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A PRIMEIRA TENTATIVA DE APLICAR AS TEORIAS DE THOMAS PIKETTY FOI UM DESASTRE.

X-dicas-de-como-controlar-suas-finanças-e-ter-dinheiro-sempre
O presidente francês, o socialista Hollande resolveu dar ouvidos ao economista Piketty e criar uma super-taxa para os mais ricos na França. Adivinha o que aconteceu? Os ricos foram para outros países, a arrecadação geral caiu e aumentou o desemprego, porque os ricos levaram os empregos para outros países. O presidente voltou atrás na medida mas os efeitos do estrago vão demorar pra retroceder.
Agora Hollande decretou ”estado de emergência econômica” para melhorar o ambiente de negócios e reduzir o desemprego na França (matéria aqui).


Enquanto isso em bananalândia o governo ainda discute cometer o mesmo erro e criar uma taxa para grandes fortunas. Melhorar o ambiente de negócios e fazer um ajuste fiscal de verdade nem pensar.


Socialista nunca aprende que socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros.

Adam Smith (1776):
“The proprietor of stock is necessarily a citizen of the world, and is not necessarily attached to any particular country. He would be apt to abandon the country in which he was exposed to a vexatious inquisition, in order to be assessed to a burdensome tax, and would remove his stock to some other country where he could either carry on his business, or enjoy his fortune more at his ease.”

The Wealth Of Nations, Book V, Chapter II, Article II, pp. 848-9. para. f. 8

 

Por Victor Chamun.

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Hollande’s 75% ‘Supertax’ Failure A Blow To Piketty’s Economics.

France has said goodbye to its infamous 75% income tax on individuals earning more than 1 million euros this past weekend, returning to a top marginal income tax rate of 45%. The change, effective February 1, is a blow to the French Socialist party’s signature redistribution measure, the same remedy supported by popular French economist Thomas Piketty who predicted that “lots of other countries will inevitably follow this route.” To be precise, Piketty and his frequent co-author Emmanuel Saez recently argued for an even higher 80% levy on high earner income in an op-ed for The Guardian.

Hollande

France’s 75% ‘supertax’ reduced government tax revenues through hindered economic growth and capital flight

Most memorably, the French supertax famously compelled French actor Gerard Depardieu to become a Russian citizen and relocate to Moscow for tax reasons. Notwithstanding, this trend of emigration persisted at the macro level as an estimated2.5 million French citizens now live abroad in the U.K., Belgium and other countries sporting more competitive income tax rates.

As a result of a reduced labor supply and discouraged investment in France following the 75% top marginal income tax rate announced in September 2012, French revenues for 2013 came in at only 16 billion euros, a 14 billion euro shortfall below the French government’s expected 30 billion in tax collections.

Compared to initial estimates from the French government using models which ignore the Laffer Curve’s “slippery slope,” tax revenues from corporate taxes, individual income tax, and value-added tax (VAT) were down by 6.4 billion, 4.9 billion, and 5 billion euros respectively.

In 2014, the French economy continued its stagnation as the economy has failed to post a single quarter of annualized GDP growth above 0.8% since Hollande took office in 2012 and implemented his 75% supertax shortly after. France’s unemployment rate still sits around 10%. The French government also conceded that the country will most likely fail to meet its deficit target of 3.8% of GDP in 2014 and may not do so until 2017 with tax revenues projected to continue their decline.

France’s 75% ‘supertax’ illustrates the effects of the Laffer curve

The French ‘supertax’ perfectly illustrates the Laffer curve’s depiction of diminishing government revenues at high tax rates. Piketty and his co-authors have forgotten the power of an old idea, which recently turned 40 as Heritage Foundation chief economist Stephen Moore observed in The Washington Post.

France’s experience with its 75% supertax and declining tax revenues also confirmsrecent research on the Laffer curve by Federal Reserve Bank of St. Louis and Georgetown economists that estimates the tipping point where higher tax rates cause declining tax revenues begins at a 52% marginal tax rate. Another recent paper by University of Chicago professor Harald Uhlig and Federal Reserve Board of Governors economist Mathias Trabandt estimate this critical tax rate lies somewhere in the 50-65% range for European countries including France.

With the 75% supertax scrapped, the top marginal income tax rate in France will now be 45%. Indeed, France will now return to the tax rates of former French President Nicolas Sarkozy, Holland’s predecessor, who had established a tax ceiling of 50% of earnings.

 

The French wealth tax endorsed by Piketty has spurred tax evasion and capital flight

France also enforces a Piketty supported wealth tax on French residents and non-residents who have assets in France. French economist Eric Pichet in a recent academic paper has found evidence of capital flight as a consequence of the French wealth tax, namely, that it has cut French GDP growth by 0.2% per year. The paper suggests that when an individual country implements a wealth tax, it incentivizes people to stash their wealth in tax havens and invest abroad.

Similarly, University of Toronto economist David Seim in a recent paper finds that Sweden’s wealth tax, which was abolished in 2007, spurred significant tax evasion and capital flight as well.

More constructive policies that reduce inequality and promote economic growth

This past week, Berkeley Professor Emmanuel Saez updated his famous income inequality graph showing top 1% pre-tax incomes surging since 1970, which has drawn a number of headlines, including an in-depth article from The Upshot at The New York Times by Justin Wolfers.

Saez Top1

A growing number of conservatives, in addition to liberals, have begun to address inequality in a serious tone taking an approach to resolve the issue by building up the poor and middle-class rather than an approach focused on thwarting the wealthy embodied in France’s 75% ‘supertax’. Constructive “bottom-up” policies that can improve outcomes for the bottom 99% include expanding the Earned Income Tax Credit (EITC) and encouraging stock ownership.

By Jon Hartley to FORBES

 

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8 comentários em “A PRIMEIRA TENTATIVA DE APLICAR AS TEORIAS DE THOMAS PIKETTY FOI UM DESASTRE.

  1. Paulo: vc acha que o mero reformismo de Piketty resolveria a crise mundial? Sua matemática não está conflitando com sua ideologia???

    E olha: o imposto sobre grandes fortunas está em nossa Constituição e não foi implementado. Agora seu amor pela democracia sumiu???

    E veja aqui um artigo num blog integralista sobre Marx. Vc está à direita dos integralistas:

    Marx teve o mérito de apontar os erros e mazelas do capitalismo, este desumano sistema que engendrou a luta de classes, mercantilizou a propriedade e dessacralizou o Mundo, o transformando em um vasto mercado dominado pelo poder nefasto do dinheiro e que contém em si os germes da própria destruição. O autor de O Capital diagnosticou bem as doenças do Mundo Contemporâneo, mas o remédio que prescreveu para combatê-las causou mais males à Sociedade do que elas próprias.

    Nietzsche, por seu turno, teve o mérito de combater o liberalismo, o coletivismo, o cientificismo, o comodismo e a ditadura do ouro, do número e da máquina, ou, em uma palavra, a civilização burguesa. Errou, porém, ao lutar contra o Cristianismo e divinizar o Homem. O sistema por ele criado é, da mesma forma que o marxista, uma religião: a religião do Super-Homem, do Eterno Retorno, da Vontade de Poder e da transmutação de todos os valores.

    http://goo.gl/OZUiNp

    • Questões Relevantes
      01/23/2016

      Lúcio, acho que você não entendeu o artigo.

      A crítica que o artigo faz é justa e pertinente já que o livro de Thomas Piketty foi muito festejado pela esquerda e o socialista Hollande resolveu implementar a sugestão de aumentar os impostos sobre os mais ricos.

      Mais uma vez a esquerda ignorou a experiência, não aprendeu nada com os erros, fez de conta que nunca ouviu falar na Curva de Laffer e foi lá fazer o que lhe parecia mais fácil e rápido: cobrar mais dos ricos.

      Na parte em inglês (que sei que você domina muito bem pelos artigos que já indicou) há exatamente esta crítica final: ao invés de tomar medidas para gerar riqueza para todos, inclusive os mais pobres e a classe média, optou por impostos punitivos que afugentaram o dinheiro.

      Quanto ao texto que você idicou, com esta provocação de que estou à direita dos integralistas, reforça a ideia de que não entendeu o artigo. O objeto da crítica é a atração da esquerda por soluções mágicas e erradas, além da preguiça de fazer a coisa certa: ajustar as contas públicas, ter responsabilidade fiscal e assegurar um cenário de segurança jurídica e financeira para todos que investem e produzem no país.

      • Lúcio Júnior Espírito Santo
        01/24/2016

        Pois é, mas com a crise, nada disso (essa agenda sua aí embaixo) é possível. Lembrando que Hollande, o “socialista”, só não invadiu a Síria pq a Rússia mobilizou navios de guerra e tem uma base em Taurus, na Síria. Hollande buscou soluções, mas esse tipo de cobrança dos ricos é só uma desculpa para aplicar o ajuste fiscal e apertar os pobres. Apertar os pobres traz insegurança jurídica, instabilidade política (cresce o racismo, o fascismo) e instala medidas para o capital especulativo, que como vc bem sabe não é produtivo.

      • Questões Relevantes
        01/24/2016

        Lúcio, os países que não caem no conto do vigário da irresponsablidade fiscal não precisam fazer ajustes, cortes, arrochos. Há diversos exemplos virtuosos. O problema é que responsabilidade fiscal é “de direita” e todo governo “de esquerda” aposta na irresponsabilidade. O próprio Hollande entrou com este discurso e recuou quando viu a merda que iria dar. Resolveu cobrir o rombo com mais impostos sobre os muito ricos, como Piketty sugeriu. Deu errado de novo. Enquanto persistir a mentalidade de conflito, de luta de classes, a esquerda, em democracias liberais, vai gerar desequilíbrios e punir os mais pobres como consequencia de seus erros. Quando começar a entender que se trata de uma simbiose, de um processo de inter-relação e inter-dependência, quando compreender que é melhor trabalhar para elevar a qualidade de vida dos mais pobres sem pensar em punir ou prejudicar os mais ricos, começará a colher melhores resultados. Mas neste momento já não será mais esquerda…

  2. Silvanir Rocha Santos
    01/23/2016

    1% da população global detém mesma riqueza dos 99% restantes. “Comunista” é o capitalismo que joga 99% da população na vala COMUM da miséria. Enquanto só 1% da população desfruta da acumulação do capital.

    • Questões Relevantes
      01/23/2016

      Silvanir, leia a pesquisa e comprove: ela usa uma metodologia ridícula que considera todos os americanos que têm dívidas com cartões de crédito como pobres. Como as pessoas não pensam e só lêem os títulos, este tipo de pesquisa vira notícia.

      • Silvanir Rocha Santos
        01/23/2016

        Vejam os vídeos dos MORADORES de rua que estão aumentando drasticamente nos EUA , eu sei que é difícil aceitar que o capitalismo falhou. E quem está dizendo isso são vozes vindas dos EUA.

        Não estou propondo nenhuma alternativa para a sociedade atual, mas precisamos aceitar que o mundo da ganancia está falido.

        E antes de defender ideais que não funcionam precisamos defender meios que propicie que a grande maioria da população, os condenados da terra. vivam com dignidade, só isso, dignidade. Se a riqueza de alguns não usurpasse a dignidade da grande maioria, a riqueza de alguns não seria problema.

      • Questões Relevantes
        01/23/2016

        Silvanir, os problemas das democracias liberais podem ser resolvidos, todos eles. Há modelos virtuosos, há direito de lutar por direitos. Não faz nenhum sentido atacar “o sistema” neste tom de quem quer implantar outro sistema. Ao contrário do que você diz, esta é a impressão que fica da leitura de seus textos. O artigo critica justamente medidas que, em nome de melhorar o sistema, pioram as coisas. Demonstra que as badaladas ideias de Piketty não funcionam na prática.

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