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O IMPEACHMENT E OS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DA 1ª E DA 2ª DIVISÃO.

Marpessa Apollo_ninfas (1)

 

Dizem que a esquerda não aprende com os próprios erros, caso contrário não os repetiria insistentemente. É o caso desta nova carta de “professores universitários” contra o impeachment. O falatório pseudo-erudito não traz nada de novo em relação à carta da SBCP publicada na semana passada, que por sua vez tinha pouca diferença do “Manifesto Cara de Pau” da FFLCH-USP publicado em setembro. A grande novidade é o reconhecimento do sistema de castas nas principais universidades e faculdades do país. De resto, Eduardo Cunha é o sujeito oculto na carta, que em sua última linha traz a única manifestação verdadeira: eles apoiam Dilma e querem vê-la terminar o mandato. 

Observem alguns detalhes.

  1. Quando Eduardo Cunha estava engavetando o pedido de impeachment para chantagear Dilma e, com isso, bloqueava direitos legítimos de cidadãos que o apresentaram, houve silêncio. Estes professores não pediram respeito aos trâmites constitucionais.
  2. Quando Eduardo Cunha desengaveta o pedido de impeachment para aumentar a pressão da chantagem ou como vingança, eles saem da toca.
  3. Há o mesmo Eduardo Cunha nos dois casos, sendo que no primeiro ele cerceava direitos e no segundo apenas permitiu que o direito fosse exercido. Ou seja, os professores apoiaram a ilegalidade, o cerceamento do direito, e criticaram o fim da ilegalidade, o fim da obstrução.
  4. Fazem uso de uma retórica falsa. Não reconhecem que há razões para o impeachment e usam argumentos de conspiração para chamar de ilegal o que objetivamente não é.
  5. Dizem que o impeachment só deve ser aplicado em circunstâncias extremas, mas esquecem de dizer que o Brasil vive hoje a situação social e política mais extrema desde o fim do regime militar.
  6. Por último, a vaidade e o pedantismo: as assinaturas estão separadas em dois grupos, primeiro as 17 vestais, depois os 463 mortais. Os quase famosos, cujos nomes podem impressionar mais que suas ideias, aparecem no abre alas. A plebe surge depois, empurrando o carro alegórico. Seria cômico se não fosse patético.

Eduardo Cunha é um canalha, mas isto não reduz a culpa de Dilma. Cunha vai cair por seus crimes e Dilma talvez caia pela irresponsabilidade fiscal. Um fato não pode e não deve ser atenuante para o outro.

O pedido de impeachment elaborado pelos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Conceição Paschoal (a íntegra pode ser lida aqui) pode ser discutido, claro, mas não é uma peça sem fundamentação.

Como disse nas críticas à carta da SBPC, “é importante lembrar que o impeachment é um processo eminentemente político e não judicial. No caso Collor, o STF o absolveu com base nos mesmos fatos que levaram a seu impeachment – e ninguém achou injusto ou quis reconduzi-lo à presidência. ”

Abaixo segue a tal carta, na integra, com todas as assinaturas, as 17 da 1ª e as 463 da 2ª divisão. Mas antes, deixo o link para uma entrevista bem didática que explica claramente porquê as pedaladas de Dilma em 2014 foram crime e a diferença em relação a ela mesma em outros anos e aos seus antecessores. Quem sabe assim os professores entendam (se é que desejam entender, podem desejar, como o antológico Chacrinha, apenas confundir).

https://www.facebook.com/fernando.marcato.18/videos/10153845218806834/?theater

Segue a “carta”.

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IMPEACHMENT, LEGALIDADE E DEMOCRACIA

Para: Congresso Nacional

Nós, professores universitários abaixo assinados, vimos a público para reafirmar que o impeachment, instituto reservado para circunstâncias extremas, é um instrumento criado para proteger a democracia. Por isso, ele não pode jamais ser utilizado para ameaçá-la ou enfraquecê-la, sob pena de incomensurável retrocesso político e institucional.

Por julgar que o processo de impeachment iniciado na semana passada pelo presidente da Câmara dos Deputados serviria a propósitos ilegítimos, em outras ocasiões muitos de nós nos pronunciamos contrariamente à sua deflagração.

Com ele em curso, defendemos que o processo não pode ser ainda mais maculado por ações ou gestos oportunistas por parte de quaisquer atores políticos envolvidos. Papéis institucionais não podem, nem por um instante, ser confundidos com interesses políticos pessoais, nem com agendas partidárias de ocasião que desprezem o interesse da sociedade como um todo.

O processo de impeachment tampouco pode tramitar sem que o procedimento a ser seguido seja inteiramente conhecido pela sociedade brasileira, passo a passo. Um novo teste para a democracia consistirá, assim, em protegê-lo de lances obscuros ou de manobras duvidosas, cabendo ao Supremo Tribunal Federal aclarar e acompanhar, em respeito à Constituição, todas as etapas e minúcias envolvidas.

É inegável que vivemos uma profunda crise, mas acreditamos que a melhor forma de enfrentá-la é com o aprofundamento da democracia e da transparência, com respeito irrestrito à legalidade. Somente assim poderemos extrair algo de positivo deste episódio. Manobras, chicanas e chantagens ao longo do caminho só agravarão a dramática situação atual.

O que está em jogo agora são a democracia, o Estado de Direito e a República, nada menos. Acompanharemos tudo com olhos vigilantes e esperamos que, ao final do processo, a presidente da República possa terminar seu mandato.

Assinam:

  1. Antonio Candido de Mello e Souza – Letras/USP
    2. Dalmo de Abreu Dallari – Direito/USP
    3. Emilia Viotti da Costa – História/USP
    4. Ennio Candotti – Física/UFAM
    5. Fábio Konder Comparato – Direito/USP
    6. Francisco de Oliveira – Sociologia/USP
    7. Luiz Carlos Bresser-Pereira – Economia/FGV
    8. Luiz Felipe Alencastro – Economia/FGV
    9. Luiz Gonzaga Belluzzo – Economia/UNICAMP
    10. Maria da Conceição Tavares – Economia/UFRJ
    11. Maria Vitoria Benevides – Educação/USP
    12. Marilena Chauí – Filosofia/USP
    13. Otávio Velho – Antropologia/Museu Nacional
    14. Paul Singer – Economia/USP
    15. Paulo Sergio Pinheiro – Ciência Política/USP
    16. Roberto Schwarz – Letras/UNICAMP
    17. Walnice Nogueira Galvão – Letras/USP
    18. Adalberto Cardoso – Sociologia/IESP/UERJ
    19. Adalmir Marquetti – Economia/PUC-RS
    20. Adrian Gurza Lavalle – Ciência Política/USP
    21. Adriano de Freixo – História/UFF
    22. Adriano H. R. Biava – FEA/USP
    23. Afranio Mendes Catani – PROLAM/USP
    24. Alamiro Velludo Salvador Netto – Direito/USP
    25. Aldaíza Sposati – PUC-SP
    26. Alessandro André Leme – Sociologia/UFF
    27. Alessandro Constantino Gamo – Cinema/UFSCAR
    28. Alexandre de Freitas Barbosa – IEB/USP
    29. Alexandre Jeronimo de Freitas – Economia/UFRJ
    30. Alexandre Macchione Saes – Economia/USP
    31. Alexandre Werneck – Sociologia/UFRJ
    32. Alexandro Dantas Trindade – Sociologia/UFPR
    33. Alfredo Alejandro Gugliano – PPGPol/UFRGS
    34. Álvaro de Vita – Ciência Política/USP
    35. Alvaro Puntoni – FAU/USP
    36. Alysson Mascaro – Direito/USP
    37. Amélia Cohn – Saúde Pública/USP
    38. Ana Castro – FAU/USP
    39. Ana Claudia Marques – Antropologia/USP
    40. Ana Fernandes – FAU/UFBA
    41. Ana Flávia Pires Lucas D’Oliveira – Medicina/USP
    42. Ana Jordânia de Oliveira – UFRuralRJ
    43. Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer – Antropologia/ USP
    44. Ana Luiza Nobre – Arquitetura/PUC Rio
    45. Ana Maria Nusdeo – Direito/USP
    46. Ana Rosa Ribeiro de Mendonça – Economia/UNICAMP
    47. André Botelho – Sociologia/UFRJ
    48. Andre de Melo Modenesi – Economia/UFRJ
    49. André Luís Cabral de Lourenço – Economia/UFRN
    50. André Martins Biancarelli – Economia/UNICAMP
    51. André Medina Carone – Filosofia/UNIFESP
    52. André Nassif – Economia/UFF
    53. André Pires – PUC
    54. André Ramos Tavares – Direito/USP
    55. André Singer – Ciência Política/USP
    56. Andréa Freitas – Ciência Política/UNICAMP
    57. Andreia Galvão – UNICAMP
    58. Andrés Vivas Frontanta – FECAP
    59. Angela Alonso – FFLCH/USP
    60. Angela Araújo – Ciência Política/UNICAMP.
    61. Angela Prysthon – CAC/UFPE
    62. Antônio Brasil – Sociologia/UFRJ
    63. Antonio Carlos Dias Júnior – Educação/UNICAMP
    64. Antonio Carlos Macedo e Silva – Economia/UNICAMP
    65. Antonio Corrêa de Lacerda – Economia/PUC-SP
    66. Antonio David Cattani – Sociologia/UFRGS
    67. Antônio Herculano Lopes – História/Fundação Casa de Rui Barbosa
    68. Antônio J. Escobar Brussi – Ciência Política/UNB
    69. Antonio José Alves Junior – Economia/UFRuralRJ
    70. Antônio José Costa Cardoso – UFSB
    71. Antonio Sérgio Alfredo Guimarães – Sociologia/USP
    72. Antônio Sérgio Carvalho Rocha – Ciências Sociais/UNIFESP
    73. Arílson Favareto – UFABC
    74. Ary Cesar Minella – Sociologia/UFSC
    75. Armando Boito Jr. – Ciência Política/UNICAMP
    76. Bárbara Gomes Lupetti Baptista – Direito/ UFF
    77. Beatriz Heredia – Antropologia/UFRJ
    78. Bento Antunes de Andrade Maia – Economia/FACAMP
    79. Bernardo Medeiros Ferreira da Silva – Ciências Sociais/UERJ
    80. Bernardo Ricupero – Ciência Política/USP
    81. Betânia Amoroso – IEL/UNICAMP
    82. Breno Bingel – Sociologia/IESP/UERJ
    83. Brunno Vinicius Gonçalves Vieira – Linguísitca/UNESP
    84. Bruno Konder Comparato – Ciências Sociais/Unifesp
    85. Bruno Thiago Tomio – Economia/FURB
    86. Camila Caldeira Nunes Dias – UFABC
    87. Carla Regina Mota Alonso Diéguez – FESPSP
    88. Carlos Eduardo Jordão Machado – UNESP
    89. Carlos Enrique Ruiz Ferreira – RI/UEPB
    90. Carlos Frederico Rocha – Economia/UFRJ
    91. Carlos Henrique Aguiar Serra – UFF
    92. Carlos R. S. Milani – IESP/UERJ
    93. Carmem Feijó – Economia/UFF
    94. Carmen Sylvia Vidigal Moraes – Educação/USP
    95. Carole Gubernikoff – UNIRIO
    96. Carolina Troncoso Baltar – Economia/UNICAMP
    97. Caroline Cotta de Mello Freitas – FESPSP
    98. Cecilia Fernanda Saraiva de Oliveira – UNIRIO
    99. Célia Maria Magalhães – Linguística/UFMG
    100. Celso Amorim – Instituto Rio Branco/UnB/USP
    101. Celso Pinto de Melo – Física/UFPE
    102. Cesar Sabino – Unirio
    103. Cezar Augusto Miranda Guedes – UFRuralRJ
    104. Charles Pessanha – Ciência Política/UFRJ
    105. Christian Lynch – UERJ/ Casa Rui Barbosa
    106. Christianne Rochebois – UFSB
    107. Christy G. G. Pato – UFFS
    108. Cibele Rizek – FFLCH/USP
    109. Cicero Araujo – Ciência Política/USP
    110. Cilane Alves Cunha – Letras/USP
    111. Claudia Amigo Pinto- Letras/USP
    112. Conrado Hubner Mendes – Direito/USP
    113. Corival Alves do Carmo – UFS
    114. Cristian Borges – ECA/USP
    115. Cristiane Batista – Unirio
    116. Cristiane Kerches da Silva Leite – EACH/USP
    117. Cristina Fróes de Borja Reis – Economia/UFABC
    118. Cristina Meneguello – História/UNICAMP
    119. Cynthia Andersen Sarti – Ciências Sociais/UNIFESP
    120. Daniel Tourinho Peres – Filosofia/UFBA
    121. Daniela Prates – Economia/UNICAMP
    122. Danilo Tavares da Silva – Direito/Mackenzie
    123. Débora Alves Maciel – Ciências Sociais/Unifesp
    124. Debora Messenberg – Antropologia/UnB
    125. Débora Morato Pinto – UFSCar
    126. Deisy Ventura – IRI/USP
    127. Denilson Luis Werle – Filosofia /UFSC
    128. Diana Junkes Bueno Martha – Letras/UFSCAR
    129. Diogo R. Coutinho – Direito/USP
    130. Edison Ricardo Bertoncelo – Sociologia/USP
    131. Edson Ferreira Liberal – Medicina/UNIRIO
    132. Eduardo Ferioli Gomes – Matemática/UFF
    133. Eduardo Marques – FFLCH/USP
    134. Eduardo Natalino – História/USP
    135. Eduardo Strachman – Economia/UNESP
    136. Elaini C. G. da Silva – Direito/PUC-SP
    137. Eliana de Freitas Dutra – UFMG
    138. Eliana Povoas Britto – UFSB
    139. Elide Rugai Bastos – Sociologia/UNICAMP
    140. Elina Pessanha – Sociologia/UFRJ
    141. Elizabeth Harkot de La Taille – FFLCH/USP
    142. Emília Pietrafesa de Godoi – Antropologia/UNICAMP
    143. Erminia Maricato – FAU/USP
    144. Ester Gammardella Rizzi – Direito/Cásper Líbero e MACKENZIE
    145. Esther Solano – RI/ UNIFESP
    146. Euclides Ayres de Castilho – Medicina/USP
    147. Eunice Ostrensky – Ciência Política/USP
    148. Evergton Sales Souza – História/UFBA
    149. Fabiano Abranches Silva Dalto – Economia/UFPR
    150. Fabiano Santos – Ciência Política IESP/UERJ
    151. Fabio Contel – Geografia/USP
    152. Fábio Simas – Matemática/UNIRIO
    153. Fabrício Maciel – Ciências Sociais/UFF
    154. Fabrício Neves – UnB
    155. Fabrício Pereira da Silva – Unirio
    156. Fabrício Pitombo Leite – Economia/UFRN
    157. Feliciano de Sá Guimarães – IRI/USP
    158. Felipe Borba – UNIRIO
    159. Felipe Gonçalves Silva – Filosofia/UFRGS
    160. Fernanda Areas Peixoto – Antropologia/USP
    161. Fernanda Bruno – UFRJ
    162. Fernanda Graziella Cardoso – Economia/UFABC
    163. Fernando Antonio Lourenço – Sociologia/UNICAMP
    164. Fernando Costa Mattos – Filosofia/UFABC
    165. Fernando Coutinho Cotanda – Sociologia/UFRGS
    166. Fernando Limongi – Ciência Política/USP
    167. Fernando Nogueira da Costa – Economia/UNICAMP
    168. Fernando Rugitsky – Economia/USP
    169. Flávia Biroli – Ciência Política/UnB
    170. Flavia Brito – FAU/USP
    171. Flavio Azevedo Marques de Saes – Economia/USP
    172. Francisco Luiz Lopreato – Economia/UNICAMP
    173. Frederico Mazzucchelli – Economia/UNICAMP
    174. Gabriel Cohn – Ciência Política/USP
    175. Gabriel Feltran – Sociologia/UFSCAR
    176. Gabriela Lotta – UFABC
    177. Gentil Corazza – UFRGS
    178. Geraldo Miniuci – Direito/USP
    179. Gilberto Bercovici – Direito/USP
    180. Gilberto Hochman – Ciência Política/FIOCRUZ
    181. Gilson Schwartz – ECA/USP
    182. Giorgio Romano Schutte – RI e Economia/UFABC
    183. Glaucia Villas Boas – Sociologia/ UFRJ
    184. Glauco Peres da Silva – Ciência Política/USP
    185. Guilherme Flynn Paciornik – Gestão Pública /Metodista de São Paulo
    186. Guilherme Leite Gonçalves – Direito/UERJ
    187. Guilherme Simões Reis – Ciência Política/UNIRIO
    188. Guilherme Wisnik – FAU/USP
    189. Heleno Taveira Torres – Direito/USP
    190. Helga da Cunha Gayhva – Sociologia/ UFRJ
    191. Heloisa Meireles Gesteira – História/MAST/PUC-Rio
    192. Heloisa Starling – História/UFMG
    193. Henrique Pavan Beiro de Souza – Economia/FMU
    194. Homero Santiago – Filosofia/USP
    195. Horacio Gutierrez – História/USP
    196. Iagê Zendron Miola – Direito/São Judas Tadeu
    197. Igor Fuser – Relações Internacionais/UFABC
    198. Ileno Izídio da Costa – Psicologia/UnB
    199. Iram Jácome Rodrigues – Economia/USP
    200. Isabel Loureiro – Filosofia/UNESP
    201. Isabel Lustosa – Fundação Casa de Rui Barbosa
    202. Itania Gomes – Comunicação/UFBA
    203. Jaime Fernando Villas da Rocha – Biociências/UNIRIO
    204. Jaime Rodrigues – História/UNIFESP
    205. Jalcione Almeida – Sociologia/UFRGS
    206. Jean Tible – Ciência Política/USP
    207. Jean-Paul Veiga da Rocha – Direito/USP
    208. Jessé Souza – Ciência Política/UFF
    209. Joana Domingues Vargas – Sociologia/UFRJ
    210. Joana Luz Guimarães – UFSB
    211. Joana Mello de Carvalho e Silva – FAU/ USP
    212. João Furtado – Poli/USP
    213. João Marcelo Ehlert Maia – Sociologia/CPDOC
    214. João Marcos de Almeida Lopes – IAU/USP
    215. John Cowart Dawsey – Antropologia/USP
    216. Jorge Grespan – História/USP
    217. Jorge Luiz Souto Maior – Direito/USP
    218. Jorge Mattoso – Economia/UNICAMP
    219. José Arbex Júnior – PUC-SP
    220. José Augusto Fontoura Costa – Direito/USP
    221. José Carlos Braga – UNICAMP
    222. José Carlos Vaz – Políticas Públicas/EACH
    223. José Dari Krein – UNICAMP
    224. José Eduardo de Salles Roselino Júnior – UFSCar
    225. José Geraldo Silveira Bueno – PUC-SP
    226. José Guilherme C. Magnani – Antropologia/USP
    227. José Henrique Artigas de Godoy – Ciências Sociais/UFPB
    228. José Henrique Bortoluci – Direito/FGV
    229. José Lira – FAU/USP
    230. José Maurício Domingues – Sociologia/IESP/UERJ
    231. José Paulo Martins Junior – Unirio
    232. José Renato de Campos Araújo – EACH/USP
    233. José Ricardo de Carvalho Mesquita Ayres – Medicina/USP
    234. José Ricardo Ramalho – Sociologia/UFRJ
    235. José Rodrigo Rodriguez – Direito/UNISINOS
    236. José Sérgio Leite Lopes – Antropologia/Museu Nacional
    237. Josianne Cerasoli – História/UNICAMP
    238. Juarez Lopes de Carvalho Filho – Sociologia/UFMA
    239. Juarez Melgaço Valadares – UFMG
    240. Julia de Medeiros Braga – Economia/UFF
    241. Julio Casarin Barroso Silva – Ciências Sociais/ Unifesp
    242. Júlio César Vellozo – Direito/Mackenzie
    243. Karl Monsma – Sociologia/UFRGS
    244. Kátia Gerab Baggio – História/UFMG
    245. Klarissa Silva – Direito/UFF
    246. Laura Carvalho – Economia/USP
    247. Laura Mello e Souza – História/USP
    248. Laura Moutinho – Antropologia/USP
    249. Laurindo Dias Minhoto – Sociologia/USP
    250. Laymert Garcia dos Santos – Sociologia/UNICAMP
    251. Leandro di Bartolo – Observatório Nacional
    252. Leda Paulani – Economia/USP
    253. Lena Lavinas – Economia/UFRJ
    254. Lenina Pomeranz – Economia/USP
    255. Leonardo Avritzer – Ciência Política/UFMG
    256. Leonilde Servolo de Medeiros – CPDA/UFRuralRJ
    257. Leopoldo Waizbort – Socilogia/USP
    258. Liana Carleial – IPARDES
    259. Liana de Paula – Ciências Sociais/UNIFESP
    260. Lidiane S. Rodrigues – UFSCar
    261. Lígia Bahia – UFRJ
    262. Ligia Chiappini – Letras/USP
    263. Ligia Dabul – Sociologia/UFF
    264. Lígia Fabris Campos – Direito/ FGV-RJ
    265. Lilia Blima Schraiber – Medicina/USP
    266. Lincoln Secco – História/USP
    267. Lorelai Brilhante Kury – História/Fiocruz e UERJ
    268. Luciana de Oliveira Royer – FAU/USP
    269. Luciana Nicolau Ferrara – Planejamento Territorial/UFABC
    270. Luciana Royer – FAU/USP
    271. Luciane Patrício – Direito/UFF
    272. Luciano Fedozzi – Sociologia / UFRGS
    273. Lucio Gregori – Poli/USP
    274. Luís Juracy Rangel Lemos – UFT
    275. Luís César Oliva – Filosofia/USP
    276. Luis Claudio Krajevski – Economia/UFFS
    277. Luis Felipe Miguel – Ciência Política/UnB
    278. Luís Fernando Massonetto – Direito/USP
    279. Luis Roberto de Paula – UFABC
    280. Luiz Antonio Domakosky – Economia/UFPR
    281. Luiz Antônio Silva Araujo –UFSB
    282. Luiz Bernardo Pericás – História/USP
    283. Luiz Carlos Jackson – Sociologia/USP
    284. Luiz Carlos Vilalta – História/UFMG
    285. Luiz Fernando de Paula – Economia/UERJ
    286. Luiz Recaman FAU/USP
    287. Luiz Repa – Filosofia/USP
    288. Luziene Dantas de Macedo – Economia/UFRN
    289. Magda Lucio – Gestão Publica – UnB
    290. Malvina Tania Tuttman – Educação/UNIRIO
    291. Manuel Ramon Souza Luz – Economia/UFABC
    292. Manuela Lavinas Picq – San Francisco de Quito.
    293. Marcelo Arend – Economia e RI/UFSC
    294. Marcelo Kunrath Silva – Sociologia/UFRGS
    295. Marcelo Ridenti – Sociologia/UNICAMP
    296. Marcelo Sampaio Carneiro – Sociologia/UFMA
    297. Marcelo Weishaupt Proni – Economia/Unicamp.
    298. Marcia Cristina Consolim – Ciências Sociais/UNIFESP
    299. Márcia Maria dos Santos de Moraes – UFSB
    300. Marcia Ribeiro Dias – UNIRIO
    301. Marcia Tosta Dias – Ciências Sociais/UNIFESP
    302. Márcio Bobik – FEA-RP/USP
    303. Marcio Florentino – UFSB
    304. Marco Aurélio Santana – IFCS/UFRJ
    305. Marcos Barbosa de Oliveira – Educação/USP
    306. Marcos Eugênio da Silva – Economia/USP
    307. Marcos Jayme Novelli – UFSCar
    308. Marcos Nobre – Filosofia/UNICAMP
    309. Marcus Vinícius Peinado Gomes – EAESP/FGV
    310. Margareth Rago – IFCH/UNICAMP
    311. Maria Emília Xavier Guimarães Lopes – Física/UFF
    312. Maria Aparecida Azevedo Abreu – IPPUR/UFRJ
    313. Maria Aparecida Leite Soares – UNIFESP
    314. Maria Aparecida Mello – Pedagogia/UFSCar
    315. Maria Caramez Carlotto – RI/UFABC.
    316. Maria Chaves Jardim – Sociologia/UNESP
    317. Maria Cristina da Silva Leme – FAU/USP
    318. Maria de Fátima Alves da Silva – Física/UERJ
    319. Maria Helena Oliva Augusto – Sociologia/USP
    320. Maria de Lourdes Ortiz Gandini Baldan – UNESP
    321. Maria de Lourdes Rollember Mollo – UnB
    322. Maria de Lourdes Zuquim – FAU/USP
    323. Maria do Carmo Ferreira – UNIRIO
    324. Maria Eloisa Martin – Sociologia/PUC-RJ
    325. Maria Fernanda Fernandes Lombardi – Ciências Sociais/UNIFESP
    326. Maria Helena Rodriguez – PUC/RJ
    327. Maria Lucia Refinetti Martins – FAU/USP
    328. Maria Paula Dallari Bucci – Direito/USP
    329. Maria Ribeiro do Valle – Sociologia/UNESP
    330. Maria Rita Loureiro – FGV-SP
    331. Maria Rosilene Alvim – Antropologia/UFRJ
    332. Maria Stella Bresciani – História/UNICAMP
    333. Maria Tereza Serrano Barbosa – UNIRIO
    334. Mariana Fix – UNICAMP
    335. Marilde Loiola de Menezes – Ciência Política/UnB
    336. Marina Cordeiro – Sociologia/UFRuralRJ
    337. Marina Mello e Souza – História/USP
    338. Mário Augusto Medeiros da Silva – Sociologia/UNICAMP
    339. Mario Schapiro – Direito/FGV-SP
    340. Mário Duayer – UFF
    341. Marisa Midori Deaecto – ECA/USP
    342. Maristela de Paula Andrade – Sociologia/UFMA
    343. Marta Amoroso – Antropologia/USP
    344. Marta Arretche – Ciência Política/USP
    345. Marta Rodriguez de Assis Machado – Direito/FGV
    346. Mary Garcia Castro – UCSAL
    347. Mauro Almeida – Antropologia/UNICAMP
    348. Mauro Koury – Antropologia/UFPB
    349. Mauro Zilbovicius – Poli/USP
    350. Michel Misse – Sociologia/UFRJ
    351. Michelle Ratton Sanchez Badin – Direito/FGV-SP
    352. Milton Braga – FAU/USP
    353. Milton Martins – Medicina/USP
    354. Moacir Palmeira – Antropologia/Museu Nacional
    355. Moisés Goldbaum – Medicina/USP
    356. Monica Arroio – Geografia/USP
    357. Monica Herz – Relações Internacionais/PUC-RJ
    358. Muryatan Santana Barbosa – RI/UFABC
    359. Nabil Bonduki – FAU/USP
    360. Nadya Araújo Guimarães – Sociologia/USP
    361. Natacha Rena – Arquitetura/UFMG
    362. Neide Esterci – Antropologia/UFRJ
    363. Neusa Serra – UFABC
    364. Newton de Menezes Albuquerque – Direito/UFC
    365. Niemeyer de Almeida Filho – Economia/UFU
    366. Nilce Aravecchia – FAU/USP
    367. Nísia Trindade Lima – Sociologia/FIOCRUZ
    368. Norma Lacerda – MDU/UFPE
    369. Nuno de Azevedo Fonseca – FAU/USP
    370. Otilia Beatriz Fiori Arantes – FFLCH/USP
    371. Patrícia Junqueira – EACH/USP
    372. Patricia Rodrigues Samora – Arquitetura e Urbanismo/PUC-Campinas
    373. Patricio Tierno – Ciência Política/USP
    374. Paula Marcelino – Sociologia/USP
    375. Paulo A. Maia Neto – Física/ UFRJ
    376. Paulo Feldman – FEA/USP
    377. Paulo Fontes – História/CPDOC-FGV
    378. Paulo Gustavo Correa Pelegrini – UNIFAP
    379. Paulo José dos Reis Pereira – RI/PUC-SP
    380. Paulo Nakatani – UFES
    381. Pedro Cesar Dutra Fonseca – UFRGS
    382. Pedro Chadarevian – UNIFESP
    383. Pedro Garcia Duarte – Economia/USP
    384. Pedro Luis Dias Peres – Engenharia/UNICAMP
    385. Pedro Meira Monteiro – Espanhol e Português/Princeton University
    386. Pedro Paulo Zahluth Bastos – Economia/UNICAMP
    387. Peter Pal Pelbart – Psicologia Clínica/PUC-SP
    388. Priscila Figueiredo – Letras/USP
    389. Rafael Evangelista – Jornalismo/UNICAMP
    390. Rafael Villa – Ciência Política/USP
    391. Ramón G. V. Fernández – Economia/UFABC
    392. Raphael Jonathas da Costa Lima – Sociologia/UFF
    393. Raquel Imanishi – Filosofia/UNB
    394. Raquel Weiss – Sociologia/UFRGS
    395. Rebecca Abers – Ciência Política/UnB
    396. Reginaldo Nasser – RI/PUC-SP
    397. Rejane Cristina Rocha – UFSCar
    398. Renato Anelli – IAU/USP
    399. Renato Cymbalista – FAU/USP
    400. Renato da Silva Queiroz – FFLCH/USP
    401. Renato Glauco de Souza Rodrigues – UFSB
    402. Renato Sztutman – FFLCH/USP
    403. Ricardo de Araújo Kalid – UFSB
    404. Ricardo Musse – Sociologia/USP
    405. Ricardo Rodrigues Teixeira – Medicina/USP
    406. Ricardo Terra – Filosofia/USP
    407. Rita Paiva – Filosofia/UNIFESP
    408. Rocío Elizabeth Chávez Alvarez/UFSB
    409. Rodnei Nescimento – Filosofia/UNIFESP
    410. Rodrigo Alves Teixeira – Economia/PUC-SP
    411. Rodrigo Cazes Costa – Produção Cultural/UFF
    412. Rodrigo Sales Pereira dos Santos – Sociologia/UFRJ
    413. Rogério Arantes – Ciência Política/USP
    414. Rogério Schlegel – Ciências Sociais/UNIFESP
    415. Ronaldo Campos e Silva – Direito/IBMEC e UFF
    416. Rosa Gabriella de Castro Gonçalves – UFBA
    417. Rosa Maria Marques – PUC-SP
    418. Rosana Curzel – UFRuralRJ
    419. Rosângela Ballini – Economia/UNICAMP
    420. Rosemary Segurado – PUC-SP e FESPSP
    421. Rossana Rocha Reis – Ciência Política/USP
    422. Rubem Leão Rego – Sociologia/Unicamp
    423. Rubens Alves da Silva – Ciência da Informação/UFMG
    424. Rudinei Toneto Júnior – FEA-RP/USP
    425. Rúrion Melo – Ciência Política/USP
    426. Ruy Braga – Sociologia/USP
    427. Sabine Gorovitz – UnB
    428. Sabrina Parracho – Sociologia/UFRuralRJ
    429. Salete de Almeida Cara – FFLCH/USP
    430. Samuel de Jesus – Artes/UFGO
    431. Samuel Rodrigues Barbosa – Direito/USP
    432. Sarah Feldman – IAU/USP
    433. Sávio Cavalcante – Sociologia/UNICAMP
    434. Sávio Cavalcanti – UNICAMP
    435. Sebastião Velasco e Cruz – Ciência Política/UNICAMP
    436. Sérgio Amadeu da Silveira – UFABC
    437. Sérgio Costa – Universidade Livre de Berlim
    438. Sergio Rezende – Física/UFPE
    439. Sérgio Salomão Shecaira – Direito/USP
    440. Sérgio Schneider – Sociologia/UFRGS
    441. Silvana Rubino – História/UNICAMP
    442. Silvia Lorenz Martins – UFRJ
    443. Simone Kropf – História/Fiocruz
    444. Simone Meucci – Sociologia/UFPR
    445. Sônia Salzstein – ECA/USP
    446. Stella Senra – Comunicação/PUC-SP
    447. Steven Dutt Ross – UNIRIO
    448. Sueli Gandolfi Dallari – Direito/USP
    449. Suely Rolnik – Psicologia Clínica/PUC-SP
    450. Suhayla Khalil – FESPSP
    451. Syd Lourenço – FFP/ PPGHS/UERJ
    452. Sylvia Caiuby Novaes – Antropologia/USP
    453. Sylvia Helena Telarolli de Almeida Leite – UNESP
    454. Tânia Bessone da Cruz Ferreira – UERJ
    455. Tatiana Berringer – UFABC
    456. Tatiana Savoia Landini – Ciências Sociais/UNIFESP
    457. Thiago Ferreira – Comunicação/UFBA
    458. Tiago Mesquita – Escola da Cidade
    459. Tomás Rotta – University of Greenwich
    460. Túlio Batista Franco – Saúde Coletiva/UFF
    461. Ursula Peres – Políticas Públicas/USP
    462. Valdemir Pires – Administração Pública/UNESP
    463. Valéria de Marco – Letras/USP
    464. Valter Pomar – Relações Internacionais/UFABC
    465. Vanessa Petrelli Correia – Economia/UFU
    466. Vera da Silva Telles – Sociologia/USP
    467. Vera Alves Cepêda – Ciência Política/UFSCar
    468. Vera Pallamin – FAU/USP
    469. Victor Giraldo – Matemática/UFRJ
    470. Vivian Paes – Sociologia/UFF
    471. Wagner de Melo Romão – Ciência Política/UNICAMP
    472. Wagner Pralon Mancuso – EACH/USP
    473. Waldir Quadros – Economia/UNICAMP
    474. Walquiria Leão Rego – Ciência Política/UNICAMP
    475. Wellington Cyro de Almeida Leite – UNESP
    476. William Nozaki – FESPSP
    477. Wilma Peres Costa – História/UNIFESP
    478. Wilson Reis de Souza Neto – Matemática/PUC-RJ
    479. Wilson Vieira – Economia/UFRJ
    480. Yara Frateschi – Filosofia/UNICAMP

_______________________________

Artigo de Paulo Falcão.

 

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23 comentários em “O IMPEACHMENT E OS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DA 1ª E DA 2ª DIVISÃO.

  1. EDU
    12/17/2015

    Lúcio. lendo seus comentários, lembro-me do movimento estudantil e das reuniões da esquerda que achavam que a Revolução é INEXORÁVEL e que a luta de classes era uma categoria central da história humana, assim como as religiões esperam seu MESSIAS. A certeza era tão grande que as discussões relevantes envolviam tática/estratégia, mas o passo da história era inevitável: A classe operária vai ao paraíso. E aí quando a “direita” fazia qualquer coisa, o consolo é que isto acirraria as contradições e levaria mais rápido a grande revolução final Nos últimos 20 anos, mudou o linguajar; direita agora é néo-liberal e o Muro do Berlim( tem gente que não entendeu a queda e os que nasceram depois nem sabem do que se trata) é um detalhe, pois ninguém detêm os passos da história.

    • Questões Relevantes
      12/17/2015

      Edu, o Lúcio acabou se tornando um amigo virtual pela frequencia com que discordamos. Apenas para situar, ele é maoista. Até hoje.

    • Essa sua estratégia de desqualificar o marxismo foi tema de um post no meu blog. Atualmente, as pessoas insinuam que o marxismo é religioso, ou seja, é conservador.

      O Muro de Berlim surgiu pq os aliados não quiseram entregar Berlim para a URSS, embora os soviéticos é que tenham conquistado a cidade, não eles. Por outro lado, os soviéticos do tempo de Stálin entregaram ao mundo capitalista Viena e metade de Áustria, só exigindo em troca que o país fosse neutro e desmilitarizado. Aí a diferença. O mundo socialista busca a paz, o mundo ocidental quer guerra. Vc é que naõ entendeu nada sobre o Muro.

      • Questões Relevantes
        12/18/2015

        Lúcio, mande o link de seu artigo.

      • EDU
        12/18/2015

        Desculpe Lúcio. Não desqualfiquei, apenas coloquei a referência que me passou após ler os seus comentários. Na verdade , havia muito tempo que não ouvia/lia comentários tão semelhantes ao período que estive no ME. As coisas mudaram, respeito suas opiniões; apenas me voltou 30 anos ou mais. Quanto ao Marxismo ser religioso, desculpe , mas não há dúvida a mim. Após diversas tentativas de implantação que resultaram em sociedades doentes, totalitárias, com resultados econômicos trágicos, com milhões de mortos ( Stalin, Mao, Polpot. Coréia do Norte, Cuba etc…) e nenhuma experiência minimamente exitosa, continuar a acreditar é aceitável numa sociedade democrática, mas no terreno da análise vai contra toda a lógica , em resumo faz sentido por ser uma crença. Quanto ao Muro de Berlin, saiba que não foi feito logo após a 2.a guerra, não obstante sua interpretação dos dóceis e ingênuos, bonzinhos soviéticos que foram ludibriados, pois buscam a paz. Sugiro que pergunte aos Húngaros, Tchecos, Alemães Orientais, e a todos os habitantes dos ex regimes de esquerda para ver como buscavam docilmente a paz. O Muro foi construído nos início dos anos 60 em virtude da fuga em massa dos habitantes da Alemanha Oriental em direção a Berlim Ocidental. Eram amantes do socialismo, mas fugiam dela. O Governo socialista , decidiu então construir o muro e seus arredores no intuito de PROIBIR que seus habitantes saíssem da cortina de ferro.

      • Questões Relevantes
        12/18/2015

        Edu, embora esteja implícito em seu texto, vale ressaltar que TODOS os países socialistas são campos de concentração que aprisionam seus cidadãos. Mais recentemente a China vem permitindo a saída de muita gente como turista, mas aparentemente são da volumosa classe média alta deste capitalismo de estado.

    • lucemiro1405
      12/19/2015

      Edu: vc nunca comentou o que eu disse, apenas o que o comentário te fez pensar. Quem disse que há um vetor na história puxando para o comunismo foi Marx em textos como Carta para Weydemeyer, não eu. O marxismo é acusado também de ateísmo e excessivo radicalismo.

      Não, a revolução não é inexorável. O capitalismo não vai cair de podre, será preciso sua derrubada violenta. A violência é a pateira da história. No entanto, esses milhões de mortos aí são mito. O que a direita tem, efetivamente hoje, são apenas os fuzilamentos na floresta de Katyn, mas mesmo esses estão sendo investigados em escavações e recentes. O massacre dos poloneses foi cometido por ucranianos pró-Hitler, presidido pela Alemanha nazista. A URSS apenas fuzilou criminosos de guerra.

      Igualmente, o sistema prisional soviético era muito humanista em comparação com o nosso onde a vida humana não vale nada. Nunca alguém saiu do gulag tetraplégico. Isso aconteceu durante nosso regime militar. Soljenitsin escreveu um livro em seu período de prisão em que detona o exército vermelho e sua atuação frente aos nazistas, A Festa dos Conquistadores.

      Vc apenas não respondeu ao meu comentário dizendo que sem Lula e o PT haverá radicalização, ao contrário do que muitos pensam, a situação se radicalizará e isso é bom. Por isso, . Eu li um empresário dizendo isso em um artigo da revista Sinal de Menos.

      Eu creio que na China há algumas restrições, o que se restringe é o ativismo. Aliás, hoje todos esses países aí estão num processo de volta ao capitalismo, apenas a Coreia se nega a se reintegrar no sistema conduzido pelos usa.

      • Questões Relevantes
        12/19/2015

        Lucio, o Capitalismo pode funcionar muito bem em ditaduras. O que não funciona bem em ditaduras é a democrcia.

  2. Lauro Maia
    12/13/2015

    Perfeito. O jogo é confundir as coisas. O Cunha não é a absolvição da senhora Presidente. Não significam uma equação matemática onde o choque entre “contrários” anule as duas forças ou valores.

    Claro que o impeachment só deve ser usado em casos extremos. E afinal o que estamos vivendo????? Dois ex-tesoureiros do partido do governo na cadeia. Um líder da câmara pego pela PF com dólares na cueca (acreditem: esse é o LÍDER – IMAGINEM?!!), o líder do governo no Senado está preso e o inquérito aponta um número significativo de artigos do código penal. Foi uma excursão pelo direito penal. Já tivemos mais de 5 condenações na lava jato, alguns delatores foram claros e enfáticos ao afirmar que parte daquele dinheiro foi para a campanha, teremos de presente de natal uma inflação de dois dígitos que pune com mais rigor justamente quem o governo diz proteger, o desemprego aumentou, houve um corte no orçamento da educação superior a 10 bilhões (cadê os professores universitários??? Assinaram uma carta sobre isso??) E a tal “contabilidade criativa” que fizeram e que teve seu zênite nas pedaladas?

    Isso é uma situação de normalidade??? Sinceramente acho que esses professores vivem num universo paralelo. O Dalmo Dalari devia ler o artigo que o irmão dele, o Dilson Dalari escreveu. Mas… se acharmos essa situação como algo normal, tenho muito medo quando chegar o que eles acham uma “situação excepcional”. Poderá ser o fim do mundo.

    • Questões Relevantes
      12/13/2015

      Eles me lembram o Cavaleiro Negro do filme do Monty Python que perde um braço na luta e diz que é só um arranhão…

      • Fabio
        12/15/2015

        kkkkkkkkkkk

  3. Paulo, eu acho que não se deve combater quem pede o impiximã pelo seguinte motivo: é MUITO bom que o coreto dos ricos e poderosos esteja sendo bagunçado. Como disse Lênin: a revolução acontece quando os de cima não conseguem mais dominar como antigamente e os de baixo não se deixam mais explorar pacificamente com em épocas normais.

    • Questões Relevantes
      12/13/2015

      Lúcio, sei que há pessoas que vêm em qualquer situação de crise “um acirramento das contradiçoes sociais”, mas honestamente não acho que seja o caso.

      Há uma evidente luta pelo poder político, mas a grande maioria da população e dos chamados “mercados” quer mesmo é paz para trabalhar. Querem a previsibilidade, querem um governo que não atrapalhe.

      Estamos longe de um clado de cultura revolucionário.

      • Tem sim, Paulo, veja as jornadas de junho.
        Mas…é muito bom que vcs da direita pensem assim. O futuro lhes guarda cada surpresa! Eu vou rir muito!

    • EDU
      03/21/2016

      Lucio. O que vejo no mundo é um desenvolvimento enorme na Ásia que saiu de um estado de miséria e letargia, com trabalho e o que você chama de néo-liberalismo. Coréia do Sul, Singapura, Hong-Kong e a China. Sem contar países que embora bem mais atrasados também evoluíram como Tailândia, China. Indonésia e pasme o VIETNÃ. Viraram ricos da noite para o dia? Não, mas evoluíram. Não me recordo mais aonde esta o inexorável caminho para o socialismo(?). A Rússia desabou, a China da miséria socialista, esta se transformando na maior economia capitalista do planeta. Sobrou Cuba e Coréia do Norte, absolutamente inexpressivos. Pobres ditaduras. È por isso que digo que mesmo ateísta, o Marxismo é uma religião.

  4. Ricardo Ferreira Poersch
    12/13/2015

    Nos números e na matemática a comparação dos governos Lula/Dilma com FHC pendem favoravelmente para os presidentes do PT em muitos aspectos. Eu tenho muitas críticas aos governos do PT, mas em algum aspectos houve conquistas à população. Minhas críticas são ao aspecto neoliberal da economia, com o regime de concessões e o pagamento de altos juros da dívida. Realmente a partir de 2013 Dilma gastou demais, mais do que qualquer outro, com déficit primário de 40 bilhões. ”Para subir, extraordinariamente, destes 504 bilhões de dólares, em 2002, para 2 trilhões, 346 bilhões de dólares, em 2014, último dado oficial levantado pelo Banco Mundial, crescendo mais de 400% em dólares, em apenas 11 anos, depois que o PT chegou ao poder.

    E isso, apesar de o senhor Fernando Henrique Cardoso ter vendido mais de 100 bilhões de dólares em empresas brasileiras, muitas delas estratégicas, como a Telebrás, a Vale do Rio Doce e parte da Petrobras, com financiamento do BNDES e uso de “moedas podres”, com o pretexto de sanear as finanças e aumentar o crescimento do país.

    Com a renda per capita ocorreu a mesma coisa. No lugar de crescer em oito anos, a renda per capita da população brasileira, também segundo o Banco Mundial – (worldbank2) – caiu de 3.426 dólares, em 1994, no início do governo, para 2.810 dólares, no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002. E aumentou, também, em mais de 400%, de 2.810 dólares, para 11.208 dólares, também segundo o World Bank, depois que o PT chegou ao poder.

    O salário mínimo, que em 1994, no final do governo Itamar Franco, valia 108 dólares, caiu 23%, para 81 dólares, no final do governo FHC e aumentou em três vezes, para mais de 250 dólares, agora.

    As reservas monetárias internacionais – o dinheiro que o país possui em moeda forte – que eram de 31,746 bilhões de dólares, no final do governo Itamar Franco, cresceram em apenas algumas centenas de milhões de dólares por ano, para 37.832 bilhões de dólares – (worldbank3) nos oito anos do governo FHC.
    Nessa época, elas eram de fato, negativas, já que o Brasil, para chegar a esse montante, teve que fazer uma dívida de 40 bilhões de dólares com o FMI.”’

    Da matéria ” ” ( SANTAYANA: QUEM QUEBROU O PAÍS FOI FHC, NÃO DILMA) http://www.brasil247.com/pt/247/poder/192190/

    O déficit público do governo FHC foi percentualmente maior do que os governos Lula/Dilma até 2013/2014 quando realmente Dilma gastou absurdamente demais ficando com um déficit de 106 bilhões, sendo que 40 bilhões são de déficit nominal e 55 bilhões de défcit para pagar juros da dívida. 55 só para pagar juros da dívida. As nações do mundo cada vez mais pagam somente juros das dívidas, estão todas endividadas, e quanto mais pagam mais devem, as dívidas aumentam. A dívida original com certeza já foi paga, como ela pode aumentar? Tu pega emprestado 100 e depois de um tempo deve 10000 e paga 600 só de juros. Isso que está acontecendo no mundo e precisa de uma alternativa a isso. Isso é metacapitalismo, uma deturpação do capitalismo original que pode levar a falência do sistema.

    Este outro artigo avalia que todos os presidentes realizaram a pedalada fiscal. Realmente a pedalada fiscal da Dilma foi bem maior, de 106 bilhões de reais a partir de 2013. O governo ficou mais neoliberal ainda a partir desta data. E realmente ela fez essa maquiagem para ganhar a eleição. Criticou outros candidatos nos possíveis ministros da fazenda e quando ganhou fez pior até.
    “Pedaladas Fiscais” x Impeachment
    http://goo.gl/m6AA2j

    • Questões Relevantes
      12/13/2015

      Ricardo, há momentos em que é preciso avaliar os dados e chegar às próprias conclusões. Talvez você não tenha muito conhecimento de fluxo de caixa e gestão financeira, mas o vídeo inicial é bem didático e explica direitinho o que é uma pedalada aceitável (curto prazo) e uma criminosa (6 meses ou calote). A condenação unânime do TCU não é uma conspiração, é a consequencia de uma irresponsabilidade fiscal acima de qualquer parâmetro aceitável.

      • Ricardo Ferreira Poersch
        12/13/2015

        Vou colocar um gráfico bem didático aqui, em maio de 2000, o governo Fernando Henrique atrasou o dinheiro do seguro desemprego para a caixa em 918 milhões, por 4 MESES. Em 2006 houve atraso de 339 milhões por 10 MESES no Governo Lula. E em nenhum dos casos houve pedido de impeachment.
        MANOBRAS FISCAIS NA CAIXA CRESCERAM NO GOVERNO DILMA
        http://goo.gl/NbAJUx

      • Questões Relevantes
        12/13/2015

        Ricardo, a matéria que você indicou mostra que houve déficit em vários meses, mas em nenhum momento indica que o déficit durou 4 meses no governo FHC e 10 meses no governo Lula. São déficits mensais que aparentemente foram quitados no mês subsequente. É o chamado fluxo de caixa: a despesa é quitada no mês seguinte e tem início uma nova contagem. Déficits consecutivos são, contabilmente, diferentes de déficits acumulados.

        A prática adotada por Dilma é consequência do desajuste das contas públicas iniciado na segunda metade do Governo Lula e agravado pelas intervenções desastradas na redução dos preços de energia elétrica e congelamento dos preços dos combustíveis, além de diversas desonerações.

        A partir de 2013 o governo Dilma deixa de praticar “pedaladas legais” (fluxo de caixa) e passa a praticar “pedaladas ilegais” (empréstimos ilegais). Tanto que em 2013 a Caixa Econômica, em um gesto inédito e inusitado, abre um processo contra o Governo Federal para cobrar na Justiça R$ 274,4 milhões da União. (http://goo.gl/zWPSYF ).

        O uso “malandro” das pedaladas fiscais para além do conceito de fluxo de caixa, como a mesma matéria que você indicou lembra, levou o Banco Central a investigar estas transações e determinou que fossem contabilizadas como dívida pública. O TCU passou então a pedir explicações, mas o governo Dilma preferiu ignorar tanto o Banco Central quanto o TCU, em uma prática tipicamente patrimonialista.

        A Lei de Responsabilidade fiscal foi criada para disciplinar uma prática nociva que era muito comum no Brasil: a de gastar além das recitas, muitas vezes inviabilizando a própria gestão e, pior ainda, inviabilizando a gestão de próximos governos. Responsabilidade Fiscal é uma visão republicana e responsável das contas públicas, assegurando a continuidade das políticas públicas ao longo de diferentes governos. É um princípio inequivocamente focado em proteger os cidadãos de maus gestores.

  5. Minha posição é que a esquerda não deve ser a favor nem contra o impiximã. Sou contra esse discurso de golpismo.

    Visite: http://revistacidadesol.blogspot.com.br/

    • Questões Relevantes
      12/12/2015

      Lúcio, penso que o bom-senso indica isto: devemos ser realistas e o mais isentos possível na análise e nas opiniões. Chamar de golpe o que é um mecanismo constitucional legítimo é emburrecer o debate.

      Aliás, seu artigo lembra o golpe em Honduras apoiado pelo PT. Aquele golpe de fato e de direito foi “perdoado” pela presitente Dilma porque logo depois houve uma eleição meia boca. Achar que eleição legitima golpes é, em si, um novo golpe.

      Mas para estes professores que assinam a carta, golpe tem um sentido todo particular, muito diferente do que podemos ler nos dicionários.

      • Eu amo vcs neoliberais burgueses detonando o ás da burguesia, o líder neoliberal de direita que é o LUla. A situação sem Lula irá radicalizar bastante, maravilhosamente. Mas continue! Vai, Paulo, vai…vai ser gauche para nós, vai tirar a castanha do fogo para a esquerda, vai! abração!

      • Questões Relevantes
        12/14/2015

        Nossa, quase citou Drummond!

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Publicado às 12/11/2015 por em Ciência Política, Política, Uncategorized e marcado , , , , , , .
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