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A INVEJA E O MÉRITO.

inveja

Tom Jobim dizia que fazer sucesso no Brasil era quase um crime, era considerado uma falha de caráter.

Me lembrei disso ao assistir este pequeno vídeo em que Ayn Rand nos mostra que o problema não ocorre apenas no Brasil.

Trata-se de um conflito entre a inveja e o mérito.

Vale à pena a reflexão.

https://www.youtube.com/watch?v=gaA_nlho6Kw

Como complemento, deixo o convite para duas leituras relacionadas:

A MERITOCRACIA E SEU OPOSTO.

OS 62 MAIS RICOS DO MUNDO, OS 50% MAIS POBRES E AS CONCLUSÕES RIDÍCULAS.

 

Artigo de Paulo Falcão

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18 comentários em “A INVEJA E O MÉRITO.

  1. A erudição me confunde. Não sei trabalhar com ela. Prefiro a lógica apesar de não me considerar professor. Mas tento usa-la.
    Paulo, você sempre define tudo e coloca tudo em departamentos estanques. Mas a realidade não é esta. Todos os sitemas são interligados e variados e não cabe definições isoladas. Prefiro então discutir o aperfeiçoamento do nosso sistema visando o melhor seja onde esta melhor esteja. Já disse isto, estou só repetindo para quem não leu.
    -Sobre meritocracia, acho que não tem lógica discutirmos sobre inveja. A inveja não é do mérito é do resultado do mérito, principalmente quando o resultado é dinheiro. Inveja é só um defeito humano. Porque discuti-lo? Pergunto então: mérito pra fazer o que? Steve Jobs caindo no meio de uma selva jundo a uma aldeia de indio, terá mais mérito do que o Pajé? Acredito que não! Como o Pajé terá menos mérito para viver na Avenida Paulista do que o “limpador de bosta” que trabalhe em qualquer escritório de lá.
    – Todos nós temos dons, mas ninguém tem todos os dons. Quem os distribuiu o fez aleatóriamente para todos. (DEUS É SÁBIO!). Você sempre vai depender de alguém para fazer alguma coisa melhor que você. Então é claro que qualquer um procurará quem faço melhor aquilo que você precisa que seja feito. Ao indivíduo só cabe aperfeiçoar os seus dons, que não depende só deste indivíduo. Aí é que as oportunidades não são iguais. . Exemplo: Ele sabe jogar futebol, mas para ter sucesso ele terá de ter outros dons. Querer, ter persistência, preparo físico etc. e pode ser que ele não tenha estes dons.As influências externas são grandes. Conclusão: depende muito pouco dele ter sucesso, ou é nato ou é dado por outros.
    Obs. Estou colocando um escudo para me proteger dos xingamentos. Fazer o que? Se a realidade é esta!

    • Questões Relevantes
      07/23/2016

      Francisco, como digo no artigo A MERITOCRACIA E SEU OPOSTO: “De certa maneira, a meritocracia é o estímulo a uma competição da pessoa consigo mesma. Uma sociedade meritocrática é aquela que incentiva cada um a ser o melhor que puder, a aproveitar ao máximo cada oportunidade que tem – e valoriza quem leva isto a sério. Uma sociedade assim certamente produz resultados melhores que uma sociedade não meritocrática, tanto do ponto de vista econômico como social”.

      • Paulo, nãs discordei disto. Sempre é vantajoso ter a seu lado alguém que faça melhor que voçê as coisas que você precisa. Isto é verdadeiro tanto para uma pessoa, como para uma empresa, para uma sociedade, para um país, para o mundo. Só que tem aqueles com dons que não
        retorna em bens.E, pela minha tese, é muito pouco o que ele pode fazer para mudar isto. Fazer o que com ele? Elimina-lo para resolver o problema? Aí eu prefiro seguir Marx: “De todos as suas capacidades para todos as suas necessidades.” O problema não é quem tem. O problema é quem não tem. Aí entra o que o “meu” socialismo tenta resolver e o “seu” capitalismo não tem capacidde de fazê-lo.

      • Questões Relevantes
        07/24/2016

        A Noruega, a Austrália, Canadá, Finlândia, Nova Zelândia, Alemanha e alguns outros países desmentem sua tese. São bons exemplos do “meu” capitalismo.

  2. Bruno Da Costa Ribeiro
    07/02/2016

    Joseph Eugene Stiglitz (Nobel de Economia) desenvolve o tema em seu livro: “O preço da desigualdade”.

    Os 90% das crianças que nascem em lugares pobres morrem pobres. Por mais capazes que sejam. Mais de 90% das crianças que nascem em lugares ricos MORREM RICAS. Por mais “estúpidas” que sejam.

    Portanto. a MERITOCRACIA não é REALIDADE. Repito para vc isto que faz é apenas exercício de retórica, não existe mérito comparativo sem igualdade, na verdade esse discurso apenas legitima desigualdade, ou seja, privilégios.

    • Questões Relevantes
      07/02/2016

      Bruno, defendo sempre duas coisas que considero fundamentais em qualquer debate: o respeito ao sentido das palavras e à logica. Aplicando estes dois pontos ao que defende acima, temos como horizonte a perseguição ao indivíduo que se destaque do grupo em nome da valorização da mediocridade. Você pode dizer que não é isto que quis dizer, mas é o que disse.

      Sua tese (e a de Joseph Eugene Stiglitz) é que não adianta defender meritocracia já que a sociedade é desigual, acenando assim com a conclusão de que é preciso algum outro tipo de ação para resolver o problema, outro tipo de sociedade. No seu caso, o socialismo.

      Observe que enquanto minha linha de raciocínio, defendida nos artigos em questão, pede investimentos públicos em saneamento básico, segurança alimentar e educação de qualidade para todos, de forma a elevar a base, reduzindo a desigualdade no ponto de partida, sua linha de raciocínio vai no sentido oposto e não difere muito da tese nazista: já que os judeus detinham cultura e condição sócio econômica que lhes dava vantagens competitivas frente ao germânico comum, era necessário destruir esta vantagem (e a cultura, como sabemos, só pode ser destruída eliminando seu hospedeiro).

      Não estou dizendo que você seja nazista. Estou apenas demonstrando, através do sentido das palavras e da lógica, as incômodas semelhanças do que você defende com o que Hitler defendeu.

      Além disso, resta o fato de que sempre haverá, em cada grupo, alguém com diferenças que lhe traga vantagens, como a beleza, a força, a inteligência, o canto, a imaginação etc. Livres, estas pessoas acabarão reproduzindo situações de desigualdade e, no seu modelo, precisarão ser combatidas e contidas. Ou, como apontei no início, a consequência lógica do que você defende é a perseguição ao indivíduo que se destaque do grupo em nome da valorização da mediocridade.

      Já o sentido das palavras e a lógica das teses que defendo são uma sociedade em que cada vez mais se assegure redução da desigualdade “na largada” e o estímulo a uma competição da pessoa consigo mesma. Uma sociedade meritocrática é aquela que incentiva cada um a ser o melhor que puder, a aproveitar ao máximo cada oportunidade que tem – e valoriza quem leva isto a sério.

      O que defendo tem alguns exemplos virtuosos a serem analisados e copiados.

      O que você defende não tem nenhum: todas as tentativas fizeram apenas aumentar o número de medíocres e criar uma pequena e resistente elite governante.

      Meu modelo pode ser melhorado, aperfeiçoado. É de sua natureza constitutiva esta evolução.

      O seu modelo, ao ser consertado, vira o meu.

      • Bruno Da Costa Ribeiro
        07/02/2016

        As diferenças que combato são econômicas, diferenças culturais e/ou políticas não vem ao caso de minha argumentação, não defendo a mediocridade, mas honestidade coisa que esse discurso raso carece “O que você defende não tem nenhum: todas as tentativas fizeram apenas aumentar o número de medíocres e criar uma pequena e resistente elite governante.” – Está falando da experiência socialista ou dos governos atuais que vc defende como de Temer?

      • Questões Relevantes
        07/02/2016

        Hitler também combatia as “diferenças econômicas” o que, como você ora reconhece o ora nega, tem origem nas diferenças culturais.

        É a cultura o principal diferencial, mais que o dinheiro.

      • Bruno Da Costa Ribeiro
        07/02/2016

        Isso é falácia de economista que vê a realidade apenas de modo quantitativo, o maior sucesso da cultura ocidental no aspecto tecnologico não a torna melhor q as outras. Hitler financiado por multimilionários como FORD combatia “diferenças econômicas”, defendendo com unhas e dentes o sacro santo direito da propriedade privada, sei?

      • Questões Relevantes
        07/02/2016

        pode espernear à vontade. Distorcer o que eu disse não muda a natureza do que você defende.

      • Rafael Freitas
        07/03/2016

        Como diz meu amigo Jhonatan Silva Oliveira :
        Não entendo mais Nada ! O capitalismo têm 500 anos de história e Prática ! Mas porque 94% dos países mais MISERÁVEIS do Mundo ( IDH ) são países CAPITALISTAS que nunca passaram pelo Socialismo embrionário ? _ Segundo a FAO ONU ,o capitalismo matou mais de UM BILHÃO pelas Doenças da FOME e INANIÇÃO só no séc passado ! Isto em tempo de PAZ CAPITALISTAS , sem contar as GUERRAS CAPITALISTAS !

      • Questões Relevantes
        07/03/2016

        Rafael, você e seu amigo estão confusos porque cometeram um equívoco importante: o capitalismo não tem 500 anos. Ele começa mesmo no século XIX. Mas não é só isto: o capitalismo se adapta muito bem a regimes totalitários, como pudemos observar no Chile de Pinochet, no Brasil do Governo Militar ou podemos observar na China atualmente. O que humaniza e transforma o capitalismo é o liberalismo que veio a desembocar nas democracias liberais, estas sim palco da maior redução da miséria na história humana.
        Além disso, como observou Ayn Rand, “o capitalismo não criou a pobreza: ele a herdou”. Por grande parte da história humana, a vasta maioria da população estava mergulhada na pobreza. Com muita frequência, o cidadão médio vivia em condição inimaginavelmente miserável. Foi somente no século XIX, no Ocidente, que as massas começaram a desfrutar de prosperidade.
        Espero ter contribuído para reduzir sua confusão.

      • Bruno Da Costa Ribeiro
        07/03/2016

        Ele começa mesmo no século XIX?

        Há controvérsia. Muitos apontam até mesmo o renascimento como sendo o seu início, vide que é a partir dessa época que o capital (dinheiro) se torna a força hegemônica, é só analisar a ascensão da família Médici em Florença que se tornou a mais poderosa do mundo quando Leão X, o papa Médici assumiu o controle do poder eclesiástico.
        Espero ter contribuído para reduzir a sua visão de verdade absoluta.

      • Questões Relevantes
        07/03/2016

        Bruno, a história humana é um processo. Não há dúvida de que o mercantilismo tem muitos elementos que foram herdados pelo capitalismo. Mas é o liberalismo e seus questionamentos do poder monárquico, além do o conceito de homem livre que marcam o início do capitalismo. O antípoda do socialismo não é o capitalismo, é o liberalismo econômico e as democracias liberais. O fato das democracias liberais terem ocorrido exclusivamente em economias capitalistas confunde um pouco alguns, mas a dúvida é sanada quando se observa que o capitalismo pode funcionar muito bem em ditaduras.

      • Bruno Da Costa Ribeiro
        07/03/2016

        Paulo Falcão, o que eu quis é que o q vc levantaste é apenas uma versão do fato, o fato é que vivemos no regime capitalista agora alguns autores classificam o capitalismo apenas no séc XIX, outros não, entre esses que classificam o renascimento como já sendo capitalista está no fato que com os Médici quem de fato mandava naquela cidade era o dinheiro, n a Igreja ou o poder político.

      • Questões Relevantes
        07/03/2016

        Eu entendo o que você quer Bruno, mas como disse inicialmente, acredito que preservando o sentido das palavras e a lógica o debate se torna mais produtivo. Sem o liberalismo econômico na equação, falar em capitalismo (como antípoda do socialismo) é forçar a barra, é torturar as palavras.

      • Lúcio Júnior Espírito Santo
        07/04/2016

        Uai, para Marx ele começa antes, na Inglaterra do século XVIII.

        O capitalismo pode se adaptar bem até mesmo à presença de um partido único no poder, um partido comunista, Paulo Falcão? Me ajuda com essa da China.

      • Questões Relevantes
        07/04/2016

        Lúcio, o capitalismo se diferencia do liberalismo econômico. Não são a mesma coisa. Na China não existe liberalismo econômico mas existe capitalismo de estado. Foi o modelo encontrado para gerar riqueza. Quanto ao início do capitalismo, você (e Marx) tem razão: começa no século XVIII. Errei a data mas não a tese: só é possível falar em capitalismo depois que as ideias liberais começaram a influenciar o funcionamento das sociedades.

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