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LULA DEVERIA OUVIR GILBERTO GIL. MAS ELE É INCAPAZ.

350-jararaca

SÓ QUEM NÃO AMAR OS FILHOS VAI QUERER DINAMITAR OS TRILHOS DA ESTADA.

Este belo verso é de Gilberto Gil na música Roque Santeiro, de 1985. O disco também tem um nome bonito, que une o Brasil do sertão de Rosa às noites das metrópoles frenéticas: Dia Dorim, Noite Neon.

O verso que abre o artigo me veio à cabeça após ler e ouvir várias das declarações de Luis Inácio Jararaca Lula da Silva nos últimos dias e perceber o contraste com o que diz o professor Clóvis de Barros Filho sobre os três tipos de amor, que resumidamente são:

  • O amor pelo que não temos, mas desejamos, de pessoas a coisas. Um amor que em geral acaba quando passamos a ter o que antes era desejo.
  • Amor pelo que já é nosso. Pelo que nos dá alegria, tesão. É certamente mais raro que o primeiro, como desejar uma mesma mulher durante um casamento longo, por exemplo. Não é para qualquer um. É o amor no encontro, na presença, não na ausência.
  • O amor ao próximo. O amor que não se confunde nem com o desejo nem com a alegria de quem ama. O amor simbolizado pelo sacrifício de Cristo crucificado. O amor de quem se entrega, se sacrifica para fazer feliz o outro, seja o cônjuge, os filhos, os amigos. O amor de sofrer para ver quem você ama feliz, alegre. Não é o amor da alegria imediata, mas da fé de que todo sacrifício resultará em um bem maior ao outro.

Lula não é capaz de nenhum deles e certamente está dinamitando os trilhos da estrada, sem dó. Demonstra continuamente que o único amor de que é capaz é pelo poder, na pior acepção da palavra, como fica claro no artigo abaixo.

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LULA INCRIMINOU MARISA E A DIREÇÃO DE SEU INSTITUTO.

Por Carlos Newton para a Tribuna da Internet

Nunca antes na História deste país se viu um ex-presidente prestar depoimento à Polícia Federal usando tanto deboche, desprezo e ironia, tentando ridicularizar os dois delegados (Luciano Flores de Lima e Ricardo Hiroshi), que somente não lhe deram voz de prisão por desacato à autoridade, porque precisavam que ele falasse o máximo possível, para se contradizer e fazer revelações que pudessem incriminá-lo, como acabou acontecendo. Deixaram Lula falar palavrões à vontade, nada os afastou dos objetivos traçados ao preparar o minucioso interrogatório, cujo termo de transcrição ocupou exatamente 98 páginas.

Se tivesse juízo, Lula teria ficado em silêncio. No início do depoimento, foi informado a respeito de que tinha o direito de ficar calado, mas do alto de sua arrogância e prepotência, o ex-presidente fez questão de responder às indagações. Lula estava acompanhado de Roberto Teixeira, amigo, advogado e compadre, e da filha dele, a advogada Valeska Martins. No depoimento, Teixeira só tentou interferir uma vez, para evitar que fosse tocado o assunto do tríplex, mas o delegado não lhe deu maior atenção e seguiu em frente.

O longo interrogatório foi conduzido com maestria. Primeiro, deixaram Lula falar à vontade, para enaltecer seu governo, destacando as principais realizações. Deram corda, e depois foram buscando as informações de que a força-tarefa necessitava, agindo com impressionante calma, como se não percebessem as provocações e o achincalhe de Lula, que aos poucos foi falando tudo o que se pretendia extrair dele.

NÃO SABIA DE NADA…

Como sempre, o ex-presidente adotou sua velha estratégia de dizer que não sabia de nada. Não percebeu que, ao agir assim, acabaria incriminando a própria esposa e também os amigos que hoje trabalham no Instituto Lula. Assim, além de colocar dona Marisa na condição de cúmplice nos casos do sítio, do tríplex e dos bens da Presidência que o casal trouxe de Brasília, atribuindo exclusivamente a ela a responsabilidade, ele também incriminou os companheiros do Instituto Lula – o presidente Paulo Okamotto e os diretores Clara Ant, Luiz Dulci, Paulo Vanucchi e Celso Marcondes.

Com muita habilidade, os delegados conseguiram que Lula admitisse que o Instituto e sua empresa de palestras, a LILS, são a mesma coisa, funcionam no mesmo local e utilizam os mesmos empregados. Demonstrando ignorância e soberba, foi caindo na rede e admitiu que os dirigentes do Instituto procuram as empresas para conseguir doações e decidem em conjunto como gastar os recursos da entidade, sem a menor participação dele, que não toma conhecimento de nada.

No caso da apropriação dos bens da Presidência, que Lula classificou como “tralhas”, acabou culpando dona Marisa, que cuidou sozinha de tudo, porque ele era o presidente da República e não tinha tempo para cuidar dessas coisas. A propósito, disse saber que alguns presentes são valiosos e por isso estariam no cofre de um banco.

TRÍPLEX E SÍTIO

Sobre o tríplex do Guarujá, Lula demonstrou ter se tornado um patético novo rico. Ironizou o apartamento, dizendo se que se trata de um “tríplex Minha Casa Minha Vida”, que considera “muito pequeno”, por ter apenas 215 metros quadrados. Esta declaração do ex-presidente é mesmo um acinte, quando se sabe que as casas construídas pelo programa habitacional do governo têm apenas 39,6 metros quadrados. Ou seja, no tríplex desprezado por ele caberiam cinco casas e ainda sobraria espaço.

Acerca do sítio em Atibaia, Lula repetiu que a versão criada por seu advogado Nilo Batista, dizendo que só veio a saber da existência da propriedade no dia 12 de janeiro de 2011, ou seja, toda a mudança de Brasília para São Paulo teria sido organizada e comandada por dona Marisa, sem a menor participação dele.

E continuou se esquivando de responsabilidades, dizendo que nada sabe sobre um contrato do Instituto Lula com a empresa G4, que pertence a seu filho Fábio Luís, o Lulinha Fenômeno. Quanto à Flexbr Tecnologia S/A, que também fez contrato com o Instituto, o ex-presidente até ironizou o delegado federal, alegando que a empresa é “uma peça de ficção”, pois nunca ouviu falar a respeito dela. Mas acontece que a Flexbr existe, foi criada por Marcos Claudio Lula da Silva e o Sandro Luis Lula da Silva, filhos dele, e está sediada num imóvel que pertence à empreiteira Mito Empreendimentos, por coincidência fundada pelo advogado Roberto Teixeira e hoje registrada em nome da mulher e da filha do advogado, a advogada Valeska Teixeira Zanin Martins, que estava assistindo ao interrogatório.

DESACATO DÁ PRISÃO

Diante do comportamento desaforado de Lula, os delegados podiam ter dado voz de prisão a ele, mas preferiram extrair novas informações para incriminá-lo. E o ex-presidente caiu como um patinho, como se dizia antigamente. Agora, está nas mãos do juiz Sérgio Moro decretar ou não a prisão dele. Se for nomeado ministro, a situação não se modifica, porque é apenas uma questão de tempo. O Supremo também mandará prendê-lo, porque uma coisa é certa – na vida, tudo precisa ter limites.

Link para o artigo original:

http://tribunadainternet.com.br/ao-depor-lula-incriminou-marisa-e-a-direcao-do-seu-instituto/

 

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2 comentários em “LULA DEVERIA OUVIR GILBERTO GIL. MAS ELE É INCAPAZ.

  1. Silvano Telles
    03/19/2016

    Muito oportuno o artigo. Enxergou um ponto fundamental que é a falta de qualquer escrúpulo em Lula. Para além de Dilma ou do PT é o Lula canalha quem emerge destes fatos, o Lula que pisa no pescoço de aliados, amigos, parentes e esposa sem qualquer dúvida ou remorso. Não se preocupa com nada nem ninguém. É absolutamente inacreditável ver jornalistas e professores de universidades defendendo e justificando este personagem. É preciso ser muito desinformado ou muito canalha. Parabéns pelo artigo.

    • Questões Relevantes
      03/19/2016

      Obrigado.

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Publicado às 03/18/2016 por em Ciência Política, Política, Sociologia, Uncategorized e marcado , , , , .
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