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CADÊ A INDIGNAÇÃO DA “ESQUERDA ACADÊMICA” COM HADDAD, O LADRÃO DE COLCHÕES?

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Há um assunto importante para o qual a imprensa e a opinião pública ainda não deram a devida atenção: a destruição da ética e do senso crítico pela chamada “esquerda acadêmica”, em sua maioria formada por professores da área de Humanas das principais universidades brasileiras.

Este grupo é responsável por criar e espalhar mentiras, como a tal “narrativa do golpe contra Dilma”, já bastante discutida neste blog, e “a entrega do Pré-sal”, que transforma em crime de “entreguismo” e lesa-pátria um projeto de lei que retira a obrigação legal da Petrobrás em participar com um mínimo de 30% dos investimentos em todos os campos do Pré-Sal mas assegura a ela o direito de poder escolher, a cada caso, se tem ou não interesse em participar da exploração de campos específicos. Ou seja, critica-se um projeto que dá à Petrobrás maior autonomia e liberdade para escolher onde e quando investir. Parece coisa de doido, mas é só má-fé.

Este preâmbulo é necessário para compararmos dois episódios bastante simbólicos.

O primeiro foi uma operação conjunta, em janeiro de 2012, entre o governador de São Paulo Geraldo Alckmin e o então prefeito Gilberto Kassab na área central da capital conhecida como “cracolândia”.

A operação envolveu repressão ao tráfico, dispersão de usuários, derrubada de cortiços e tratamento de viciados, com a possibilidade inclusive de internação compulsória de dependentes. O governo chegou a falar sobre a necessidade de “desprivatizar” o espaço público e devolvê-lo aos moradores da região.

Foi um pandemônio. A tal “esquerda acadêmica” produziu dezenas de “textões” e artigos criticando a medida “higienista” e a retomada do espaço público. Os centros de tratamento e as internações compulsórias foram a oportunidade perfeita para fazer adaptações bastante elásticas de Michel Foucault.

A blitz da “academia” contra Alckmin e Kassab teve grande acolhida na imprensa e colaborou para que o projeto fosse abortado. A consequência foi a continuidade da cracolândia como uma ferida purulenta no centro da metrópole.

Quando Fernando Haddad assumiu a prefeitura, resolveu mostrar como se faz e implantou o programa “De braços abertos” em que pagava hotéis para parte dos viciados e ainda dava uma graninha. Foi tratado como gênio pela mesma turma que criticou Alckmin e Kassab. Mas o resultado ….Bem, foi o óbvio: aumento no consumo e no número de usuários, agora divididos entre uma “elite” (que recebe o que podemos chamar de “bolsa crack”) e o resto dos viciados que continuam jogados nas ruas. O problema cresceu, degradando ainda mais aquela região da cidade sob o silêncio cúmplice dos tais “intelectuais”.

Chegamos agora a junho de 2016, no inverno mais rigoroso da capital Paulista em duas décadas. É neste clima que o prefeito Fernando Haddad ordenou a retirada de colchões e papelões dos moradores de rua da cidade pela Guarda Civil Municipal (GCM). Trata-se, segundo disse o próprio prefeito, de uma estratégia para evitar a “refavelização” de praças públicas, ou, nas palavras do comando da GSM, para evitar que a população de rua “privatize” espaços público.

Já são 5 os moradores de rua mortos pelo frio depois que a prefeitura iniciou esta “operação sem noção”.

Você leu algum textão da “esquerda acadêmica” criticando a medida?

Viu alguma entrevista da Marilena Chauí espumando seu ódio contra tamanha covardia?

Viu alguém que assinou os “manifestos contra o golpe” criticando a medida “higienista” do prefeito?

Viu alguém que escreveu sobre o projeto de Alckmin e Kassab desfilar suas críticas contra Haddad?

Com a repercussão negativa que o assunto ganhou a partir de uma matéria no Estadão, várias publicações que estão à esquerda do PT passaram a criticar a medida, ainda que de forma tímida e o próprio prefeito foi obrigado a modificar seu discurso.

No entanto, o fato concreto é que deste setor que adora assinar manifestos defendendo Dilma e o PT não brotou uma única crítica contra a crueldade explícita de Fernando Haddad. Fica cada vez mais claro que eles não ligam a mínima para quem sofre. Não defendem princípios éticos. Defendem com unhas, dentes e cara-de-pau apenas um projeto de poder e suas boquinhas.

 

Artigo de Paulo Falcão.

 

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28 comentários em “CADÊ A INDIGNAÇÃO DA “ESQUERDA ACADÊMICA” COM HADDAD, O LADRÃO DE COLCHÕES?

  1. Fabio
    06/19/2016

    Outro assunto que fiquei observando é em relação os cortes de verba do Gov. Federal na gestão da Dilma na educação , fechando varias Pronatecs no Brasil no ano de 2015 , cortando verba de Univ. Federais e tendo um ministro da Educação da área como o Janine que não durou nem 6 meses e ainda com slogan de Patria educadora. Aqui em SP invadiram varias escolas estaduais , quando o governador propôs a reorganização e nem se quer comentaram sobre a incompetência do Gov. Federal sobre a gestão do que comentei acima.

  2. Diogo
    06/19/2016

    Algumas questoes relevantes: a estategia “de Alckimin e Kassab” (que ja foi utilizada em diversos lugares e nunca deu certo) tinha um bonus: as pessoas que eram arrancadas a forca das ruas e enviadas para tratamento de saude, na verdade, eram arrancadas a forca das ruas e enviadas para comunidades terapeuticas. Esses servicos, financiados pela secretaria estadual de saude (inclusive, com um custo muito mais alto que todos os outros programas de atencao a esse publico), nao possuem eficacia cientificamente comprovada, nao possuem metodologia planificada e consolidada, se destacam por abusos como trabalho forcado (para construcao de pscinas e imoveis), restricao de alimentacao e liberdade (usuarios dos servicos sao “punidos” com solitaria e corte de refeicoes) e, veja so, a maioria nao tem sequer um trabalhador de saude (medicos, enfermeiros, psicologos…)! Alias, existem fortes indicios de que grupos de organizacoes sociais ligadas a pessoa do governador (e a secretaria estadual de saude) lucram muito dinheiro com os repasses de verba pra estes servicos.
    Mais: o programa de bracos abertos (que tambem foi copiado da gringa, principalmente de Vancouver) nao aumentou a quantidade de pessoas na regiao: pelo contrario, diminuiu. Quem trabalha la sabe que agora a maioria dos usuarios sao flutuantes. Agora, a quantidade de pessoas que moram la eh muito menor do que em 2012, alem do que, o numero total de frequentadores reduziu. Maaas, nao da pra saber quem foi o responsavel. Tem tanto programa por la, de varios setores (estadual, municipal, federal, privado, autonomo; da saude, assistencia, trabalho, religiao…), que nao da mais pra saber como cada um afeta a regiao e os usuarios. Ah, e o valor ofertado pros usuarios nao eh em vao: eles tem que trabalhar e profissionalizar nos espacos oferecidos pela prefeitura. O beneficio eh pequeno e nem todos usuarios querem, por conta das condicionalidades.
    Mais: a tatica de guerrilha adotada por Haddad, de fazer com que a populacao de rua seja atacada e forcada a recuar constantemente, eh uma heranca porca da idade media (leia Goffman ou ate o cara que tu citou). Nenhum governante teve coragem pra banir essa perseguicao, incluino o covarde do Haddad, que so fez algo por pressao da imprensa.
    Mais: qualquer pessoa que pesquisar no google ou no youtube, vai achar muito material sobre isso, inclusive antes das mortes no inverno. Por exemplo, tem a jornada em resgate das carrocas que a gcm de Haddad tomou.
    Bom divertimento c:

    • Questões Relevantes
      06/19/2016

      Diogo, me parece que você está fazendo confusão. A parte polêmica do projeto Alckmin e Kassab, a internação compulsória, era feita apenas com a aprovação por algum familiar e em centros na própria região.

      De qualquer maneira, se tivesse sido levado a cabo, hoje o problema “cracolândia” já não existiria.

      Esta postura de dar ao viciado mais direitos que ao cidadão comum é uma escolha muito equivocada.

      Conheço de perto o problema do crack. Tenho um amigo fotógrafo que tentei de todas as maneiras ajudar e pude ver bem o efeito devastador deste vício.

      A ideia romântica de que o viciado só causa mal a si mesmo é estúpida. Ele causa mal a todos à sua volta. Em bandos, nas ruas, são um pesadelo para quem mora e trabalha na região.

      A diferença enquanto perspectiva de um programa como o de Alckmin e Kassab para o de Haddad é imensa. No primeiro caso, a perspectiva é eliminar o problema ou transferí-lo para espaços controlados. No segundo, é fomentá-lo.

      Sua informação de que o número de viciados diminuiu não confere. Tanto que a prefeitura modificou o programa, distribuído a hospedagem em outros e distantes pontos da cidade para tentar reverter o efeito nocivo que criou.

      • Diogo
        06/20/2016

        Sobre a internação compulsória: ela apenas necessita da solicitação de juiz. Essa que tu falou é a internação involuntária. Recomendo a leitura da lei e dos estudos e reportagens sobre. Acredito que os centros que tu se refere são um: o CRATOD. Lá tinha leitos de “desintoxicação”, em que o usuário era assistido por horas, (ou dias), até ser conduzido pelo próprio CRATOD para uma comunidade terapêutica ou hospital psiquiátrico.
        Sobre a questão dos danos: sim, assim como acontece com todo mundo, as ações de pessoas que usam drogas causam impacto coletivo. Isso é motivo para isolá-los? Se o problema são os usuários e a solução é transferi-los, deveríamos criar um país paralelo, em que todas pessoas que incomodam sejam transferidas. O ideal é eliminar o problema, mas é preciso antes descobrir qual é o problema. Nações com leis extremamente rígidas quanto às drogas, inclusive com pena de morte, não eliminaram o problema. O conceito de atenção psicossocial, boicotado por Haddad, oferece uma atenção mais humana, atraente e muitíssimo mais barata do que essas gambiarras mirabolantes do Haddad e do Kassab. Pena que é eleitoralmente inexplorável.
        Sobre a cena de uso da Luz: estima-se uma diminuição de mais de 1000 frequentadores desde 2012. Veja os estudos e publicações do DENARC, SENAD, UNIAD e o trabalho de Taniele Rui. Talvez sua impressão venha da qualidade das moradias improvisadas na região, da quantidade de intervenções…
        Sobre a ampliação do programa: acho um erro um programa “adotar” seus beneficiários. Porque, justamente como tu disse, estes beneficiários tem acessos à mais direitos do que outros recortes da população. Na Brasilândia, por exemplo, onde foi alugado um novo hotel, existem muitas famílias vivendo abaixo da linha da pobreza e extremamente desassistidas pelo estado. Antes que ultrapassassem a sua competência, o programa deveria encaminhar esses beneficiários para os outros programas já existentes.
        “Efeito cracolândia”: se conhece gente que frequenta aquela cena de uso, pergunte porque os poderes não se interessam por sua dissolução. Todos sabem a resposta. Não tem a ver com saúde, direitos, segurança ou partidos. Tem a ver com dinheiro.
        Enfim, acho que essas informações não são divulgadas por algum propósito, que não saquei. Somente quem se aprofunda acaba sabendo

      • Questões Relevantes
        06/20/2016

        Diogo, você tem razão no primeiro parágrafo: a memória me traiu e fiz confusão.
        De segundo parágrafo em diante, parte para uma linha que me atribui o que não escrevi e repete os argumentos que perpetuam o problema.

        O uso de drogas não é motivo para isolar uma pessoa, mas quando tal uso se torna um problema social e urbano o estado precisa agir para recuperar o espaço público para uso do cidadão comum que deve sim ter prioridade sobre aqueles que se dividem em criminosos (os traficantes) e viciados (que muitas vezes cometem furtos para sustentar o vício).

        O ideal é a tolerância ZERO, não permitir qualquer tráfico e qualquer aglomeração deste tipo (que é muito diferente do morador de rua).

        Quando diz que “O ideal é eliminar o problema, mas é preciso antes descobrir qual é o problema” está fazendo uso de um relativismo típico de que defende a liberação do uso de drogas. O problema é a droga. O problema é o usuário. O problema é o traficante. O problema é a aglomeração que “privatiza” parte da cidade e a degrada ao ponto do inumano.

        Seguindo seu raciocínio, o mais “correto” seria criar espaços controlados com fornecimento de droga gratuito para os usuários, livrando-os dos traficantes, evitando que pratiquem furtos para sustentar o vício e liberando o espaço público. É simples, é prático mas é um inferno. A alternativa é o tratamento ou o abandono, maquiado ou não. Você, como os críticos da internação compulsória, preferem o abandono maquiado.

        O tal conceito de atenção psicossocial cabe perfeitamente dentro de um programa de internação voluntária e compulsória. Nas ruas, como está, é enxugar gelo.

        Por último, segundo matéria da Folha de novembro de 2014, “quase na metade de seu mandato, a gestão Fernando Haddad (PT) não conseguiu reduzir o fluxo de dependentes químicos na região. Ao contrário. Deparou-se com o aumento da frequência de usuários e traficantes, mesmo após o lançamento de um programa que dá emprego e moradia a viciados, batizado de Braços Abertos.”

        A íntegra da matéria está aqui: http://zip.net/bqtn2m

  3. Gilda Caliandra
    06/19/2016

    O plano de Alckmin e Kassab não fazia mais sentido, não. Internação à força, sem o consentimento do usuário não dá resultado algum, ou o tratamento é voluntário e consentido ou não adiantará nada, só serve para tirar das ruas essa parcela da população, ou melhor, do olhar incomodado de alguns.
    Outra coisa, não existe um governo no mundo que não tenha errado, por isso existe a cidadania, para que cobremos nossos direitos e protestemos contra medidas que nos prejudiquem. Haddad certamente comete erros e também muitos acertos, reduzí-lo à “higienista” ou qualquer outro termo é má fé.
    E ainda, a Petrobrás não tem um enorme rombo a ser coberto, se conseguirem separar o massacre político que ela vem sofrendo dos resultados da empresa, certamente constatarão que ela vai muito bem, ou você acha que as multinacionais americanas estão querendo investir numa massa falida?
    Seu artigo está nos moldes daqueles que você critica.

    • Questões Relevantes
      06/19/2016

      Gilda, seu comentário é de tal ordem que fica difícil saber se você é apenas vítima de muita desinformação ou uma militante que mente convictamente em nome da causa.

  4. Alexandre Passos
    06/19/2016

    Independente de minha simpatia ou não ao prefeito Haddad, parece que neste episódio ele teria tentado atrair mendigos para abrigos, visando simultaneamente protege-los e acabar com o crescente aspecto de favelização da cidade, mandando recolher cobertores e colchões da população de rua da capital paulista. Todavia tal operação teria sido frustrada pela intima relação que estas pessoas tem com os animais, geralmente cães, dos quais resistem a separar-se. Trata-se de um impasse não previsto. Outros prefeitos de outros partidos que tentassem abrigar os mendigos e desfavelizar as vias públicas enfrentariam a mesma dificuldade, caso não repensem seus projetos com a população de rua, que deveria incluir também os animais, com os quais se vinculam afetivamente.

    • Questões Relevantes
      06/19/2016

      isto é puro “embromation”. O paralelo que o artigo faz com a operação de Alckmin e Kassab na cracolândia vem exatamente do confronto necessário com uma situação concreta e delicada.

      Alckmin e Kassab tiveram a coragem de criar centros de tratamento e instituir a internação não voluntária quando necessário. Foram acusados de higienismo e fascismo.

      Haddad, para não ter que arcar com o ônus de um recolhimento não consensual, partiu para a teoria do “fato consumado”: retirou os colchões e os papelões (e em muitos casos os cobertores) para obrigar os mendigos a procurarem abrigo nos albergues.

      De qualquer maneira, o foco do artigo é menos o Haddad e sua ação indefensável e mais os professores-doutores que atacaram a iniciativa de Alckmin e Kassab e silenciam vergonhosamente diante da ação covarde de Haddad.

  5. Lúcio Júnior Espírito Santo
    06/18/2016

    Compartilhando de Fernando Haddad:
    MENTIRA E HIPOCRISIA
    A grande imprensa foi tomada por uma inédita preocupação com higienismo e moradores em situação de rua. Tanto melhor. Trata-se de população extremamente vulnerável. Há entre eles pessoas de todo tipo: trabalhadores desempregados, usuários e dependentes de drogas, egressos do sistema prisional e pessoas com enfermidades.
    Quando criamos o Programa “De Braços Abertos (DBA)”, os dois principais jornais da cidade adotaram posição editorial contrária ao programa. Ele visa, como se sabe, diversificar o atendimento da assistência para atrair o morador em situação de rua dependente de crack para os serviços oferecidos pela prefeitura. No momento em que o programa recebe reconhecimento internacional é o jornal O Globo que dá a notícia.
    Hoje, a imprensa me acusa de querer isentar a Prefeitura de responsabilidade pelos óbitos da última frente fria.
    Não é verdade.
    A GCM foi acusada de provocá-las mediante a retirada ilegal de cobertores. Durante toda semana, investigamos estes óbitos, procurando cruzar duas informações: a causa da morte e a rotina da Guarda. Não encontramos nenhuma correlação entre a ação da Guarda e os óbitos.
    Se entendêssemos que o frio não mata jamais teríamos aberto 1,5 mil vagas provisórias durante o inverno, além das 2 mil permanentes, criadas desde 2013, um aumento de 25%.
    Serviços inéditos foram criados para além do DBA: para LGBTs (Transcidadania), para imigrantes, para famílias (Família em Foco), etc. Nenhuma cobertura da imprensa.
    O que se ouve nas redes são referências ao bolsa-crack e bolsa-traveco, expressões, estas sim, de desrespeito à população vulnerável.
    Continuaremos a diversificar o atendimento da assistência, em combinação com saúde, segurança urbana, educação e trabalho, para proteger essa população, na melhor tradição de respeito aos direitos humanos.
    Quem romantiza a permanência na rua em situação de risco extremo não somos nós. Não sejamos hipócritas.

    • Questões Relevantes
      06/18/2016

      Lúcio, o Haddad é uma piada de mau gosto e mente com a naturalidade de um Paulo Maluf. Está negando agora o que admitiu e explicou há 3 dias. Além disso, seu programa “De Braços Abertos” teve o efeito de aumentar o número de usuários e a ocupação da cracolândia pela população de rua. Se isto transforma o programa em um modelo a ser seguido, é uma prova de que a esquerda gosta tanto dos miseráveis que os multiplica.

  6. Marcos Reis
    06/17/2016

    Não foram só os colchões e papelões que a GSM de Haddad recolheu. Veja as fotos nesta matéria. Não dá para brigar com os fatos, principalmente os devidamente registrados.

    http://zip.net/bqtnYj

    • Questões Relevantes
      06/17/2016

      Obrigado pela contribuição. E o silêncio da “esquerda acadêmica” continua….

      • Paulo, depois você se ofendeu quando eu falei de “imbecilidades ditas em seus artigos. chegando inclusive a deletar meus escritos. Não faz mal, já não escrevo para você, tento “salvar” seus leitores.
        -Não falarei sobre “os mortos de frios do Haddad” nas noites paulistas. Não conheço o assunto e não falo sobre o que não conheço. Mas pelo que diz na primeira parte do artigo, clarea-me a intenção da segunda parte. É CAMPANHA POLÍTICA O QUE FOI ESCRITO. São os seus, já para mim famosos. sofismas usados na primeira parte, que, hoje já não levo para ingenuidade que, ingenuamente, eu já admiti em você. Claro que não é ingenuidade sua dizer que o que o Serra quer com o projeto de flexibilizar direito e obrigação da Petrobras de participar com o mínimo de 30% da exploração. HOJE E EM QUQLQUER TEMPO SOB GOVERNO DE DIREITA, UM PRESIDENTE DA PETROBRAS, TIPO O ATUAL PEDRO PARENTE, SE NÃO FOR OBRIGADO, DECLINARÁ DESTE DIREITO. E aí o Pre-sal vai para quem? E o pior é que você sabe disto!

      • Questões Relevantes
        06/18/2016

        Francisco, em primeiro lugar, nunca apaguei qualquer comentário seu ou de outro leitor. Todas as suas críticas estão nos mesmos lugares.

        Em segundo lugar, o principal objeto da crítica neste artigo é a chamada “Esquerda Acadêmica”, em sua maioria professores livre-docentes das melhores universidades do país e que se dedicam sem pudor ao mais reles proselitismo político.

        Quanto à questão da Petrobrás, acho incrível que alguém olhe para o buraco em que o PT meteu a empresa, veja o tamanho do rombo que terá que ser coberto, em parte ao menos, pelo acionista majoritário, que somos nós, os pagadores de impostos, e venha acusar alguém de conspirar contra os interesses da empresa ao lhe dar maior poder de escolha. Como costumo dizer, a lógica e a esquerda têm problemas de relacionamento.

        Honestamente, no seu caso é perdoável. Você não tem qualquer obrigação de entender do que está falando. Mas quando os tais “professores” o fazem, utilizando o peso de suas cátedras, estão contribuindo apenas para a mistificação burra do assunto, sem matizes, sem alternativas, sem ponderações.

        O resultado pode ser visto na imagem que você tem do assunto.

  7. Pablo Lopes
    06/17/2016

    Existe uma outra esquerda que tá dando porrada no Haddad e no PT por essa atitude! E de forma consciente e consistente!

    • Questões Relevantes
      06/17/2016

      É verdade, Pablo, mas o artigo foca exatamente neste “núcleo duro” da USP e UNICAMP que vem fraudando os fatos e silenciando diante dos absurdos.

      • Pablo Lopes
        06/17/2016

        Desculpe então… mas obrigado pela atenção!! E é comum esse núcleo duro fazer isso.. me lembro o que fizeram com a o pessoal do PSOL.. E agora tem feito com o pessoal do MRT!! Estou por aqui!!

  8. Felinto Vilmar Bork
    06/17/2016

    Na verdade tá faltando assunto pra direita fascista.

    • Questões Relevantes
      06/17/2016

      Nossa, Felinto, quer dizer que este é um assunto menor, insignificante? Entendo. E depois eu é que sou fascista.

  9. telemensagemregina2015
    06/17/2016

    Adorei este artigo, porque eu falei e gritei no Facebook, chamei todos meus amigos para ler e ver o que este monstro fez.
    Hoje, uma senhora me disse que este pessoal de rua sao mal agradecidos e sujos e eu lhes respondi que sujos ou mal agradecidos sao seres viventes. Isto que tem que ser visto.
    Não querem ir para abrigos, PRENDAM-OS POR VADIAGEM – mas não os matem de frio nas ruas, porque não existe dor maior que a dor do FOGO QUE QUEIMA E DO FRIO QUE CONGELA.
    Parabéns ao autor do texto. MUITO.. MUITO BOM MESMO. PRECISAMOS REAGIR. PORQUE HOJE SAO ELES – amanhã seremos nós da classe média, pois do jeito que a politica petista está agredindo os poderes constituidos logo seremos um Brasil miserável, comendo o pão que o diabo amassou com os pés e mãos de Dilma e Lula.

  10. Johnson Portela
    06/17/2016

    Quer dizer que a mbl, vem para rua e revoltados on line, não podem se manifestar?
    Porque todos foram patrocinadas por corruptos(Cunha) ai fica a cargo da esquerda fazer o verdadeiro trabalho?

    • João Vitor
      06/17/2016

      Eu não colocaria nem um dedo mindinho no fogo por esses movimentos! Mas, não me lembro de nenhum deles se auto-intitulando “Robin Hood”, defensores das minorias, como a Esquerda constantemente faz.
      Concordo com o Artigo neste ponto!
      Não há defesa a minoria nenhuma. Há apenas defesa a ideologias…
      “Defendem com unhas, dentes e cara-de-pau apenas um projeto de poder e suas boquinhas.”

      • Johnson Portela
        06/17/2016

        João Vitor, já ouvi luta sim.. E não por defesas de “boquinha” e se vai a luta de uma minoria com certeza foi a defesa de uma ideologia que contemple uma ou muitas minorias.
        Pesquisa que vai encontrar, MST, UNE.
        Todos fizeram algo por uma minoria.

      • Questões Relevantes
        06/17/2016

        Johnson, MST e UNE são exemplos clássicos de defensores “da boquinha”. Não há nada de relevante que tenham feito nos últimos 20 anos e custaram uma fortuna aos cofres públicos.

      • João Vitor
        06/17/2016

        Tive uns parentes que participaram por um tempo do MST.. Cheguei a acompanhá-los por alguns finais de semanas nos “Assentamentos” (locais onde ficam acampados) e sei bem o quão falso é este movimento!
        Mas, ainda que eu não tivesse tido esta experiência pessoal, eu não acreditaria em nenhum destes movimentos.
        Eu tenho certeza que, de fato, há muitas pessoas sérias nestes movimentos e que há tbm muitos necessitados. Porém, o plano de fundo destes movimentos (onde está a base) é essencialmente muito bem traduzido pelo que diz o Artigo: um projeto de poder e muuuuuuuuuuitas boquinhas.
        Não há ninguém ali “exclusivamente” preocupado com o bem das minorias que eles dizem defender! Há interesses por trás de tudo. E um projeto de poder muitíssimo bem mascarado por piedosos discursos populistas.
        E quanto às Ideologias: Vejo pouquíssimos resultados efetivamente benéficos àqueles que, em teoria, deveriam ser os principais beneficiários (as ditas minorias)!
        O que verdadeiramente há, muitas vezes até mesmo em meio aos mais bem intencionados, é um desejo veemente de se promover e provar estar com a razão…
        O que as minorias ganharam a final?
        … kkk…textão…

  11. Marcos Silva
    06/17/2016

    Paulo Falcão, a sua defesa incondicional aos Tucanos já deixa evidenciado que não tem condições éticas para fazê-lo, uma vez que nunca raciocina com o mínimo de razoabilidade, mas sempre parte do pressuposto que estão corretos em todas as situações.
    Pois bem, se voce criticou as atitudes do governo Fernando Haddad, taxando-as de crueis, por não ligarem a mínima para quem sofre, mas comparou-as àquelas adotadas pelos Governos Alckmin e Kassab, tomando-as como iguais, gostaria que nos mostrasse as suas críticas às atitudes desses dois governantes, iguais às que fez ao Fernando Haddad.

    • Questões Relevantes
      06/17/2016

      Marcus Silva, o artigo expõe alguns fatos, entre eles que a operação de Alckmin e Kassab na cracolândia fazia mais sentido, era mais defensável que as ações de Haddad na mesma cracolândia e agora no episódio dos colchões. Quanto à críticas minhas aos tucanos, seguem alguns links:

      SOBRE ESCOLAS FECHANDO, EGOS EM CONFLITO E ERROS EM SÉRIE.
      http://wp.me/p4alqY-iE

      O SIGILO DE ALCKMIN, DILMA E LULA E O CHEIRO DE RATO MORTO. http://wp.me/p4alqY-it

      ALCKMIN É HOJE O MAIOR ALIADO DA REELEIÇÃO DE HADDAD.
      http://wp.me/p4alqY-p6

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