer crítica objetiva ao artigo. Não aponta um fato errado, não indica um conceito fora de lugar, nada. Apenas adjetivos e a patética exibição de currículo.

        Seguem alguns debates para não o deixar passar vergonha sozinho:
        COMO O MARXISMO ATRAPALHA A VISÃO (E A ÉTICA).
        http://wp.me/p4alqY-39

        Mais um debate com exibidor de currículo: OS DEVOTOS DE “SÃO MARX DA MAIS VALIA”, O NEOLIBERALISMO E A LÓGICA.
        http://wp.me/p4alqY-c3

        Mais um, para acabarmos com um número primo: FIZ O QUE O PAPA FRANCISCO MANDOU: NOCAUTEEI QUEM ME PROVOCOU.
        http://wp.me/p4alqY-cq

    • Mario Pinto
      09/12/2016

      Tm gostei muito do seu comentário. Mas discordo quanto à morte da teoria do valor trabalho. Me dá arrepios, pois aprendi esta merda na faculdade de economia, ano passado!!! Sabe o que é isso!! Só descobri a teoria do valor subjetivo por acaso…não fazia parte da ementa do curso!! Fora isso se você tem acesso aos cursos do SEBRAE para formação do preço de venda, estão de alguma forma ligados a teoria do valor trabalho…por isso talvez explique por que tantas empresas fecham no brasil!!! Outra…por isso ainda dão tanta atenção para o Marx!!! Vlw!

      • Tiago Moraes
        09/12/2016

        Eu também aprendi a teoria do valor-trabalho na faculdade. Eu não disse que não se ensinava isso, eu disse que não se discutia mais, ou seja, não há mais controvérsia. Para uma teoria suscitar discussão e controvérsia, se faz necessária um racha dentro da academia, ou seja, dois grandes grupos discutindo isso. Não existe mais controvérsia sobre a teoria do valor. Mas, como eu falei, assim como ainda hoje existe gente que não acredita que o planeta Terra é um geoide, por que não haveria de existir pessoas que ainda acreditem em uma teoria econômica auto-refutante e baseada em hipóteses irreais?

        Algumas dezenas de marxistas ortodoxos lunáticos, é tudo que sobrou na academia a respeito de defensores dessa teoria, cujo último suspiro foi dado na década de 20 do século passado, com Piero Sraffa.

        Um outro erro comum desse pessoal é falar que a teoria do valor-trabalho sobreviveu às custas de uma síntese com a teoria do valor-utilidade, feita por Marshall. Isso também é um mito. O Marshall jamais fez isso. O que ele fez foi conseguir adaptar as diferenças temporais do comportamento do consumidor e da produção nos modelos de curvas de oferta e demanda, nada além disso. Falar que encaixar os custos de produção na teoria do valor moderna é uma herança da teoria do valor-trabalho, é raciocínio de gente amadora, pois os marginalistas conseguiram aplicar o conceito de utilidade marginal aos custos de produção. Na dúvida, é só ler os trabalhos de Carl Menger.

  7. Thiago Calixto Melo
    08/29/2016

    Que LIXO de texto. Infantil, desorganizado, mediocre, cretino. De um amadorismo constrangedor. Os conceitos chaves da teoria do valor e de toda a estrutura marxista são: alienação, trabalho e ontologia. Esse texto não serve sequer para limpar as fezes de feras selvagens num zoológico. O método de análise do marxismo não é o “empirismo e o psicológico” (seja lá o que diabos isso signifique), mas sim o MATERIALISMO DIALÉTICO.

    • Questões Relevantes
      08/29/2016

      Parabéns pelo esforço, mas você leu errado. Em nenhum momento o texto diz que o método de análise do marxismo é o “empirismo e o psicológico” . Leia de novo.

      • Thiago Calixto Melo
        08/29/2016

        “Marx escolheu um método de análise defeituoso

        Alguém que busque uma verdadeira fundamentação da tese em questão poderá encontrá-la por meio de dois caminhos naturais: o empírico e o psicológico. O primeiro caminho nos leva a simplesmente examinar as condições de troca entre mercadorias, procurando ver se nelas se espelha uma harmonia empírica entre valor de troca e gasto de trabalho. O outro — com uma mistura de indução e dedução muito usada em nossa ciência — nos leva a analisar os motivos psicológicos que norteiam as pessoas nas trocas e na determinação de preços, ou em sua participação na produção.”

        “Questões Relevantes”, você sequer leu o próprio texto que publica?!? Francamente…

      • Questões Relevantes
        08/29/2016

        Thiago, você tem sérias dificuldades de compreender o que lê. Ele está apresentando dois métodos que Marx NÃO UTILIZOU e demonstrando que se os tivesse utilizado perceberia que seu modelo materialista dialético era insuficiente. Você pode discordar ou concordar com a análise, mas não pode atribuir ao texto o que ele não diz.

  8. Marcos Silva
    08/29/2016

    É curioso… Se você não tivesse citado o tal Eugênio von Böhm-Bawerk, como tantos outros nobres críticos das teses e dos trabalhos do Marx, ninguém saberia de sua(s) existência(s).
    Já o Karl Marx, suas teses e seus trabalhos…
    Sinceramente, acho que isso tem algum significado.

    • Questões Relevantes
      08/29/2016

      Marcos, significa principalmente que os adoradores de São Marx da Mais-Valia são muito influentes e deixam na berlinda quem desafia sua crença.

      Não há nenhuma dúvida sobre a importância do trabalho de Marx à época e sua influência ainda hoje, mas já é possível comprovar que ele errou grosseiramente todas as suas previsões.

      Os modelos marxistas apresentam falhas que contaminaram suas previsões ou os modelos foram desenvolvidos para justificar suas previsões?

      Sabendo que o Manifesto Comunista é de 1848 e O Capital Volume I de 1867, a segunda hipótese ganha algum destaque.

  9. Nildo Viana
    08/28/2016

    Böhm-Bawerk não refutou nada, porquanto não entendeu a concepção de Marx, não compreendeu nada do método dialético e nem da teoria do valor-trabalho de Marx. O seu escrito é um fetival de erros sobre o pensamento de Marx, por partir de uma concepção positivista e ingênua da realidade. É o mesmo que dizer que alguém que nem sequer compreendeu ou tinha domínio teórico-metodológico, tenha “refutado” outro autor que tinha tal domínio… aparentemente, se só houve a crítica e não se analisa o criticado, e se parte do “método” (Böhm-Bawerk é tão fraco que fala em “método dedutivo” e “método indutivo”, que, no máximo, podem ser considerados “formas de raciocínio”, mas jamais ‘método”) do crítico e sua incapacidade de compreender o método do criticado, muito mais profundo e desenvolvido. É como um teólogo medieval criticar Galileu…

    • Questões Relevantes
      08/28/2016

      Nildo, qualquer pessoa com conhecimento de administração e formação de custos, hoje, tem condições de compreender que a teoria da mais-valia e do valor como trabalho incorporado é equivocada. Há autores, inclusive, que lamentam que entre os mais de 2000 livros lidos por Marx não conste nenhum de contabilidade.

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