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Circula nas redes sociais um trecho do documentário “O Mercado de Notícias” de Jorge Furtado sobre o falso Picasso no INSS.

Trata-se de uma bela sacada, uma crítica merecida a um erro grosseiro cometido de forma reiterada por um dos maiores e melhores jornais do país, a Folha de São Paulo.

Este ponto de partida poderia render uma reflexão importante sobre a imprensa e a qualidade da informação publicada. Ganharia maior relevância se fosse apartidária e plural, se fosse, parafraseando Ulisses Guimarães, uma “reflexão cidadã”.

Mas o caminho escolhido foi outro, pelo menos a julgar pelo trecho largamente repercutido nas redes sociais (o único que assisti e, desconfio, o único que a maior parte das pessoas assistirá).

Chama a atenção o fato do trecho escolhido para divulgação trazer quase que EXCLUSIVAMENTE a palavra de jornalistas que abriram mão de qualquer credibilidade ou relevância em suas vidas profissionais para defender projetos ideológicos e/ou fisiológicos. Há algumas caras que desconheço.

Dos entrevistados, me parece que o único que ainda publica na chamada “grande imprensa” é Janio de Freitas, alguém que ainda hoje defende José Dirceu e o PT com fidelidade canina.  Não sei se a ideia foi esta, mas a coisa resulta em uma espécie de bote salva-vidas tentando resgatar um pouco da credibilidade perdida por estes profissionais. Uma lavanderia de reputações, talvez. De qualquer maneira, a coisa não funciona muito bem, a não ser para os simpatizantes de sempre ou para quem não os conhece.

Não dá para comparar a gravidade de um erro persistente com a posição de boneco de ventríloquo que o grupo assumiu nos últimos anos.

Não dá para dizer que, porque a Folha errou feio, o que fizeram estes publicadores de press-releases também foi apenas um erro.

Erro é erro, resultado de ignorância, imperícia, prepotência ou até preguiça. Não, estes senhores não erraram. O desastre de suas carreiras é fruto de escolhas conscientes.

Pode-se dizer que eles escolheram caminhar rumo à irrelevância.

Link para o vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=sxojkBddWSo

Artigo de Paulo Falcão

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