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DEMOCRACIA DIRETA:BOA INTENÇÃO LIBERTÁRIA OU LIBERTICIDA?

JOÃO BATISTA MORTE

 

Que ideias fundamentam o decreto presidencial nº 8.243 apresentado pelo Governo Dilma Rousseff? A resposta remonta à Comuna de Paris e ao marxismo, mais especificamente ao “Manifesto Comunista” assinado por Marx e Engels.

Publicado em 21 de Fevereiro de 1848, o “Manifesto Comunista” pregava ideias que mudaram pouco ou quase nada de lá para cá, e tinham como objetivo a destruição do capitalismo e do estado liberal. Nos termos em que o estado liberal funcionava na época, eu também seria “de esquerda”, também defenderia que “tudo precisa mudar”. Mas é justamente este o ponto: o capitalismo e o estado liberal mudaram, e muito. Neste período, assistimos o que Schumpeter chamou de a “destruição criadora” do capitalismo reciclando suas bases e incorporando demandas sociais as mais diversas. O capitalismo e o estado liberal que temos hoje são semelhantes em essência (preservam a liberdade individual de empreender e a propriedade privada dos meios de produção) e absolutamente diferentes na regulação das condições de trabalho, direitos trabalhistas, acesso a serviços básicos como saúde e educação etc.

O contrário se deu com as ideias do famigerado “Manifesto Comunista” e daqueles que se deixam influenciar por elas. Os chamados “marxistas” ficaram congelados no tempo e não aprenderam nada com os seguidos desastres que foram as tentativas de colocar em prática suas teses. Negam que o marxismo seja antidemocrático e/ou totalitário e apontam as implicações da tese da mais-valia como o cerne da questão. Dela decorreriam “participes privilegiados da ordem social” que têm acesso diferenciado ao exercício do poder, sujeitando a maioria às suas decisões, por força da lei. Para os seguidores deste raciocínio, isso não é democracia, e por tanto não existe democracia no estado liberal. Logo, dizem eles, que mal há em destruir o que não existe?

Neste ponto estamos nos aproximando da essência das teses que engendraram o decreto presidencial nº 8.243. Um dos pilares das críticas do marxismo/socialismo sobre o estado liberal recai sobre as instituições burocráticas onde não há participação dos trabalhadores (judiciário, autarquias, secretarias governamentais, polícia, exército, agencias reguladoras etc.). O decreto presidencial nº 8.243 assim seria uma proposta de participação social direta no processo decisório politico e econômico. Curiosamente, não lhes ocorre que tais cargos são ocupados, em democracias saudáveis, por funcionários concursados, que chegaram ali por mérito, ou indicações baseadas em notório saber. Não lhes basta que estas pessoas possam, como de resto qualquer outro cidadão, participar do poder via democracia representativa e concursos públicos: eles querem instituir, por decreto, “os partícipes privilegiados certos” indicados pelo governo, enfraquecendo o parlamento e fortalecendo o “poder absoluto” do executivo, a quem cabe decidir quem são os tais “movimentos sociais” e os “membros da sociedade civil” que darão legitimidade a reformas que não passariam por um congresso legitimamente eleito. Aliás, não lhes interessa a democracia representativa: querem instituir a “democracia direta”. Esquecem que a democracia representativa é, por definição, uma obra em processo. A cada conquista, surgem novas demandas que são incorporadas sem ruptura institucional e com a maioria vencedora tendo que respeitar os direitos das minorias derrotadas.

O mais recente “campo de testes” da “democracia direta” foi a Venezuela de Hugo Chavez, que apesar dos milhões de dólares que obtém com a venda de petróleo, principalmente para os “estadudinenses”, viram a economia do país ruir, a criminalidade se multiplicar e as instituições se desintegrarem. O que para qualquer pessoa dotada de bom-senso é a óbvia falência da democracia direta bolivariana, para os adeptos da “fé marxista”, tudo não passa de manipulação da mídia e medo de que o bolivarianismo dê certo no Brasil. As duas desculpas são míopes e esfarrapadas: a mídia não inventou o colapso, apenas o noticiou; e o medo das práticas bolivarianas não vem de imaginar que poderiam dar certo, mas da certeza de que darão errado, como teima em acontecer desde que Lênin deu início a processo semelhante (e com muito mais poder de coação) na revolução russa como seus “soviets” – que não por acaso é a palavra Russa para “conselhos”.

Há quem imagine que, assim como Thomas Edison errou centenas de vezes até conseguir viabilizar sua lâmpada elétrica, de erro em erro a “democracia direta” acabará dando certo. É um raciocínio torto e tolo. Nas experiências de Thomas Edson, erros significavam custos financeiros e o aprendizado do que não deveria ser feito. Nas tentativas de “democracia direta”, os erros significam caos social, autoritarismo, miséria bem distribuída e nada, rigorosamente nada, em termos de aprendizado. Parafraseando Albert Einstein, cometem a idiotice de repetir exaustivamente os mesmos erros com a esperança de que chegarão a resultados diferentes. Só pode terminar em desastre.

 

Artigo de Paulo Falcão

 

PS – O artigo acima é de Abril de 2014. Em novembro de 2015 me deparei com um artigo de Erick Vizolli sobre a Revolução Russa que enriquece algumas questões sobre os “soviets”. Segue trecho:

“A história da Revolução começou oito meses antes, com a derrubada do regime do czar Nicolau II (Revolução de Fevereiro). A abdicação do soberano foi seguida pela formação de um Governo Provisório, constituído principalmente por nobres e aristocratas, e de vários conselhos de trabalhadores (sovietes), formado por “deputados” ligados a partidos de esquerda (bolcheviques, mencheviques e socialistas-revolucionários). O principal soviete foi instalado na capital do país, Petrogrado.

Embora o Governo Provisório ocupasse nominalmente o poder, grande parte de sua atividade se reportava à aprovação dos sovietes – instituições em tese informais, mas que na prática influenciavam decisivamente setores fundamentais da população russa, como os trabalhadores industriais e o exército. Esse regime, no qual o poder concreto foi repartido entre Governo Provisório e sovietes, se chamou “poder dual” – “dvoevlastie”, em russo. Esse sistema imperou na Rússia de março/1917 até a Revolução de Outubro, capitaneada pelo Partido Bolchevique – grupo de esquerda que detinha influência decisiva sobre os sovietes. Nesse processo, foi decisiva a figura do líder do partido, um tal Vladimir Ilyich Ulyanov. Não reconheceu o nome? Talvez seja ligeiramente mais familiar o apelido que Vladimir adotou em 1901, e que lhe acompanhou até o fim da sua vida: Lênin.

No início de 1917, Lênin (embora a origem seja incerta, acredita-se que o apelido tenha sua origem no Rio Lena, que atravessa a Sibéria) vivia no exílio em Zurique, tendo ouvido falar da derrubada do czar por intermédio de um amigo. Ele já era uma figura de destaque no Partido Bolchevique, autor de diversas obras a respeito do papel do Estado e da revolução socialista. Seu potencial como líder revolucionário atraiu a atenção do governo alemão, interessado em desestabilizar a Rússia com o objetivo de obter a vitória nofront oriental da Primeira Guerra Mundial. A Alemanha, assim, ofereceu a Lênin diversas garantias diplomáticas e financeiras para seu retorno a Petrogrado.

Lênin não frustrou as expectativas: assim que pôs os pés em solo russo, começou a trabalhar incessantemente para a derrubada do Governo Provisório e a passagem de “todo o poder aos sovietes”. Esse evento ocorreria em outubro (ou novembro, como preferir), quando um golpe militar levado a cabo pelos bolcheviques, juntamente com uma série de manobras eleitorais dentro do sistema dos sovietes, garantiu ao partido a assunção do poder na Rússia.

Apesar de ter causado consequências históricas profundas, a Revolução de Outubro não foi um evento de grandes dimensões: a propaganda soviética as aumentaria consideravelmente nos anos posteriores. Seu momento-chave, ocorrido no dia 7 de novembro de 1917, foi a tomada do Palácio de Inverno de Petrogrado (sede do Governo Provisório) pelas tropas vermelhas. Embora a propaganda oficial (principalmente o filme Outubro, lançado em 1927 por Sergei Eisenstein) a retrate como um acontecimento de grande porte, na realidade o Palácio era parcamente defendido. Poucas tropas foram necessárias, e quase nenhum tiro precisou ser disparado na ocasião.”

A íntegra do artigo está aqui. 

 

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20 comentários em “DEMOCRACIA DIRETA:BOA INTENÇÃO LIBERTÁRIA OU LIBERTICIDA?

  1. José Américo
    07/25/2016

    Fiquei decepcionado com a falta de idéias e argumentos sobre o titulo “democracia direta”
    Vi aqui um pedaço da história da Russia e palavras como comunismo, marx, lenin, dilma, mas quase nada discutindo sobre democracia direta, voce apenas contou uma historia que deu errado.
    Na nossa democracia atual, no intervalo de cada eleição assinamos um cheque em branco para classe politica, senadores, prefeitos, vereadores, etc, que vao formular e desformular leis que regem nossas vidas.
    As leis são feitas com intuito de direcionar nossa sociedade.
    Problema quando vão desvirtuando essas leis, quando existe a troca das proximas eleições.
    Exemplo: em São Paulo as leis de zoneamento e construção estão relacionadas com transito e outros problemas da cidade,
    Em uma gestão anterior definiram um limite, na eleição seguinte, depois de as construtoras serem as que mais contribuiram com doação de campanha, as leis foram mudadas novamente permitndo construções antes proibidas e liberando comércio.
    Vou dar apenas esse exemplo, existem muitos.
    As consequencias tem impactos sério na vidas de até “milhões” de pessoas e basicamente a unica coisa que podem fazer é esperar as próximas eleiçoes e votar “conscientemente” hahaha, ou senão, juntar pessoas, fechar a rua, tacar fogo em pneu e apanhar da policia.
    É óbvio que isso não funciona.
    Para mim uma decmocracia direta que funcione seria continuar tudo como está, os politicos votando as leis já que as pessoas não tem como acompanhar tudo o tempo inteiro e precisam cuidar de seus filhos, estudos e trabalho.
    Mas quando houvesse alguma lei que a maioria da população fosse contra deveria haver meios da população “vetar” uma lei.
    Por exemplo, nas próprias páginas governamentais, poderia se votar contra algo em andamento.
    Num eventual sistema de vetos, caso mais de 500 votassem, ou quanto mais, esse veto ganharia relevancia numa listagem, assim como no facebook quanto mais pessoas curtem algo, esse item se torna mais visivel para todos.
    A partir de um determinado numero de votos, poderia ser invocado um plebiscito em que todos fossem convidados a votar como numa eleição atual.
    Isso já iria coibir muitos abusos que estão acontecendo atualmente.
    A Lisboa Elisa passou um link interessante sobre a democracia direta nos Estados Unidos, coisas que estão acontecendo no presente e o senhor falando da Russia e do Stalin, coisas de 150 anos atrás.

    Seria interessante se o senhor eventualmente falasse sobre esses exemplos dos Estados Unidos como diz nesse link.

    • Questões Relevantes
      07/25/2016

      José Américo, o que você está propondo já está previsto na constituição. Acredito que é válido cobrar que seja mais utilizado. A Democracia Direta defendida pelo PT e pela esquerda em geral é dar poder para pequenos grupos organizados (muitas vezes militantes do próprio partido) para que eles tenham poder de voto em decisões estratégicas para o partido e não para a sociedade.

      Aumentar a participação da sociedade nas decisões é bem diferente de dar poder a grupos organizados desequilibrarem a balança dos 3 poderes.

  2. Paulo, e se o parlamento usar do referendo revogatório para revogar o mandato do presidente Maduro? Aí, sim, já é consolidação da democracia né kkk

    • Questões Relevantes
      01/19/2016

      Lúcio, quando se destrói o estado de direito, como aconteceu na Venezuela ainda nos tempos de Chávez, abre-se as portas para todo tipo de arbitrariedade de conveniência. Com Maduro desgastado pela economia arrasada (obra deles), perderam apoio popular e não é improvável algum tipo de golpe. Espero que não ocorra, mas o Maduro está fazendo tudo que pode para ser deposto por um golpe e sair como vítima.

  3. cassio
    11/22/2015

    Cara eu estou para ver página mais hilária em termos de títulos, eu morro de rir a cada uma. Parece que vc se formou com Olavo de carvalho mas a meio tempo do caminho caiu na lucidez. Assim vc é meio reaça e meio liberal, mas fica fácil ficar seu amigo com seu tom sempre amigável. Gostei do artigo, quanto a questão dos soviets será mesmo que eles foram algo ruim? É o que me parece o problema nestes sistemas que tentam implantar a vontade popular, é que ela nunca é conseguida realmente. Por exemplo outro dia pensei que os soviet eram o contraponto a nossa democracia partindo da partição dos três poderes. Eles eliminam o poder executivo e legislativo e mantém o judiciário, os soviets não deveriam ser assembleias do povo onde os populares teriam o poder de lei? digamos que eles façam tudo e eliminemos os dois poderes restantes. Na democracia burguesa temos somente dois poderes democráticos, o judiciário não é. E devemos pensar “por que não é?”. Toda vez que temos um caso de reintegração de posse temos que o judiciário cumpre seu papel, cumprido pelo exercito e a policia, o quarto poder, esse mais importante que os três vide historia de roma. Disso concluímos que a democracia burguesa e um sistema centralizado, não é pra ser um poder que emane diretamente dos trabalhadores mas do presidente, dos deputados um punhado de caras que se forem cumprir a vontade popular iriam ser afastados ná hora pelos burgueses. Tem muito sentido não acha? é só uma teoria que eu bolei agora não tenho em que embasa-la mas isso eu consigo fácil. Então basicamente o problema seria que os soviets não funcionaram por que houve a centralização, isso eu acho que para dar certo bastaria que fosse dada aos trabalhadores domínio total das empresas, o calculo econômico seria feito por que as empresas tem relação firmes entre os trabalhadores e não um órgão central que distribui o capital. Misturei agora um pouco de conhecimento econômico. Na pratica se tivermos uma empresa que seja patrimônio total dos trabalhadores e eles tenham o domínio sobre a gerencia. Tipo gerentes como sendo trabalhadores mas tendo responsabilidades. Acho que a base do calculo econômico como apontava mises apontava que todos os cálculos teriam de passar pelo trabalhador. Eu acho que isso seria um tipo de anarcocapitalismo, mas onde os trabalhdores por terem domínio de tudo se ajudariam mutuamente. Comecei todo este discurso por que sempre vi como alternativa ao socialismo real os soviets.

    • Questões Relevantes
      11/22/2015

      Cassio, democracia direta não funciona bem nem em assembléia de condomínio. O sistema de 3 poderes independentes funcinando no sistema de pesos e contrapesos, de forma que nenhum deles tenha poder suficiente para controlar o jogo, foi o melhor modelo já testado pela civilização. Como digo no artigo, a chamada “democracia burguesa” é uma obra em processo, admite aperfeiçoamentos e a incorporação de demanda populares. Tem muitos defeitos, é verdade, mas todas as demais alternativas postas em prática se mostraram piores.

      Outro ponto: quando se discute este assunto não devemos perder de vista o modelo brasileiro, mas podemos e devemos olhar para países como Noruega, Canadá, Austrália, Suécia etc que encontraram um equilíbrio muito melhor sem abrir mão da chamada democracia representativa.

      Quanto ao meu posicionamento situar-se entre o reaça e o liberal, já fico feliz. É quase um elogio.

  4. Fabio BT
    06/16/2015

    Sistema de democracia online em código aberto.

    Sistema feito pelas pessoas, para as pessoas se organizarem para fazer debates em alto nivel o mesmo processo utilizado por congressos cientificos e politicos até artigos cientificos.

    Sistema transparente, auditavel, realmente publico feito para a raça humana.

    Hoje no Brasil mais da metade das pessoas já tem acesso a internet.

    Lembramos que a classe alta representa apenas 1% ou seja não é só para ricos ou uma determinada parcela da populcao como a autora do texto acima falou.

    Juntem-se ! Chega de politicos, chega de lideres bobos, LIDERE-SE !!!

    Somos todos iguais !

    • Questões Relevantes
      06/16/2015

      Fábio, você recriou a aristocracia. Você é prisioneiro de uma utopia. Felizmente, sua utopia não oferece riscos à boa e velha democracia representativa, ao contrário das utopias tradicionais da esquerda, porque terá sempre menos apoio junto aos excluídos. Caso um dia não haja mais excluídos, sua utopia será naturalmente desnecessária.

      Platão também sonhou com uma aristocracia, que chamou de governo dos sábios. Depois, reviu a tese e, diante da evidência de que nenhuma forma de governo se realiza plenamente, concluiu que seria a democracia o sistema em que o conjunto das pessoas teria mais vantagem em viver. Ou, como sintetizou Churchill de forma irônica: “Ninguém pretende que a democracia seja perfeita ou sem defeito. Tem-se dito que a democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos”.

  5. Lisboa Elia
    02/01/2015

    A democracia direta traz muitos dados empíricos para se apoiar:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2013/10/plebiscitos-referendos-e-recalls-pelo.html

    O comunismo acabou até em Cuba, e o Brasil teve muitos méritos por isso:

    • Questões Relevantes
      02/01/2015

      Lisboa Elisa, se não respeitamos o sentido das palavras, a comunicação fica difícil. Mas como percebo que você está cheia de boas intenções, sugiro que repense algumas de suas fontes. Dê uma olhada neste artigo e veja que ele pode ser um bom contraponto ao que andaram lhe dizendo: LIBERDADE, DEMOCRACIA E MARXISMO: ESTRANHO FETICHE.
      http://goo.gl/LcEZLz

      • José Américo
        07/25/2016

        Fiquei decepcionado com a falta de idéias e argumentos sobre o titulo “democracia direta”
        Vi aqui um pedaço da história da Russia e palavras como comunismo, marx, lenin, dilma, mas quase nada discutindo sobre democracia direta, voce apenas contou uma historia que deu errado.
        Na nossa democracia atual, no intervalo de cada eleição assinamos um cheque em branco para classe politica, senadores, prefeitos, vereadores, etc, que vao formular e desformular leis que regem nossas vidas.
        As leis são feitas com intuito de direcionar nossa sociedade.
        Problema quando vão desvirtuando essas leis, quando existe a troca das proximas eleições.
        Exemplo: em São Paulo as leis de zoneamento e construção estão relacionadas com transito e outros problemas da cidade,
        Em uma gestão anterior definiram um limite, na eleição seguinte, depois de as construtoras serem as que mais contribuiram com doação de campanha, as leis foram mudadas novamente permitndo construções antes proibidas e liberando comércio.
        Vou dar apenas esse exemplo, existem muitos.
        As consequencias tem impactos sério na vidas de até “milhões” de pessoas e basicamente a unica coisa que podem fazer é esperar as próximas eleiçoes e votar “conscientemente” hahaha, ou senão, juntar pessoas, fechar a rua, tacar fogo em pneu e apanhar da policia.
        É óbvio que isso não funciona.
        Para mim uma decmocracia direta que funcione seria continuar tudo como está, os politicos votando as leis já que as pessoas não tem como acompanhar tudo o tempo inteiro e precisam cuidar de seus filhos, estudos e trabalho.
        Mas quando houvesse alguma lei que a maioria da população fosse contra deveria haver meios da população “vetar” uma lei.
        Por exemplo, nas próprias páginas governamentais, poderia se votar contra algo em andamento.
        Num eventual sistema de vetos, caso mais de 500 votassem, ou quanto mais, esse veto ganharia relevancia numa listagem, assim como no facebook quanto mais pessoas curtem algo, esse item se torna mais visivel para todos.
        A partir de um determinado numero de votos, poderia ser invocado um plebiscito em que todos fossem convidados a votar como numa eleição atual.
        Isso já iria coibir muitos abusos que estão acontecendo atualmente.
        A Lisboa Elisa passou um link interessante sobre a democracia direta nos Estados Unidos, coisas que estão acontecendo no presente e o senhor falando da Russia e do Stalin, coisas de 150 anos atrás.

        Seria interessante se o senhor eventualmente falasse sobre esses exemplos dos Estados Unidos como diz nesse link.

  6. Questões Relevantes
    10/12/2014

    Recentemente publicamos outro post, sobre artigo do professor emérito da USP, Ruy Fausto. Nele encontramos muitas pontes conceituais com o que defendemos por aqui, demonstrando que nossa base teórica é bem fundamentada, apesar de várias alegações em contrário. Neste artigo, ele afirma algo que defendemos desde o primeiro artigo que publicamos: “o “comunismo” foi no passado, e continua se definindo como, um totalitarismo.”
    Vale à pena ler: DISCUSSÃO PARA POUCOS, CONSEQUÊNCIAS PARA MUITOS.

    https://questoesrelevantes.wordpress.com/2014/09/19/discussao-para-poucos-consequencias-para-muitos/

  7. filhodesouzaralph10
    06/06/2014

    QQQQQQQQQQQQQQQQQ Se existe, entre nós, neste debate, alguém a favor de Ditaduras é voce, pois o Estado de São Paulo e, este Tartufo cretino AZEVEDO, vendido por uma grana razoável, à sanha corruptora dos CIVITAS, a propalar asneiras e besteiras para incautos e imbecis, que, lançaram o caçador de Maracujás, e, tu vistes no que deu e no atraso em que isto redundou, óbvio, talvez não para tu, pois, privilegiado, já nascestes em berço de ouro, talvez semelhante aos berços dos Red Necks, dos Tea Parties e Bushistas, pois por aqui, conta-nos a historia, sem cascata, manipulações e invencionices malucas de historialistas como VILLA, rídiculo e bizarro, que os Mesquitas, ajudaram a golpear JOÃO GOULART, traído pelo então General comandante do 2º exército, o facínora, pulha e mísero, Amaury Kruel, que, se vendeu por Três malas com US$ 1.200.000,00, dólares, entregues pela FIESP, da OBAN do BOILENSEN e da CONDOR, talvez em notas de cem dólares, com a efígie de um dos Pais daquela Pátria insidiosa, Benjamim Franklin. Ademais, eu nem petista sou, meu chapa. Eu, venho de longe, e admiro e partilho convicções com a coerência, a dignidade, audácia e coragem desabridas, do único político ao longo de toda nossa história republicana, a governar os, então. à época, dois estados da federação, de maior importância e ressonância cultural e política ou, seja, o RIO GRANDE DO SUL e o RIO DE JANEIRO. Refiro-me à Leonel Brizola, a quem, Jango tivesse dado ouvidos, a exemplo do que ocorreu em sua tão admirada América, que trapaçeou e saqueou, como faz um corsário, o candidato Democrata AL GORE, em 2000, veja Recontagem com Kevin Spacey, pois eu me encontrava lá, ao vivo, no paraíso dos Milionários do 1%, Fort Laudardale, talvez voçe se ilustre um pouco mais, mas, dizia e

    Privilegiado, apesar do som ao redor ecoar uma guerra, exercitei, com a força dos 18 anos de idade, o jornalismo de comprometimento manifesto de que, hoje, tanto nos ressentimos. Trabalhei na GLOBO, entre Agosto de1971 e dezembro de 1975, tendo como Diretor do Jornalismo Armando Nogueira, sua indefectivel estafeta e lugar tenente, a professorinha Alice Maria e sob o comando do genial chefe de reportagem, Amaury Monteiro, fisgado por Walter Clark quando de sua saída da TV RIO para a VON MARTIUS.

    Convívio prazeroso obtive, graças a personagens do quilate de Paulo Gil Soares, Walter Lima Júnior, Washington Novaes, Luis Lobo, Eduardo Coutinho, recentemente assassinado, Luis Edgard de Andrade, o talentosíssimo tradutor de Manoel Bandeira, Homero Icaza Sanches e, por fim, o maestro Júlio Medaglia.

    Eram, então, tempos arrojados, audaciosos e corajosos de experimentação diante da Censura, da treva e do cretinismo fundamental. Esgotado e enojado joguei a toalha, pois perderamos Amaury Monteiro para o distópico AVC e, além, em sinfonia macabra, entronizara-se o mão de penugem, oriundo do sanguinolento diário niteroiense O FLUMINENSE, o patético, Mauro Costa.

    Reassumi o meio academico da puc-rio, a comunicação social, entao, matricula trancada. Após, realizei dois filmes, um curta, intitulado OPA! QUÊ QUE HÁ?, montado sobre entrevista, inesquecível, a mim, Sérgio Rezende e Mariza Leão, em boteco próximo ao jornal O GLOBO em frente a um Nelson Rodrigues sempre inspirado e, um Longa Metragem, como assistente, para roteiro e texto com atores, Anchieta JOSÉ DO BRASIL, direção de Paulo Cezar Sarraceni.

    Mas, introduzido, caro Nogueira, devo adverti-lo que presenciei JOÂO SALDANHA atropelar vários dos memorandos que o Bonifácio adorava enviar a seus subordinados. Eu próprio o fiz com um daqueles memorandos camisas de força. Jamais até este momento em que redijo, me dispusera a responder a algum texto lido na WEB.

    Minha tese é de que A VEJA, antes, com a capa o caçador de Marajás, a GLOBO, após, com este manipulado tecnicamente debate final, compuseram as pontas do momento intermediário, que se traduziu no assalto aos votos de Leonel Brizola por um Rezek à moda Gilmar Mendes, assessorado pelo TRE baiano; fala-se em algo próximo à 400.000 votos surrupiados o que inviabilizou a passagem do porta voz da cadeia da legalidade contra o parlamentarismo golpista ao segundo turno, onde, certamente, a precária máscara e ironia do marajá filhote da ditadura, teria sido arrancada e estilhaçada pelo engenheiro de Carazinho, único político brasileiro ao longo de toda História Republicana Brasileira a governar os dois estados da federação de maior importância e ressonância cultural: O Rio Grande do Sul e O Rio de Janeiro.

    Em 1982, houve a tentativa de golpe do proconsult , operada pela TV GLOBO, na manipulação das apurações contra um gato angorá ( Wellington Moreira Franco ) de ridícula performance, no entanto, ainda hoje no poder, através da Secretaria de Aviação Civil, cargo com status de ministro no governo Dilma.

    Provavelmente se justifica pela esdrúxula teoria da coalizão com DEUS e o DIABO para sustentação da Governabilidade, isto, sem dúvida, ainda reflexo e,resquício da famigerada reforma política engendrada pelo General do MAL, o Bruxo Golbery do Couto e Silva,( Leiamos GEOPOLITICA DO BRASIL) que , recordemos, deu de bandeja a Ivete Vargas a sigla do sucessor natural e herdeiro de Getúlio e Jango, O PTB.

    Daí ter sido criado o PDT, hoje nada representativo do ideário do seu fundador, a necessitar do socorro urgente de uma reforma político-eleitoral, no sentido de avançarmos e aprofundarmos as conquistas sociais, fortalecendo o Estado do Bem estar Social, e a um só tempo, operando enterrar em muitos mais palmos do que os apenas Sete de JOAO CABRAL DE MELLO NETO, a ignominia, a pusilanimidade, a infâmia e a ganância dos rentistas parasitas do NEOLIBERALISMO em todos os seus matizes e variantes.u, teríamos tido uma redentora guerra civil. Já li o decreto e. ele, apenas , abre a possibilidade da inclusão social e da participação democrática, e, vem desmanchar, ratifico, o embuste e a roubalheira dos Neoliberais, a quem Obama socorreu, usando fazer moeda, para cobrir o desatino da idéia maluca de que o capitalista ama alguém, além de seu prórpio lucro e de que o Mercado se autorregula, piada pornta do SIMÃO. Veja, agora, o caso SABESP, pra não falar do TRENSALÃO. A SABESP, virou empresa de economia mista, com ações em WALL STREET, dando dividendos robustos, a fazer com que seus investidores se refestelem em saunas ladrilhadas em piso granítico, quem sabe, carrara, e a fazer, concomitantemente, com que a, já, empobrecida, brutalizada, manipulada e humilhada população desta terra da garoa e túmulo do samba, não obtenha o serviço essencial para a qual foi criada a SABESP, ou, seja, tratar o esgoto e potabilizar a água, distribuindo-a, além de investir, medida sensata de quaisquer bom e honesto administrador, em obras, que levem em conta o aumento demográfico. Pois então, voce, meu ínclito interlocutor, é, de fato, o Direitista louco, e o aconselho a ver, o Documentário, 04hs e 30m, do insuspeito alemão, de nome artístico, MAX OPHÜLS, porém nascido, MAX OPPENHEIMER, a propósito da tomada de Paris pelos Nazistas da Gestapo. Voçê, e essas suas idéias avançadas, provavelmente, há de se identificar com um obscuro Sargento da Gestapo, de nome KLAUS BARBIE. Voçe em minoria, ele, o colocaria em tonel de amônia, vitrificando-o. Pense e reflita, sôbre a banalidade do MAL. Saudações cordiais, do Planta do Deserto, a quem, basta, tão somente, o orvalho do alvorecer, lamentando, contudo, seja este orvalho seja incapaz de vir a redimir a estorricada obra TUCANA da seca da Cantareira…

    • Questões Relevantes
      06/06/2014

      Pessoas como você são oportunas: reforçam cada ponto das teses que defendo. São incapazes de compreender o que lêem; enumeram insultos reais e imaginários como se fossem argumentos; e o mais curioso, adoram desfiar um curriculum que deveria impressionar mas apenas deixa claro que, apesar das oportunidades, não aprendeu nada.
      Neste blog, evitamos discutir politica partidária para afugentar este tipo de discurso rastaquera que você trouxe para cá. Para alguém que saiba ler e o faça de maneira isenta, seu comentário apenas corrobora a tese central do artigo acima.
      Curiosamente, ao citar Hannah Arendt, você tocou no ponto de partida de outro debate em que um curriculum foi apresentado como argumento, mas só serviu para aumentar a vergonha da “Doutora”: SABE COM QUEM VOCÊ ESTÁ FALANDO? DEBATE ENTRE A IDEOLOGIA MARXISTA E A LÓGICA LIBERAL. (https://questoesrelevantes.wordpress.com/2014/01/31/sabe-com-quem-voce-esta-falando-debate-entre-a-ideologia-marxista-e-a-logica-liberal/ )
      Por último, apenas um detalhe sobre seu ídolo Leonel Brizola: foi ele quem inaugurou a “paz negociada” com o narcotráfico nos morros cariocas, retirou a polícia e deixou as favelas entregues à lei do mais forte. Acabou com a malandragem romântica e fomentou as facções criminosas que não ligam à mínima para sua ideologia ou para a minha, mas transformaram a vida de milhares de moradores dos morros cariocas em um inferno.

  8. filhodesouzaralph10
    06/05/2014

    Caro João FQ, a Suiça é sem dúvida o paradigma laboratorial em gênese, do aperfeiçoamento mais autêntico do que se constituiu em um Paraíso Fiscal, que gerou inúmeros outros filhotes, a se espalharem por vários continentes, platitudes e latitudes, Andorra, Ihas Cayman, Ilhas Virgens e etc… Com a ascensão, via REAGAN anda THATCHER, do Neoliberalismo desregulado e ensandecidamente ilimitado, o DEUS Mercado, essa entidade usurária e concentradora de riqueza, precipitou a crise de 2008, onde, ironicamente, privatizou-se o saque e socializou-se o prejuízo, pois, chamada a população para assumir o gigantesco rombo do saldo devedor… Saudações do Planta do Deserto, a quem, basta, tão somente, o orvalho do alvorecer…

    • Questões Relevantes
      06/05/2014

      Caro Souza Ralph, você não inventou o gênero, mas acaba de produzir mais um “samba do esquerdista doido”. Até que começou a frase com algum nexo, mas depois se perdeu totalmente.

      • filhodesouzaralph10
        06/06/2014

        Quero advertí-los, de que há dois textos fundidos aqui, abaixo, por um erro de configuração, digamos, um simples teclar, em uma inadvertida tentativa de compor o resultado final. O texto principal, em resposta, ao site ” Questões irrelevantes.wordpress.com “, cujo tema, versava a propósito de um decreto presidencial de nº 8.243, que institui, a participação direta da população, no processo decisório social, político e econômico, ou, em outras palavras, institui a Democracia realmente participativa, e, não, a, hoje, Democracia terceirizada, pelo poderio financeiro das grandes empresas. Dando-lhes um prosaico exemplo, há cerca de seis meses, a Presidenta, Dilma Roussef, desonerara, aliviando a carga fiscal de segmentos que manteriam, em face à crise, a continuidade do crescimento, ainda, que tênue, diminuto, e, um dos Deputados, no caso, desonerações alimentícias, Sandro Mabel, homem dos biscoitos, cínico e vigário, propusera emenda à legislação, cujo conteúdo desonerava, a Indústria de armas de fogo, ” TAURUS “, que lhe havia financiado a campanha, e, como, eu argumentava, nossos brilhantes neoliberais, haviam fragilizado e enfraquecido o ESTADO KEYNESIANO INDEPENDENTE e AUTÕNOMO, absolutamente afeito ao desenvolvimentismo, em áreas estratégicas, onde somente como piada pronta do SIMÃO, qualquer um de de nós, poderia imaginar factível, viessem a ser auspícios de um capitalista convicto no lucro imediatista, como, pela ordem, a EDUCAÇÂO, o SANEAMENTO BÁSICO ( vide a SABESP ), a SAÚDE e o SUS, ademais, o TRANSPORTE PÚBLICO, cuja vocação para os trilhos, foi, há exatos 50 anos destroçada pela sabugice e subserviência, das elites perversas aos Yankees, que impuseram ao dinheiro, o aforismo famoso ” IN GOD WE TRUST “, impresso na nota de DÓLAR, pura heresia e anátema. Protestantes Calvinistas…

      • Questões Relevantes
        06/06/2014

        O samba do esquerdista doido continua, mas como no outro comentário, sem negar ou contradizer as teses centrais do artigo. Este discurso seu já era velho nos anos 1970. Mas para quem anda preso ao manisfesto comunista do século XIX, não dá para negar que houve algum esforço em evoluir. É evidente que você falhou, mas tentou…

  9. João FQ
    06/04/2014

    Só existe uma democracia direta que eu conheço no mundo: a Suíça; que não é nem perto de ser de esquerda e só funciona dado o pequeno contingente populacional e a grande uniformidade sociocultural.

    • Questões Relevantes
      06/05/2014

      Caro João FQ, a democracia direta pura não existe nem na Suíça, pois é absolutamente inviável para sociedades complexas e grandes grupos. O que os herdeiros intelectuais da Comuna de Paris e do Manifesto Comunista chamam de Democracia Direta é a participação permanente de lideranças proletárias em todas as esferas de poder. Quando isto não é possível, optam pela convocação de plebiscitos homologatórios. O assunto é complexo, cheio de nuances, mas a finalidade é bem clara: destruir o capitalismo e a democracia liberal. O caso suíço não tem este viés, evidentemente, e por esta razão considero incorreto incluí-la nesta trama.

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