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PONDÉ, A ESQUERDA E A CORRUPÇÃO DESAPERCEBIDA.

luiz-felipe-ponde

No vídeo abaixo Luiz Felipe Pondé faz uma interessante análise sobre o prosaico fato de pessoas teoricamente esclarecidas defenderem o indefensável com tanto esmero.

O caminhar das palavras nos conduz, pela mais pura lógica, até uma conclusão dura e delicada ao mesmo tempo: a esquerda já não percebe a própria corrupção ética.

A introdução acima é de Paulo Falcão.Fiquem com o vídeo.

 

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36 comentários em “PONDÉ, A ESQUERDA E A CORRUPÇÃO DESAPERCEBIDA.

  1. Paulo, olha a lógica do Pondé; “todo mundo que se acha do bem, na verdade é do mal”. E quem se acha do mal, na verdade é do bem???? kkkk

    • Questões Relevantes
      05/19/2016

      Ouça novamente. O que ele diz é mais ou menos o que eu digo no artigo FUJA DE UM MUNDO MELHOR.

  2. Fabio
    05/18/2016

    Poxa , joga bosta na Geni ela é boa de cuspir , maldita Geni.
    Se for assim o Brasil, vai se transformar no melhor pais do mundo pois acabou com o PT, pois tudo que foi feito até hoje por este partido não serve.Não é bem assim todos os partidos tem acertos e erros, em relação aos professores Universitários Federais a grande maioria é de esquerda em função do periodo militar , onde houve uma certa resistência civil.
    Como o governo militar se estendeu por 20 anos esta mentalidade se enraizou,
    criando corporativismo, quem esta lá vira um funcionário público com muitas garantias que o mercado de ensino fora não banca.

    • Questões Relevantes
      05/18/2016

      Fabio, se você ler outros artigos do blog vai perceber que eu reconheço que Lula fez um bom primeiro governo.

      Quem tem este discurso de não reconhecer méritos no adversário é o PT em particular e a esquerda em geral.

      Quanto à sua opinião sobre os professores universitários, principalmente das universidades públicas, serem corporativistas e terem muitas garantias (que geram acomodação), concordo.

      No artigo abaixo você poderá ver um debate meu com uma pós doutorada professora de universidade pública do Paraná que demonstra tanto este esquerdismo bocó praticado pelos assinadores de listas quanto meu reconhecimento para coisas boas do governo Lula:
      OS DEVOTOS DE “SÃO MARX DA MAIS VALIA”, O NEOLIBERALISMO E A LÓGICA.
      http://wp.me/p4alqY-c3

  3. Bruno Da Costa Ribeiro
    05/17/2016

    Defender o indefensável tipo defender um golpe de estado usando o TCU como desculpa esfarrapada? Defender em artigo na folha a extinção de um partido político só pq discordo de suas posições no governo? Defender um sistema econômico cujo seus autores defendem mais uma ditadura liberal do q uma democracia plena?

    • Lúcio Júnior Espírito Santo
      05/17/2016

      Pondé busca apenas trolar a esquerda. Ele não tem nada a propor. Se for por mundo pior, que Dilma possa se reeleger indefinidamente.

      • Questões Relevantes
        05/17/2016

        Estou pensando em escrever um artigo reunindo todos os intelectuais famosos que disseram que o impeachment de Dilma é golpe. Me parece que, ao abrirem mão da lógica e dos fatos, ao abraçarem alegremente uma narrativa ficcional, merecem ser lidos com ressalvas, pois das duas uma: ou são mal observadores dos fatos e, portanto, suas análises são prejudicadas desde o início; ou não se furtam a fraudar os fatos para que se adequem à narrativa que lhes é interessante. Nenhuma das hipóteses é lá muito edificante.

      • Arthur Aquino
        05/20/2016

        Então acho oportuno dizer que a sua pesquisa já começa algo enviesada.

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        Arthur, depois que o STF analisou a questão e os trâmites legais foram seguidos, depois que o TCU condenou as pedaladas por unanimidade, depois que a Caixa Econômica Federal teve que entrar com uma ação contra o governo para receber o que havia adiantado nas pedaladas, falar em golpe é apenas jogo de cena ou ignorância. Como disse acima, nenhum dos casos é edificante.

      • Arthur Aquino
        05/20/2016

        O que eu não entendo é então porque todos os outros presidentes que o fizeram não sofreram denúncia, já que é tão grave.

        O dinheiro foi pro lugar certo, embora com atraso. Não houve desvio de dinheiro público. Não digo que seja uma boa prática, muito pelo contrário. Mas objeto de impeachment? Chamar de crime de responsabilidade? É evidente o exagero.

        E ainda que estivesse correto: ora, o próprio Temer, enquanto presidente em exercício quando da vacância provisória da presidente por duas visitas de estado, assinou duas pedaladas também.
        Mas que coisa não; ninguém tá falando em impeachment, por que?

      • Lincon Ribeiro
        05/20/2016

        E quanto a análise da defesa enviada pelo governo? Algum comentário ou não quer perceber o fato de que a documentação foi sumariamente ignorada na votação de afastamento da presidente na câmara? Os deputados votaram todos por escolhas políticas e não jurídicas (basta analisar os discursos antes dos votos) e não houve sequer debate sobre o precedente a ser criado por causa das pedaladas fiscais.
        Qual a prova do dolo?

        E a argumentação do Lindberg contra o Miguel Reale?

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        Lincon, a defesa tentou descaracterizar o crime de responsabilidade e justificar as pedaladas. É o que tinha que fazer. Não conseguiu, porque houve o crime. Mas evidentemente o crime de responsabilidade foi apenas o gatilho, foi o fato que deu substância e permitiu o impeachment legal, como ocorreu no caso Collor.

        O impeachment é um julgamento político antes de tudo. Se a situação do Brasil não fosse de caos econômico, se a economia fosse bem, o crime continuaria existindo, mas seria relevado. Esta questão foi abordada no blog em um artigo de novembro de 2015 que pode ser lido aqui:
        LULA, DILMA E O XADREZ POLÍTICO DO IMPEACHMENT.
        http://wp.me/p4alqY-hL

      • Arthur Aquino
        05/20/2016

        “Se a situação do Brasil não fosse de caos econômico, se a economia fosse bem, o crime continuaria existindo, mas seria relevado.”

        Então, mas não dá pra você afastar uma chefe de estado porque você *acha* que ela tem culpa integral na situação econômica do Brasil.
        É bom lembrar que o mundo está conjuntamente em recessão.

      • Sam Jeff Andrade
        05/20/2016

        Só não consigo entender pq quebra de contrato é crime de responsabilidade neste governo e não em nenhum governo anterior! E pq a abertura do processo d Impeachment foi tão mais acelerada q a própria avaliação dos processos de Cunha e Renan. Pq a pasta da ksa Civil foi artimanha e o afastamento d Cunha da presidência da Câmara não foi. Fica claro q existem dois pesos e duas medidas em nossa cena política. Tb não compreendo pq a imprensa internacional diz q é golpe e me refiro ao Lê monde, ao Wall Street Journal, sem falar dos nossos “hermanos” q não querem reconhecer o atual governo. Um país capitalista deve estar atento ao cenário mundial. Nem Cuba é uma “ilha”!

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        Sam, vamos esclarecer os pontos que você levantou.

        Primeiro, o crime de Dilma não foi quebra de contrato, mas crime de responsabilidade, conforme definido no inciso VI do Art. 85. da constituição de 1988. Ao contrário de outros governos que deram pedaladas de 24 a 48 horas, o que vem sendo tolerado pelos mecanismos de controle, Dilma deu pedaladas homéricas, de meses, o que configura tipos de financiamentos vetados pelas lei do país. Como disse ao Arthur Aquino acima, o TCU condenou as pedaladas por unanimidade e a Caixa Econômica Federal teve que entrar com uma ação contra o governo para receber o que havia adiantado nas pedaladas. Não dá para ignorar estes fatos. Não dá para dizer que não aconteceram e que não configuram crime de responsabilidade.

        Depois vem a questão da velocidade da tramitação do impeachment de Dilma versus a tramitação dos processos de Cunha e Renan. Aqui também cabe uma distinção importante: o impeachment tramita na esfera política, enquanto os inquéritos contra Cunha e Renan tramitam na esfera jurídica. São tempos distintos, como prova o processo do mensalão que teve denúncias apresentadas em 2005 e julgamento em 2012. A comparação apropriada é com o caso Collor. Neste caso,o tramite atual foi bem mais lento que o de Collor.

        Vamos ao terceiro ponto de seu questionamento. A indicação de Lula para a Casa Civil uma semana antes seria normal. No momento em que existe a iminência dele ser denunciado pela justiça, configura tentativa de obstrução à justiça. A gravação deixa este ponto inequivocamente claro, mesmo que você questione a legalidade da gravação. Já o afastamento de Cunha da presidência da Câmara esteve na mão de Janot e do STF. Observe que Janot só apresentou denúncia (legítima) contra Cunha, desafeto do Planalto e poupou Renan Calheiros (aliado). Além disso, Lewandovski engavetou um processo anterior contra Renan Calheiros até que prescrevesse.

        Quanto ao fato de muitos jornais noticiarem o ocorrido como golpe, deve-se a dois fatores. Primeiro, a divulgação desta tese de forma muito eficiente pela grande maioria dos membros de universidades brasileiras e todos os braços do PT, nacionais e internacionais. Foi a conhecida técnica de Goebbels de repetir uma mentira até que se torne verdade. Segundo, contribuíram a conhecida simpatia da maioria dos jornalistas pela esquerda e a falta de um conhecimento profundo de nossa legislação. Espero ter esclarecido.

      • Arthur Aquino
        05/20/2016

        Me chamou a atenção você lembrar do caso Renan Calheiros. Não te chama a atenção o presidente em exercício estar implicado no escândalo da Petrobrás, e ter sido citado na lava-jato? E ter montado um gabinete ministerial com oito membros sob investigação?
        Não sei se o fato de um julgamento estar na esfera política, e outro, na jurídica, faz diferença na prática.

        A propósito, o ponto do crime de responsabilidade é muito discutível; mesmo entre renomados doutrinadores do meio jurídico.
        Então por favor não chame as pessoas de mentirosas, e guarde pra você essa citação do Goebbels.

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        Arthur,eu não “lembrei” o caso Renan, estava apenas respondendo a uma pergunta sobre ele feita pelo Sam Jeff Andrade.

        Quanto ao governo Temer, não o apoio incondicionalmente. Ele era o nome constitucionalmente possível para impedir que o Brasil virasse uma Venezuela. A loucura de Dilma e a “nova matriz econômica” do PT nos trouxeram a este quadro de desemprego, inflação e recessão. Não foi por falta de aviso. E diante das cobranças e da pressão, estavam aumentando a dose do veneno.

        Quanto à nomes implicados na Lava-Jato e outros casos de corrupção instalados no governo, preferia que não houvesse nenhum, acho que há nomes péssimos no governo Temer, mas fazer pose de vestal já é um tanto risível para quem tinha como presidente Dilma (que aprovou Pasadena como Presidente do Conselho da Petrobrás) tinha um ministro investigado há cerca de 1 ano (Edinho Silva), tentou obstruir a justiça nomeando outro investigado, Lula, e mantinha no governo investigados recentes, como Mercadante, Berzoini, Jaques Wagner e Cardozo. Não é um concurso, eu sei, mas um pouco de contexto é necessário.

        O julgamento na esfera política e jurídica faz muita diferença, tanto que Collor foi condenado na esfera política e inocentado na jurídica anos depois.

        Por fim, se o crime de responsabilidade é discutível (digo isto no artigo sobre o impeachment que apontei acima), a maioria que o discutiu e tinha poder de decisão concordou com sua configuração. Logo, por lógica elementar, não é golpe.

      • Flavio Estaiano
        05/20/2016

        Tirando toda a ideologia de análise, seja da esquerda ou de direita do Pondé, foi golpe sim! Não há justificativas jurídicas e sim, políticas. Um Golpe parlamentar cuja atitude de panfletagem não é sequer, totalmente diferente do que os presidenciáveis, seja Dilma, Aécio ou Marina, com o apoio de todos os partidos, ofereciam como plataforma de campanha. O Temer quanto o Congresso Nacional romperam com as políticas sociais e querem um desmonte do Estado puro e simples. Isso é fácil de notar pelos discursos dos novos notórios ministros, que aliás, alguns têm denuncias graves e comprovadas de corrupção. Então vamos parar com ideologias baratas de esquerda ou direita! O fato é… É Golpe sim e pronto. Segue o tal artigo 85 da Constituição Federal de 1988:

        Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.
        Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
        I – a existência da União;
        II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
        III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
        II – o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
        IV – a segurança interna do País;
        III – o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
        V – a probidade na administração;
        IV – a segurança interna do País;
        V – a probidade na administração;
        VI – a lei orçamentária;
        VII – o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
        Parágrafo único. Esses crimes serão definidos em lei especial, que estabelecerá as normas de processo e julgamento.

        Todo mundo enganado porque tem preguiça de ler e interpretar o que legislativo quis interpretar. Risos.

        Ou seja, vago pra caramba!

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        Flávio, estranho você postar a lei e não ser capaz de interpretá-la. As pedaladas constituem crime de responsabilidade justamente porque ferem o item VI – a lei orçamentária. Aliás esta discussão está bem colocada (junto com a lei) no artigo sugerido acima.

      • Flavio Estaiano
        05/20/2016

        Antes deveriam ter feito uma pericia das contas, o que não foi feito por questões políticas. Não foi operação de créditos com intenção de ganhos operacionais, Isto não é crime de responsabilidade, Irresponsabilidade seria o não pagamentos das obrigações. Até porque a movimentação bancária foi paga aos credores. interpretação de contabilidade nacional.

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        Flávio, o TCU discorda muito de você.

      • Flavio Estaiano
        05/20/2016

        Há divergências quanto a isso.
        http://goo.gl/NmFghO

      • Arthur Aquino
        05/20/2016

        O que não deixa de ser temerário. O entendimento do TCU é que, ao represar o repasse à Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, é como se o Governo Federal “praticamente” (?) estivesse tomando empréstimo de bancos públicos, o que é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
        Primeiro de tudo: bora então dar impeachment em mais da metade dos prefeitos no Brasil, e também alguns governadores, assim como no presidente da república em exercício.
        Segundo: ainda é temerário, porque supõe admitir que houve empréstimo; o que até agora é questão de interpretação.

        Lembrar também que o TCU é um órgão *consultivo* do Poder Legislativo, não cabendo a ele reprovar as contas do governo; quem o faz é o plenário do Congresso.
        Assim, o julgamento – em última instância – continua sendo político; o que também não sei se ajuda muito.
        O duro mesmo é ouvir um sem número de pessoas dizendo “ah mas a economia vai mal mesmo”. Ou seja, está sendo aberto um perigoso precedente de que qualquer chefe de estado seja afastado sempre que o senso comum (ou a “opinião pública”) venha a supor que a economia vai mal *apenas* por causa da política do governo

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        Arthur e Flavio, em primeiro lugar as pedaladas de Dilma foram longas e enormes, totalmente fora da curva.O tempo transcorrido entre o pagamento da despesa por bancos públicos e o ressarcimento destes bancos, de meses, configura empréstimo. Que todos os que recorreram a este método sejam investigados e eventualmente cassados. Mas não há dúvida: tanto no caso Collor quanto no caso Dilma, havia o crime a justificar o impeachment, mas nos dois casos isto foi o gatilho, o caminho possível para trocar um governo incompetente que criou uma bagunça na economia e estava atolado em denúncias de corrupção. No congresso, em casos assim, sem dúvida manda a vontade política. Do ponto de vista formal, a prova do caso Collor era mais frágil que no episódio Dilma. Quem chamou o impeachment de Collor de golpe pode fazê-lo agora. É coerente. Quem aprovou o primeiro não tem porque espernear pelo segundo.

      • Arthur Aquino
        05/20/2016

        É uma questão então de tamanho da pedalada? Tipo assim, uma “pedaladinha” passa de boas?

        Sei não viu…

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        Arthur, se tiver tempo dê uma lida e veja o gráfico:
        http://goo.gl/X24UQt

      • Flavio Estaiano
        05/20/2016

        Política sendo vista como futebol. Tira-tira de técnicos por resultado. Simples assim. Concordo com você Arthur Aquino. E Temer não responde por inquéritos de corrupção junto dos seus pares? Poupe-nos desse discurso cego contra a corrupção, pois não é o caso! Não houve enriquecimento ilícito, diferentemente do que ocorre por grande parte do Congresso. A única coisa que vejo é um golpe, não sou petista nem partidário da esquerda, que pra mim, errou feio, mas não sou cego a ponto de ignorar os fatos com panfletagem política. Finito!

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        Flavio, em nenhum momento considerei Temer mais honesto que Dilma. Apenas disse que ele era a alternativa constitucional. Dilma não caiu pela corrupção, mas pela incompetência política e econômica. Há um artigo publicado no blog em que digo, literalmente: “A compreensão de que “o mercado” é, de certa maneira, a iniciativa econômica individual em ocorrência múltipla, como os galos tecendo a manhã no poema do comunista João Cabral de Melo Neto, e que se inserem na sociedade, fazem parte do todo, é o primeiro passo para evitar o tipo de desastre que estamos observando.

        A roubalheira, neste caso, foi muito menos danosa que a deliberada sabotagem aos fundamentos da boa gestão. A partir de 2008 Lula abandona os princípios de equilíbrio fiscal e controle da inflação do Plano Real e abraça a chamada “nova matriz econômica” desenvolvida pelos “economistas” do PT.

        Desde então quem entende um pouco de economia alerta para o desastre que viria. Dilma preferiu não ouvir e aprofundou os erros. Mais e maiores avisos surgiram, sinais claros, índices, relatórios, mas a ignorância arrogante falou mais alto”.

      • Flavio Estaiano
        05/20/2016

        A questão levantada, e nisso eu aponto um equivoco muito grave, que foi a tentativa de se alterar o mando do jogo político de forma antidemocrática. até porque o desenrolar político, que culminou na alteração da presidência, colocou no mando um presidente interino, provisóriamente, que não tem afinidade alguma com as propóstas dos candidatos de 2014, aliás, o próprio Temer fez campanha dizendo que compartilhava as ideias de programa de governo da Dilma. Agora vem com uma ideia oposta? Várias denuncias, inclusive contra ministros e a justiça não faz nada. O legislativo idem. Me desculpe, mas a imprensa internacional está certíssima em relação ao jogo de poder eo golpe do legislativo. Em relação às pedaladas, concordo com você, mas mesmo assim não se justificaria um impeachment, porque essa é uma ferramenta muito utilizada por grande parte dos governos, passados, estaduais e municipais. Essa jurisprudência , se ocorrer, será mais prejudicial do que benéfica. Essa é minha opinião, não que eu seja o dono da razão. mas que existe razão para tudo isso, existe.

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        Flavio, para não transformarmos isto em um concurso de teimosia, em que repetimos argumentos até que o tédio nos aniquile, lembro pela última vez: o caso é em tudo semelhante ao de Collor, exceto pelo fato de que, naquela época, a esquerda também apoiou o impeachment, embora posteriormente não tenha apoiado e tenha até boicotado o governo Itamar. Assim, digo que não há coerência em considerar um impeachment legítimo e o outro não.

      • Flavio Estaiano
        05/20/2016

        A não ser pelo enriquecimento ilícito, certo? Não adianta, somos teimosos. Hahahaha.

        A casa da Dinda. isso eu me lembro muito bem. Risos.

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        Concordo, Flavio. Collor roubava em benefício próprio e Dilma em nome de um projeto de poder. Apenas para registrar: votei em Lula contra Collor. Só deixei de votar no PT quando eles não entenderam a importância do Plano Real.

      • Flavio Estaiano
        05/20/2016

        Isso foi um erro grotesco, concordo. Na reeleição do Lula, também não votei nele. Fiquei descrédulo.

        Mas o novo impeachment achei muito perigoso para a nossa democracia. Muitos embrólios e celebridades políticas e jurídicas que se acham mais importantes que a própria justiça. Isso eu não gosto, por isso da minha crítica. Existem muitas coisas em jogo além da democracia.

        Foi um prazer discutir com você.

      • Questões Relevantes
        05/20/2016

        O mesmo, Flavio Estaiano. Costumo dizer que, desde que haja honestidade intelectual, os debates são mais ricos e produtivos com aqueles que divergem de nós. Debater com quem concorda está mais para confraria.

      • Flavio Estaiano
        05/20/2016

        Concordo!

  4. Pingback: Pondé e a corrupção do caráter – Jornal do Siúves

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