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A GRÉCIA DO PT É LOGO ALI, NOS PAMPAS.

mapa RS modificado2

A dura realidade, as leis e a matemática mais cedo ou mais tarde desmentem o palavrório das esquerdas em geral e do PT em particular.

Foi assim na eleição com as mentiras em série sobre contas públicas, tarifas de energia, investimentos em saúde e educação e tudo mais. Não sobrou nada. As juras eleitorais explodiram e arrasaram o segundo mandato de Dilma antes mesmo de seu início.

É assim agora com o calote do Rio Grande do Sul na dívida com o Governo Federal. A situação é incomodamente irônica porque dia 6 de julho, há pouco mais de um mês, portanto, o PT divulgou nota oficial para comemorar a vitória do NÃO à austeridade no plebiscito Grego. Disse o PT na ocasião, entre outras coisas, que “a vitória do povo grego, conduzida pelos companheiros da Coligação Syriza, que governa aquele país, pode ser considerada também como um triunfo dos povos valentes da América Latina e uma viva demonstração de que é possível resistir às pressões das políticas neoliberais e negociar em condições mais vantajosas aos trabalhadores e camadas populares de seus países.”

A alegria durou pouco lá e aqui também.

O governador José Ivo Sartori (PMDB) assumiu o estado em janeiro com uma verdadeira “herança maldita” deixada pelo famigerado Tarso Genro. O problema era o de sempre que a esquerda deixa o poder: contas públicas em frangalhos, gastos correntes acima do tolerável, endividamento sem lastro etc. Diante do caos deixado pelo antecessor e a queda na arrecadação causada pela recessão Brasileira (que também é obra do PT), teve que escolher entre pagar o funcionalismo ou a parcela da dívida do estado com a união.

Ato contínuo, a Secretaria do Tesouro Nacional informou que todas as contas vinculadas ao governo do Rio Grande do Sul serão bloqueadas até o montante dos R$ 263 milhões devidos e não pagos. Está apenas cumprindo a lei, diga-se. O secretário do tesouro poderia ser acusado de prevaricação se não o fizesse. Mas persiste a ironia do choque com o discurso inconsequente e o fato do Governo Federal ter, sistematicamente, pressionado contra iniciativas do congresso nacional para reduzir os indexadores da dívida dos estados.

O Secretário-Geral de Governo, Carlos Búrigo confirmou que “há a possibilidade concreta de um colapso na oferta dos serviços públicos, até nos mais básicos. Não teremos mais dinheiro para hospitais ou para combustível, por exemplo, porque não temos mais capacidade nenhuma de gerenciar nossas contas. Espero que o governo federal olhe para o Rio Grande do Sul com sensibilidade. Nunca vivemos uma crise dessa magnitude”.

O temor do Governo Federal agora é que, se for sensível à crise e ajudar o Rio Grande do Sul, no dia seguinte outros estados da federação pedirão o mesmo e as contas públicas do governo do PT explodem de vez. (Temor semelhante, veja só, ao dos negociadores da União Europeia com o caso da Grécia frente os demais países que, com sacrifícios, fizeram a lição de casa e estão honrando seus acordos).

A cada dia fica mais comprovado que o ideário da esquerda é “bonitinho mas ordinário”. Serve com peça de sedução, como discurso, como bravata. Mas falha miseravelmente quando confrontado com a realidade, aqui, na Grécia, na Argentina, na Venezuela ou em qualquer lugar.

Íntegra da Nota Oficial do PT: http://www.pt.org.br/em-nota-pt-sauda-resultado-do-referendo-da-grecia-contra-o-fmi/

Artigo de Paulo Falcão.

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37 comentários em “A GRÉCIA DO PT É LOGO ALI, NOS PAMPAS.

  1. Questões Relevantes
    11/22/2015

    O artigo de Felippe Hermes no blog Spotniks, chamado “Como quebrar um estado em 8 passos: o que Tarso Genro e o RS podem ensinar ao Brasil”, é um excelente complemento para o debate ocorrido aqui. Mais detalhado e didático, ajuda a compreender melhor as raízes da crise atual: http://goo.gl/To8IQh

  2. Diego Tamborin
    08/17/2015

    No meio do caminho tinha uma pedra de quatro décadas.
    Tinha uma pedra no meio do caminho chamada União e seus amiguinhos Ditadura e Plano Real: “Como o cofre das finanças do RS secou” http://goo.gl/ZY3WIo

    • Questões Relevantes
      08/17/2015

      Diego, o artigo que você indicou corrobora o que tenho defendido. Talvez este artigo sobre a crise grega possa lhe ajudar a compreender porquê: A IGNORÂNCIA NÃO É UMA BENÇÃO http://wp.me/p4alqY-f9

      • Diego Tamborin
        08/17/2015

        Crise grega e crise financeira dos estados brasileiros, pouca semelhança. Exceto no caso de governos que “salvam” o setor financeiro mediante empréstimos a serem pagos pelo contribuinte. Grécia é mais grave. Balela a história de que Troika “ajudou” o povo. Nada. Empréstimos foram pra resgatar banca alemã e francesa. Ou seja, estado teve que arcar com a farra desregrada dos bancos. O que surgiu no mercado, setor privado, foi transferido ao setor público. Mark Blyth explica muito bem: “A Pain in the Athens” https://goo.gl/y8NUPg

        Olivier Blanchard representa/representou uma instituição que fracassou de maneira flagrante no caso grega. Austeridade foi um fracasso retumbante. Queda brutal do PIB, desemprego de quase metade da população jovem e surpresa….aumento da dívida.”Cinco números da crise e da austeridade na Grécia” http://goo.gl/xw8u9V

      • Questões Relevantes
        08/17/2015

        Diego, ou a conta fecha ou a falência chega. Talvez este outro artigo ajude você a entender o conceito: A AURORA NÓRDICA PARA O CAPITALISMO. http://wp.me/p4alqY-bQ

      • Diego Tamborin
        08/17/2015

        Até onde você quer chegar? Austeridade é a única solução. Estado é o gastador, portanto, mais cortes e mais cortes. Mercado é o regular supremo, incapaz de distorções. Até o ortodoxo FMI e o senhor Blanchard supracitado questionam a tal receita infalível…”La austeridad retrasa la recuperación” http://goo.gl/J2gZI7

      • Questões Relevantes
        08/17/2015

        Quero chegar ao óbvio: gastos acima da capacidade de pagamento terminam em crise e ajuste forçado.
        O Olivier Blanchard inclusive explica que o primeiro acordo da Grécia permitiu um ajuste 5 vezes mais lento e menos traumático, mas nem isto eles conseguiram fazer.

        A ideia do financiamento eterno é insustentável sob qualquer ângulo, menos o da fé.

      • Diego Tamborin
        08/17/2015

        Errado. Houve um “plano de resgate” elaborado pelo estado a fim de “salvar” a banca (Blyth explica: “O engodo da austeridade” http://goo.gl/YRHLwd ).

        Uma crise que surgiu nos mercados, setor privado, foi transferida aos estados nacionais e no caso da EZ sob o mando germânico (lógico, bom pra Alemanha: “Alemanha lucra com a crise grega” http://goo.gl/T4W2lV

        Contribuintes pagam a conta dos gastos descomunais e desregrados do setor financeiro. Um exemplo perfeito é a política de reestruturação espanhola. Veja o quadro de bancos “salvos” e suas ramificações políticas, Bankia, Caja Madrid…

      • Questões Relevantes
        08/17/2015

        Diego, este é o discurso de quem acha que a matemática é uma invenção burguesa.

        Ninguém nega que houve socorro ao setor financeiro, mas também houve punição: no caso da Grécia, a operação de 2012 resultou num corte (‘haircut’) de mais de 50% sobre cerca de 200 bilhões da dívida privada, o que levou a uma redução da dívida de mais de 100 bilhões de euros.

        Mas repito: se as despesas correntes são maiores que a receita, a crise pode ser adiada, mas não evitada.

      • Diego Tamborin
        08/17/2015

        Sim. No entanto, veja só, dívida em relação ao PIB aumentou brutalmente. Mas não sei matemática. Quem sabe é o senhor queda do PIB em 25%. O senhor queda salarial. O senhor desemprego em mais de 50%.

      • Questões Relevantes
        08/17/2015

        Tudo que você citou é consequência do descontrole das contas públicas. Contabilidade criativa e irresponsabilidade fiscal acabam sempre em dor e ranger de dentes. E o pior é que tem muito economista e muito líder político que não consegue entender a relação de causa e efeito. Imagine o resto da população.

      • Diego Tamborin
        08/17/2015

        Nos planos de resgate estavam vultosos recursos à banca alemã e francesa, por exemplo. Estes sim fizeram a farra com crédito barato e descontrolado. Interessante falar de irresponsabilidade. Que governos da ND e o PASOK não zelaram pelo bem público, concordo. Mas tudo com a conivência e participação ativa da Troika ou Goldman Sachs no caso da maquiagem das contar à época da entrada na EZ. Mas encerro aqui…

      • Questões Relevantes
        08/17/2015

        Diego, a crítica à ganância e descontrole dos órgãos que deveriam zelar pela saúde do sistema são justas e verdadeiras. Mas o ponto central que discutimos permanece: ou o governo (qualquer governo) tem responsabilidade fiscal e equilibra receitas e despesas, ou em algum momento quebra e a sociedade paga a conta querendo ou não. De qualquer maneira, obrigado. Sua participação enriqueceu este debate.

  3. Denise Andrade
    08/15/2015

    As contas do RS estao em frangalhos desde a Lei Kandir, com a qual o proprio Governador atual , foi um dos apoiadores. Sugiro uma analise mais profunda do blogueiro sobre o historico de endividamento do Rs

    • Questões Relevantes
      08/15/2015

      Denise, na área de comentários já há esta discussão, inclusive com um artigo que explica a origem da dívida atual.

      A mesma regra foi utilizada para todos os estados brasileiros. Os sucessivos governos de esquerda no RS, com aumento descontrolado dos gastos correntes, são os responsáveis pela crise atual.

  4. Professor Décio
    08/12/2015

    Eu sou de Porto Alegre e conheço um pouco a situação do Rio Grande do Sul. A dívida do povo gaúcho começou na década de 50, o estado foi influenciado pelo chamado milagre econômico. De lá para cá, a dívida virou uma bola de neve, e pelo valor que já foi pago, já teria sido saudada. O estranho é que o governo Tarso, mesmo tendo sido bem avaliado pelo seu governo, pois conseguiu diminuir em 15 bilhões a dívida, não conseguiu se eleger porque o povo gaúcho não tem costume de continuar com o mesmo governo, então o Sartori foi eleito, do partido do PMDB, partido aliado ao PT nacional, então é estranha essa reportagem.

    • Questões Relevantes
      08/12/2015

      Professor Décio, o artigo é menos sobre o problema da dívida em si do que sobre a forma como a realidade atropela seguidamente certos discursos populistas. Há outros artigos no blog sobre a questão da Grécia e as comemorações inocentes/inconsequentes da vitória do NÃO no plebicito. Um partido que emite uma nota como esta do PT tem dois pesos e uma medida ou simplesmente não compreende a dimensão política que este discurso tem?
      Considero Tarso Genro um péssimo gestor e ele deixou mostras de suas trapalhadas por onde passou (foi na sua gestão no MEC que se instituiu o piso nacional do magistério que, quando candidato ao governo gaúcho, prometeu pagar e quando assumiu o governo brigou para não pagar). Também não gosto de suas ideias autoritarias. Mas tudo isso é apenas tempero. A essência é a ironia deste choque de realidade.

      • Professor Décio
        08/13/2015

        Cara, o Tarso Genro, mesmo perdendo as eleições, sua gestão foi considerada a melhor. Em relação ao MEC, ele foi o responsável pelo inicio do ProUni, para mim, a política mais inteligente que esse país teve.

      • Questões Relevantes
        08/13/2015

        Professor, discordo totalmente do modelo adotado no ProUni (e conheço bem os verdadeiros beneficiados, que foram os donos de faculdades particulares ruins). Sobre esta questão, há algumas ponderações interessantes na parte final deste artigo: A MERITOCRACIA E SEU OPOSTO
        http://wp.me/p4alqY-eo

      • Professor Décio
        08/13/2015

        Eu fiz universidade privada com bolsa, a PUCRS do Rio Grande do Sul está no ranking das melhores do país.

      • Questões Relevantes
        08/13/2015

        Professor Décio, estamos, evidentemente em campos opostos. Nada mais natural que discordemos, mas alguns dados são uma questão de matemática, de estatística: a maior parte dos alunos beneficiada com o ProUni foi para faculdades como UNOPAR, UNIP, ANHANGUERA e outras tranqueiras. Veja a lista por número de vagas: http://goo.gl/Vbde41

      • Professor Décio
        08/13/2015

        As bolsas do ProUni foram para todas a universidades privadas, e independente da bolsa, as instituições que você cita são casos a parte. Em relação a matemática e estatística nem sempre revelam a verdade, é uma questão de método.

        Como se originou a dívida pública do RS:
        http://goo.gl/K1o99m

      • Questões Relevantes
        08/13/2015

        Professor Décio, basta olhar a tabela que indiquei para comprovar o que o artigo afirma: a realidade desmente o discurso, no caso, o seu discurso.

        Quanto à matéria que você postou sobre a dívida, fica ainda mais clara a relação com a questão da Grécia: não aproveitaram a renegociação para ajustar as despesas. Apostaram em novas negociações futuras. Deu errado.

    • Paulo
      08/13/2015

      Kkkkkkkk Prof. Décio!!! O seu Estado já foi o terceiro Estado da Nação! Principalmente na cultura de seu povo e bem estar social! Começou a ficar de joelhos e agora está de quatro a partir do primeiro governo de Tasso! Não sei como foi re-eleito! Sei sim! Pelo saudosistas que aparelharam o Estado do RS e agora acabaram retirar-lhe a última seiva; como acontece nos outros locais onde PT governa e inclusive no governo federal!!! O Sr. Deve abrir o olho pois a história da América do Sul está repleta desses exemplares governos populistas de esquerda que deixam a administração no caos. Quer exemplo? Estude Venezuela ou talvez Argentina. Abraço.

    • Carlos
      08/13/2015

      Prof. Imbécio, tenha dó.

      • Questões Relevantes
        08/13/2015

        Carlos, gracinhas que soam como agressões não são a linguagem deste blog. Vamos manter um debate civilizado.

      • Denise Andrade
        08/15/2015

        Vc nao tem um argumento melhor que a ofensa?

      • Questões Relevantes
        08/15/2015

        Concordo com sua crítica, Denise. Disse algo semelhante a ele.

  5. Marcus Grade
    08/12/2015

    Evidente que foi a esquerda que nos trouxe às dificuldades financeiras aqui. Exatamente por querer que a sua visao de mundo, seus conceitos sejam mais realistas que a realidade. O PT é uma partido de esquerda sim, independente do Lula ser um oportunista. Não se diz que um canhoto nao seja um canhoto porque realiza operações importantes e com habilidade com a mao direita, quando isto lhe é conveniente. No maximo ele será um canhoto com habilidade na mao direita.
    Excelente texto! Grande abraço!

  6. Wiliam SJ
    08/12/2015

    Meu caro Paulo Falcão, a administração da dívida pública no Estado tornou-se rotina a todos os governadores eleitos, sendo Tarso Genro apenas mais um deles. Assim, parece-me um tanto quanto enviesado concluir que Ivo Sartori, ex empregado de Antonio Britto e participante ativo da negociação da dívida do RS com o governo federal em 96 seja uma espécie de “injustiçado” a administrar uma “herança maldita” da mesma maneira que atribuir-se esta ao governo anterior, até porque esse discurso foi o mesmo repetido pela então oposição quando recebeu um Estado falido e sem capacidade de investimentos da “imbatível” Yeda Crusius. Da mesma maneira, não entendi a correlação com o Syriza, o contexto na Grécia é totalmente diferente do Brasil, o Syriza não é o PT e tampouco foi a esquerda que levou o Brasil ou a Grécia ao colapso financeiro lá e as dificuldades financeiras cá.

    • Questões Relevantes
      08/12/2015

      Wiliam, a expressão “responsabilidade fiscal” é um palavrão para a Syriza, para o PT e para as esquerdas em geral. Este é o ponto central.

      • Wiliam SJ
        08/12/2015

        Responsabilidade Fiscal é um palavrão a qualquer estado social assim como era para Keynes e não me conste que ele estivesse errado em suas previsões sobre o colapso liberal. Além do mais Paulo Falcão, se me permite, continuo achando totalmente fora de contexto a comparação Syriza x PT, o primeiro é de esquerda e o segundo é tão de esquerda quanto o PSDB é social-democrata.

      • Questões Relevantes
        08/12/2015

        Wiliam, a realidade sempre se impõe, queira Keynes ou não. Queira Marx ou não. Queira eu e você ou não.
        Há diferenças evidentes entre o caso da Grécia e o RS, mas ambos têm em comum compromissos financeiros não sustentáveis. É como você gastar todo mês mais do que ganha: em algum momento haverá uma crise feia.
        A circulação do dinheiro e o crédito são poderosos agentes de crescimento, mas dentro de parâmetros já estabelecidos. Por exemplo, para alugar uma casa a pessoa precisa comprovar renda 3 vezes superior ao valor do aluguel. É assim porque a experiência demonstra que se a renda for menor do que 3 vezes o valor do aluguel, aumenta muito e rapidamente a inadimplência.
        Quanto ao PT ser ou não de esquerda, depende que que PT estamos falando. O do Ruy Falcão é de extrema-esquerda. O do Tarso Genro também. O diretório que assinou a nota com o Ruy Falcão idem. Gilberto Carvalho também é. Lula está fora destas classificações, ele é apenas oportunista.

      • Wiliam SJ
        08/13/2015

        Paulo, a realidade sempre se impõe… de maneiras distintas dependendo de seus atores. Os mesmos países que obrigam a Grécia a se submeter a Troika são os mesmos que tiveram suas dívidas perdoadas no pós-guerra, não me consta que a situação grega seja diferente nesse momento, podemos traçar o mesmo paralelo com a situação da dívida pública brasileira. Imagine qualquer cidadão hoje herdar uma dívida contraída por seus tataravós e ser privado de ter o mínimo de dignidade humana em virtude de uma dívida primeiramente impagável e segundo altamente questionável. Quando digo que o PT não é de esquerda me refiro justamente a sua ala governista e isso inclui Rui Falcão e toda a tendência CNB que controla o PT há décadas, eles são os responsáveis pela guinada conservadora do PT, a esquerda petista hoje depara-se com dois problemas, primeiro a própria divisão interna e segundo a pouca representatividade no partido. O PT em 2002 buscou ocupar o espaço “social-democrata” abandonado pelo PSDB na gestão FHC e hoje novamente busca se reinventar ocupando um espaço ainda mais a direita por mera conveniência política.

      • Questões Relevantes
        08/13/2015

        Wiliam, concordo razoavelmente com sua análise do PT. Quanto à comparação da Grécia com os países no pós-guerra, é como comparar água e óleo. O máximo que se pode dizer é que ambos são líquidos, como se pode dizer que em ambas as situações havia uma dívida. A diferença brutal é quanto às razões da dívida e quanto a capacidade e disposição das partes em realizarem seus ajustes. A crise da Grécia é, antes de mais nada, interna. Ou eles ajustam as despesas ao orçamento público ou quebram, mais cedo ou mais tarde. Sobre este último ponto, dê uma lida no artigo abaixo. Há dados esclarecedores: A IGNORÂNCIA NÃO É UMA BENÇÃO – http://wp.me/p4alqY-f9

        Quanto à divida dos estados, sou favorável à renegociação geral. Nem questiono isto. Mas resta o fato que os demais estados que renegociaram suas dívidas conseguiram até agora manter as contas razoavelmente em ordem. O “default” do RS é resultado das más gestões anteriores, nas quais inclui-se o ex-ministro e-ex governador Tarso Genro.

    • Denise Andrade
      08/15/2015

      Foi o comentario mais sensato ate agora. Provavelmente o sr é daqui do RS. Os outros pelo jeito desconhecem totalmente a realidade historica do deficit do RS.

      • Questões Relevantes
        08/15/2015

        Denise, veja o restante do debate com o Wiliam SJ.

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