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“Qualquer resposta à crise que atenda antes ao mercado que às necessidades do povo nega a ética e desvia-se do caminho da justiça.”

Esta frase foi pinçada de uma nota da CNBB e transformada em título de matéria pela Carta Maior, conhecido boneco de ventríloquo do PT e do Governo Federal. É uma destas frases de efeito, bonitinhas mas ordinárias.

O fato concreto é que o povo precisa de renda, de educação, de saúde, de emprego.

Se o mercado não funciona, não gera empregos, reduz a renda, reduz o recolhimento de impostos e afeta os serviços públicos.

A compreensão de que “o mercado” é, de certa maneira, a iniciativa econômica individual em ocorrência múltipla, como os galos tecendo a manhã no poema do comunista João Cabral de Melo Neto, e que se inserem na sociedade, fazem parte do todo, é o primeiro passo para evitar o tipo de desastre que estamos observando.

A roubalheira, neste caso, foi muito menos danosa que a deliberada sabotagem aos fundamentos da boa gestão. A partir de 2008 Lula abandona os princípios de equilíbrio fiscal e controle da inflação do Plano Real e abraça a chamada “nova matriz econômica”, de inspiração keynesiana, desenvolvida pelos “economistas” do PT.

Desde então quem entende um pouco de economia alerta para o desastre que viria. Dilma preferiu não ouvir e aprofundou os erros. Mais e maiores avisos surgiram, sinais claros, índices, relatórios, mas a ignorância arrogante falou mais alto.

Assim, atender aos mercados é atender às necessidades do povo, reintroduzindo a responsabilidade fiscal e a previsibilidade econômica necessária para a retomada de investimentos que geram renda, criam empregos e reativam a economia.

O Governo Dilma está paralisado, principalmente, porque o governo “quebrou” e já não consegue atuar como indutor de crescimento e o tal “mercado” não vê boas perspectivas em investir sob um governo que não acredita na matemática. A luta política e a corrupção são apenas a cereja do bolo.

Não há saída fácil. De qualquer maneira, seguir os conselhos da frase bonitinha mas ordinária da CNBB é o caminho certo para prolongar e aprofundar a crise.

 

Artigo de Paulo Falcão

A matéria da Carta Maior e a íntegra da nota da CNBB estão aqui.

 

 

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