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OS MARXISTAS E A PRISÃO ETERNA.

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Coisas boas, às vezes, chegam de fontes inesperadas. Foi o caso do artigo abaixo, publicado na revista Carta Capital. Assinado por Antonio Delfim Netto, em linhas gerais reafirma o que já defendi em inúmeros artigos do blog: o capitalismo se transformou e só Carolina e os marxistas não viram.

Em um deles, afirmo: “Nos termos em que o estado liberal funcionava na época (1848, publicação do Manifesto Comunista), eu também seria “de esquerda”, também defenderia que “tudo precisa mudar”. Mas é justamente este o ponto: o capitalismo e o estado liberal mudaram, e muito. Neste período, assistimos o que Schumpeter chamou de a “destruição criadora” do capitalismo reciclando suas bases e incorporando demandas sociais as mais diversas. O capitalismo e o estado liberal que temos hoje são semelhantes em essência (preservam a liberdade individual de empreender e a propriedade privada dos meios de produção) e absolutamente diferentes na regulação das condições de trabalho, direitos trabalhistas, acesso a serviços básicos como saúde e educação etc.

O contrário se deu com as ideias do famigerado “Manifesto Comunista” e daqueles que se deixam influenciar por elas. Os chamados “marxistas” ficaram congelados no tempo e não aprenderam nada com os seguidos desastres que foram as tentativas de colocar em prática suas teses.”

Delfim Netto brinca com a ideia de um Marx que volta, como voltou Jesus em “Os Irmãos Karamazov”, de Dostoiévski, e assombra-se com o que fizeram com seu legado. E com a fina ironia que lhe é peculiar, Delfim conclui com um conselho de Marx aos marxistas: “mais educação para respeitar os limites físicos impostos pela realidade”.

Boa leitura.

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O capitalismo não é uma coisa

Ele é só um instante passageiro do processo histórico, não é natural nem eterno, como defendem alguns economistas

por Antonio Delfim Netto — publicado 20/10/2015 na Carta Capital

Para entender o mundo em que, por falta de alternativa, temos de viver, precisamos reconhecer o homem como é, um animal terrivelmente complicado. Enquanto ele priorizar a sua liberdade de escolha; enquanto for, souber e sentir que é diferente do “outro”; enquanto nem mesmo a mais longa privação da sua liberdade for capaz de incorporar no seu DNA um comportamento comunitário instintivo (a hipótese lamarckiana), continuará a sê-lo. Isso não nega sua natural empatia, e solidariedade, nem um natural altruísmo com relação ao “outro”.

É por isso que a organização social “civilizada” que ele vem tentando construir por meio de uma seleção histórica (que imita a biológica, mas tem finalidade) respeita essa característica. Como queria um velho companheiro, no rascunho original do Manifesto, “uma sociedade na qual cada um dos seus membros possa usar sua energia e suas capacidades na mais completa liberdade sem infringir os seus fundamentos”.

Trata-se de um longo processo para o qual não existe curto-circuito. Avança lentamente, impulsionado pelo uso continuado de uma invenção do homem – o sufrágio cada vez mais universal – que os trabalhadores organizados em sindicatos durante a Revolução Industrial conquistaram para escolher o poder incumbente.

Ele mitiga, com o voto na urna (onde a igualdade é cada vez mais completa), o poder econômico do capital e empodera aqueles que, para viver, têm como única alternativa vender-lhe sua força de trabalho. O que chamamos de “capitalismo” é apenas um instante passageiro desse processo histórico. Nem é natural, nem é eterno, como insistem em supor alguns economistas.

Ele acelerou o nível de desenvolvimento dos países que o adotaram e promoveu uma distribuição de seus benefícios, ainda que precária. E respondeu melhor do que os inventados por cérebros peregrinos que sempre terminaram destruindo a liberdade e negando a igualdade, numa dramática redução da eficiência produtiva. As críticas morais devastadoras de Marx ao capitalismo do século XIX e a dos socialistas fabianos (não marxistas) do século XX foram ingredientes importantes na “civilização” do capitalismo.

Toda simplificação de um problema complexo é, por definição, uma caricatura problemática! Mas não se fará uma traição muito comprometedora se supusermos que tanto os economistas que Marx chamava de clássicos quanto ele mesmo sempre duvidaram que os efeitos e benefícios da acumulação do capital e do progresso técnico acabassem, no “capitalismo”, migrando para a mão de obra na forma de aumento dos salários reais. Nunca separaram o crescimento da distribuição de seus frutos e, por isso, nunca foram muito otimistas.

Nenhum dos clássicos (nem Marx), entretanto, pôde testar suas teorias a partir de 1870, quando o crescimento da população, a incorporação de novas tecnologias, as inovações, a revolução energética, a expansão dos mercados pelo aumento da renda e pela geografia aceleraram o aumento da produtividade da mão de obra (o codinome do desenvolvimento econômico) e o crescente empoderamento do cidadão-trabalhador pelo sufrágio cada vez mais universal mudou a distribuição de seus frutos.

Se Marx ressuscitasse hoje, provavelmente se surpreenderia e se entusiasmaria com a fantástica metamorfose do seu capitalismo “inovador e revolucionário” sob a pressão organizada do cidadão-trabalhador empoderado pelo sufrágio cada vez mais universal. Talvez lamentasse o uso desastrado de suas ideias no século XX, por asseclas que não as entenderam.

E continuaria, ainda, a achar o “capitalismo do século XXI” injusto e profundamente imoral. Teria mais cuidado, entretanto, em sugerir remédios para corrigi-los, além de: 1. Propiciar ao cidadão-trabalhador mais educação para respeitar os limites físicos impostos pela realidade. 2. Continuar a insistir no seu empoderamento para eventualmente superá-los.

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Link para o artigo original: http://www.cartacapital.com.br/revista/872/o-capitalismo-nao-e-uma-coisa-3219.html

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Sugestão de leitura complementar: OS PROGRESSISTAS, O PARADOXO E OS TEMPOS DE PAZ.

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27 comentários em “OS MARXISTAS E A PRISÃO ETERNA.

  1. Não, Paulo, os grupos guerrilheiros em grande parte surgiram depois — e nem pensavam isso em 64. Uma das poucas experiências de guerrilha ainda no governo Jango foi desbaratada sem lutar. Eu resenhei um livro sobre isso em meu blog:

    O movimento realizado por Gilvan e seus companheiros em Dianópolis, em 1962, fracassou devido à enorme desconfiança da população da região e as mentiras ditas por eles devido a isso; primeiro disseram que faziam parte de uma companhia da colonização, para somente então se dizer braço armado das Ligas Camponesas. O movimento do que faziam parte enquanto braço armado, MRT, Movimento Revolucionário Tiradentes, mostrou-se vacilante e confuso, assim como as Ligas Camponesas como um todo. A meu ver, a ideia do caminho pacífico do governo Jango e do partido comunista brasileiro era atraente e desmobilizava bastante, tendo peso maior, no contexto nacional, do que as diretrizes maoístas e cubanas de então. O exército também conseguiu encontrá-los de surpresa, revertendo a lógica da guerrilha, que deve sempre ser uma surpresa.

    http://revistacidadesol.blogspot.com.br/2014/10/gilvan-rocha-meio-seculo-de-caminhada.html

    • Questões Relevantes
      10/29/2015

      Lúcio, evidentemente o Brasil, o povo brasileiro, nunca foi ideológico ou particularmente receptivo ao ideário da esquerda, o que significa reconhecer que movimentos radicais de esquerda sempre foram minoritários. Mas a esquerda sempre foi influente em universidades, nas artes e na imprensa e, junto com a Guerra Fria, a condecoração de Jânio Quadros a Fidel Castro e o espírito maria-vai-com-as-outras de Jango acabaram por servir de catalisador para um oportunismo de extrema-direita que deu um “golpe preventivo”.

      Não defendo o golpe. Não defendo ditaduras. Apenas vejo que havia um temor real na época (justificado ou não) e que resultou no golpe – que foi apoiado, ou ao menos não encontrou resistência, na maioria da população brasileira.

  2. A democracia é instrumental para a direita, quando não interessa, ela abole. Já fez isso inúmeras vezes: Itália em 22, Alemanha 33, Brasil 64. A esquerda, em geral, reage a isso. O que vc chama totalitarismo de esquerda em geral foi resposta.

    • Questões Relevantes
      10/26/2015

      Lúcio, pode-se inverter o raciocínio: os totalitarismos de direita foram desencadeados como reação à possibilidade de um totalitarismo de esquerda.

      Mas como defendo em diversos artigos do blog, quem tem a democracia como valor fundamental não endossa ditaduras nem de esquerda, nem de direita.

      • Só que esse risco em 22, 33 e 64 não existia.

      • Questões Relevantes
        10/28/2015

        Não era esta a percepção na época, tanto que temos a coluna prestes de 22 a 53. Em 64, os vários grupos guerrilheiros também acreditavam que o Brasil estava maduro para a revolução socialista.

      • Rafael Silva
        10/28/2015

        Ora, por essa lógica, o argumento do Lúcio se concretiza. O negócio da direita não é a democracia, e sim a manutenção do poder.

      • Questões Relevantes
        10/28/2015

        Rafael, faço uma diferenciação bem clara entre direita e extrema-direita. A Direita vai da social democracia aos defensores do livre mercado. A extrema-direita, embora à direita no espectro político, está fora do grupo que valoriza a democracia. Isto está bem discutido em diversos artigos do blog, mas onde fica mais detalhado é neste: ESQUERDA x DIREITA: A TEORIA DAS GAVETAS OU COMO NÃO CHAMAR URUBU DE “MEU LÔRO”. http://wp.me/p4alqY-a

      • Rafael Silva
        10/29/2015

        Esse texto indicado foi um dos seus que menos gostei. Você reclama da divisão em duas gavetas para se distanciar dos totalitários da direita e em seguida faz uma divisão em cinco em que as duas à esquerda pouco são diferentes. Diz que usa as definições dos próprios ideólogos de esquerda mas esses são escolhidos a dedo por você mesmo.
        Quando nos comentários é questionado o desaparecimento do anarquismo e do socialismo libertário, diz que não são relevantes mas usa o próprio Bakunin como pedra de apoio de ataque ao Marxismo. Faltou coerência.
        Quando você usa a Venezuela e Cuba você as julga apenas pela métrica da democracia mas quando vai julgar os países sociais-democratas do norte europeu os julga pela sua condição de vida, monetária, etc.
        Eu não defendo como democrático o regime de cuba, por exemplo, mas é importante notar os avanços para as vidas das pessoas, em saúde, educação, cultura, etc. Isso tudo conquistado em uma ilha minúscula, pobre, arrasada e tendo como vizinho próximo a maior potência do planeta que impõe por 40 anos um embargo econômico, tecnológico, propagandista e bélico.
        Acho péssimo você não reconhecer o mal que essas “democracias” fizeram aos poucos povos que se rebelaram e que em geral foram exterminados e expostos em praça pública por tentarem viver a vida com um mínimo de dignidade.

      • Questões Relevantes
        10/29/2015

        Rafael, um país é democrático quando existem eleições livres e regulares, executivo, legislativo e judiciário como três poderes realmente independentes e que atuem no sistema de pesos e contrapesos. Isto pode ocorrer em países mais ricos ou mais pobres e em todos eles será chamado de democracia.

        Quanto à sua reclamação sobre a classificação da esquerda, veja que a diferença de esquerda e extrema esquerda é de método para se atingir um mesmo objetivo: o fim da propriedade privada dos meios de produção e um governo de partido único (ditadura). A extrema esquerda quer isto rápido, através de revolução, de confronto, e a esquerda moderada quer isto conquistado politicamente. O método varia, mas o objetivo final é o mesmo.

        Já a extrema direita tem objetivos totalmente diferentes dos objetivos de quem está no centro e à direita. Enquanto estes dois últimos valorizam a democracia, a extrema-direita a despreza.

        Ou seja, há uma diferença fundamental nos valores e nos objetivos.

        Assim, como afirmo lá no artigo TEORIA DAS GAVETAS e neste mesmo, quem tem a democracia “burguesa” como valor fundamental é de centro ou de direita.À esquerda ficam os que falam em democracia direta, partido único e fim da propriedade privada dos meios de produção. Na extrema-direita quem defende a propriedade privada dos meios de produção mas vê a democracia como fraca e perigosa.

  3. Delfim é um direitista inteligente e reivindica Marx. Mas é evidente que não houve mau uso algum no século XX. Pelo contrário. Houve excelente uso. O marxismo presidiu a revolução que pôs fim á matança da I Guerra, ajudou a libertar muitos países do colonialismo europeu na Ásia e África, foi o grande responsável pela derrota de três potências imperialistas na II Grande Guerra. Foi a maior força de libertação já existente na história humana.

    • Questões Relevantes
      10/22/2015

      Lúcio, como já disse antes, as palavras parecem ter um sentido diferente no dicionário que você usa.

    • Aparecido
      10/24/2015

      “A Revolução Marxista” como diz o Santo, somente em 1932/33, na Ucrânia ceifou de fome e por fuzilamentos uns 6 milhões de ucranianos, note bem, em dois anos, fora o restante.
      Grande “Revolução”!

      • A coletivização matou a fome de todo mundo. Tem fome lá hoje? E ainda salvou milhões de europeus, pois os os kulaks poderiam colaborar com os nazis.

      • Questões Relevantes
        10/26/2015

        Lúcio, a produtividade agrícola nos países da cortina de ferro era muito baixa. Não sei de onde você tirou esta conclusão.

    • Enio
      10/25/2015

      É um desinformante. 1) Valoriza estupidamente ou intencionalmente o sufrágio universal, como antídoto eficiente contra governos totalitários. Rússia, onde oponentes morrem baleados, Cuba com uma ditadura que dura meio século e mais modernamente nossa vizinha Venezuela, todas têm eleições. 2) Mais uma vez, ouvimos a ladaínha de que os seguidores de Max o interpretaram mal quando na realidade fizeram tintim por tintim o que o mestre mandou: quando atingem o poder, e antes disso, roubam, oprimem e matam os dissidentes.

      • Rússia é democracia liberal, tanto que a Crimeia só passou para seu território por plebiscito. Cuba tem dissidentes que criticam o regime morando lá: Oswald Payá, Yoani Sánchez, Alejandro Padura, etc. Lá é como um varguismo que fala em marxismo. Tem elementos de democracia direta, mas o poder mesmo está com o partido. Estão privatizando tudo lá, não é só nosso porto na mão da Odebrecht e gerenciado por capitais holandeses. Aliás, como o pT aqui anda fatiando e vendendo a Petrobrás. No Brasil, oponentes tb são baleados na luta pela terra, nas reservas indígenas, etc.. Aliás, aqui ate´crianças são mortas e baleadas em favelas. Venezuela é democracia liberal. Hoje praticamente não há regimes socialistas em lugar algum do mundo. China é capitalista com fina máscara socialista.

      • Questões Relevantes
        10/26/2015

        Lúcio, hoje a Rússia é uma democracia capenga, do tipo Bolívia. A Vanezuela já nem é capenga, simplesmente não é democracia. A China é hoje uma ditadura que pratica capitalismo de estado. Cuba e Coreia do Norte continuam ditaduras de esquerda.

  4. Delfim tá meio atrasado, pq ele como ministro da ditadura militar que matava e torturava marxistas não chegou a essa iluminação antes??? kkk

    • Questões Relevantes
      10/22/2015

      Lúcio, Delfim de fato foi ministro da ditadura militar, como foi da banca de defesa de tese de doutorado do Mercadante e conselheiro de Lula. É cobra criada e pode ser acusado de muitas coisas, mas uma coisa que ninguém nega é que seja muito inteligente, tenha ótima formação e seja um mestre da ironia.

      Na época da ditadura ele até podia pensar isto, mas seria temerário dizê-lo. Hoje, servido ao PT e convivendo mais de perto com os “intelectuais orgânicos” que os apoia, não resistiu à blague, como não resistiu quando comentou as declarações de Mercadante após sua tese laudatória ser aprovada e ele receber o título de “doutor”.

      • Sim, Lula e o PT não são esquerda. São a direita inteligente.

      • Questões Relevantes
        10/22/2015

        Lula é apenas oportunistas. Dilma e os demais petistas “orgânicos” são oportunistas de esquerda. Ninguém de direita defende Cuba, Fidel, Chavez e companhia ltda.

  5. Lauro Maia
    10/22/2015

    Em poucas palavras resumiu o necessário. Ponto final.

  6. Fred
    10/22/2015

    O seu artigo distorce a frase do Delfim. A frase correta é “Propiciar ao cidadão-trabalhador mais educação para respeitar os limites físicos impostos pela realidade.” Cadê o marxista na frase?

    • Questões Relevantes
      10/22/2015

      Fred, sua questão é valida, mas é preciso olhar o contexto.

      No meio do artigo ele dá a pista, quando diz que o capitalismo foi mais eficiente na distribuição de riqueza e igualdade que as soluções inventadas “por cérebros peregrinos que sempre terminaram destruindo a liberdade e negando a igualdade, numa dramática redução da eficiência produtiva.”

      O termo peregrino traz consigo, além de uma ideia de andarilho, a tradição religiosa e a imposição nada pacífica de uma cultura sobre a população que eles confrontaram. Mas não foi uma dominação de intelectuais. Foi uma dominação de pessoas de escolaridade média e forte aceno religioso (fé nas próprias crenças).

      Então chegamos à frase que você destaca. Neste ponto, podemos considerar que intelectual marxista não é trabalhador, mas neste caso, são o quê? Exatamente: o peregrino dominador, impondo sua cultura e sua dominação. Sei não. Acho que Delfim deu uma aliviada ao considerá-los como trabalhadores que precisam melhorar a própria educação para que suas ideias encontrem sincronismos com a realidade.

  7. Mário Portugal
    10/21/2015

    Acho que o artigo é muito feliz na caracterização do anacronismo que há na eterna repetição de erros e chavões por parte da esquerda, o que chega a ser surpreendente. Estatisticamente há muito mais pensadores, muito mais intelectuais à esquerda que à direita. Muitos são nomões. Mesmo assim, tudo que conseguiram foi construir críticas ao que existe, mas foram incapazes de produzir uma única ideia que resultasse em uma experiência real bem sucedida.
    Realmente, como disse Delfim Netto, este pessoal precisa de“mais educação para respeitar os limites físicos impostos pela realidade”. Ou seja: aprender de separar realidade e fantasia e produzir algo de útil.
    Aliás, o governo japonês disse algo semelhante, recomendando às universidades com subsídios públicos a reduzirem os gastos com os cursos de humanas e investirem em “cursos úteis para a sociedade”.

    • Questões Relevantes
      10/21/2015

      Tenho a impressão que você chutou algumas canelas com este comentário.

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Publicado às 10/20/2015 por em Uncategorized e marcado , , , , .
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