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Tem coisas que são difíceis de engolir, principalmente quando uma das razões da grande crise econômica brasileira é justamente a irresponsabilidade fiscal do ex-governo Dilma.

Uma semana depois de Michel Temer conseguir a aprovação da previsão de déficit fiscal de R$ 170,5 bilhões herdada do Lulopetismo, o governo mostra toda a falta de sensibilidade política e humana ao aprovar um aumento generalizado para algumas das áreas mais bem remuneradas do funcionalismo público.

Trata-se de uma “ação entre amigos”.

Segundo o deputado Nelson Marchezan Filho, o impacto nos próximos 4 anos será de 100 bilhões de reais, ou 25 bilhões por ano e beneficia justamente quem já ganha mais: juízes, promotores, servidores do judiciário, ministério público, Câmara dos Deputados e Senado Federal.

A medida ainda cria mais de 11.000 cargos, incorpora servidores em novas carreiras sem concurso, concede honorários advocatícios para advogados da união e outras generosidades com o suado dinheiro arrancado de nós, meros pagadores de impostos.

O descalabro é evidente. No momento em que o Brasil naufraga em uma recessão cruel, com quase 12 milhões de desempregados, Michel Temer assumiu a presidência com a promessa de acabar com a irresponsabilidade fiscal, a contabilidade criativa e a maquiagem das contas públicas.

Até agora, a única coisa que pode ser observada de fato, mas já não tenho certeza, é o fim da maquiagem: os problemas foram jogados na nossa cara.

Com este congresso e este judiciário, aparentemente vale o velho ditado: “farinha pouca, meu pirão primeiro”.

Somos o país que cultiva antes o vício do que a virtude. Está na cara.

 

Artigo de Paulo Falcão.

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