red boxing gloves
red boxing gloves hanging on the wall

Educação grátis não é de graça. Nem saúde. Nem saneamento. Todo serviço que o cidadão recebe gratuitamente do estado na verdade é pago pelos impostos que cada cidadão recolhe.

Ou seja, o estado não produz riqueza. Todo dinheiro público é resultado de taxas cobradas tanto de empresas como de pessoas. É dinheiro suado e precisa ser bem investido.

Cada despesa deve ser uma escolha da sociedade. Eu, por exemplo, penso que é correto investir o dinheiro dos impostos em uma educação gratuita e de qualidade para todos, principalmente no ensino fundamental e médio. Trata-se de um gasto que faz sentido, que beneficia o conjunto da sociedade ao reduzir a desigualdade de oportunidades. Mas é preciso ter clareza de que, ao oferecer educação gratuita, o dinheiro de outros setores vai diminuir.

Assim, para oferecer gratuidade em serviços essenciais como educação, saúde, saneamento básico, segurança pública e até mesmo programas de assistência como o Bolsa Família é preciso decidir que despesas cortar. Lembre-se que os recursos são finitos e gastar mais do que se arrecada acaba criando problemas. Gastar mais do que se arrecada exige endividamento – e as dívidas precisam ser pagas, mesmo que Maria Lucia Fattorelli e seus discípulos digam que elas são injustas.

Assim, um estado inchado se torna um estado caro, que consome recursos de áreas essenciais e acaba prejudicando sua abrangência e sua qualidade.

Certamente os cortes mais benéficos para a população são, em geral, aqueles que não atingem os serviços essenciais e sim o “tamanho do estado”, este monstro voraz que consome recursos preciosos com burocracia e ineficiência.

Estas coisas parecem óbvias, e são. Mas não para todos. Algumas pessoas de excelente formação intelectual, por preferências ideológicas, não reconhecem estas obviedades.

No vídeo abaixo podemos ver um professor da universidade da Finlândia fazendo o que seria uma dura crítica a Milton Friedman por ele ter exigido que suas palestras fossem pagas e não “gratuitas” como era a tradição da instituição. A crítica, em seu tom, pode ser vista até como uma certa grosseria. A resposta veio com bom-humor, elegância e uma lógica incontestável.

 

 

Anúncios