questões relevantes

espaço para debate de ideias sobre a cultura e a civilização

A IGNORÂNCIA ERUDITA DOMINA A ESQUERDA BRASILEIRA.

1 a dir che mickey

Confesso que é um tanto difícil ser um liberal no Brasil. Não são poucos os que  acreditam que todo liberal é um filho-da-puta, um cara mau e sem coração.

Entre as pessoas que pensam assim as que mais me incomodam são os professores universitários que adoram assinar manifestos. Combinam o que podemos chamar de “ignorância erudita” e a fé irracional em um modelo teórico que, na prática, só produziu desastres: o socialismo/comunismo. Tudo que não aponte para este ideal mítico é objeto de ataques, inclusive o bom senso.

Mas não me arrependo. Às vezes encontro belos reforços pelo caminho. Recentemente fui apresentado ao trabalho de Antônio Siúves e seu blog JORNAL DO SIÚVES com suas excelentes crônicas políticas e culturais, além de um belo garimpo de matérias interessantes. Reproduzo abaixo mais uma destas suas crônicas/críticas.

É bom saber que, apesar de poucos, nossas ideias são claras, lógicas e não exigem o alinhamento perfeito de todos os astros e das pulsões humanas para se realizarem, ao contrário do que ocorre com os sonhos da esquerda.

Fiquem com o artigo.

____________________________

Vargas Llosa NÃO deixa a literatura de lado e defende o liberalismo em conferência

vargas-llosa-fronteiras-do-pensamento

O título justo e preciso da matéria deveria ser “Vargas Llosa defende o liberalismo em conferência”.

Mas a jornalista Sylvia Colombo e o editor do texto não puderam se livrar do contrapeso ideológico que guardam no fundo da alma.

“Vargas Llosa deixa literatura de lado e defende liberalismo em conferência” é o título ruim publicado pela “Folha” , que pinça exatamente a  primeira frase do segundo parágrafo do texto.

Em primeiro lugar, Mario Vargas Llosa não deixou a literatura de lado, como o texto  da reportagem comprova — ao fazer referências diretas ao poeta Heberto Padilla, ao filósofo e escritor Jean-Paul Sartre, e aos também filósofos Raymond  Aron, Karl Popper e Isaiah Berlin, e, ainda, ao se referir ao ofício do escritor indiretamente, pois este não se distingue de sua atuação como intelectual conferencista.

E obviamente não existe a oposição — insinuada no título — entre a prática da literatura e a defesa do liberalismo, ora essa.

Llosa é um pensador, um grande escritor e um intelectual que sabe exercer seu papel e ocupar seu lugar no mundo das ideias e no debate político.

Dito isso, destaco pontos do texto de Sylvia, de resto correto.

“O liberalismo” — disse o Nobel — “é a corrente ideológica mais civilizada e a única que pode permitir a coexistência de pessoas, religiões e comportamentos diferentes e de construir economias mais prósperas.”

Na conferência que abriu o evento Fronteiras do Pensamento, ontem à noite, em São Paulo, Vargas Llosa falou de sua experiência de pouco mais de um ano como militante comunista.

Pulou fora ao se dar conta do “dogmatismo dos debates” e da “contundência com que seus colegas defendiam suas ideias”.

Apesar disso, continuou a se ver como alguém de esquerda por um período, entusiasmado com a Revolução Cubana.

Mais tarde, a prisão de intelectuais e a perseguição a gays pelo regime castrista o levaram e a outros intelectuais latino-americanos a abandonarem a crença no socialismo.

“O escritor disse” — diz a matéria da “Folha”— “que, após a decepção com Cuba e o socialismo, sentiu-se órfão do ponto de vista ideológico, mas que a leitura dos existencialistas franceses, dos liberais ingleses, e em especial de autores como Raymond AronJean-Paul SartreIsaiah Berlin Karl Popper o ajudaram a abrir os olhos para o que hoje considera ser o melhor modo de governo”.

“As sociedades mais avançadas chegaram onde chegaram com democracias políticas e com liberdade no campo econômico.”

“Com relação a Popper, disse que a principal lição foi a ideia de tolerância e de que não se pode coagir as sociedades a viver sob modelos únicos, pois a busca da perfeição é impossível no campo político.”

“Para Popper, todas as tentativas de baixar o Paraíso à Terra terminaram em tragédia.”

“Vargas Llosa acrescentou que buscar a perfeição nas artes é perfeitamente legítimo, mas buscá-la no campo social quando se trata de coletividades é brincar com fogo e pode nos jogar ao inferno.”

________________________

RETOMO PARA CONCLUIR

Fiquei satisfeito em reconhecer nas quatro citações acima conclusões que reforçam ideias defendidas em diversos artigos deste blog.

Deixo abaixo algumas indicações:

O CAPITALISMO É REVOLUCIONÁRIO?
http://wp.me/p4alqY-nB

FUJA DE UM MUNDO MELHOR.
http://wp.me/p4alqY-mF

“DEMOCRACIA SOCIALISTA” É O SACI PERERÊ DA CIÊNCIA POLÍTICA: NÃO PASSA DE FOLCLORE.
http://wp.me/p4alqY-3n

 

Abertura e costura do artigo por Paulo Falcão.

 

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28 comentários em “A IGNORÂNCIA ERUDITA DOMINA A ESQUERDA BRASILEIRA.

  1. rosalvojr
    05/21/2016

    Realmente…..O SISTEMA QUE DEU CERTO FOI O CAPITALISMO….para quem? Uma minoria?

    É difícil aguentar essa farsa intelectual de que o que deu certo foi o liberalismo e/ou o capitalismo.

    • Questões Relevantes
      05/21/2016

      Rosalvo, vivemos em sociedades complexas, numerosas, crescentemente globalizadas. É neste cenário que vejo a importância das democracias liberais. É nelas que houve o maior avanço da história da humanidade em qualidade de vida para as populações mais pobres.

      Houve evolução em todos os quesitos. Negar isto é ignorar a história.

      O liberalismo defende que o estado se dedique a atividades como saúde, educação e segurança, deixando comércio e indústria para a iniciativa privada, em um ambiente de competição e busca da eficiência. Isto permite que o governo tenha foco nas atividades fundamentais para reduzir a desigualdade, principalmente a desigualdade de oportunidades “na partida”, no início da vida.

      Saneamento básico e segurança alimentar são muito mais importantes para uma criança recém nascida do que a distribuição ou o refino de petróleo.

      Nas sociedades que lograram acabar com a iniciativa privada surgiu o estado patrão que se comprovou ineficiente. A própria China só saiu da estagnação e da miséria ao abrir-se e dar início ao capitalismo de estado em parceria com a iniciativa privada. Isto prova que o capitalismo funciona bem em democracias e ditaduras. Mas não é algo desejável. A ausência de direitos e de liberdade na China impedem que os cidadãos protestem contra a poluição absurda e um capitalismo pra lá de selvagem.

      No fim, as democracias liberais são aquele intervalo que vai da socialdemocracia ao liberal conservador. E a maioria dos países que estão neste intervalo estão melhores hoje do que há 50 ou 100 anos quanto olhamos justamente para a qualidade de vida das populações mais carentes. Não precisa acreditar em mim. Dê um Google e procure as estatísticas de IDH.

  2. Andréa Bandeira
    05/14/2016

    Eu não sei se fico triste… Ainda existe gente capaz de defender o liberalismo de forma ingênua. Quer ser capitalista, que sejas! É direito teu. Mas seja pelo motivos verdadeiros. Não precisas de mentiras tolas e argumentos falaciosos.

    • Questões Relevantes
      05/14/2016

      Andréa, me perdoe, mas mentira são as utopias da esquerda que prometem o paraíso e entregam o inferno. Mesmo dentro de uma democracia as ideias da esquerda tendem a produzir desastres exatamente porque acreditam que a matemática seja uma invenção burguesa. Aponte alguma inverdade no artigo. Mostre o que é mentira. Caso contrário, trata-se apenas de ofender aquele que você não é capaz de vencer em um debate franco.

      • Andréa Bandeira
        05/16/2016

        Se a matemática fosse uma criação burguesa, ela equacionaria o contraditório e tudo seria e estaria perfeito sob o modelo capitalista de mercado. A equação liberal que pensa e projeta o mercado é o resultado de somas e subtrações primárias, que não admitem os números complexos, derivados e irracionais. A economia burguesa desde Smith é um caso perdido e desacreditado que apenas se mantém pela força, matando quem se opõem a ela. Não é possível sob o capitalismo todas as pessoas terem o mesmo direito à vida digna e a subsistência. A contabilidade primária dessa administração burguesa só pode existir na exploração do trabalho e, pasme, na ausência do pleno emprego. Como lidar com um modelo de relação de produção e mercado que na sua origem é contraditório e prescinde do engodo do Estado não regulador? Você precisa conhecer a teoria econômica burguesia e sanar seus fundamentos… E aí já era a economia burguesa, né?

      • Questões Relevantes
        05/16/2016

        Andréa, sua resposta é uma coleção de chavões falsos tão repetidos que os incautos caem na ladainha. Proponho a você uma experiência didática: comece a gastar acima de sua renda. Por exemplo, escolha 10 crianças carentes e dê uma cesta básica para elas todo mês. Compre para elas um par de tênis a cada 6 meses. Dê 50% de sua renda a instituições humanitárias. São causas justas. Merecem seu apoio. Quando começar a faltar dinheiro para pagar a conta de luz ou de água, faça um empréstimo. Quando estiverem cobrando novamente a conta de luz, de água e o empréstimo, talvez comece a entender o conceito de responsabilidade fiscal.

  3. Lua Lua
    05/11/2016

    Lua Lua Acho que a análise do texto se refere a um ponto de vista: daqueles que tem capital para investir. Se analisarmos por aí, o neoliberalismo não é ruim. Mas é o resto? Aqueles que não posse renda? Ah! Vai gerar emprego? Na verdade subempregos que só serve para a sobrevivência. Melhora a economia? Talvez! Mas melhora para quem? Ah! Tem a liberdade de consumo e de negócios! Mas quem vai consumir? Ah! As pessoas têm liberdade de escolha! Liberdade? Reconheço as experiência socialistas como um desastre, mas dizer que o neoliberalismo te dar liberdade é no mínimo cômico. No fim das contas tiramos a ditadura das mãos do estado (no caso do socialismo ) e deixamos nas mãos de um outro grupo de poder (donos do capital).
    Não existe liberdade aqui ou lá. Toda a sociedade está submetida aos interesse de um grupo que dita as regras. Se alguém defende o neoliberalismo acreditando que tem liberdade, ou é milionário ou é ingênuo.

    • Francisco Fabio Paula Colares
      05/11/2016

      Lua, ninguém irá se tocar para responder a sua pergunta. Eles não tem a resposta. O socialismo real nunca foi implementado em nenhum lugar. Os donos do mundo nunca deixaram. Usam a força como estão usando hoje no Brasil. Tudo que esta direita fala é sofisma. É de uma falta de lógica tremenda. Como mostrar exemplos se os exemplos são proibidos de existir? Aonde o mercado aparece sem ter consumidor? Onde quem tem força deixa de usar sua força? Como um país tão poderoso como os EUA deixa existir em seu território, proporcionalmente, mais miseráveis do que Cuba. Que falácia é esta de que o liberalismo resolve, se depois de 2008 todos estes países sitados, que são capitalistas, resolveram suas crises? Índices de desemprego maiores do que o Brasil! Que exemplos são estes? Toda crise nossa está sendo criada pela geopolítica.. É o dedo dos imperialistas tentando não perderem suas colônias. Se EUA não compreenderem que continuar a combater a libertação de outros povos, estamos caminhando para uma hecatombe. O débito americano é astronômico, se perderem a hegemonia do dólar a desgraça será total para ele e para o mundo. Só temos solução, para o mundo, uma gradação desta perda, (que virá), se for negociada. Incluo nesta responsabilidade a Alemanha e a Inglaterra.

      • Questões Relevantes
        05/11/2016

        Francisco e Lua, há um artigo em que debato estas questões com uma socióloga pós-doutorada na Inglaterra onde foi estudar exatamente os efeitos do neoliberalismo. Evidentemente ela já saiu daqui odiando o neoliberalismo e não mudou de ideia por lá. As questões centrais que vocês levantam fazem parte deste debate: OS DEVOTOS DE “SÃO MARX DA MAIS VALIA”, O NEOLIBERALISMO E A LÓGICA.
        http://wp.me/p4alqY-c3

  4. Francisco Fabio Paula Colares
    05/11/2016

    Sem querer criar polémica. Parece-me que a ignorância neoliberal não consegue ser nem erudita. Faz afirmações e não argumentações. Pergunto então: AONDE O CAPITALISMO E SEU SIMILAR LIBERALISMO DEU CERTO? Quem souber esclareça.

    • Questões Relevantes
      05/11/2016

      Francisco, Alemanha, Inglaterra, França, Portugal, Espanha, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Noruega, Suécia são bons exemplos. No Chile, também temos resultados interessantes. Há defeitos? Claro. Mas foi nas democracias liberais que as camadas mais pobres da população conquistaram os melhores índices de qualidade de vida, saúde, educação, liberdade, mobilidade social e qualquer outro indicador que desejar. Não há nada nem mesmo semelhante na história. Por outro lado, como já disse em um artigo, “A história da esquerda é a história do sofrimento que impingiu a sua própria gente em nome do bem. Não há exceção conhecida. Não há exemplo edificante. Apontar pontos positivos é possível, mas todos eles ocorreram e ocorrem sob a condução de governos autoritários e ou totalitários. Não estamos falando de governos de esquerda em regimes de democracia liberal, evidentemente. Estamos falando de governos de esquerda que conseguem avançar sobre a democracia liberal”.

      • Eurico Silva
        05/11/2016

        Eu também quero o capitalismo desses países retirando Portugal, Espanha e Chile, que não são bons exemplos. Então, por lógica aritmética, o capitalismo também falhou já que o planeta tem mais de 200 países. Vc, como bom argumentador, citou a exceção que lhe convém e fugiu da regra geral posta. Outra regra diz que 1% já domina metade da riqueza global. O autoritarismo também não tem espectro político. Quase todos países que citou já possuiu ditaduras de extrema direita, como o Brasil. Novamente, por lógica aritmética você está errado. Sigo, mesmo sem vislumbrar possibilidades reais na história, com minhas utopias e devaneios.

      • Victor Chamun
        05/11/2016

        A maioria esmagadora dos países desenvolvidos e com bom nível socio-econômico são economias capitalistas de livre mercado, em graus diferentes de liberalismo, é claro.
        Gostaria agora de inverter a pergunta: quais países socialistas anti-capitalistas deram certo?

      • Francisco Fabio Paula Colares
        05/11/2016

        A maioria dests países se desenvolveram as custas das colonias. Brasil incluso. EUA ( não citado) e Canadá receberam investimentos continuados, por interesses dos seus colonizadores (não sou erudito mais posso explicar o como e o porque). Os píses nórdicos estão bem além do liberalimo. Se aproximam do socialismo que comundo (já expliquei para o Paulo Falcão o meu socialismo qual é e perguntei qual o de vocês, ele não respondeu). Só depois da 2ª guerra é que alguns países tentaram alguma coisa. Os BRISC conseguiram um pouco. Os países que tinham se desenvolvido dominaram o mundo deste a revolução industrial da Inglaterra. E dominam até hoje. E pior não não deixaram a esquerda atuar. Tudo tentado foi boicotado, trazendo como consequências a ditadura da esquerda forçando a barra ou da direita esmagando a esquerda (hoje o Brasil é exemplo disto). Digo então: nós somos fracos, mas não somos estúpidos. E invocamos a ONU que diz: A humanidade está caminhando para poucos senhores e milhões de escravos.E eu concluo: Se isto é avanço eu não seu o que é miséria!

      • Questões Relevantes
        05/11/2016

        Eurico Silva, todos os países que tiveram experiências de democracia liberal razoáveis estão melhores hoje do que há 50 ou 100 anos. Estamos falando de melhorias para as camadas mais pobres da população. Há exemplos virtuosos e exemplos meia-boca, mas há o que se observar, o que se estudar, o que se melhorar. Não é o caso da esquerda. Como observou Victor Chamun e eu mermo respondi acima, não há exemplo virtuoso à esquerda.

        Quanto à questão do Francisco Colares, há dezenas de artigos no blog em que trato do assunto, em que exploro o conceito de socialismo. Um deles, bem claro e didático, é este: TEORIA DAS GAVETAS http://wp.me/p4alqY-a

        Outro, mais breve, que explora o assunto é este: SERÁ QUE EXISTE UMA EXPERIÊNCIA VIRTUOSA DE ESQUERDA?
        http://wp.me/p4alqY-if

      • Victor Chamun
        05/11/2016

        Até os países nórdicos tem economias capitalistas de livre mercado (muito mais do que no Brasil) pois eles sabem que sem gerar riqueza pela iniciativa privada e sem responsabilidade com as contas públicas não é possível manter o welfare state. O socialismo só distribui a miséria como vemos na Venezuela e em todas as ditaduras socialistas.

        Embaixada da Nova Zelândia no Brasil:

        “No ranking “Índice de liberdade econômica 2015″, publicado anualmente pelo the Heritage Foundation, a Nova Zelândia subiu do quinto (2014) para o terceiro lugar, atrás apenas de Cingapura e Hong Kong.
        Até a década de 1980, o país era um dos mais fechados do mundo, com produção altamente subsidiada e fronteiras altamente protegidas para trocas comerciais com o mundo. A Nova Zelândia passou, neste período, por profundas reformas econômicas e provou que um país pode, sim, se reinventar .”

        https://goo.gl/S79mUh

        Estou aguardando algum exemplo de país socialista anti-capitalista que tenha dado certo.

  5. Rafael Freitas
    05/10/2016

    Desde a introdução até o título, tu praticas o que se achas vítima. Te desafio a escrever um artigo para debate sem argumentos contra a pessoa Paulo Falcão. Tu, aliado com JPaulo Borba de Quadros, fazem artigos com chamadas criativas, chamativas, bem ao sabor da ideologia do empreendedorismo em uma militância digital.

    • Questões Relevantes
      05/10/2016

      Rafael, a esquerda, por definição, é “contra a pessoa”. Sacrifica o indivíduo em nome de uma coletividade idílica. Tenho vários artigos discutindo exaustivamente conceitos, mas para os adeptos desta religião, entre os fiéis de São Marx da Mais Valia”, a lógica não tem serventia. É substituída pela esperança.

      • Rafael Freitas
        05/10/2016

        Fostes mais uma vez bastante criativo, lembro de como tu antes me criticava por brincar com os conceitos, como fizestes agora com o ad hominem. Acho esse exercício excelente. Mas me refiro a ti criar algum texto sem chamar as pessoas da militância de esquerda de sem lógica, crentelhos, imaginativos, contra a realidade, contra a matemática e contra a pessoa, além de ignorantes. Consegues fazer algum artigo sem falácias do tipo?

      • Thomaz Herler
        05/10/2016

        Rafael Freitas: “Te desafio a escrever um artigo para debate sem argumentos contra a pessoa Paulo Falcão”.

        Paulo Falcão: “Rafael Freitas, a esquerda, por definição, é “contra a pessoa”. Sacrifica o indivíduo em nome de uma coletividade idílica”.

        Isso se enquadra bem no que Schopenhauer chamaria de “Dialética Eurística”. Uma distorção ousada e descarada da fala do interlocutor e do rumo do debate para poder “vencer”. O importante para tipos assim, é “vencer o debate”, o enriquecimento intelectual pouco importa. E são esses “intelectuais” sofistas que se acham no direito de chamar o marxismo de religião e criticar o empobrecimento teórico da esquerda. Vergonha alheia…

      • Questões Relevantes
        05/10/2016

        Thomaz, não vejo motivo de vergonha. Argumentum ad hominem ou argumento contra a pessoa é uma falácia de quem procura negar uma proposição com uma crítica ao seu autor e não ao seu conteúdo. Não é o caso de nada que escrevo. Chego a ser chato exatamente por isso: insisto na análise das teses e das práticas. Peço atenção á mensagem e não ao mensageiro. Em alguns casos a mensagem desqualifica o mensageiro, mas nunca percorro o caminho inverso, ou seja, dizer que o mensageiro desqualifica a mensagem. Mas já estou acostumado a ser acusado do que não faço. Até usei isto no artigo acima. Na verdade quase sempre critico o hábito disseminado na esquerda de comparar o que existe (democracias liberais) com o que não existe (democracia socialista), ou como bem definiu o professor Denis Lerrer Rosenfield (…) “Compara-se o capitalismo real, existente, com a ideia do socialismo, forjada por aqueles que lhe atribuem todas as perfeições. Ou seja, atribui-se ao socialismo todas as perfeições e, de posse destes atributos, passa-se a verificar se eles “existem” no capitalismo.” Isto é um fato comprovável em qualquer amostragem. Aparece neste grupo, nos artigos acadêmicos, nos artigos de sites de esquerda, nas universidades (na área de humanas) etc. Vergonha é não reconhecer esta realidade.

      • Lúcio Júnior Espírito Santo
        05/11/2016

        Já existiu democracia socialista, imperfeita, mas existiu, não, Thomaz Herler? Existem tb alguns exemplos como Cuba, Vietnã, Laos, China e Coreia que devem ser analisados.

      • Questões Relevantes
        05/11/2016

        Onde, Lúcio????

      • Thomaz Herler
        05/11/2016

        Se tais países eram necessariamente democracias eu não tenho elementos para dizer…mas também acho errado nivelar o conceito de democracia apenas pelo viés liberal, do asseguramento de liberdades civis e políticas, quando o termo vem da Grécia antiga onde nada disso existia. O conceito de democracia defendido pelos marxistas é de uma democracia social, é um erro pensar que necessariamente democracia não casa com socialismo. Democracia burguesa, onde somos manipulados por grandes grupos econômicos que favorecem e são favorecidos pelas instituições políticas, é que realmente não casa com socialismo.

        Paulo Falcão, se teus textos são todos falaciosos eu não sei, muito embora muita da sua argumentação antiesquerda e anticomunista seja enviesada e tenha muitas falácias facilmente detectáveis (tipo: “marxistas são religiosos”, “ser comunista se baseia em ter esperança”, etc etc).

        De qualquer forma, tu estás desviando do assunto de novo…não te acusei de ad hominem, te acusei de desviar do argumento do Rafael Freitas saindo pela tangente. Se teu público liberal não enxerga isso e te considera um intelectual refinado, lamento, mas eu enxergo.

      • Questões Relevantes
        05/11/2016

        Thomaz, releia o que você escreveu e o que escrevi.

      • Thomaz Herler
        05/11/2016

        Reli, Paulo Falcão, e baseado no que reli de nós dois, só tenho a acrescentar que a existência de uma utopia, de uma pretensão política que extrapola a legalidade e a racionalidade dominante, não é característica única do socialismo…as revoluções burguesas e liberais que ocorreram em contraposição ao Antigo Regime também tinham uma utopia. E naquele tempo, o que “existia” era também unicamente Estados Nacionais Modernos compostos por uma elite política parasitária com direitos de berço. Devemos basear nossos ideais políticos apenas naquilo que está estabelecido? Não, não cola…

      • JPaulo Borba de Quadros
        05/11/2016

        Thomaz, “apenas naquilo que está estabelecido”? Não, mas depois de uns 100 anos de fracassos acho que dá pra desconfiar que algo NÃO vai dar certo. Só acho.

      • Questões Relevantes
        05/11/2016

        Thomaz, como já expliquei no artigo abaixo, “O que os engenheiros sociais e outros pensadores não compreenderam é que, enquanto o Liberalismo Econômico é uma leitura da sociedade, uma tentativa de compreender como funciona uma sociedade fruto de milênios de desenvolvimento, Nazismo, Fascismo e Socialismo, por exemplo, são “projetos de sociedade”, são propostas de uma nova forma de organização que se propõe a abolir a atual e resolver os problemas do mundo.

        Este é o ponto. Toda filosofia procura explicar o mundo. Isto é produção de conhecimento. Quando a filosofia deixa de explicar o mundo e passa a propor outro mundo, a propor uma ruptura, deixa de ser filosofia e produção de conhecimento e passa a ser, antes de tudo, um projeto de poder.

        Quem compreende o Liberalismo Econômico como projeto de poder, como “projeto de sociedade”, compreende errado. Não há comparação possível entre o liberalismo e, por exemplo, o Nazismo e o Socialismo. Enquanto o Liberalismo Econômico e a Democracia Liberal são de natureza libertária, Nazismo, Fascismo e Socialismo são totalitários, por definição.”

        A integra pode ser lida aqui:
        FUJA DE UM MUNDO MELHOR
        http://wp.me/p4alqY-mF

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