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MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA E PICARETAGEM QUASE REFINADA.

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Há um texto atribuído a Chomsky sendo reproduzido por páginas e pessoas de esquerda que é, em si, uma manipulação descarada da realidade. A ironia é que se trata de uma reflexão sobre a manipulação midiática. Procurei o original em inglês e não o encontrei. Não quer dizer que não exista, mas pela qualidade do que veremos abaixo, tenho quase certeza que não é dele. Ele é mais sofisticado do que isso.

De qualquer maneira, o texto é um dos melhores exemplos práticos da famosa formulação de Althusser : “O método precípuo da ideologia é a utilização do discurso lacunar. Nesse, uma série de proposições, nunca falsas, sugere uma série de outras, que o são. Desse modo, a essência do discurso lacunar é o não dito (porém sugerido)”.

Tudo que o artigo diz pode ser aplicado a qualquer sociedade complexa, mas como utiliza a democracia liberal como pano de fundo, dá a impressão de que estamos diante de uma revelação da alma cruel do capitalismo em que governo e mídia formam um só corpo. Sobre sua ocorrência nos totalitarismos de esquerda, nem um pio.

Segue o artigo intercalado com os comentários.

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(CHOMSKY) AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO MEDIÁTICA

 

O linguista Noam Chomsky elaborou a lista das “10 Estratégias de Manipulação” através da mídia.

  1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

Comentário: É apenas uma forma prolixa e afetada de dizer o que os romanos sintetizaram em “pão e circo”. Não há novidade, nem tão pouco é “de direita” ou “de esquerda”.

 

  1. Criar problemas e depois oferecer soluções. Esse método também é denominado “problema-ração-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público a fim de que este seja o mandante das medidas que desejam sejam aceitas. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o demandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para forçar a aceitação, como um mal menor, do retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços púbicos.

Comentário: Pura teoria da conspiração. Este tipo de formulação chega a ser infantil. Sugere uma articulação entre governo, mercado e imprensa que pode ocorrer eventualmente, como ocorreu no Nazismo, mas não é a regra. Os agentes são múltiplos, os interesses diversos. Considerar isto como regra é simplesmente ridículo.

 

  1. A estratégia da gradualidade. Para fazer com que uma medida inaceitável passe a ser aceita basta aplicá-la gradualmente, a conta-gotas, por anos consecutivos. Dessa maneira, condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990. Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram rendas decentes, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

Comentário: Em primeiro lugar, impor condições socioeconômicas radicalmente novas e adversas não é uma característica das democracias liberais, mas sim dos totalitarismos, inclusive os de esquerda. Além disso, os chamados “ajustes neoliberais” das décadas de 1980 e 1990 ocorreram por necessidade, para corrigir situações criadas por protecionismos e irresponsabilidade fiscal de governos que elevaram o endividamento para além de sua capacidade de pagamento e o peso do estado na economia atingiu um ponto em que esta já não funcionava com um mínimo de eficiência. Havia inflação e desemprego elevados, causados por quem antecedeu os tais “neoliberais” (qualquer semelhança com o que vivemos hoje no Brasil não é mera coincidência). Para que se entenda melhor este ponto e o valor da responsabilidade fiscal sugiro a leitura complementar do artigo A AURORA NÓRDICA PARA O CAPITALISMO http://wp.me/p4alqY-bQ

 

  1. A estratégia de diferir. Outra maneira de forçar a aceitação de uma decisão impopular é a de apresentá-la como “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Logo, porque o público, a massa tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isso dá mais tempo ao público para acostumar-se à ideia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

Comentário: Este tipo de ação é antes uma ação de governo do que de mídia. Nas democracias liberais, governo e mídia são entes distintos. Mais do que isso: as mídias são plurais, muitas delas críticas do governo. Esta afirmação é, antes de mais nada, uma tentativa de dizer que as democracias liberais são totalitárias, são um só corpo dotado de uma inteligência perversa. É engraçado como este monstro se parece com os totalitarismos de esquerda que conhecemos.

 

  1. Dirigir-se ao público como se fossem menores de idade. A maior parte da publicidade dirigida ao grande público utiliza discursos, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade mental, como se o espectador fosse uma pessoa menor de idade ou portador de distúrbios mentais. Quanto mais tentem enganar o espectador, mais tendem a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se alguém se dirige a uma pessoa como se ela tivesse 12 anos ou menos, em razão da sugestionabilidade, então, provavelmente, ela terá uma resposta ou ração também desprovida de um sentido crítico”.

Comentário: Isto se dá mais por uma questão do nível intelectual de quem recebe a mensagem. Há programas e publicações inteligentes e sofisticados, mas não têm público. Na medida em que as mídias atingem públicos maiores, rebaixa a sofisticação da mensagem. O que acaba motivando este rebaixamento é a disputa pela audiência. Ao invés de veicular o que eventualmente gostariam, veiculam o que lhes garante a sobrevivência. É a ditadura da estupidez numerosa sobre a mídia, não o contrário.

 

  1. Utilizar o aspecto emocional mais do que a reflexão. Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional e, finalmente, ao sentido crítico dos indivíduos. Por outro lado, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar ideias, desejos, medos e temores, compulsões ou induzir comportamentos…

Comentário: isto se refere muito pouco à imprensa formadora de opinião e muito mais à publicidade e à indústria do cinema/TV. Mas novamente: é uma estratégia utilizada tanto nas democracias liberais quanto nos totalitarismos de direita e esquerda. O artigo só estabelece a relação com as democracias…

 

  1. Manter o público na ignorância e na mediocridade. Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais menos favorecidas deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que planeja entre as classes menos favorecidas e as classes mais favorecidas seja e permaneça impossível de alcançar.”

Comentário: novamente é pura teoria da conspiração e novamente uma visão totalitária e fraudulenta. O autor do artigo, seja quem for, sabe disso, mas sabe também que sempre haverá incautos a engolir suas bobagens sem pensar. Não existe esta diretriz governamental e muito menos o alinhamento entre governo, imprensa e outras mídias. Existem, por exemplo, muitas críticas ao sistema educacional americano. Existem também democracias que oferecem modelos virtuosos na área da educação. Ou seja: a realidade desmente categoricamente esta coleção de tolices.

 

  1. Estimular o público a ser complacente com a mediocridade. Levar o público a crer que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto.

Comentário: é um efeito colateral da democratização do acesso. O público é, de fato, majoritariamente estúpido, vulgar e inculto. A mensagem, ao se adequar a ele, incomoda a elite intelectual à qual Chomsky, eu e você pertencemos (sim, estar lendo e compreendendo este artigo o coloca em uma elite).

  1. Reforçar a autoculpabilidade. Fazer as pessoas acreditarem que são culpadas por sua própria desgraça, devido à pouca inteligência, por falta de capacidade ou de esforços. Assim, em vez de rebelar-se contra o sistema econômico, o indivíduo se auto desvaloriza e se culpa, o que gera um estado depressivo, cujo um dos efeitos é a inibição de sua ação. E sem ação, não há revolução!

Comentário: blá, blá, blá panfletário de péssima qualidade, revelador, mais uma vez, do viés autoritário das crenças do autor. Misto de teoria da conspiração com psicologia de auto-ajuda. É o ponto que mais me deixa em dúvida sobre o verdadeiro autor.

 

  1. Conhecer os indivíduos melhor do que eles mesmos se conhecem. No transcurso dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência geraram uma brecha crescente entre os conhecimentos do público e os possuídos e utilizados pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto no aspecto físico quanto no psicológico. O sistema conseguiu conhecer melhor o indivíduo comum do que ele a si mesmo. Isso significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos, maior do que o dos indivíduos sobre si mesmos.

Comentário: mais uma vez confunde democracia e totalitarismo. Tem uma visão dos múltiplos atores que fazem parte de governos, imprensa, cinema, TV, rádio, internet etc com um Grande Irmão malvadão, de cabeça única dirigindo este grande corpo dominador. Nas democracias até existe este estudo, este conhecimento, mas novamente observamos sua aplicação por diversos atores concorrentes, disputando espaço, audiência, preferência. Apenas nos totalitarismos, onde todos os agentes são controlados pelo estado, a visão apresentada pelo artigo tem consonância com a realidade.

______________________

Espero que tenha ficado clara a coleção de equívocos deste pseudo artigo. Para coroar, para colocar aquela cereja final no bolo, faltou apenas defender o “controle social da mídia”.

Artigo de Paulo Falcão

 

PS – Um amigo me enviou o link para comprovar que é do Chomsky mesmo. Não retirei uma vírgula das críticas que fiz ao texto. De tão ruim, parecia falso. Inconformado com Chomsky ter realmente escrito algo desse nível, enviei o artigo e meus comentários a ele, que respondeu o seguinte:

Noam Chomsky

13 de mar

 

“The article is a complete fabrication, as has been reported over and over on the internet”

Ou seja, o artigo abaixo é de um falso blog de Chomsky.

 

Publicado em português originalmente no site da ADITAL: http://site.adital.com.br/site/noticia.php?lang=PT&cod=52520&langref=PT&cat=

Republicado pelo Portal Anarquista:

https://colectivolibertarioevora.wordpress.com/2015/07/03/chomsky-as-10-estrategias-de-manipulacao-mediatica/

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12 comentários em “MANIPULAÇÃO MIDIÁTICA E PICARETAGEM QUASE REFINADA.

  1. Bruno
    03/14/2016

    Ele concorda que o artigo não é dele isso não posso contestar agora se ele corrobora com a sua crítica ao conteúdo deste artigo é outros 500! Uma coisa não invalida necessariamente a outra,,,

    PS: Ele disse estar cheio de ter seu nome associado a lista, ou ele TAMBÉM dissertou sobre o conteúdo dessa lista?

    • Questões Relevantes
      03/14/2016

      A resposta dele foi reproduzida na íntegra. Para mim a irritação é clara. Se concordasse com o conteúdo, a reação seria outra.

  2. Bruno
    03/14/2016

    Pode até ser, mas que está “bobagem” corrobora muitas das perspectivas críticas feitas por Chomsky sobre a mídia, como no documentário a “Fabricação do Consenso” entre outros em que ele aborda como a imprensa e outros veículos de comunicação manipulam o debate público, não tenho dúvidas.

    • Questões Relevantes
      03/14/2016

      Bruno, o tom da resposta de Chomsky não deixa dúvidas: ele está de saco cheio de ver seu nome associado ao artigo. Considero Chomsky um grande linguísta, mas em teoria política discordo muito mais do que concordo. Neste caso, ao menos, parece que ele e eu estamos de acordo.

      • Bruno
        03/27/2016

        CRÍTICA AO COMENTÁRIO 2:
        Não é teoria da conspiração basta lembrar um caso famoso na guerra do Vietnã, o incidente do golfo de Tonkin o presidente Lyndon Johnson só declarou guerra, depois de dizer que o navio americano Maddox tinha sido atacado pelos comunistas em 1964. Um relatório oficial comprovou mais tarde que o navio não havia sido atacado.
        Em 2005, documentos secretos da Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana vieram a público, apontando o fato de que a presença das torpedeiras norte – vietnamitas nos ataques de 4 de agosto nunca foram realmente confirmadas.
        Outro também famoso instigador de conflitos foi a imprensa de William Randolph Hearts, o magnata das comunicações entrou de cabeça na guerra hispano-americana para “libertar” cuba do domínio espanhol quando os EUA enviaram o encouraçado “Maine” ao porto da Havana sem prévio aviso, o que era contrário às pratica diplomáticas da época. Esta viagem era mais bem uma manobra intimidatoria e de provocação para Espanha que se mantinha firme na rejeição da proposta de compra realizada pelos Estados Unidos sobre Cuba e Porto Rico. Quando o encouraçado foi atacado Hearts apontou a Espanha como única culpada por sabotagem e pressionou o presidente William McKinley a declarar guerra contra os espanhóis, algo que o governo aparentemente não levava em consideração. A vitória dos Estados Unidos nessa guerra permitiu o domínio do Canal do Panamá e custou à Espanha a perda de suas últimas colônias de ultramar. Os correspondentes de Hearst em Cuba enviavam falsos relatos fornecidos pela Junta Cubana nos Estados Unidos ou produto de fértil imaginação. Cedo os leitores dos Estados Unidos souberam de fantásticas batalhas que nunca aconteciam e exageradas crueldades espanholas. Mas nunca souberam das crueldades dos cubanos, dos civis e soldados degolados com manchetes nem das fazendas queimadas pelos insurrectos.
        Só alguns correspondentes estiveram para valer no campo de batalha, mas geralmente apoiando aos rebeldes como espiões, mensageiros ou contrabandistas. Alguns foram parados pelas autoridades espanholas. Destes, a maioria foram expulsos de Cuba e outros, detentos. No RS, nosso atual governador Sartori com apoio expressivo e blindagem da RBS, diz que não há dinheiro para pagar o estado e pede o sacrifício do funcionalismo publico invés de diminuir os CCs e taxar os mais ricos, o que ele faz? Ataca o dinheiro das áreas básicas do estado saúde, educação e segurança, para poder pagar as empresas não por acaso ele é financiado por essas empresas assim como o PT, muitos dizem que vivemos o tempo do pensamento único, pois vos digo que vivemos a época da prática única em que os candidatos podem se dizer de esquerda, mas fazem governos que seguem apenas as variantes do liberalismo, e ai vem uma pergunta isso é mesmo democracia?
        Já que uma das maravilhas da idealização desse sistema é a possibilidade de mudar a forma de governo, quando nós vemos que não há diferença dos governos porque todos seguem o mantra da “eficiência do mercado, e do privado em detrimento do público”, a democracia tem a sua representação esvaziada de sentido.

        CRÍTICA AO COMENTÁRIO 3:
        A falência do liberalismo ocorreu pela primeira vez em 1929, devido ao fato da falta de porosidade dos estados liberais europeus com as demandas populares, e mesmo nos loucos anos 20, quando numa série de governos republicanos o laissez-faire ia até as últimas consequências ainda assim a maior parte dos estadunidenses em especial no sul viviam num misere danado, entretanto não era isso que aparecia na imprensa da época capitaneada pelo primeiro relações públicas do mundo Edward Bernays sobrinho de Freud que adaptou as técnicas sobre o inconsciente de seu tio com a área da propaganda, ele era assessor de imprensa e no começo de sua carreira foi o principal responsável pela publicidade do Tenor Enrico Caruso, como também da propaganda norte-americana de guerra, sugerindo a Woodrow Wilson o slogan “estamos lutando não para restaurar os antigos impérios, mas trazer democracia”“ (qualquer semelhança com o que vivemos hoje no Mundo não é mera coincidência). Bernays teve tanto sucesso que foi convidado para celebrar a conferência de paz em Paris, depois disso ele brilhantemente soube usar o movimento sufragista em uma peça publicitária pra vender cigarros, até então era mal visto uma mulher ser vista como fumante, mas ao associar fumo com o direito ao voto lutado por essas mulheres e com essa foto repetida a exaustão voilá fumar virou chique. Em 1924, ele é convidado pra fazer a publicidade do presidente Coolidge, fazendo apologia ao liberalismo dos republicanos até a crise, tinha livros falando de como conduzir as multidões em “a engenharia do consentimento”.
        A estratégia da gradualidade pode ser mais bem demonstrada por programas policialescos como o do Datena que atacam os defensores dos direitos humanos, por defenderem bandidos, usando apelo das sensações para fazer as pessoas abrirem mãos dos seus direitos constitucionais em nome da segurança sem ver que isso dará margem tanto para o estado violar os seus direitos como a criação de milícias de justiceiros financiadas pelo setor privado.

        CRÍTICA AO COMENTÁRIO 4:
        Desculpe mas não são entes distintos nos EUA desde 1920, representantes de empresas tem livre acesso em Washington e fazem lobby escancarado por isso Bernays teve livre transito nos gabinetes republicanos, as democracias liberais desde os anos 80 tendem ao totalitarismo invertido conceito criado por Sheldon Wolin usa o termo “totalitarismo invertido” no livro “Democracia Ltda.” para descrever nosso sistema político. No totalitarismo invertido, as sofisticadas tecnologias de controle corporativo, intimidação e manipulação de massas, que superam em muito as empregadas por estados totalitários prévios, são eficazmente mascaradas pelo brilho, barulho e abundância da sociedade de consumo. Participação política e liberdades civis são gradualmente solapadas. O estado corporativo, escondido sob a fumaça da indústria de relações públicas, da indústria do entretenimento e do materialismo da sociedade de consumo, nos devora de dentro para fora. Não deve nada a nós ou à Nação. Faz a festa em nossa carcaça. O estado corporativo não encontra a sua expressão em um líder demagogo ou carismático. É definido pelo anonimato e pela ausência de rosto de uma corporação. As corporações, que contratam porta-vozes atraentes como Barack Obama, por acaso não sabe que os governos de Obama tiveram seus ministérios recheados por pessoas envolvidas na crise de 2008? Especificamente do goldmansachs? Então estado e empresas não se misturam mesmo, então porque empresas financiam os políticos?
        As medidas de privatização contra a máquina pública apareceram em propaganda política desde a eleição de 1989, nas propagandas do intrépido caçador de marajás e começou a ter a sua real aplicabilidade com FHC, hoje graças aos vacilos do PT conseguiu se a flexibilização dos direitos trabalhistas para alegria do empregador e da mídia, esse é o discurso usual espertamente e cinicamente usado por liberais para dizer estamos em defesa do pequeno empregador, como se as grandes empresas não vão aproveitar-se fartamente desse expediente para ter mão de obra barata.

        CRÍTICA AO COMENTÁRIO 5:
        Isso não acontece apenas por quem recebe a mensagem. Recomendo ao caro Falcão se por acaso tiver em sua TV o canal da rede de televisão nipônica NHK, dê uma olhada nos programas e não por acaso notara um jeito indisfarçavelmente infantil dos apresentadores desses shows e não só desse país como de outros o mesmo fenômeno se repete, no documentário da BBC “o século do eu”, os relações públicas pós década de 60 em suas propagandas tentam impor uma agenda que infanto-juveniliza a todos tanto a criança e o adulto, mas porque isso? Não a melhor consumidor que um adolescente, individuo cheio de hormônios os qual a sua excitação proporciona um excelente consumidor mais suscetível a sensações e a publicidade, isto explica a falência da infância apontadas por pessoas ligadas as áreas da psicanálise como Joel Birman, Jorge Forbes, e Ivan Capelatto em palestras dadas no CPFL cultura. Ou como Lipovetsky aponta preocupação. Instaura-se socialmente o sonho da juventude eterna e, neste cenário, rejuvenescer passa a ser uma meta tanto física quanto espiritual. Como Lipovetsky diz, “se os velhos querem parecer jovens, os jovens adultos „recusam-se‟ a crescer: (…) parecem querer viver no eterno prolongamento de sua infância ou de sua adolescência.” (Lipovetsky A felicidade paradoxal: ensaio sobre a sociedade do hiperconsumo, 2007, p.71).
        Realmente concordo contigo da ruindade da audiência, entretanto essa não ocorre por acaso, já que a educação pouca vezes foi levada a sério neste país Brizola e Darcy que o digam quando tentaram fazer o CIEPs e foi sabotado pela GLOBO e com o aval do PT, destarte o empresariado brasileiro pode chorar o quanto quiser sobre o público, pois derrama no fundo lágrimas de crocodilo poucas vezes ousou arriscar a transmitir para as massas um produto de qualidade, na verdade a multimídia mesmo antes das redes sociais sempre foi usada por seus produtores para reafirmar o já estabelecido no senso comum não só Gramsci fala isso como Walter Lipmann em public opinion (1922), Marilena Chauí pegando carona dos frankfurtianos reafirma o texto de Adorno que analisa tanto a indústria cultural nazista quanto a estadunidense do mesmo período “A indústria cultural vende Cultura. Para vendê-la deve agradar e convencer o consumidor. Para seduzi-lo e agradá-lo, não pode chocá-lo, provocá-lo, fazê-lo pensar, fazê-lo ter informações novas que o perturbem, mas deve devolver-lhe, com nova aparência, o que ele já sabe, já viu, já fez. “A” média “é o senso comum cristalizado que a indústria cultural devolve com cara de coisa nova.” – Marilena Chauí, do livro Convite à filosofia, 2013, p.363, ou seja, pode ser no Brasil ou na Alemanha é so ver a enxurrada de blockbusters que fazem sucesso ilustram bem essa predisposição maior da indústria com a mediocridade afinal um público mais inteligente e pensante é mais problemático de lidar.

        CRÍTICA AO COMENTÁRIO 6:
        Porque o artigo se preocupa em desmistificar essa democracia, democracia essa que se encontra refém das grandes empresa as quais manipulam o debate público, ou pelo menos o condicionam, é como Chomsky diz quando perguntado por um estudante Ele responde: o governo não influencia a mídia. É como perguntar: como o governo pode convencer a General Motors a aumentar os lucros? “Não faz sentido, a mídia é feita de grandes corporações que tem o mesmo interesse das empresas que dominam o governo. “
        Existe uma diferença entre a opinião pública e a opinião culta (das elites). A mídia é mais influente nos setores mais cultos e intelectuais, mas muito menos influente na opinião pública. P.ex. durante a campanha de adesão da França à União Européia, as elites e a mídia trabalharam pelo “sim”, enquanto que no referendo popular o povo foi contra. A opinião culta corresponde às políticas públicas.

        CRÍTICA AO COMENTÁRIO 7:
        Será mesmo? Há resistência a melhorias na educação tanto no Brasil e nos EUA Também, país em que até mesmo a universidade pública é paga? Ou como Muniz Sodré aponta em “a comunicação grotesca” – um diretor comercial de televisão: << a culpa é lançada, dessa forma sobre as estatísticas, que passam com rapidez de critério absoluto para álibi conveniente. Numa novela de produção muito cara, devido ao número elevado de atores, os produtores introduziram no roteiro uma epidemia que matava a maior parte dos personagens, e assim se resolveu o problema. Desta vez, o publico não se havia manifestado, mas o hábito também faz o produtor de televisão no Brasil. (público, sempre o culpado pela falta de inventividade do produtor embora o mesmo faça pesquisas para saber o imaginário de sua audiência, e o faz geralmente só para reforçar o estabelecido) o último STAR WARS que o diga. Não podemos deixar de esquecer o chororó de Faustão anos atrás contra a classificação indicativa, como patrulha do estado ao seu programa, isso somente demonstra que o promotor dessa atração dominical (globo) sabia que seu produto era lixo.

        CRÍTICA AO COMENTÁRIO 8:
        O fato de o público ser majoritariamente estúpido não pode servir de pretexto aos conformismos dos produtores culturais, em não apenas manterem esse nível baixo, mas também criarem certos tipos de personagens como Homer Simpsons entre outros, que mostram que você não precisa se esforçar para conseguir as coisas e você pode ser um péssimo pai pra suas crianças o que importa é ser divertido, se fazer de palhaço. Ah e antes que diga, sim os Simpsons foram feitos para serem uma crítica a sociedade estadunidense acabaram no final devido ao seu enorme sucesso se tornando uma banalização de sua própria crítica, com isso invés de servir como crítica, ela acaba reiterando comportamentos nocivos transformando-os em moda… Um exemplo que tenho é a de um pedreiro de 70 anos, Paulo Paim até hoje analfabeto mais foi um dos peões que organizava algumas áreas do edifício Everest de Porto Alegre ele assim como meus avôs, tanto os de origem pequeno burguesa quanto proletária, tem um background cultural maior que as gerações recentes.. E por isso que estudiosos como Sodré, Santaella entre outros vão te dizer se antes, até os anos 50 o grande referencial cultural que as pessoas adquiriam era por intermédio da Igreja, das reuniões nas calçadas, no espaço publico que era mais freqüentado, ou seja, pela socialização acontece com a mídia desde o seu boom, primeiro com rádio essas fontes de conexões acabaram perdendo a sua força de enraizamento com isso, as referências para as pessoas no globo não são mais as pessoas próximas a sua realidade local, mas mundial, ou dos EUA mais precisamente segundo Stuart Hall, com isso há de se notar significativamente a defasagem na educação do povo brasileiro, o recém falecido pierluigi piazzi, alertava sobre com estudos cuja conclusão indicavam a redução cada vez maior dos estudantes em geral conseguirem focar a sua atenção, dificultando a capacidade de aprendizagem deles, outro que faz adendo semelhante, porém mais sobre os computadores é Valdemar Setzer engenheiro eletrônico.

        CRÍTICA AO COMENTÁRIO 9:
        Calma lá, Paulo Falcão a vários exemplos que a mídia faz isso, depois da crise de 2008 boa parte da mídia culpou as pessoas que pediram empréstimos mobiliários que resultou na crise, ela não faz meia culpa sobre a sua própria participação na propaganda que auxiliou muito desses empréstimos, ou será que criou esse desejo como diz Bernays? Outro exemplo de autoculpabilidade a RBS, em seu jornal ao meio dia trouxe um policial “que dá conselhos aos cidadãos de como eles devem se comportar em público”, ou seja, o problema da violência que somos submetidos pela falta de investimento na segurança pública, devido ao tal ajuste proposto pelo governador sartori, não é de responsabilidade dele, porém exclusiva do cidadão que não sabe se portar direito… Essa autoculapbilidade está nas entrelinhas, entretanto é fácil de perceber.

        CRÍTICA AO COMENTÁRIO 10:
        O fato de vivermos numa democracia em que há concorrência entre as empresas e que elas disputam pau a pau a concorrência não elimina o fato de elas terem uma agenda política em comum que se manifesta quando certos princípios sagrados do establishment empresarial estão em risco, o próprio Chomsky mostra isso em seu documentário clássico “o consenso fabricado”, aliás, termo cunhado originalmente por Walter Lipmann significa ganhar adesão e apoio da opinião pública criando “ilusões necessárias”. As ilusões podem ser de criação de necessidades artificiais ou ao contrário a criação do medo, insegurança ou até o terror, ou seja, a ilusão que cria a desilusão. Walter Lipmann vê o povo como um rebanho que se perde facilmente por emoções, medo, incapaz de cuidar de suas coisas, e que deve ser enquadrado, controlado e guiado por uma elite de tomadores de decisões esclarecidos, Ortega y Gasset em “A rebelião das massas”, um clássico apesar de ser muito mais uma crítica aos totalitarismos políticos dos movimentos de massa ele cunha o termo homem-massa muito mais para descrever um indivíduo que só segue como uma manada os modismos que lhe são oferecidos, na real Nietzsche foi um dos primeiros a ver esse tipo de atitude no homem, em “crepúsculos dos ídolos” ele ataca a grande publicidade de sua época a religião fabricadora de falsos deuses o que é feito hoje em dia por nossa multimídia.
        Links que usei:
        http://www.resumosetrabalhos.com.br/teoria-da-comunicacao

        http://blogdodamirso.blogspot.com.br/…/a-fabricacao-do…

        http://www.viomundo.com.br/…/chris-hedges-orwell-estava…

        http://diariogauche.blogspot.com.br/…/o-mercado…

        http://www.espm.br/…/gts/gttres/GT03_MILENA_PEREIRA.pdf

        Recomendo: a série da BBC “o século do Eu”, que aborda toda a história da propaganda e da publicidade moderna.
        Além de batalha por cidadão Kane. Não confundir com o documentário sobre a globo, neste doc a questão, é a biografia de William Randolph Hearst, o verdadeiro Kane e sua luta para destruir Orson Welles.
        OBS: a criação desse texto as 10 estratégias de manipulação, apesar de ter originalmenteo nome do Chomsky acreditado como criador acredito que seja muito mais uma síntese do pensamento de Marilena Chauí em convite a filosofia.
        Teoria da comunicação: 1898, a guerra de Cuba
        Teoria da comunicação: 1898, a guerra de Cuba. Jornalismo. Imprensa amarela. Contexto bélico e histórico. Pulitzer e Hearts. A desinformación. Curiosidades. Exemplos. Publicações madrilenhas
        POR RESUMOSETRABALHOS.COM.BR

      • Questões Relevantes
        03/27/2016

        Resposta ao tópico 2: Não vou nem discutir os casos que você cita, aceito sua versão. O que não é aceitável é sua conclusão. Ao apresentar falhas do sistema (e a manipulação é uma falha grave, sem dúvida), conclui que nas democracias não há diferença dos governos porque todos seguem o mantra da “eficiência do mercado, do privado em detrimento do público, logo a democracia tem a sua representação esvaziada de sentido. A conclusão implícita é a defesa do socialismo, em que não há liberdade de imprensa ou de expressão e os fatos são irrelevantes já que o estado tem poder absoluto sobre todas as versões. Ou seja, troca-se uma sociedade em que se pode denunciar as fraudes da mídia e dos governos, pode-se criar mecanismos para evitá-las, por uma sociedade em que mídia e governo são uma coisa só com poder para silenciar quem incomodar. Não consigo ver como a segunda alternativa possa ser superior à primeira.

        Resposta ao tópico 3: Há um samba do historiador doido nesta resposta. Em primeiro lugar, você foge da questão central, que é a necessidade de aplicação de “ajustes neoliberais” em função da irresponsabilidade fiscal de governos populistas de direita e esquerda. É compreensível já que não há defesa lógica possível neste ponto.
        Pulando este ponto passa a denunciar a manipulação das massas através da propaganda, como se fosse uma criação das democracias liberais. A verdade é que este tipo de coisa sempre existiu, apenas ganhou alcance e eficiência com a democratização da informação, com mais pessoas tendo acesso a jornais, rádio e TV. As técnicas de comunicação evoluíram na medida em que a tecnologia não só evoluía mas permitia medir e avaliar resultados da comunicação. Isto foi e é bastante utilizado pelas democracias, mas também pelos totalitarismos de direita e de esquerda. Há farta documentação sobre as técnicas utilizadas tanto pelos Nazistas quanto pelos socialistas da URSS.
        Então você dá um salto quântico e cai no colo do Datena e assemelhados. Odeio estes programas tanto quanto você, mas não pelos mesmos motivos. A gradualidade na redução de direitos que você vê neste tipo de programa é consequência de outra gradualidade anterior, formente estimulada pela esquerda, que é a tolerância com ocupações ilegais (favelas) quando o correto seria exigir do poder público suporte e acolhimento adequados; é a tolerância com criminosos de todas as idades, como se fossem Robin Hoods e futuros revolucionários, ao invés de reconhecer os ilícitos e a necessidade de medidas punitivas que inibam tais práticas. Datena e estes programas existem em simbiose com aqueles que ataca. São uma coisa só, são a serpente da intolerância que eclodiu de ovos da tolerância bocó e equivocada defendida pela esquerda.

        Resposta ao Tópico 4: Mais uma vez o caminho escolhido para a crítica é desqualificar uma democracia imperfeita para justificar um totalitarismo perfeito. As democracias são conhecidas e reconhecidas como a mais eficiente forma de solução pacífica de conflitos, o que equivale a reconhecer a priori que existem conflitos, lutas disputas, interesses conflitantes. Mas um olhar isento sobre os países regidos por democracias liberais terá que reconhecer uma ampla transformação ao longo do tempo. Não dá para comparar as democracias liberais do início do século XX com o que temos hoje, exceto pelo reconhecimento da importância das liberdades individuais, que incluem o direito à propriedade privada dos meios de produção. No fim, sua técnica argumentativa é uma variante da técnica descrita pelo professor Denis Lerrer Rosenfield (…) “Compara-se o capitalismo real, existente, com a ideia do socialismo, forjada por aqueles que lhe atribuem todas as perfeições. Ou seja, atribui-se ao socialismo todas as perfeições e, de posse destes atributos, passa-se a verificar se eles “existem” no capitalismo.”

        Resposta ao tópico 5: Apesar de suas eruditas citações, a conclusão é a mesma: se o receptor se incomoda com a mensagem, muda de canal. Ou seja, o nível da mensagem é ruim porque o nível de quem a recebe também é. Quem sistematizou bem esta questão foi Hitler. Veja o que ele disse em entrevista a Hermann Rauschning: “Não sou apenas o vencedor do marxismo, sou seu realizador. Aprendi muito com o marxismo e não pretendo escondê-lo. O que despertou interesse nos marxistas e me forneceu ensinamentos foram seus métodos. Eu, simplesmente, levei a sério o que essas mentes de pequenos comerciantes e secretárias haviam vislumbrado timidamente. Todo o nacional-socialismo lá está contido. Veja bem: os grêmios operários de ginástica, as células empreendedoras, os desfiles monumentais, os folhetos de propaganda redigidos em linguagem de fácil compreensão pelas massas. Esses novos métodos de luta política foram praticamente inventados pelos marxistas. Eu só precisei me apoderar deles e desenvolvê-los para conseguir assim os instrumentos de que necessitávamos. ”

        Resposta ao tópico 6: Estamos de volta ao mesmo labirinto em que se denuncia os pecados das democracias para justificar a defesa de totalitarismos. Chomsky não é o autor do artigo em questão, mas já o vi praticando esta fraude. Ele é um dos mais insistentes da prática denunciada pelo professor Denis Lerrer Rosenfield (…) “Compara-se o capitalismo real, existente, com a ideia do socialismo, forjada por aqueles que lhe atribuem todas as perfeições. Ou seja, atribui-se ao socialismo todas as perfeições e, de posse destes atributos, passa-se a verificar se eles “existem” no capitalismo.”

        Resposta ao tópico 7: Nas democracias existem cada vez mais canais para contestar, para reivindicar, para propor mudanças e soluções. Está no DNA do sistema e é potencializado pelas novas tecnologias. O fato das discussões serem de baixo nível já foi discutido acima. Mas o mais importante, o que demonstra a falsidade da tese, é a existência de diversos exemplos virtuosas na área de educação dentro das democracias. Sobre isto, nem um pio, porque desmente a narrativa conspiratória da esquerda….

        Resposta ao tópico 8: A ânsia de encontrar falhas em minha argumentação o leva a cometer erros primários, como não reconhecer que Homer Simpsons é uma crítica ao sistema e ao cidadão médio acomodado e uma tentativa de fazê-lo reconhecer o próprio ridículo. Na verdade, o programa é uma paródia crítica à sociedade americana, retratada seguindo o figurino do estereótipo construído pela esquerda: estão lá o capitalista malvadão, o governo inescrupuloso, o comerciante explorador, o sistema educacional imbecilizante e a classe média ridícula seja ela certinha (Flanders) ou preguiçosa (Simpsons).
        Quanto ao restante de sua mensagem, lembro a você uma famosa frase de David Ogilvy, inglês fundador da Ogilvy&Mather e considerado o pai da publicidade: comunicação não é o que você diz, mas o que o outro entende. Se precisa falar com a maioria das pessoas, ou simplifica ou fracassa. Simples assim.

        Resposta ao tópico 9: A questão da violência já respondi no tópico 3 quando falei da simbiose entre programas como o do Datena e os criminosos. É uma variação daquilo.
        Quanto à crise de 2008, as críticas foram maciçamente dirigidas à ganância dos bancos e à falta de controle e fiscalização sobre alavancagens e vendas de subprimes (ativos de risco que se mostraram ativos podres). Esta abordagem que você cita ocorreu de forma marginal. Este tópico 9 tenta defender é fraquíssimo como forma e como conteúdo.

        Resposta ao tópico 10: Tive uma tentação de fazer piada com sua suspeita de que este texto seria uma síntese do pensamento de Marilena Chauí, mas infelizmente devo reconhecer que o autor não identificado é “gringo”. O texto original é em inglês.
        Quanto a Walter Lipmann que vê o povo como um rebanho que se perde facilmente por emoções, concordo com ele. É justamente este fato que faz a democracia representativa um modelo superior às alternativas. Deputados e senadores formam uma camada protetora contra decisões impulsivas.
        De qualquer maneira, obrigado pela leitura atenta e pelas críticas.

  3. Dirce Carneiro
    03/12/2016

    Não sei qual foi o propósito deste post, se o alerta à manipulação a que o povo é submetido, ou a crítica à matéria a que, de início, “Questões Relevantes” se contrapõe, dizendo que as teorias (os 10 modos de manipulação) não seriam do cientista da Linguística Noam Chomski. No final, há a confirmação de que as 10 teorias são, realmente, do referido estudioso linguista. Portanto, as refutações contrárias devem ser colocadas no campo do achismo, como mera opinião do autor.

    • Questões Relevantes
      03/12/2016

      Dirce, você confunde um pouco as coisas e leu apressadamente o texto. Ocorre que achei o artigo tão ruim, tão panfletário, que achei que alguém o estava atribuindo ao Chomsky. Discordo dele com frequencia na área política (não distuto linguística com ele, evidentemente) mas este estava particularmente ruim. Assim, a crítica é à mensagem, não ao mensageiro. E por honestidade intelectual preferi colocar o PS reconhecendo a autenticidade do que simplesmente corrigir o texto, o que seria muito simples. Outro ponto: eu explico ponto por ponto os erros de Chomsky no artigo, ao contrário dele que fica o tempo todo em falsas generalizações.

      PS – Dias depois enviei o artigo a Chomsky que respondeu negando a autoria. Modifiquei parte do artigo por conta disso.

  4. Boa parte disso aí está em Adorno, viu, Paulo. Vc já leu Adorno? Creio que não, né. Mas está em vocabulário claro, jornalístico.

    • Questões Relevantes
      03/12/2016

      Li alguma coisa de Adorno na época da faculdade, mas não sou um conhecedor. De qualquer maneira, minha crítica é, como disse em outro comentário, à mensagem mais que ao mensageiro. Esta análise é muito ruim, seja de quem for.

  5. Marcos Silva
    03/12/2016

    Independentemente de ser ou não um texto do Noam Chomsky, você deveria começar cada um dos seus comentários com um “Eu acho que…”, uma vez que eles não passam de ” achismos”, sem nenhum conteúdo filosófico ou científico, mas apenas sua opinião.

    • Questões Relevantes
      03/12/2016

      Marcos, eu não acho que 2 + 2 são 4. Trata-se de um conhecimento já bastante decantado. É o mesmo com este artigo do Chomsky que faz uma baita mistureba para defender um projeto que provou seguidas vezes ser uma tragédia humanitária.

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